Bíblia E

Bíblia E

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Bíblia E

ECOLOGIA

As criaturas manifestam a sabedoria e a grandeza do Criador (Jó 28; 38,2-41,25;

42,5; Sl 19,2-7; Pr 8,27-31). O pecado e a violência do homem perturbam a ordem

da natureza (Gn 3,17; 6,17-8,14; Ex 7,8-11,10; Is 1,4-9; 2Rs 17,7-28). As

criaturas participarão da redenção escatológica (Is 11,6-9; 65,17; Rm 8,21s; 2Cor

5,19; 2Pd 3,3-13; Ap 21,1).

A importância da água (Gn 1,7; 2,10-11; 7,11; Is 24,18; Jó 38,22-28; Lv 26,4; Dt

11,14; Is 30,23s; Jr 5,24; Sl 1,3; 104,3-18). Seu valor simbólico (Ez 36,24-30;

47,12; Jr 31,9; Is 49,10; 41,17-20; Eclo 24,25-31); as águas que dão vida (Jo

7,37-39; 4,10-14; 1Cor 10,4; Ap 22,1.17); as águas batismais (2Rs 5,10-14; Mt

3,11; At 8,36; 1Cor 6,11; Ef 5,26; Rm 6,3-11; Tt 3,5).

A importância das plantas (Gn 1,11s.29-30; 2,9; 3,22s; Dt 20,19s; Sl 104,13-18).

Os animais e sua relação com o homem (Gn 1,20-30; 2,19s; 6,19-21; 9,2-5; Nm

22,22-35; 1Rs 17,6; Jn 2,3-7; Jó 38,39-39,30; 40,15-41,26; Sl 147,9; Mc 1,13; Mt

6,26; At 28,3-6).

ÉDEN

Ver Gn 2,8.10-14 e notas. Ver “Paraíso”.

EDOM

Ou “edomitas”, nome dos descendentes de Esaú, irmão de Jacó (cf. Gn 25,25.30;

33,1-17; Ab 9-15 e notas). Eles ocupavam a região ao sul do mar Morto, dos dois

lados do vale da Arabá, até o Golfo de Ácaba.

EFÁ

Medida de capacidade, equivalente a 45 litros ou três arrobas. Ver a tabela de

Medidas, pesos, moedas.

ÉFESO

Importante cidade do litoral oeste da Ásia Menor, desde 133 aC capital da província

romana da Ásia. Com uma população de 250 mil habitantes e um estádio para 24

mil pessoas, era famosa pelo seu templo de Ártemis e pelas práticas de feitiçaria.

Paulo passou por Éfeso durante a segunda viagem (At 18,19-21) e ali se deteve por

três anos durante a terceira viagem missionária (19,1-20,1). O sucesso de sua

pregação fez com que muitos queimassem seus papiros mágicos (19,18s), mas

suscitou também tumultos, levando Paulo a abandonar a cidade.

EFOD

Pode indicar uma estátua de um ídolo (cf. Jz 8,27; 17,5 e notas) ou a parte da veste

sacerdotal que continha a bolsa dos urim e tumim, usados para dar as respostas

oraculares (cf. Ex 25,7; 28,6 e notas).

EFRAIM

Nome do segundo filho de José e Asenet (Gn 41,52), que passou também a ser o da

tribo que dele descende. Junto com Manassés é destacado nas bênçãos de Jacó (Gn

49,22-26) e de Moisés (Dt 33,13-17). Por extensão, Efraim, sobretudo na linguagem

poética, engloba todas as tribos do reino do Norte (Jr 7,15). No NT é também o

nome de um vilarejo para onde Jesus se retirou antes de sua paixão (Jo 11,54).

ELEIÇÃO

Em virtude da aliança, Deus escolheu livremente para si a nação de Israel, como

seu próprio povo (Dt 14,2). Esta eleição está relacionada com o êxodo do Egito (Am

9,7; Os 13,4; Mq 6,3-5; Ez 20,5s), mas já teve início com os patriarcas (Jr 11,5;

33,26). Em virtude da eleição divina são chamados eleitos os patriarcas (Gn 12,1-

7), Moisés, os levitas, o rei (2Sm 7,14-16) e os membros do povo de Deus em geral

(Ex 19,1-9). A eleição, porém, não é mérito e sim fruto do amor imerecido de Deus

(cf. Dt 7,6-8 e notas).

No NT eleitos são os que do judaísmo se converteram ao cristianismo (Rm 9,27;

11,5-7), os cristãos em geral (1Pd 2,9), os apóstolos (Lc 6,13; Jo 6,70),

especialmente Pedro (At 15,7) e Paulo (9,15).

ELIAS

O nome significa “meu Deus é o Senhor”. É o nome do profeta que defendeu

intrepidamente a religião javista contra Acab e Jezabel, promotores do culto a Baal.

A figura deste profeta austero causou tal impacto no meio do povo, que em torno

dele surgiu um ciclo de narrativas de caráter legendário, marcadas por lances

dramáticos e milagres (cf. 1Rs 17-19; 21,17-28; 2Rs 1-2). Por causa de seu fim

misterioso descrito como assunção ao céu (cf. 2Rs 2,1-18 e nota; Eclo 48,9-12),

começou-se a esperar o seu retorno (cf. Ml 3,22-24 e nota), crença muito viva no

tempo de Jesus. O próprio Jesus afirma que Elias de fato já veio na pessoa de João

Batista (cf. Mc 9,13 e nota).

ENAQUITAS

População legendária de gigantes que ocupava a região de Hebron, quando os

israelitas começaram a conquista de Canaã (Nm 13,22; Dt 2,10-12 e notas).

ENCARNAÇÃO

Grande mistério (Rm 11,33; 1Tm 3,16), no qual participou Deus Pai (Jo 3,16; Rm

8,3; Gl 4,4), Deus Filho (Jo 1,14; Hb 1,2; 10,7-10; 1Jo 4,2) e Deus Espírito Santo

(Is 7,14; Mt 1,18; Lc 1,35; Rm 1,3-4; Cl 2,9).

ENFERMIDADE

É conseqü.ncia do pecado (Gn 2,17; 3,19; Dt 28,20-22; Eclo 31,22; 38,15; Jo

5,14); é provação de Deus (Tb 2,9-14; 12,13s; Jó 5,17-19; Sl 34,20; Jo 9,3). Como

proceder na enfermidade: chamar o médico e usar remédios (Eclo 18,20s; 38,9-

14); rezar a Deus (2Rs 20,1-7; Sb 16,6-13; Eclo 38,13s; Fl 2,25-27); chamar o

padre e receber a unção dos enfermos (Tg 5,14s); cuidar mais da vida espiritual (Sl

39,7s; Lc 10,41s; 12,31; Rm 8,18; 1Cor 11,30; Hb 13,14; 1Pd 5,7); visitar os

enfermos (Gn 48,1; Jó 2,11; Eclo 7,34s; Mt 25,39s).

ESCÂNDALO

Ameaças contra o escândalo (Pr 28,10; Mt 18,6-9; Mc 9,42; Lc 17,1; 1Cor 8,12):

exortações contra o escândalo (Mt 13,57; 15,12; Lc 7,23; Jo 6,62; 7,41).

Cristo é pedra de escândalo (Is 8,14; 28,16; Rm 9,33; Lc 2,34), sobretudo para os

fariseus (Mt 15,12); para os judeus (1Cor 1,23).

ESCATOLOGIA

Ver “Parusia”.

ESCRAVATURA

Ver “Redenção”.

ESCRIBA

Desde o tempo de Esdras o escriba é um entendido nas coisas da Lei. Por isso é

também chamado doutor da Lei ou rabi. Com o fim do profetismo, cabia sobretudo

ao escriba o ensino e interpretação da Lei ao povo (cf. Eclo 38,24 e nota). Por isso,

os escribas tornaram-se os líderes espirituais da nação. Depois de longos estudos

junto de algum mestre, pelos 40 anos, a pessoa era ordenada escriba com o rito da

imposição das mãos. No tempo de Jesus eram famosas as escolas de escribas

dirigidas por Hillel e Chammai.

ESCRITA

É conhecida desde o quarto milênio aC, tanto no Egito, como na Mesopotâmia. Entre

os israelitas a arte de escrever era conhecida apenas por pessoas instruídas e de

boa posição, especialmente os escribas profissionais (Is 29,11s). A escrita hebraica

se desenvolveu da escrita fenícia e tem 23 consoantes. É conhecida sob duas

formas: a antiga, ainda em uso entre os samaritanos, e a quadrada, que aparece

nos manuscritos do I séc. dC em diante. O sistema de vogais que fixa a pronúncia

das palavras só foi inventado pelos massoretas pelo séc. VI/VII dC. Os manuscritos

bíblicos foram escritos sobre papiro ou pergaminho.

ESCRITURA (SAGRADA)

Ver “Bíblia”e “Como ler a Bíblia com proveito”, na Introdução Geral desta Bíblia.

ESMOLA

O mandamento (Tb 4,7; 14,11; Lc 14,12); é um ato de religião (Pr 19,17; Eclo

35,4; Mt 25,35; Hb 13,16); exemplos (1Rs 17,10; Tb 1,3; Jó 31,16; At 9,36; 10,2;

2Cor 8,2).

ESPERANÇA

No AT Deus é a essência, meta final e garantia da esperança (Sl 130,5-7) do

indivíduo (71,5) e do povo em geral (Jr 14,8; 17,13). Espera-se no poder do braço

do Senhor (Is 51,5), do qual vem a salvação (Gn 49,18). Espera-se a vinda da

glória do Senhor (At 1,11; 1Ts 4,13-5,11), a conversão de Israel e das nações, a

nova aliança baseada no perdão dos pecados (Eclo 2,11; Mt 18,11; Hb 2,17; 4,16;

2Pd 3,9).

Apesar de sua história cheia de contradições e infidelidades, Israel conservou a

esperança na graça divina (Os 12,7; Jr 29,11; 31,17; Is 40,31). Foram os profetas

que ergueram a bandeira da esperança nos momentos críticos da história,

apontando a renovação dos tempos messiânicos (Os 2; Is 40-66; Ez 36-37).

No NT a salvação prometida torna-se de certo modo já presente pela fé: a

justificação, a filiação divina, o dom do Espírito e o novo Israel, composto de judeus

e pagãos convertidos a Cristo. Por isso muda também o conteúdo e a motivação da

esperança. A esperança do cristão é uma “viva esperança” (1Pd 1,3;), que liberta do

temor da morte (Ef 2,12; 1Ts 4,13), pois ela está unida ao amor (1Cor 13,13) e à fé

em Cristo. O cristão espera a salvação (1Ts 5,8), a justiça (Gl 5,5), a ressurreição

(1Cor 15), a vida eterna (Tt 1,2; 3,7), a visão de Deus e sua glória (Rm 5,2). Sua

esperança é alegre e corajosa (Rm 12,12; 1Ts 5,8), pois está firmemente ancorada

em Cristo (Hb 6,18s). Ver “Parusia”e Introdução Geral .

ESPIRITISMO

Constata-se na Bíblia a prática da evocação dos mortos (1Sm 28,3-20; 2Rs 21,6;

23,24; Is 8,19; 29,4), mas é severamente proibida (Lv 19,31; 20,27; Dt 18,10-12;

1Cr 10,13; Is 8,19; 44,25).

Outras práticas mágicas (Ex 7,11s; 2Rs 17,17; 21,6; 2Cr 33,6; Sl 58,5s; At 8,9;

19,18-20; 2Ts 2,9; Ap 13,13s; 16,14).

Adivinhação (Gn 41,8; Lv 19,26.31; 1Sm 28,7; Eclo 12,13; 34,5; Is 47,13s; Jr

8,17; Ez 21,26; Os 4,12; At 16,16).

Castigo severo previsto (Ex 22,17; Lv 20,6; Dt 4,19; 13,1-5; 17,3; Eclo 34,1-7; Is

44,25; 47,9; Jr 23,16.30-32; 28,15-17; 29,8; Mt 12,27; At 13,8-11; 16,16-18; Gl

5,19s; Ap 21,8).

Não existe reencarnação (Ecl 9,10; Eclo 14,12-19; Mt 13,30; 25; Lc 16,9.19-32; Rm

2,5-8; 2Cor 5,6-10; Gl 6,6s; Hb 9,27). Ver Lv 19,31; 1Cr 10,13 e notas; ver

“Necromancia”.

ESPÍRITO (SANTO)

Em hebraico e grego “espírito”significa ar em movimento, hálito ou vento. Por isso

também é sinal ou princípio de vida (Gn 6,17; 7,15; Ez 37,10-14), a força vital (Jr

10,14), a sede dos sentimentos, pensamentos e decisões da vontade (Ex 35,21; Is

19,3; Jr 51,11; Ez 11,19). Deus é que dá o espírito e age no homem pelo seu

espírito (Gn 6,3; Ez 2,2 e nota).

O Espírito falou pelos profetas (Ez 2,2; 3,12-14; 8,3; 11,1) e suscitou

“testemunhas” (At 1,8.22; 2,32; 3,15; 10,39-41).

No NT fala-se em bons e maus espíritos (Hb 1,14; Ap 4,5; Mc 1,13.23.26; At 5,16).

O Espírito é também Deus verdadeiro, uma pessoa distinta do Pai e do Filho (Mt

28,19; Mc 13,11; At 5,3s; 20,28; 28,25s; 1Cor 3,16s; Jo 14,16). Procede do Pai e

do Filho (Mt 10,20; Jo 14,26; 15,26; 16,13-15; Gl 4,6; Tt 3,5s); foi prometido e

enviado (Lc 24,49; Jo 7,39; 14,16s; 15,26; At 1,5; 4,31); foi comunicado pelos

apóstolos (At 8,14-17; 10,44-47; 11,15-17; 19,2-6; 1Ts 1,4s); foi dado a cada

cristão e é o princípio da vida espiritual e garantia da ressurreição (Rm 8,2.11; Lc

12,11s; Jo 14,26; 16,12s; At 4,31s; Tt 3,5); concede dons e provoca frutos (Is

11,2s; Zc 12,10; Gl 5,22s; 1Cor 12,4-14,40; Ef 1,13s; 2Tm 1,7).

O Espírito é o Paráclito, isto é, “advogado”dos cristãos no tribunal do mundo (Jo

14,15-17.25-26; 15,26-27; 16,7-14; Mc 13,11). Ver “Paráclito”.

ESPOSO

O amor de Deus por Israel é comparado ao do noivo por sua noiva, ou do esposo

pela esposa (Os 2,16; Jr 2,2.30-37; 3,1-13; Ez 16,8). Deus tem “ciúmes” por causa

de Israel infiel; por isso castiga-o, mas também lhe promete um coração novo (Jr

30,17; 31,2-4.21-22; Ez 16,53-63) e novas bodas após o castigo do exílio (Os 2,16-

25; 3,1-5; Lm 1,1-21; Is 49,14-21; 50,1-2; 51,17s; 54,1-10; Ct 1,1s).

João Batista chama Jesus de noivo (Jo 3,29; Ef 5,22s), sendo ele o amigo do noivo.

Em Cristo, Deus realiza as bodas definitivas com a Igreja, que é a noiva (2Cor 11,2)

ou esposa de Cristo (Ap 21,9). Por isso, o Reino é uma festa de casamento (Mt

22,1-14; 25,1-13; Lc 14,16-24; Jo 2,1-11; 3,25-30; Mt 9,14-15; Ef 5,25s; Gl 4,21-

23; 2Cor 11,1-3).

Os esponsórios de Deus em Cristo são o fundamento da moral conjugal cristã (Mt

19,1-9; Ef 5,22-23; 1Cor 6,15-20; 11,3-16; 1Pd 3,1-7; Cl 3,18-19). Ver

“Matrimônio”.

ESSÊNIOS

Associação religiosa judaica da Palestina, de caráter monacal e tendência ascética.

Sua origem provém, provavelmente, dos assideus (cf. 1Mc 2,42 e nota). Não são

mencionados na Bíblia. Com a descoberta dos escritos do mar Morto (1947) e das

ruínas de Qumrân, ficaram melhor conhecidos os costumes e a doutrina dos

essênios e seu possível relacionamento com os fariseus e o NT.

Características do grupo: Os candidatos passavam por um período de um ano de

“postulantado”e dois anos de “noviciado”; o candidato era aprovado como membro

após um juramento e recebia uma doutrina secreta. Praticavam a pobreza, o

celibato e a obediência a um superior. Faziam abluções rituais e orações matinais.

Veneravam Moisés e os anjos. Observavam o sábado, mas estavam separados do

culto do templo. Segundo alguns, João Batista teria sido membro da seita dos

essênios (Lc 1,60; 3,1-21).

ESTACAS SAGRADAS

Ver “Postes Sagrados”.

ESTADO

O poder vem de Deus (Pr 8,15s; 11,14; Eclo 10,1.4; 17,17; Dn 2,21; Mt 22,21; Jo

19,11; Rm 13,1s). Os funcionários públicos são responsáveis diante de Deus (2Cr

19,6; Ecl 5,7; Sb 6,2-9; Ef 6,9; Hb 13,17; Ap 19,16). Devem ser escolhidos entre os

mais dignos (Ex 18,21-23; Dt 1,12-17; Sl 101,6; Pr 14,35): devem ser justiceiros e

benignos (Dt 25,1-3; Pr 17,15; 20,28; 29,12; Sb 1,1; 12,17-19; Jr 22,2-5.13-19;

Lc 3,14; Jo 7,24); devem edificar pelo bom exemplo (Dt 17,15-20; 1Rs 2,1-4; 6,11-

13; Ecl 10,16s).

Os súditos devem honrar as autoridades como representantes de Deus (Ex 22,27;

1Sm 24,7; Jo 19,11; At 23,4s; Rm 13,7; 1Tm 2,1-3); devem obedecê-las (Rm 13,1-

7; Tt 3,1; Hb 13,17; 1Pd 2,13-15); devem pagar impostos (Mt 22,15-21; Rm 13,7).

Mas antes de tudo se deve obedecer a Deus (Tb 1,15-20; 1Mc 2,19-22; 2Mc

7,1s.30; At 4,18s; 5,29.40-42). Ver “Autoridade”.

ESTELA (PILAR SAGRADO)

Ou coluna sagrada, de origem cananéia, era uma pedra colocada de pé por chefes

em recordação de façanhas. Embora de origem profana, podia ser colocada em

santuários e acabava assumindo a finalidade religiosa (cf. Gn 28,18 e nota) de

localizar a presença divina. Mais tarde, para combater os costumes pagãos, o seu

uso foi condenado (Ex 23,24; Lv 26,1; Dt 7,5; 16,22; cf. 2Cr 14,2 e nota).

EUCARISTIA

“Fração do pão”rito tipicamente cristão (At 2,42.46; Mt 26,26; 1Cor 10,16; 11,24).

Celebra-se no domingo, dia da Ressurreição (At 20,7.11). Nela o Ressuscitado está

presente (Lc 24,30-35).

É o “pão da vida”, refeição pascal (Jo 6,4) e messiânica. É o novo maná, dado pelo

novo Moisés (Sl 78,24; 105,40; Sb 16,20; Is 55,1-3; Pr 9,5; Eclo 24,20; Jo 6,1-

15.22-59; Mt 14,19-21; 15,32-39).

É o banquete nupcial e escatológico (Mt 22,2-14; 25,1-13; Lc 14,12-24; Jo 2,1-12;

Ap 14,1-3; 3,20-21). É o sacramento de Unidade (1Cor 10,16-17; 11,17-34; Jo

17,1s; At 2,42-46; Lc 24,30-35), prometido e instituído por Cristo (Jo 6; Mt 26,26-

28; Mc 14,22-24; Lc 22,19-20; 1Cor 11,23-25).

EUNUCO

Ver as notas em Sb 3,14; Is 56,1-8 e At 8,26s.

EVANGELHO

É a “Boa-Nova” anunciando a chegada do Reino de Deus em Cristo (Lc 4,43-44; Mc

1,1; At 13,32-33; Is 40,9-11; 61,1-2; Lc 4,16-22; Mt 11,2-6). Esta feliz boa-nova é

anunciada aos pobres (Lc 6,20-23; 2,10; Mt 5,3-12). É o anúncio da salvação (At

13,26; Rm 1,16-17; 10,14-17; Ef 1,13); é a pregação do mistério que se realiza em

Cristo e na Igreja, incluindo judeus e pagãos (Cl 1,26-29; 4,2-4; Ef 3,1-7; Rm 1,1-

6). Ver a Introdução aos Evangelhos Sinóticos.

EXÍLIO

Ver “Deportação”.

ÊXODO

Ver “Moisés”, “Páscoa”, “Peregrinação”, “Libertação”. Ver também a Introdução ao

livro do Êxodo e as notas em Ex 15,17 e 19,1-24,11).

EXPIAÇÃO

No início, a expiação é compreendida materialisticamente como uma reparação

exterior por uma falta legal (Lv 14,11-20.53-54; 23,26-32; Dt 13,7-11; 17,2-7;

19,15-21; Nm 35,32-34; 2Sm 12,13-15).

A expiação visa restabelecer a comunhão entre Deus e o homem, rompida por sua

rebeldia. Em textos mais antigos, com a expiação procura-se acalmar a ira divina,

punindo o pecador ou praticando um ato cultual (cf. 1Sm 26,19; 2Sm 21,1-14 e

notas). Há também ritos expiatórios para apagar o pecado, representado como

mancha, pelo sangue de uma vítima (Lv 16,14-16). Deus é quem institui a expiação

e a efetua(17,11), quando lhe são oferecidos os sacrifícios pelo pecado e pela culpa.

Deus, intransigente no início, deixa-se dobrar pela sua misericórdia (Jr 7,16; 11,13-

20; Gn 19,2-22; Jó 42,8-10; Am 7,3-10); e concede o perdão dos pecados (Os

14,3-5; Jr 3,21-22).

No NT, o povo que pecou muito tem necessidade dum “justo” que se imole por ele e

o reconduza a Deus (Is 41,1-9; 49,1-6; 50,4-9; 52,13-53,12; Mt 12,15-21; Fl 2,8-

11; Jo 12,31-34; 11,47-54; 1Pd 2,21-25).

S. Paulo apresenta a obra salvífica de Cristo pela cruz como uma reconciliação entre

Deus e os homens (Rm 5,9-11; 2Cor 5,18-20; Cl 1,20; Ef 2,13-16).

O sacrifício de Cristo, de valor infinito, reparou para sempre todos os pecados (Hb

7,26-28; 10,4-14; 9,25-26; Ap 12,9-12; Rm 5,18-19). A Igreja, isto é, os cristãos

associam-se à expiação de Cristo (Fl 3,10; Rm 8,17; 1Pd 4,13). Ver “Dia da

Expiação”.

EXTERMÍNIO

Veja “Anátema”.