Artigos de Espiritualidade

Artigos de Espiritualidade de A a Z para estudantes e curiosos. Vasto leque de temas de interesse sobre temas e autores espirituais, espiritualistas famosos, religiões e seus fundadores, seitas, terapias espirituais e muito mais.

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Aleister Crowley

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Aleister Crowley

Muitas pessoas tremem ao ouvir seu nome. Sentem arrepios só de pensar no homem que se autodenominou A Besta: 666 Aleister Crowley. Mas nem tudo sobre o temido personagem relaciona-se ao culto do chamado “lado negro do misticismo”. Na verdade, além de romper com o dogmatismo de sua época, Crowley teve um papel importante na inauguração de uma nova fase do pensamento mágico, gerando controvérsias que serviriam como base para o nascimento de toda uma geração de ocultistas a partir da década de 1940 e inspirando muitos jovens a buscar as artes mágicas.

Edward Alexander Crowley veio ao mundo em 12 de outubro de 1875, na cidade de Leamington, Inglaterra. Seus pais eram sócios dos Irmãos Plymouth, o que lhes rendia um considerável ganho para os padrões da época – dinheiro que, mais tarde, seria herdado pelo bruxo, possibilitando que se dedicasse em tempo integral aos seus estudos.

Um fato importante para entender a história desse estudioso do oculto é a crença de seus pais. Sendo puritanos cristãos, impunham a ele toda sorte de preconceitos e tabus relativos às suas crenças e, como resultado, o jovem cresceu com uma educação bíblica completa, que incluía conhecimentos das línguas antigas, como o grego e o latim. Durante seus estudos, ele também entrou em contato com as filosofias antigas e, claro, com a magia.

Um fato importante para entender a história desse estudioso do oculto é a crença de seus pais. Sendo puritanos cristãos, impunham a ele toda sorte de preconceitos e tabus relativos às suas crenças e, como resultado, o jovem cresceu com uma educação bíblica completa, que incluía conhecimentos das línguas antigas, como o grego e o latim. Durante seus estudos, ele também entrou em contato com as filosofias antigas e, claro, com a magia.

Contudo, um fato acionou a veia de Crowley para o oculto e deu vazão à sua rebeldia. Quando tinha seus acessos de inconformismo, naturais da juventude, mas inaceitáveis ao puritanismo vitoriano, sua mãe costumava chamá-lo constantemente de “a grande besta”. Numa dessas oportunidades, sua curiosidade se despertou e ele foi procurar a passagem sobre o tema na Bíblia.

vez de se horrorizar, ficou fascinado e concluiu que era essa a razão pela qual ninguém o entendia. Desde então, passou a se autodenominar A Grande Besta: 666.

Com a morte do pai e o peso da figura materna em sua vida, Aleister desenvolveu um profundo desdém por todas as instituições, em especial as de caráter religioso e moralista, tornando-se um arquiinimigo de tudo que representava repressão da sociedade em relação ao indivíduo.

Sua natureza rebelde começou a encontrar eco no descontentamento da intelectualidade da época e, no final da era vitorjana, teve contato com a efervescente nata cultural dos últimos anos do século 19 e início do 20.

Com a morte da mãe, Crowley herdou uma fortuna que, mais tarde, quando passava por dificuldades financeiras, foi reforçada por outra herança de uma tia. Isso lhe garantiu uma vida de luxo e sem necessidade de trabalho desde os 21 anos até a sua morte, aos 72. Nesse trajeto e com a fortuna que ganhou, dedicou-se em tempo integral ao estudo das artes mágicas, absorvendo conhecimentos que o tornariam uma das personalidades mais conhecidas no mundo ocultista.

O mago estudou no tradicional Trinity College, onde era considerado um excelente aluno, além de grande atleta. Isso lhe deu um grande destaque e o ajudou a abrir as portas para sua entrada em Cambridge, facilitando seu acesso ao mundo acadêmico e ao contato com a ordem mística Aurora Dourada.

 

CROWLEY FOI CONVIDADO A ingressar na ordem Golden Dawn (Aurora Dourada), e que causou um verdadeiro racha na organização. De um lado, encontrava-se Samuel Liddell McGregor Mathers (1854-1918), que insistia em conceder a iniciação a Crowley, pois via nele potencial para ser um grande mago; do outro estava o intelectual William B. Yeats (1865-1939), que via com preocupação o seu comportamento rebelde e tinha receio dos resultados que uma personalidade como a dele poderia provocar aliando a magia a sua já famosa imoralidade. Yeats até afirmou que a Ordem não era lugar para curar a rebeldia de ninguém.

Depois de ingressar na sociedade secreta  a qual ele considerou frustrante, como relatou mais tarde, em questão de meses Aleister ascendeu a vários graus, sendo informado que os mistérios mais profundos da ordem somente seriam transmitidos quando atingisse o Décimo Grau. Com sua rápida subida, os membros da ordem decretaram que ele teria de passar vários meses antes de seguir adiante dentro das estruturas da Aurora.

 

Incapazes de conter a impaciência do jovem, seus dirigentes declararam ser capazes de fazer tudo que as lendas contavam, desde levitar até voar em vassouras e conjurar tempestades, mas que tudo isso estava aquém da dignidade da Aurora Dourada. Nesse instante, Aleister chamou todos de “uma assembléia de idiotas” e estava disposto a ir embora quando encontrou Allan Bennet (1872-1923), um jovem que afirmava ter o segredo para invocar espíritos do outro mundo.

Entre eles iniciou-se uma amizade que envolveria a ambos de forma interessante, pois foi nesse momento que a vida mágica de Crowley ganhou novo alento. Ele afirmava ter conseguido invocar um grande número de demônios, embora alguns duvidem disso em virtude de, no mesmo período, ter começado seu envolvimento com drogas alucinógenas, das quais se tornou um contumaz consumidor.

A verdade é que o contato com a Aurora Dourada e com McGregor Mathers foi produtivo para a mente ativa de Crowley. Foi lá que ele tomou conhecimento de dois cânones do mundo mágico ocidental: As Clavículas de Salomão e o Livro Sagrado de Abramelin, este considerado uma das obras mais avançadas do estudo mágico e forças astrais. Segundo consta, Crowley inclusive realizou as operações descritas no livro e elas teriam gerado os eventos que culminaram com sua viagem ao Egito.

Seu relacionamento passou a se tornar cada vez mais tenso dentro da Ordem, principalmente quando começou a desenvolver uma série de atividades que o colocaram em choque com McGregor Mathers, situação agravada após sua mudança para a Escócia, pois não gostava de receber orientações e determinações: ele simplesmente ignorava as ordens de seus superiores. Isso o levou a cortar relações com Mathers aproximadamente em 1904.

Depois do rompimento, uma turbulência agitou a sociedade secreta, causada por uma disputa de poder entre os frateres. Crowley voltou para tentar acertar as coisas, mas sem sucesso, o que o deixou desiludido quanto ao futuro da Aurora. Abatido, o ocultista abandonou a Inglaterra e iniciou um longo período de buscas, que o levou da América e México ao Extremo Oriente, por fim retornando à Europa e se fixando em Paris.

Nessa época, sua fama já havia atingido grande parte do mundo das ciências ocultas e, ao saber de sua estada na cidade luz, diversos ocultistas o procuraram. Ele se sentia em seu território, o centro das atenções de uma sociedade pensante e filosófica que abundava nos cafés parisienses e discutia assuntos esotéricos com naturalidade  algo que Crowley achava extremamente excitante. Nessa ocasião, ele se casou com Rose Kelly (1874-1932), que iria mudar radicalmente sua visão do mundo mágico ROSE KELLY ERA IRMÃ DE Si r Gerald Kelly (1879 -1972), famoso pintor da época, e isso combinava perfeitamente com a imagem de Crowley, considerado um homem cobiçado e de alta estirpe. Kelly, porém, passou algumas dificuldades com o marido devido ao consumo de drogas e a uma vida que transitava pelas diversas facetas da sensualidade humana. A jovem experimentou algumas drogas e se tornou uma dependente em pouquíssimo tempo. Só que seu papel seria mais amplo na história do ocultismo. No ano de 1904, Crowley estava com a esposa no Egito quando ela teve uma série de revelações que resultaram no Liber Legis, ou Livro da Lei  obra que é a base de toda a doutrina que culminaria com o surgimento do movimento “thelernista”, os seguidores de Crowley.

Porém, segundo alguns historiadores, todos esses fatos estão conectados às práticas mágicas levadas a cabo pelo mago quando ele trabalhava em conjunto com Allan Bennet. Segundo se sabe, Crowley colocou em prática alguns dos ensinamentos contidos nos textos de Abramelin, mas sem o devido preparo – que, em alguns casos, leva alguns anos. E isso aconteceu sob efeito dos alucinógenos, que devem ter amplificado seus sentidos e iniciado um processo que gerou várias situações estranhas no futuro, envolvendo até a morte de alguns thelemistas.

Alguns afirmam que, quando Crowley começava a compilar os escritos de Abramelin, automaticamente a sala em que ele estava se tornava escura como breu. Não importava se era dia ou quantas lâmpadas fossem usadas, a sala continuava escura. E, segundo testemunhas, vários sons estranhos, alguns horrendos, eram escutados. Foi então que o bruxo retirou-se para a Escócia e continuou seu trabalho sem as constantes reclamações dos vizinhos.

Às margens do lago Ness ele intensificou suas atividades mágicas com invocações e transcrições de antigos rituais para uma linguagem moderna, mas agora as pessoas à sua volta diziam que a escuridão o acompanhava aonde quer que fosse, e sempre havia fortes aromas no ar que atrapalhavam a respiração.

Os fenômenos teriam cessado, mas retornou quando sua esposa canalizou O Livro da Lei, no Egito. Lá, ela entrou em transe e descreveu o deus egípcio Hórus, que revelou a Crowley sua condição de profeta e dirigente de uma nova ordem esotérica, que seria maior do que todas até então.

Para um estudioso como ele, isso era algo fantástico, mas difícil de acreditar. Crowley exigiu uma prova e a obteve. Hórus, por meio de Rose, lhe disse para ir ao museu de Boulak, onde ela identificou o deus representado em uma de suas formas, e a caixa na qual se encontrava sua representação levava o número 666. Convencido da veracidade do que lhe estava sendo apresentado, o bruxo iniciou a transcrição do Liber Legis com a ajuda de Rose e da entidade que se denominava Aiwass.

O trabalho de Crowley ganhou uma nova dimensão. Aiwass revelou-lhe as diversas Eras e o seu funcionamento; ele compreendeu o papel de seus estudos e criou uma nova ordem, que englobaria graus da própria Aurora em um sistema maior e mais abrangente. Nascia  assim a Astrum Argentum, contendo em si os resultados práticos dos estudos de Crowley sobre a magia e suas aplicações.

Depois disso, ele abandonou Rose e partiu para a América, onde conheceu Leah Hirsig (1883-1975), que se tornou a sua Mulher Escarlate fato que apregoava estar profetizado na Bíblia, pois ele realmente se considerava a encarnação da Grande Besta. Em seguida partiu para a Sicília, onde transformou uma fazenda abandonada em uma abadia, chamando-a de Templo da Magia.

Nos anos que se seguiram, Crowley reuniu uma série de discípulos que se contrapunham àquelas pessoas que o viam como um inimigo, uma pessoa a ser combatida e destruída. O que atraía uns e afastava outros eram os mesmos fatores: uma franqueza direta, a luta pelas idéias em que acreditava, seu inconformismo com as coisas que lhe eram impostas e uma personalidade que acreditava firmemente na magia como meio de mudar o mundo visível de acordo com a vontade humana.

A queda de Crowley começou depois que uma pessoa morreu na abadia em virtude de ferimentos recebidos durante uma punição. Crowley teve de abandonar a Sicília e sua esposa – que retornou a Londres, tornou públicas as práticas realizadas na abadia e liquidou de vez sua reputação.

 

O mago faleceu em 1947, tendo ao seu lado a Mulher Escarlate, Leah, que depois desapareceu misteriosamente.

 

DISCUTIR A FIGURA DE ALEISTER CROWLEY sob o ponto de vista moral é algo sem sentido, uma vez que a moral é um dos valores humanos mais cambiáveis. Há apenas um século, por exemplo, era perfeitamente admissível excluir a mulher da sociedade, algo que hoje é considerado inaceitável e imoral.

Quando se analisa a figura de Crowley é preciso ir além das aparências, da dicotomia do Bem e do Mal. Note-se que muitos dos atuais seguidores da chamada Nova Era  tão cheios de ódio e repulsa à figura do bruxo, sem saber, fazem uso de muitas idéias levantadas e estruturadas por ele.

O conceito de que todo homem é uma divindade e que, tendo essa consciência, ele pode alterar sua realidade, resultou das idéias thelemistas do ocultista. Além do que, foi ele, junto com Mc -Gregor Matters, que trouxe sob uma forma moderna os conhecimentos contidos nas Clavículas de Salomão e no Livro de Abramelin.

Os jovens que haviam abandonado tais estudos devido ao sectarismo das ordens de então voltaram a buscar esses caminhos com novo fôlego, e isso trouxe um ar renovado ao mundo do ocultismo e esoterismo, fazendo com que as linhas de trabalho se diversificassem, criando uma massa crítica necessária à chegada da Era de Aquário.

Aleister Crowley questionou vários dogmas cristãos e colocou em xeque as estruturas místicas desenvolvidas até o momento que, em vez de se tornarem centros difusores da verdade, haviam se tornado uma caricatura de si próprias, fechando-se em círculos viciosos. Muitas dessas sociedades se reestruturaram para combater as idéias de Crowley, o que, de forma indireta, levou ao renascimento do estudo místico como arte e ciência.

O mago não deve ser julgado em termos de Bem ou Mal, pois é desnecessário. Ele próprio se declarou o Anticristo, a Grande Besta: 666. O mais importante ao avaliar sua passagem pelo mundo é compreender as idéias contidas na obra que deixou, separando o homem do mito, os fatos do preconceito.

Fonte: Sexto Sentido Especial nº 24 – Grandes Magos. (Texto na integra)
www.mythoseditora.com.br
Site fonte: www.espiritualismo.info

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Alice Bailey

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Alice Bailey

Alice LaTrobe Bateman, mais conhecida como Alice A. Bailey (Manchester, 16 de Junho de 1880 — 15 de Dezembro de 1949) foi uma pesquisadora e escritora inglesa.

Os estudos concentram-se na área da Neoteosofia. Mudou-se para os Estados Unidos em 1907, aonde permaneceu até morrer em 1949. Autora com vastos conhecimentos em misticismo, tendo desencadeado um movimento esotérico internacional. Em 1922, Bailey iniciou a Lucis Trust Publishing Company; em 1923, a Escola Arcana e em 1932 o Movimento Internacional da Boa Vontade.

É uma das herdeiras da escola teosófica fundada pela maior esoterista do Ocidente, a russa Mme.Helena Blavatsky. No outono de 1919 foi contatada pelo mestre tibetano Djwhal Khul e desse encontro surgiram os 24 livros, escritos entre 1919 a 1949.

Nascida na Inglaterra vitoriana do final do Séc. XIX, e falecida em Nova Iorque em 1949, Alice Bailey, uma grande servidora da Humanidade, deixou assentes as bases de um movimento conducente a uma nova cultura de valores espirituais, além de situar de uma forma ordenada e credível a existência e o trabalho dos Mestres de Sabedoria de todos os povos e de fundar a “Escola Arcana”, que visa a formação e a preparação de discípulos aptos para o Serviço às necessidades mundiais.

Descrever a vida de Alice Ann Bailey é narrar uma existência plena de trabalho, esforço e abnegação. Nascida em 1880 em Manchester, no seio de uma família abastada, muito cedo ficou orfã de pai e mãe, passando a estar (juntamente com o seu irmão) ao cuidado de uma tia.

Ainda que nunca lhe tenha faltado nada, não soube adaptar-se ao convencionalismo social da sua época. Quando, aos 20 anos, se tornou independente, logo se começaram a manifestar rasgos do carácter empreendedor e idealista que possuía.

Trabalhou em diferentes obras cristãs para jovens e via, então, toda a experiência de Deus unicamente através do prisma dogmático dessa particular religião, que vivenciava de modo quase fanático. O ingresso de Alice Bailey, como trabalhadora voluntária, nos Lares para Soldados que haviam sido criados pela filantropia da Sra. Elise Sandes, constituiu um marco na sua vida. Aí, para além de desempenhar os rotineiros trabalhos domésticos, dirigia sessões e sermões evangélicos, visto se achar tão segura das crenças religiosas que na época professava.

O labor que desenvolvia levou-a a viajar até à Índia, a fim de tomar a cargo várias das suas delegações. Tal representou um elemento essencial na sua forma de encarar o Divino.

Depois de um desafortunado primeiro matrimónio, de que teve três filhas, e que suscitou a sua ida para os Estados Unidos, conheceu Foster Bailey (em 1919). Este viria a ser seu marido, companheiro inseparável e principal ajudante na imensa obra que, a partir de então, assumiriam conjuntamente.

Durante 30 anos, Alice Bailey escreveu (24) livros – que somam vários milhares de páginas -, proferiu centenas de conferências, atendeu a uma multidão de pessoas e, até ter cumprido a totalidade da sua obra, sobrepôs-se a um estado de saúde constantemente precário. Morreu a 15 de Dezembro de 1949, rodeada do carinho dos milhares de pessoas que beneficiaram do seu trabalho. Na tarde desse mesmo dia, afirmara: “Tenho muito que agradecer. Vivi uma existência rica e plena. Inumeráveis pessoas em todo o mundo foram muito bondosas para mim”.

Os Livros

Alice Bailey sempre disse que, desde o momento em que com ela (ainda na sua adolescência) se encontrou um “senhor de porte oriental”, mais tarde identificado como o grande Instrutor Koot-Hoomi, tinha plena consciência de pertencer a um grupo de discípulos. Na sua “Autobiografia Inacabada”, escreveu: “Quero que os Mestres de Sabedoria sejam reais para o mundo, tal como o são para mim e para muitos milhares de pessoas em todo o planeta”.

No entanto, o trabalho literário de Alice Bailey foi realizado, numa grande parte, em colaboração (e sobre a direcção) de um outro grande Instrutor Espiritual, chamado Djwhal Khul ou, como é conhecido mais comummente (dada a sua procedência geográfica), “O Tibetano”.

Esta obra grandiosa, pelo seu volume e pela informação proporcionada, começou com o livro “Iniciação, humana e Solar”, no qual se transmite a realidade da existência da Hierarquia de Mestres de Sabedoria, a que aludem (sob diferentes nomes) as diversas grandes religiões e a que, modernamente, já se haviam referido Helena Petrovna Blavatsky e outros autores da Sociedade Teosófica.

Da colaboração acima referida, que se prolongou durante três décadas, surgiram outros títulos como “A Luz da Alma”- um comentário sobre “Os Aforismos de Yoga” de Patanjali, texto de grande antiguidade e sabedoria tradicional – “Um Tratado sobre os Sete Raios” – obra em 5 volumes, na qual se versam temas tão variados como a psicologia, a cura e a astrologia (não no sentido popularmente conhecido, o qual é uma pura desvirtuação profana e exotérica mas, sim, no sentido profundo, ou seja, esotérico) e, ainda, o caminho da iniciação e suas regras -, “Problemas da Humanidade”, “A Exteriorização da Hierarquia”, “Discipulado na Nova Era” (2 volumes), etc.

Justifica uma menção à parte o livro “Um Tratado sobre Fogo Cósmico”, que se apresenta como uma continuação, fundamentalmente numa perspectiva psicológica, de “A Doutrina Secreta”, de H.P.Blavatsky (a quem, em justiça, o mundo nunca poderá pagar a portentosa obra que realizou para a Humanidade). “Um Tratado sobre Fogo Cósmico” é um trabalho de extraordinário volume (mais de 1.200 páginas no original em Inglês), em que se explana o vasto esquema da manifestação e da evolução universal.

Em geral, pode dizer-se que a obra escrita por Alice Bailey representa um marco notável na espirituali-dade do século XX, pela ingente quantidade de conhecimento aportado e pela raríssima clareza de expressão, constituindo um quase inesgotável manancial de esclarecimento das grandes e eternas verdades que subjazem ao ensinamento religioso de todas as épocas e de todas as culturas. Aborda, em simultâneo, temas de invulgar profundidade filosó-fica e questões de imediato interesse prático, transportando um repetido apelo ao serviço sério, inteligente e persistente à causa do verdadeiro progresso da Humanidade e alertando contra os perigos do astralismo ilusório e do psiquismo inferior.

 

A Escola Arcana

Em 1923, juntamente com o marido (Foster Bailey) e alguns estudantes, AAB criou a Escola Arcana, a que presidiu o conceito de gerar um centro onde os respectivos membros tivessem plena liberdade e não se vissem obrigados a fazer juramentos nem a contrair compromissos; o que, sim, lhes proporciona a referida Escola é a meditação, estudos e ensinamento esotéricos, concedendo liberdade para fazer os seus próprios ajustes e interpretar a verdade de acordo com a natureza e a capacidade própria de cada um.

Na Escola Arcana (que ainda hoje continua a transmitir ensinamento a quem o solicite), não se exige obediência a ninguém ou, tão pouco, a Mestre algum. Em contrapartida, enfatiza-se a existência do Mestre no Coração (”Cristo em nós”, como lhe chamava São Paulo), da Alma, do verdadeiro homem espiritual dentro de cada ser humano. Do mesmo modo, não se criam impedimentos a que os estudantes trabalhem em qualquer outro grupo, nomeadamente espiritualista ou religioso; apenas se lhes pede que considerem essa actividade como um campo de serviço a favor da Humanidade.

fonte: http://biosofia.net/2000/01/30/o-servico-de-alice-bailey/

 

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Anaximandro de Mileto
(611-547 a.C.)

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Anaximandro

Milesiano. Para ele a Physis era o apeiron (o ilimitado ou o indeterminado). Anaximandro viveu em Mileto no século VI a.C.. Foi discípulo e sucessor de Tales. Anaximandro achava que nosso mundo seria apenas um entre uma infinidade de mundos que evoluiriam e se dissolveriam em algo que ele chamou de ilimitado ou infinito. Não é fácil explicar o que ele queria dizer com isso, mas parece claro que Anaximandro não estava pensando em uma substância conhecida, tal como Tales concebeu. Talvez tenha querido dizer que a substância que gera todas as coisas deveria ser algo diferente das coisas criadas. Uma vez que todas as coisas criadas são limitadas, aquilo que vem antes ou depois delas teria de ser ilimitado.

É evidente que esse elemento básico não poderia ser algo tão comum como a água. Anaximandro recusa-se a ver a origem do real em um elemento particular; todas as coisas são limitadas, e o limitado não pode ser, sem injustiça, a origem das coisas. Do ilimitado surgem inúmeros mundos, e estabelece-se a multiplicidade; a gênese das coisas a partir do ilimitado é explicada através da separação dos contrários em conseqüência do movimento eterno. Para Anaximandro o princípio das coisas – o arqué – não era algo visível; era uma substância etérea, infinita. Chamou a essa substância de apeíron (indeterminado, infinito). O apeíron seria uma “massa geradora” dos seres, contendo em si todos os elementos contrários. Anaximandro tinha um argumento contra Tales: o ar é frio, a água é úmida, e o fogo é quente, e essas coisas são antagônicas entre si, portanto o elemento primordial não poderia ser um dos elementos visíveis, teria que ser um elemento neutro, que está presente em tudo, mas está invisível.

Esse filósofo foi o iniciador da astronomia grega. Foi o primeiro a formular o conceito de uma lei universal presidindo o processo cósmico totalmente. De acordo com ele para que o vir-a-ser não cesse, o ser originário tem de ser indeterminado. Estando, assim, acima do vir-a-ser e garantindo, por isso, a eternidade e o curso do vir-a-ser. O seu fragmento refere-se a uma unidade primordial, da qual nascem todas as coisas e à qual retornam todas as coisas. Anaximandro recusa-se a ver a origem do real em um elemento particular. Do ilimitado surgem inúmeros mundos, e estabelece-se a multiplicidade; a gênese das coisas a partir do ilimitado é explicada através da separação dos contrários em conseqüência do movimento eterno.

Principais fragmentos:

“… o ilimitado é eterno…”

“… o ilimitado é imortal e indissolúvel…”

Fonte: http://www.espiritualismo.info/

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Anaxímenes de Mileto
(588-524 a.C.)

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Anaximenes de Mileto

O terceiro filósofo de Mileto foi Anaxímenes (c. 570—526 a.C.). Ele pensava que a origem de todas as coisas teria de ser o ar ou o vapor. Anaxímenes conhecia, claro, a teoria da água de Tales. Mas de onde vem a água? Anaxímenes acreditava que a água seria ar condensado. Acreditava também que o fogo seria ar rarefeito. De acordo com Anaxímenes, por conseguinte, o ar(“pneuma”) constituiria a origem da terra, da água e do fogo. Conclusão – Os três filósofos milésios acreditavam na existência de uma substância básica única, que seria a origem de todas as coisas. No entanto, isso deixava sem solução o problema da mudança. Como poderia uma substância se transformar repentinamente em outra coisa? A partir de cerca de 500 a.C., quem se interessou por essa questão foi um grupo de filósofos da colônia grega de Eléia, no sul da Itália, por isso conhecidos como eleatas.

Fonte: http://www.espiritualismo.info/

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Annie Besant

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Annie Besant

Annie Wood Besant nasceu em 1867 e casou-se em Hasting, Sussex, com o reverendo Frank Besant, irmão mais novo de Walter Besant. Seu casamento durou seis anos e eles se separaram em 1873. Foi dado ao seu marido a custódia permanente de seus dois filhos, Mabel e Arthur. Ela lutou pelas causas que acreditava serem justas, iniciando com a liberdade de pensamento, direitos das mulheres, secularismo (ela era um membro líder da Sociedade Nacional Secular ao lado de Charles Bradlaugh), controle de natalidade, socialismo Fabiano e direito dos trabalhadores.
Sua mais notável vitória neste período foi a greve que ela liderou em 1888 para melhorar a saúde e segurança das trabalhadoras de uma fábrica de fósforos. Durante aquele período a indústria de fósforo era extremamente poderosa, uma vez que energia elétrica não estava ao alcance de todos, e fósforos eram essênciais para acender velas, lampiões de gás etc. A greve de Annie Besant marcou história, pois foi a primeira vez que alguém desafiou com sucesso os fabricantes de fósforos, também foi considerada uma marca de vitória dos primeiros anos do movimento socialista na Inglaterra.

Teosofia
Em 1889, ela foi solicitada a escrever uma crítica sobre a Doutrina Secreta, um livro escrito por Blavatsky. Depois de ler, ela fechou uma entrevista com a autora, convertendo-se ao estudo da teosofia e tornando-se membro da Sociedade Teosófica.
Algum tempo após o falecimento de Blavatsky, Besant acusou William Quan Judge, líder da seção estadunidense da Sociedade Teosófica, de falsificar cartas dos Mahatmas.
Tal conflito causou na época a separação de uma grande parte das lojas nos Estados Unidos da Sociedade Teosófica. Annie Besant em 1903 mudou-se para India e em 1908 foi eleita presidente internacional da Sociedade Teosófica, posição esta que ocupou até falecer em 1933.

Ordem Mística do Templo da Rosacruz
Em 1912, Annie Besant, Marie Russak e James Ingall Wedgwood fundaram a Ordem do Templo da Rosa-Cruz. Em razão dos numerosos problemas originados na Inglaterra durante a Primeira Guerra Mundial, as atividades tiveram que ser suspensas.
Besant retornou a suas tarefas como Presidente Mundial da Sociedade Teosófica, Wedgwood seguiu trabalhando como bispo da Igreja Católica Liberal e Russak manteve contato na Califórnia com Harvey Spencer Lewis, ao qual ajudou na elaboração dos rituais da Ordem Rosa-cruz AMORC.


Índia
Na Índia, fundou a Liga Nacionalista Indiana. Ela dedicou-se não somente a Sociedade Teosófica, mas também ao progresso e liberdade da India. Foi a primeira mulher eleita Presidente do Congresso Nacional da India. Besant Nagar e um bairro (próximo a Sociedade Teosófica) em Chennai nomeado em honra a ela.

Krishnamurti
Adotou como filho o jovem indiano Krishnamurti, que era tido pelos teósofos como um grande mestre.

Fonte: http://www.espiritualismo.info/

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Anton Szandor LaVey

Nome de nascimento era “Howard Stanton Levey”. conhecido por Anton Szandor LaVey nasceu na cidade de Chicago, em 11 de abril de 1930 – Faleceu em 29 de outubro, 1997. Fundou a Igreja de Satã no ano de 1966 em San Francisco, Califórnia, EUA. Além de líder da primeira organização abertamente satânica da história, LaVey também trabalhou como músico, fotógrafo forense, ocultista e domador de feras em circos.

Esta é uma das poucas informações coerentes sobre sua vida. De resto, há um grande conflito em sua biografia. LaVey teria recebido ensinamentos ocultistas de sua avó cigana. Ainda teria viajado para a Alemanha ao lado de um tio, e trabalhado em circos, cabarés e até mesmo na Polícia de San Francisco. LaVey também teria vivido romances com as atrizes Marilyn Monroe e Jayne Mansfield.

Em 30 de abril de 1966, foi fundada a Igreja de Satã (Church of Satan) por Anton LaVey. Apesar de já haver grupos como o Hell Fire Club e o Abbey of Thelema, que cultivavam uma linha semelhante, a Igreja de Satã foi a primeira organização reconhecida como religião dedicada às filosofias satânicas, e considerada a precursora do satanismo moderno. É provável que o nome Church of Satan tenha sido adotado como uma forma de causar um impacto polêmico e chamar a atenção da imprensa. As “Missas Satânicas”, que eram paródias das missas cristãs, possivelmente foram criadas com o mesmo objetivo. Portanto, seriam apenas recursos publicitários empregados por LaVey.

Assim, a Igreja de Satã recebeu uma atenção muito grande por parte da sociedade e da imprensa americana, logo atingindo uma notoriedade mundial. LaVey passou a ser considerado o Papa Negro e sua esposa Diane Hegarty, foi nomeada Suma Sacerdotisa.

Em 1º de fevereiro de 1967, ocorreu em San Francisco a cerimônia de casamento entre John Raymond, jornalista político, com Judith Case, filha de um conhecido advogado de Nova York. Apesar de não ser o primeiro casamento satânico realizado por Anton LaVey, a fama de John e Judith serem de famílias abastadas, despertou grande interesse e a cerimônia tornou-se um evento amplamente coberto pela imprensa.

Em maio do mesmo ano, LaVey conduziu o batismo de sua filha de três anos, Zeena. Foi o primeiro batismo satânico da história. Zeena vestia um manto vermelho e usava um medalhão com a imagem de Baphomet, enquanto seu pai recitava uma invocação que futuramente foi incluída no livro Satanic Rituals.

Em 1969, a Igreja já contava com 10 mil adeptos em todo o mundo. Anton LaVey publicou The Satanic Bible, que se tornaria a principal referência do Satanismo. Ainda seguiram-se The Compleat Witch em 1970 (posteriormente revisto e editado como The Satanic Witch) e em 1972, The Satanic Rituals.

A Igreja desenvolvia sua estrutura e hierarquia nas décadas de 70 e 80. Em 1984, Anton LaVey separa-se de Diane e sua filha Zeena ocupa a posição de Suma Sacerdotisa. Nesse período, as Missas Negras e outras cerimônias deixam de ser realizadas devido a intolerância de grupos cristãos.
Anton LaVey passa a administrá-la apenas através do Boletim Oficial The Cloven Hoof. Em 1988, este informativo foi extinto e algumas publicações independentes tornaram-se a forma de interagir os adeptos em diversas partes do mundo. Ainda houve um grupo que se desligou da Igreja e formou o Temple of Set (relativo à divindade egípcia Set).
Anton LaVey faleceu em outubro de 1997 devido a um edema pulmonar. Atualmente, a Igreja é presidida por Peter Gilmore.
Por: Spectrum

Satanismo de LaVey

O Satanismo de LaVey é o nome dado à forma de Satanismo sistematizada por Anton LaVey na Bíblia Satânica e outras obras. Dentro deste Satanismo , Satã é visto como uma força da natureza que deve ser desenvolvida pelo seu praticante através das práticas da magia.

Os nove pecados satânicos:

1.Estupidez: “Satanistas devem aprender a ver através dos truques.”
2.Pretensão: “Posturas vazias não estão de acordo com as regras capitais da Magia.”
3.Solipsismo:
4.Auto-engano/auto-ilusão
5.Conformismo de massa
6.Falta de perspectiva
7.Negligência (ou esquecimento) dos ortodoxos passados
8.Orgulho contra produtivo
9.Falta de estética.

No satanismo, as pessoas não seguem nenhum tipo de livro religioso, como a Bíblia, da Igreja Católica. A Bíblia Satânica de Lavey é como um livro de base, para as pessoas conhecerem sobre o satanismo. Ainda assim, esse livro é cheio de falsas informações para “filtrar” as pessoas que são realmente dignas de se auto-denominarem “satanistas” (Lembrando que um dos pecados capitais do Satanismo é a Estupidez).

A Igreja de Satã (Inglês: Church of Satan) foi a primeira organização religiosa abertamente satânica, fundada por Anton Szandor LaVey, intitulado pelos seus seguidores como “O Papa Negro”.
Grupos satanistas já existiam nos Estados Unidos e no Reino Unido em 1950, mas foi em 30 de abril de 1966, quando LaVey anunciou a criação da Igreja, que foi reconhecida a primeira organização religiosa dedicada às filosofias satânicas. É provável que o nome Igreja de Satã tenha sido adotado como forma de causar impacto e chamar a atenção da imprensa, bem como a realização das Missas Satânicas, que eram paródias das missas cristãs e voltadas à sociedade de Hollywood. Também há a crença de que, além da provocação, o nome tenha sido escolhido por representar o não-espiritual, a carne e também o homem-deus (auto-realizado). O Satanismo de LaVey é em sua essência uma filosofia humanista e anticristã, principalmente em relação à repressão sexual e ao sentimento de culpa cristão.

O satanismo não prega o culto a Satã como o demônio descrito pelas religiões monoteístas, mas sim por seu significado. A palavra Satã significa “adversário” e foi adotada pelos satanistas como meio de representar a oposição aos dogmas cristãos estabelecidos.

Neo-satanismo
No neo-satanismo, Satanás (não existe diabo) não é visto como uma entidade viva, mas sim como um símbolo de vitalidade, poder, virilidade, sexualidade e sensualidade. Satanás é visto como uma força da natureza, não uma divindade viva. O conceito a respeito de Satanás não tem nada que ver com o inferno, demônios, tortura sádica ou o Mal. Satanás não passa de representações para sentimentos naturais humanos.
Já no satanismo, não existe o culto ao diabo. O satanismo é uma filosofia de vida, a palavra Satã significa opositor (opositor a Deus no caso do cristianismo). Logo, o satanismo clássico é uma filosofia de pensar e agir.

Fonte: http://www.espiritualismo.info/

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Aristóteles
( 384 a.C. — 322 a.C.)
aristoteles

Foi um filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Seus escritos abrangem diversos assuntos, como a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia e a zoologia. Juntamente com Platão e Sócrates (professor de Platão), Aristóteles é visto como um dos fundadores da filosofia ocidental. Em 343 a.C. torna-se tutor de Alexandre da Macedónia, na época com treze anos de idade, que será o mais célebre conquistador do mundo antigo. Em 335 a.C. Alexandre assume o trono e Aristóteles volta para Atenas onde funda o Liceu.
(Wikipedia)

É considerado um dos maiores filósofos de todos os tempos. Os seus pensamentos filosóficos e idéias sobre a humanidade tem influências significativas na educação e no pensamento ocidental contemporâneo. Aristóteles é considerado o criador do pensamento lógico. Suas obras influenciaram também na teologia medieval da cristandade.

Aristóteles foi viver em Atenas aos 17 anos, onde conheceu Platão, tornando seu discípulo. Passou o ano de 343 a.C. como preceptor do imperador Alexandre, o Grande, da Macedônia. Fundou em Atenas, no ano de 335 a.C, a escola Liceu, voltada para o estudo das ciências naturais. Seus estudos filosóficos baseavam-se em experimentações para comprovar fenômenos da natureza.

O filósofo valorizava a inteligência humana, única forma de alcançar a verdade. Fez escola e seus pensamentos foram seguidos e propagados pelos discípulos. Pensou e escreveu sobre diversas áreas do conhecimento: política, lógica, moral, ética, teologia, pedagogia, metafísica, didática, poética, retórica, física, antropologia, psicologia e biologia. Publicou muitas obras de cunho didático, principalmente para o público geral. Valorizava a educação e a considerava uma das formas crescimento intelectual e humano. Sua grande obra é o livro Organon, que reúne grande parte de seus pensamentos.

Pensamento de Aristóteles sobre a educação:
“A educação tem raízes amargas, mas os frutos são doces”. Aristóteles (D.L. 5, 18).

Frases de Aristóteles:
“O verdadeiro discípulo é aquele que consegue superar o mestre.”
“A principal qualidade do estilo é a clareza.”
“O homem que é prudente não diz tudo quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz.”
“O homem livre é senhor de sua vontade e somente escravo de sua própria consciência.”
“Devemos tratar nossos amigos como queremos que eles nos tratem.”
“O verdadeiro sábio procura a ausência de dor, e não o prazer.”

Fonte:
http://www.suapesquisa.com/aristoteles/

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Auguste Comte

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Auguste Comte

Isidore Auguste Marie François Xavier Comte (Montpellier, 19 de janeiro de 1798 — Paris, 5 de setembro de 1857) foi um filósofo francês, fundador da Sociologia e do Positivismo.

Biografia
Em 1814, aos desesseis anos de idade, com interesse pelas ciências naturais, conjugado às questões históricas e sociais, ingressou na Escola Politécnica de Paris. No período de 1817-1824 foi secretário do conde Henri de Saint-Simon, expoente do socialismo utópico. São dessa época algumas fórmulas fundamentais: “Tudo é relativo, eis o único princípio absoluto” (1819) e “Todas as concepções humanas passam por três estádios sucessivos – teológico, metafísico e positivo -, com uma velocidade proporcional à velocidade dos fenômenos correspondentes” (1822) – “lei dos três estados”.
Em 1824 rompeu com Saint-Simon ao discordar das idéias deste sobre as relações entre a ciência e a reorganização da sociedade. Comte estava convicto que o mestre priorizava auxílio à elite industrial e científica do período com sacrifício da reforma teórica do conhecimento.
Em 1826 sofreu um colapso nervoso enquanto trabalhava na criação de uma filosofia positiva, supostamente desencadeado por “problemas conjugais”. Recuperado, iniciou a redação de Curso de filosofia positiva (renomeado para Sistema de filosofia positiva em 1848), trabalho que lhe tomou doze anos.
Em 1842 perdeu o emprego de examinador de admissão à Escola Politécnica por criticar a corporação universitária francesa. Começou a ser ajudado por admiradores, como o pensador inglês John Stuart Mill (1806-1873). No mesmo ano separou-se de Caroline Massin, após 17 anos de casamento. Em 1845 apaixonou-se por Clotilde de Vaux, que morreria no ano seguinte por tuberculose.
Entre 1851 e 1854 redigiu o Sistema de política positiva, no qual expôs algumas das principais consequências de sua concepção de mundo não-teológica e não-metafisica, propondo uma interpretação pura e plenamente humana para a sociedade e sugerindo soluções para os problemas sociais; no volume final da obra apresentou as instituições principais de sua Religião da Humanidade.
Em 1856 publicou o primeiro volume de Síntese Subjetiva, projetada para abarcar quatro volumes, cada um a tratar de questões específicas das sociedades humanas: lógica, indústria, pedagogia, psicologia. Não pôde concluir a obra ao falecer, possivelmente de câncer, em 5 de setembro de 1857, em Paris. Sua última casa, na rua Monsieur-le-Prince, n. 10, foi posteriormente adquirida por positivistas e transformada no Museu Casa de Augusto Comte.

Teorias

A filosofia positiva
A filosofia positiva de Comte nega que a explicação dos fenômenos naturais, assim como sociais, provenha de um só princípio. A visão positiva dos fatos abandona a consideração das causas dos fenômenos (Deus ou natureza) e pesquisa suas leis, vistas como relações abstratas e constantes entre fenômenos observáveis.
Adotando os critérios histórico e sistemático, outras ciências abstratas antes da Sociologia, segundo Comte, atingiram a positividade: a Matemática, a Astronomia, a Física, a Química e a Biologia. Assim como nessas ciências, em sua nova ciência inicialmente chamada de física social e posteriormente Sociologia, Comte usaria a observação, a experimentação, da comparação e a classificação como métodos – resumidas na filiação histórica – para a compreensão (isto é, para conhecimento) da realidade social. Comte afirmou que os fenômenos sociais podem e devem ser percebidos como os outros fenômenos da natureza, ou seja, como obedecendo a leis gerais; entretanto, sempre insistiu e argumentou que isso não equivale a reduzir os fenômenos sociais a outros fenômenos naturais (isso seria cometer o erro teórico e epistemológico do materialismo): a fundação da Sociologia implica que os fenômenos sociais são um tipo específico de realidade teórica e que devem ser explicados em termos sociais.
Em 1852 Comte instituiu uma sétima ciência, a Moral, cujo âmbito de pesquisa é a constituição psicológica do indivíduo e suas interações sociais.
Pode-se dizer que o conhecimento positivo busca “ver para prever, a fim de prover” – ou seja: conhecer a realidade para saber o que acontecerá a partir de nossas ações, para que o ser humano possa melhorar sua realidade. Dessa forma, a previsão científica caracteriza o pensamento positivo.
O espírito positivo, segundo Comte, tem a ciência como investigação do real. No social e no político, o espírito positivo passaria o poder espiritual para o controle dos “filósofos positivos”, cujo poder é, nos termos comtianos, exclusivamente baseado nas opiniões e no aconselhamento, constituindo a sociedade civil e afastando-se a ação política prática desse poder espiritual – o que afasta o risco de tecnocracia (chamada, nos termos comtianos, de “pedantocracia”).
O método positivo, em termos gerais, caracteriza-se pela observação. Entretanto, deve-se perceber que cada ciência, ou melhor, cada tipo de fenômeno tem suas particularidades, de modo que o método específico de observação para cada fenômeno será diferente. Além disso, a observação conjuga-se com a imaginação: ambas fazem parte da compreensão da realidade e são igualmente importantes, mas a relação entre ambas muda quando se passa da teologia para a positividade. Assim, para Comte, não é possível fazer ciência (ou arte, ou ações práticas, ou até mesmo amar!) sem a imaginação, isto é, sem uma ativa participação da subjetividade individual e por assim dizer coletiva: o importante é que essa subjetividade seja a todo instante confrontada com a realidade, isto é, com a objetividade.
Dessa forma, para Comte há um método geral para a ciência (observação subordinando a imaginação), mas não um método único para todas as ciências; além disso, a compreensão da realidade lida sempre com uma relação contínua entre o abstrato e o concreto, entre o objetivo e o subjetivo. As conclusões epistemológicas a que Comte chega, segundo ele, só são possíveis com o estudo da Humanidade como um todo, o que implica a fundação da Sociologia, que, para ele, é necessariamente histórica.
Além da realidade, outros princípios caracterizam o Positivismo: o relativismo, o espírito de conjunto (hoje em dia também chamado de “holismo”) e a preocupação com o bem público (coletivo e individual). Na verdade, na obra “Apelo aos conservadores”, Comte apresenta sete definições para o termo “positivo”: real, útil, certo, preciso, relativo, orgânico e simpático.
“A gênese do Positivismo ocorreu no século XIX, num momento de transformações sociais e econômicas, políticas e ideológicas, tecnológicas e científicas profundas decorrentes da consolidação do capitalismo, enquanto modo de produção, através da propagação das atividades industriais na Europa e outras regiões do mundo. Portanto, o “século de Comte” e sua amada França mergulharam de corpo e alma, numa “deusa” chamada razão, colocando sua fé numa “Nova Religião”, caracterizada pela junção entre a ciência e a tecnologia, tidas como a panacéia da humanidade, no contexto da expansão, pelo Globo, do Capitalismo Industrial.” (VALENTIM 2010)

A lei dos três estados
O alicerce fundamental da obra comtiana é, indiscutivelmente, a “Lei dos Três Estados”, tendo como precursores nessa idéia seminal os pensadores Condorcet e, antes dele, Turgot.
Segundo o marquês de Condorcet, a humanidade avança de uma época bárbara e mística para outra civilizada e esclarecida, em melhoramentos contínuos e, em princípio, infindáveis – sendo essa marcha o que explicaria a marcha da história.
A partir da percepção do progresso humano, Comte formulou a Lei dos Três Estados. Observando a evolução das concepções intelectuais da humanidade, Comte percebeu que essa evolução passa por três estados teóricos diferentes: o estado ‘teológico’ ou ‘fictício’, o estado ‘metafísico’ ou ‘abstrato’ e o estado ‘científico’ ou ‘positivo’, em que:
· No primeiro, os fatos observados são explicados pelo sobrenatural, por entidades cuja vontade arbitrária comanda a realidade. Assim, busca-se o absoluto e as causas primeiras e finais (“de onde vim? Para onde vou?”). A fase teológica tem várias subfases: o fetichismo, o politeísmo, o monoteísmo.

· No segundo, já se passa a pesquisar diretamente a realidade, mas ainda há a presença do sobrenatural, de modo que a metafísica é uma transição entre a teologia e a positividade. O que a caracteriza são as abstrações personificadas, de caráter ainda absoluto: “a Natureza”, “o éter”, “o Povo”, “o Capital”.

· No terceiro, ocorre o apogeu do que os dois anteriores prepararam progressivamente. Neste, os fatos são explicados segundo leis gerais abstratas, de ordem inteiramente positiva, em que se deixa de lado o absoluto (que é inacessível) e busca-se o relativo. A par disso, atividade pacífica e industrial torna-se preponderante, com as diversas nações colaborando entre si.

É importante notar que cada um desses estágios representa fases necessárias da evolução humana, em que a forma de compreender a realidade conjuga-se com a estrutura social de cada sociedade e contribuindo para o desenvolvimento do ser humano e de cada sociedade.
Dessa forma, cada uma dessas fases tem suas abstrações, suas observações e sua imaginação; o que muda é a forma como cada um desses elementos conjuga-se com os demais. Da mesma forma, como cada um dos estágios é uma forma totalizante de compreender o ser humano e a realidade, cada uma delas consiste em uma forma de filosofar, isto é, todas elas engendram filosofias.
Como é possível perceber, há uma profunda discussão ao mesmo tempo sociológica, filosófica e epistemológica subjacente à lei dos três estados – discussão que não é possível resumir no curto espaço deste artigo.

A Religião da Humanidade
Os anseios de reforma intelectual e social de Comte desenvolveram-se por meio de sua Religião da Humanidade. Para Comte, “religião” e “teologia” não são termos sinônimos: a religião refere-se ao estado de unidade humana (psicológica, espiritual e social), enquanto a teologia refere-se à crença em entidades sobrenaturais. Considerando o caráter histórico e a necessidade de unidade do ser humano, a Religião da Humanidade incorpora nela a teologia e a metafísica – respeitando, reconhecendo e celebrando o papel histórico desempenhado por esses estágios provisórios, absorvendo o que eles têm de positivo (isto é, de real e de útil).
A Religião da Humanidade encontrou em Pierre Laffitte seu principal dirigente na França após a morte de Comte, especialmente na III República francesa.

Obras
· Opúsculos de Filosofia Social (1816-1828) (republicados em conjunto, em 1854, como apêndice ao volume IV do Sistema de política positiva)
· Curso de filosofia positiva, em 6 volumes (1830-1842) (em 1848 foi renomeado para Sistema de filosofia positiva)
· Discurso sobre o espírito positivo (1848)
· Discurso sobre o conjunto do Positivismo (1851) (Introdução geral ao Sistema de política positiva)
· Sistema de política positiva, em 4 volumes (1851-1854)
· Catecismo positivista (1852)
· Apelo aos conservadores (1855)
· Síntese subjetiva (1856)
· Correspondência, em 8 volumes (1816-1857)

Bibliografia
VALENTIM, Oséias Faustino. O Brasil e o Positivismo. Rio de Janeiro: Publit, 2010. ISBN 9788577733316

Fonte: Wikipedia
http://www.espiritualismo.info/filosofias.html#AUGUSTE_COMTE

 

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