Psicologia E

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EGO – Para Freud, o Ego é o resultado de um processo repetido de transformação das tendências inconscientes mais superficiais, ao contato da realidade exterior, e graças à intervenção da percepção consciente. Mas esta instância da personalidade é, talvez, a mais difícil de ser definida e caracterizada.

Quando refletimos sobre nós mesmos, sobre o nosso “eu”, formamos uma noção que representa nossa individualidade, aquilo que faz com que sejamos uma pessoa bem determinada e bem distinta das outras pessoas.

Segundo Freud, há na estrutura da personalidade conteúdos inconscientes facilmente acessíveis, que entram em relação com o mundo exterior. Sabemos, com efeito, que as necessidades, idéias e impulsos tentam continuamente se exteriorizar. Sabemos ainda que essas idéias podem se entrechocar com forças opostas do mundo exterior estabelecendo um conflito ou um acordo entre forças antagônicas. Freud invoca, então, um processo consciente que vai desempenhar, de certo modo, o papel de informante e de agente de transmissão da maneira como se faz o encontro entre as tendências inconscientes e as forças externas. Em suma, pode-se considerar o Ego, nesta perspectiva, como o resultado de um encontro.

Ainda sob este angulo, o Ego aparece como essencialmente passivo. Com efeito, tomar consciência, registrar os resultados e os episódios de um choque entre duas forças, não é uma função ativa. Ora, na estrutura da personalidade, o Ego é um elemento ativo, que desempenha um papel capital na existência. Essa função ativa consiste, segundo Nacht, em transformar esta tomada de consciência em uma consciência do ser e em uma participação na atividade geral.

O Ego é, por conseguinte, o ponto que marca a encruzilhada entre o inconsciente e o mundo exterior. É uma espécie de sentinela, de guarda de barreira, que controla a comunicação entre esses dois mundos. mantidos constantemente sob sua tutela e observação. Basicamente, o Ego é um mediador entre o exterior e o inconsciente. Ele assiste às lutas ferozes entre as tendências inconscientes e a realidade. Essas lutas afetam profundamente o indivíduo para o bem ou para o mal, e o Ego procura conciliar os dois adversários, tudo fazendo para encontrar uma solução que possa satisfazer, senão totalmente, pelo menos em parte aos elementos conflitantes. Uma das funções essenciais do Ego é, portanto, procurar o melhor compromisso, o melhor acordo possível entre o mundo exterior e as pulsões inconscientes.

O Ego é o juiz que procura evitar ao indivíduo choques traumatizastes entre grupos de forças antagônicas.

Desenvolvimento do Ego: o Ego é o resultado de uma formação progressiva, inexistente ao recém-nascido. É um produto do desenvolvimento, das experiências contínuas que o indivíduo faz no decorrer de sua existência. Não se trata, pois, de uma realidade acabada, embora atinja certa estabilidade na maturidade. Sua evolução é mais rápida durante os períodos de formação do indivíduo do que durante a idade adulta. o Ego é o resultado de uma formação progressiva, inexistente ao recém-nascido. É um produto do desenvolvimento, das experiências contínuas que o indivíduo faz no decorrer de sua existência. Não se trata, pois, de uma realidade acabada, embora atinja certa estabilidade na maturidade. Sua evolução é mais rápida durante os períodos de formação do indivíduo do que durante a idade adulta. o Ego é o resultado de uma formação progressiva, inexistente ao recém-nascido. É um produto do desenvolvimento, das experiências contínuas que o indivíduo faz no decorrer de sua existência. Não se trata, pois, de uma realidade acabada, embora atinja certa estabilidade na maturidade. Sua evolução é mais rápida durante os períodos de formação do indivíduo do que durante a idade adulta.

A primeira fase do desenvolvimento do Ego situa-se nos primeiros meses da vida infantil, quando a criança não é ainda capaz de se distinguir das pessoas e dos objetos que a rodeiam. Nessa fase da vida não se pode falar de um Ego, visto serem pouco numerosos os conflitos verificados entre as necessidades inconscientes e o meio ambiente. Em geral, a criança é satisfeita em suas necessidades, embora experimente sensações de desconforto, de dores, fome etc. Não se pode, portanto, negar que já existia algum começo de organização do Ego.

Na segunda fase, a criança começa a sentir-se diferenciada de seu meio. Começa a distinguir os objetos a seu redor, como a mãe e os brinquedos. É uma percepção ainda confusa mas que já indica a origem do eu rudimentar. A partir dessa fase, que se verifica geralmente aos três ou quatro anos, a percepção do próprio corpo vai desempenhar importante papel no desenvolvimento do Ego. Cada conflito, cada experiência, a partir de então, irá colaborar na formação do Ego, cristalizando-se em núcleos suplementares. Mas para que haja um Ego bem organizado é necessário esperar que todos esses núcleos se reunam e criem uma função bem unificada, realçando os contornos do corpo e enriquecendo-lhe a imagem. Começa então a identificação de cada parte do corpo, tanto por experiências diretas, ferimentos ou sensações, como por relação com as outras partes já conhecidas.

A última fase consiste na aparição de um Ego bem estruturado e capaz de exercer todas as funções que lhe são destinadas. Isto só acontece por volta dos cinco anos. O Ego começa a revelar um cuidado feroz pelo indivíduo mas vai, ao mesmo tempo, aprendendo a levar em conta as necessidades dos outros, ensaiando os primeiros passos nas relações sociais com pessoas que não fazem parte de seu núcleo familiar.

Em síntese, o Ego se desenvolve segundo duas grandes modalidades: a diferenciação, isto é, o mecanismo pelo qual a criança se define pouco a pouco como uma individualidade bem distinta do meio ambiente e a integração, que consiste na formação de núcleos de ego, mediante experiências realizadas em face de barreiras à satisfação de necessidades.

A partir de experiências mais ou menos variadas, a criança descobre respostas específicas para determinadas situações. Ela é, ainda, incapaz de respostas generalizadas, em razão da falta de unidade ou de continuidade da consciência. Haverá uma forma especial, por exemplo, de sorrir para responder à mãe e outra para o pai, enquanto que perante o estranho a única manifestação é, geralmente, o choro.

A integração far-se-á em termos de finalidade, atividades, e esse processo de desenvolvimento permitirá o estabelecimento de relações inteligentes com os outros homens.

EMOÇÃO – Estado sentimental momentâneo em que o indivíduo tem seu organismo excitado. Há diversos tipos de emoção: medo, cólera, alegria, tristeza, piedade, felicidade, remorso, admiração, amor, ódio, culpa, vergonha etc. As emoções podem verificar-se como: experiências emocionais (quando o indivíduo sente a emoção), comportamento emocional (quando é levado, pelo sentimento, a fazer algo), além de se notarem também alterações fisiológicas que correspondem ou são provocadas diretamente pela própria emoção: ficar “corado” de vergonha, ficar “branco” de susto, ter batidas do coração aceleradas por causa do medo etc. Logo se vê que toda emoção é um sentimento que pode levar a uma ação (preparação motora): um sentimento de cólera leva ao ataque, um sentimento de grande tristeza provoca o choro “para desabafar”. Evidentemente, a intensidade das emoções varia muito, e se a tensão resultante da emoção for muito alta, haverá o impulso para uma ação correspondente.

É muito difícil e até impossível “descrever” as emoções, simplesmente porque se trata de sentimentos próprios e que dependem inclusive da experiência pessoal de cada um. Entretanto, há relações íntimas do sentimento com a atividade muscular e glandular do indivíduo. Assim, temos: aceleração da circulação sangüínea (aceleração das batidas do coração), tremor nas pernas, sorriso franco, suor (“Fulano suou frio quando viu a onça!”), choro, empalidecimento momentâneo ou ruborização das faces, contração dos músculos faciais. Em geral, a emoção está ligada a uma situação específica (medo daquela onça; amor por aquela moça), mas também pode acontecer de sentirmos uma experiência emocional desligada de uma situação imediata (emoções provocadas por acúmulo de experiências, como na frase popular: “…foi a gota que fez transbordar tudo!”)

Algumas das emoções mais básicas, criadas por situações simples e que surgem no indivíduo antes de outras, são: alegria, medo, cólera, tristeza. Por isso, são chamadas emoções primárias (se bem que a maior parte dos medos são aprendidos, isto é, não se pode dizer que o medo em geral é inato). Outras – como aversão, prazer, dor – dependem de estímulos dos sentidos. Por outro lado, as emoções que dizem respeito ao indivíduo considerando seu próprio comportamento formam um grupo que inclui vergonha, remorso, noção de êxito e de fracasso, culpa etc. Podemos ainda considerar mais um grupo de emoções: as de sentimentos dirigidos a coisas ou a outras pessoas: amor, inveja, ódio etc.

As expressões emocionais são variadas. Pode-se dizer que toda emoção é um estado provocado por uma situação externa ao indivíduo e adequada a uma reação também externa. Um estado de medo, por exemplo, pode ser provocado por um automóvel vindo em nossa direção, e disso resulta uma ação imediata: fugir ao perigo. Também há estímulos que provocam gargalhadas, como uma situação muito cômica; ou cócegas por causa do roçar do dedo na pele etc. Alguns movimentos de expressões emotivas não são aprendidos: sorrir, chorar, gritar etc. Mas outros são adquiridos, por imitação, e a vida em sociedade até exige que o indivíduo use de expressões – digamos – de educação, como polidez, sorriso cordial, e outras, quando na realidade ele gostaria de expressar desagrado, irritação, desprazer. A isso se chama controlar as emoções, processo que se aprende desde criança.

A emoção se faz sentir organicamente através de sinais que podem ser medidos. Quando o indivíduo sente forte emoção, as batidas do coração se aceleram (se bem que esse não é um reflexo exclusivamente provocado pela emoção; quando o indivíduo corre muito, por exemplo, seu coração bate muito depressa também, independentemente de emoção). A respiração modifica-se igualmente, quando o indivíduo está sob forte emoção. Esse aspecto do funcionamento do organismo sob influência de uma emoção, junto com outro aspecto – o da pressão sangüínea – são pontos importantes para se testar a honestidade em um depoimento, e é nisso que se baseia o detetor de mentiras. Explicando melhor: o detetor de mentiras procura registrar modificações em fenômenos corporais provocadas pela “emoção de mentir”. Um cinto inflável é colocado ao redor do tórax do indivíduo, e registra as variações ou a normalidade de sua respiração; a pressão arterial é medida pelo aparelhe apropriado comum; e eletrodos sensíveis acusam possíveis variações de condutibilidade de pele (colocados nas costas e nas palmas das mãos). Dessa forma, o indivíduo que, submetido ao detetor de mentiras, estiver procurando inventar uma desculpa, ou encobrir um crime, ou ocultar um pormenor delicado, ou enfim dizer algo enganoso, logo será acusado, graças aos registros sensíveis das variações fisiológicas provocadas pelo estado emotivo em que se encontra.

Ainda quanto a relações físicas com as emoções, convém lembrar a experiência feita com um gato ao qual se deu alimento especialmente preparado, de maneira que permitiu fazerem-se observações pelo raio-X. A investigação mostrou de início que o processo digestivo se passava normalmente, com o estômago do gato funcionando com regularidade, bem como os intestinos. De repente, porém, soltou-se um cachorro bravo na sala, o que provocou os conhecidos movimentos de “arrepio” do gato, para se defender do cão. Essa emoção aguda provocada no felino fez com que o processo digestivo parasse instantaneamente, conforme mostraram os raios-X a que continuava exposto o gato, para só recomeçar cerca de 15 minutos depois de o cão ser retirado da presença do felino. Vê-se portanto como é importante a calma durante e após as refeições. Qualquer excitação forte pode prejudicar o processo digestivo.

Uma das teorias que trata da emoção é a que afirma ser ela concretizada por meio de uma seqüência assim ordenada: 1) estímulo; 2) sentimento “subjetivo” da emoção; e 3) reflexo corporal da emoção (no comportamento). Assim, por exemplo, no caso do medo, ocorreria ( 1 ) um acontecimento qualquer, ou haveria um objeto externo, ou ainda unia idéia do indivíduo, que serve de estímulo; depois o indivíduo (2) toma conhecimento do estímulo e surge a emoção – que no exemplo é o medo – e por fim (3) advém as expressões corporais provocadas pela emoção (no caso do medo: tremor, empalidecimento, arrepio, fuga etc.). Por seu turno, James e Lange propuseram que a ordem não é exatamente essa, e sim esta: o objeto estimulante provoca primeiro as expressões corporais, que então proporcionam ao indivíduo a consciência da emoção. Assim, conforme essa teoria, ao encontrarmos um urso, ficamos primeiro assustados e depois corremos, e o enunciado mais racional é de que ficamos com medo porque trememos. Portanto o sentimento de medo, para manter o exemplo da mesma emoção, não seria causa mais sim efeito de um estado orgânico excitado. Essa teoria de James-Lange se baseia nos estados orgânicos: sensações de pulsação rápida, tremor, arrepios, respiração anormal etc. Se não fossem essas sensações a emoção provocaria apenas a idéia de perigo – no caso do urso – e a compreensão de que se faz preciso fugir do animal. E noutro exemplo: se recebemos um soco durante uma agressão qualquer, teríamos da mesma forma apenas a idéia de retribuir o golpe, e partiríamos para o revide. Nesses dois exemplos, não haveria então o “medo” (do urso) e a “raiva” ou a “cólera” (por causa do soco recebido). Assim, a teoria de James-Lange afirma que a emoção é muito mais provocada por sensações despertadas na periferia do corpo, do que por atividade mental. Vale mais o que o organismo sente, e que provoca a ação correspondente – nos exemplos dados: ação de fugir e ação de revidar.

W. B. Cannon propôs outra teoria, relacionando a emoção à atividade específica de centros cerebrais especiais – o tálamo. Esses centros, segundo Cannon, podem ser excitados por estímulos, sem depender de reações musculares ou glandulares. Esse psicólogo efetuou experiências com um gato ao qual foram cortados os nervos simpáticos, o que impediria o surgimento de reações de cólera, dependentes desses nervos. Mas o animal continuou tendo expressões externas de cólera. C. S. Sherrington também procurou no campo fisiológico as explicações para o estado emotivo, efetuando experiências com um cachorro, do qual retirou alguns nervos, e assim eliminando as possibilidades de o animal ter emoções provenientes em grande parte do corpo. Mas isso não modificou o comportamento emocional do cão. Por outro lado, foi ainda possível verificar-se a manutenção de estados emotivos numa mulher que teve o pescoço quebrado ao sofrer uma queda de cavalo. A medula espinhal fraturou-se na altura do pescoço, interrompendo as ligações dos nervos sensoriais e dos nervos motores entre o cérebro, o tronco e os membros, menos as ligações da parte superior do sistema autônomo com alguns órgãos internos. Com a ruptura, os nervos simpáticos ficaram desligados do cérebro, eliminando as sensações originadas no tronco e nos membros. Mas a paciente continuou tendo emoções que, parece perfeitamente lícito dizer-se, eram despertadas no cérebro. Segundo informa o neurologista que assistiu à mulher ela continuava tendo “emoções de pesar, de alegria, de desprazer e de afeição. Não houve modificações de personalidade nem de caráter”. Ora, de acordo com a teoria de James-Lange, essa mulher praticamente não poderia ter mais experiências emocionais, em vista da ruptura citada. Portanto as experiências de Sherrington (em cachorro), de Cannon (em gato) e o acidente com uma pessoa permitem uma não-confirmação da teoria que afirma serem as emoções provocadas por sensações na periferia do corpo. Parece mais certo crer-se que o estado emocional é um descontrole do sistema central (podendo manifestar-se em medo, cólera etc., um afrouxamento do controle (alegria, prazer, hilaridade etc.), ou ainda quando 0 organismo é excitado por algum estímulo forte (ansiedade, preocupação, avidez, ódio etc.). Em última análise talvez se possa dizer que a emoção consiste na falta do controle que normalmente é exercido pelo córtice cerebral; essa falta de controle permite uma atividade do diencéfalo, caracterizada por um comportamento marcado pela ausência da “calma normal” – que é substituída pela emoção.

EMOÇÃO PRIMARIA – É a que aparece bastante cedo, não dependendo portanto de aprendizagem: alegria, cólera, medo, pesar etc. As situações que provocam essas emoções são na essência muito simples, estando ligadas a atividades que implicam num objetivo, o que leva a graus variáveis de tensão. Quando há uma causa que provoca sensação positiva, temos por exemplo a alegria (que corresponde a um alivio de tensão que ocorre com a realização de determinado objetivo); mas no exemplo de uma causa desagradável, indesejável, ameaçadora e provocadora de susto e fuga, temos o medo. Entretanto, conforme provou J. B. Watson através de experiências com crianças, há tipos de medo que se podem dizer serem básicos, ao passo que outros – aliás a maior parte – são aprendidos.

EMPATIA – Faculdade de experimentar os sentimentos e a conduta de outra pessoa. A empatia, ou endopatia, diz respeito a uma vivência pela qual quem a experimenta se introduz numa situação alheia, real ou imaginária, objetiva ou subjetiva, de tal modo que aparece como se estivesse dentro dela. A empatia pode referir-se a toda espécie de situações, mas é considerada sobretudo como um problema psicológico.

Adquire grande importância, do ponto de vista de compreensão do próximo. No entanto, isto não significa que a pessoa que a vive se identifique afetivamente com o estado alheio. Um desenvolvimento especial da empatia é bastante útil para os psicólogos e psiquiatras, principalmente no início do relacionamento com o paciente.

EPILEPSIA – Afecção nervosa e cerebral que se manifesta periodicamente por acessos, convulsões, perturbações psíquicas, perda do sentido e da consciência. A epilepsia é uma doença bastante freqüente, que se caracteriza por uma perturbação paroxística das funções cerebrais, em especial das sensoriais. Os casos típicos são acompanhados de irritação motora, consistindo em convulsões gerais violentas, associadas à perda do conhecimento. Há, também, os casos de epilepsia ligeira ou atípica, em que esses fenômenos não aparecem com a mesma intensidade. Na chamada epilepsia genuína, o indivíduo sente-se bem no intervalo entre os acessos. No início da doença, não aparece o substrato anatomopatológico que lhe é inerente nos demais casos. Mais tarde, porém, a doença resulta num estado de deficiência mental, ao qual correspondem lesões orgânicas. Existem diversas hipóteses sobre a origem da epilepsia genuína. Intoxicações endógenas ou distúrbios nas glândulas de secreção interna são algumas das causas apresentadas como causadoras deste mal.

Admite-se a predisposição hereditária para esta doença, pois se observou um aparecimento freqüente de epilepsia em famílias constituídas por indivíduos que possuem problemas neurológicos. Também o alcoolismo paterno parece ter influência nesta predisposição. Diversos fatores interferem no desencadeamento dos ataques, tais como a ingestão de bebidas alcoólicas, debilidade orgânica, infecções agudas, excitações psíquicas e outros. Além da epilepsia genuína, existe também a epilepsia sintomática, de manifestações quase idênticas, e resultante de afecções diversas, como sífilis, tumores cerebrais, paralisia geral, esclerose e outros. A epilepsia genuína aparece, geralmente, antes dos trinta anos. São raros os casos de aparição tardia, conhecidos como epilepsia senil. Uma outra forma uma tanto comum é a epilepsia infantil, seja a genuína, ou aquelas ligadas a processos inflamatórios do encéfalo, tais como a poliomielite, encefalomeningites, infecções agudas, raquitismo etc. A manifestação clínica principal da epilepsia é o ataque epiléptico. Dependendo da intensidade deste, tem-se o “grande mal” ou “mal comicial”. Esta crise inicia-se após uma aura inconsciente, por um grito brusco, rouco, imediatamente seguido de queda e perda dos sentidos. A sentir surgem contrações musculares generalizadas. A mordida da língua e a micção involuntária são habituais. A crise termina com uma espécie de coma e, ao despertar, o doente não se recorda de coisa alguma do que se passou. Quando as manifestações aparecem isoladamente, fala-se do “pequeno mal”. A epilepsia parcial, também chamada bravais-jacksoniana, aparece somente quando existem lesões do córtex cerebral. Manifesta-se por convulsões, contrações de um determinado grupo de músculos, podendo generalizar-se, depois, pelo menos de um lado do corpo, partindo do rosto, de um braço ou de uma perna. Uma aura sensitiva, ou motora, localizada na zona de irritação é, quase sempre, constante, permitindo ao doente, em certos casos, evitar a crise. Incluem-se também no quadro clínico da epilepsia, os equivalentes epilépticos psíquicos, que consistem em acessos de loucura, em que o doente executa as ações mais anormais. Outras vezes, ocorrem crises ale grande agitação, acompanhadas de alucinações.

Nos animais também existem diversas formas de epilepsia, mais ou menos semelhantes às humanas.

Os distúrbios psíquicos da epilepsia são inconstantes e sua complicação mais temível é o “estado mal”. No tratamento da epilepsia, visa-se principalmente a diminuir a intensidade e freqüência dos acessos e a evitar muitas de suas conseqüências. Os tratamentos sintomáticos, atualmente disponíveis, são muito eficazes.

ESGOTAMENTO – Esgotamento, atualmente, é um termo de uso corrente entre as pessoas participantes daquilo que chamamos vida moderna. Ninguém gosta de pensar na Ansiedade, no Estresse, no Esgotamento ou na Depressão como formas de algum transtorno emocional, é claro. Isso pode parecer muito próximo do descontrole, da piração ou da loucura e, como de fato, todos temos a possibilidade de sermos afetados pelo estresse, pelo esgotamento ou pela depressão pelo menos alguma vez na vida, então será melhor não considerá-los como formas de algum transtorno emocional.

Não se pode entender Esgotamento sem entender antes a Ansiedade e o Estresse. Esgotamento é o estado emocional que se encontra a pessoa depois de ter passado por um período extenso de estresse e de ansiedade. Nessa circunstância “esgota-se” a capacidade de adaptação, a tolerância e a energia para continuar a luta pela vida.

ESQUIZOFRENIA – Distúrbio mental caracterizado por um relaxamento das formas habituais de associação de idéias, diminuição da afetividade, fechamento sobre si mesmo com perda do contato com a realidade. Para muitos psicólogos, particularmente aqueles da escola francesa de H. Claude, a esquizofrenia opõe-se à demência precoce e só compreende os casos que se desenvolvem sobre uma base de esquizoidia (constituição mental caracterizada por tendências à solidão, ao devaneio e, em conseqüência, dificuldade de adaptação às realidades exteriores) sob a influência de causas, freqüentemente morais, sem comprometimento inicial da inteligência. De maneira geral a esquizofrenia manifesta sintomas que são fáceis de reconhecer e identificar. Podem ser agudos, crônicos ou de aparição intermitente. Em alguns casos, um indivíduo supostamente normal pode mostrar uma repentina manifestação de sintomas esquizofrênicos. Em outros. os sintomas são permanentes e crônicos. A esquizofrenia simples se caracteriza por apatia, indiferença, retraimento e falta de ambições. Muitos indivíduos considerados desorientados ou fracassados poderiam pertencer a este tipo. Em alguns casos, a indiferença e a irresponsabilidade conduzem a conflitos com a sociedade. Um outro tipo de esquizofrenia é o tipo chamado catatônico. Envolve sintomas encontrados na demência precoce, como atividade exagerada, negativismo, suscetibilidade e outros. Freqüentemente o indivíduo se mantém em imobilidade física durante longos períodos, podendo também ser notada grande atividade descontrolada ou desorganizada. O tipo paranóide é uma outra manifestação de esquizofrenia. Caracteriza-se por delírios de persecução ou de grandeza, envolvendo no início da manifestação, um período de acentuada hipocondria. Em geral há menos desorganização e deterioração da personalidade na esquizofrenia paranóide que nas outras formas. Em conseqüência disto, muitos tipos paranóicos passam despercebidos no meio social. Na maioria dos casos de esquizofrenia aguda o indivíduo não reconhece a si mesmo. Não sabe se é homem ou mulher, ser humano ou animal, pessoa viva ou morta. O esquizofrênico se sente afastado do meio social e age de tal forma que provoca o afastamento dos demais. reação que serve para confirmar sua própria imagem de si mesmo. Não consegue compartilhar alguma coisa ou ter intimidade com os outros, e isto o deixa num estado de angústia que o leva a maior isolamento e retração.

Não existe um acordo geral sobre as causas das alterações esquizofrênicas. As principais teorias incluem determinantes tanto orgânicos como psicológicos. Muitos consideram a esquizofrenia essencialmente uma enfermidade hereditária e admitem também que as tensões podem determinar o aparecimento das provas clínicas da mesma. ultimamente pode-se observar uma tendência cada vez maior a considerar possível uma predisposição hereditária para a esquizofrenia. No entanto, ainda não foi isolado nenhum determinante genético específico. As principais teorias psicológicas sobre a gênese da esquizofrenia se referem à importância das primeiras relações interpessoais, sobretudo as relacionadas com a pessoa materna. Outros estudos apontam como causa favorecedora das manifestações esquizofrênicas as perturbações da comunicação entre os membros da família. O ponto de vista mais aceitável é que não existe uma causa única dos diversos sintomas que se incluem dentro da classificação de esquizofrenia. Parece ser um complexo jogo de forças biológicas e sociais que atuam em diferentes graus e em diversos aspectos.

ESTEREÓTIPO – Forma de pensar sobre determinado indivíduo ou coisa, influenciada pelo contexto amplo em que esse indivíduo ou essa coisa são percebidos. A percepção (ou o juízo) que temos de indivíduos é muito comumente calcada em maneiras de pensar que fazemos derivar do que seriam os traços tidos como gerais daquele grupo psico-sócio-económico a que esses indivíduos pertencem (ou pensamos pertencerem); mas por outro lado, e ao mesmo tempo também podemos seguir em nosso raciocínio um caminho contrário, ou seja, fazemos com que essas características tendam a ser aquelas que pensamos devam ser as do grupo a que os indivíduos pertencem. Portanto, criamos em nossa mente uma idéia baseada e influenciada pelo que pensamos sobre as circunstâncias gerais que rodeiam o grupo no qual o indivíduo pertence: é uma forma estereotipada de pensar, já que o indivíduo isolado pode não apresentar aquelas características. Exemplo: quando uma pessoa vê um indivíduo chamado, digamos, Israel de Tal. ela pode imaginar que se trata de um “comerciante judeu rico, que empresta dinheiro a juros” (e então, para essa pessoa essas serão as características marcantes do estereótipo do judeu, que ela estende ao indivíduo Israel de Tal mesmo sem conhecê-lo direito); ao passo que para outra pessoa – digamos: um católico rigoroso – e mesmo indivíduo pode apresentar-se involuntariamente como um “inimigo” da religião cristã da pessoa (e portanto neste segundo caso o estereótipo é diferente); e ainda podemos supor um terceiro caso: se considerarmos uma pessoa que seja árabe, aí o mesmo Israel de Tal seria tido de imediato como um tradicional inimigo político-religioso-racial (quer dizer: outro estereótipo diferente) – mas o indivíduo pode não ser comerciante, nem rico etc.; pode não apresentar, isoladamente, as características grupais que se tem como gerais, permanentes, infalíveis, e se o vemos a priori com essas características é porque estamos tendo um pensamento estereotipado. Outro exemplo: para muitas pessoas moradoras nos grandes centros urbanos, o caipira é um indivíduo bronco, indolente, preguiçoso, vagabundo, que “só quer tocar viola de papo pro ar”. Parece claro que essa idéia estereotipada do homem do campo se espalhou com base na divulgação do “Jeca Tatu” e mais ainda com base em programas de rádio e televisão em que o caipira (freqüentemente em dupla) é usado como tipo humorístico passivo, ignorante e com aquelas outras características. Se bem que as condiç8es de vida no ambiente rural sejam diferentes, e naturalmente menos fáceis que nas cidades, o que impede ao seu habitante de apresentar-se de paletó e gravata, de estar acostumado com prédios altos e carros velozes – é evidente porém que o tipo do caipira bronco, ignorante, indolente, vagabundo, de pouca inteligência etc. é um estereótipo que se nota entre os habitantes da cidade-grande. As idéias, que fazemos sobre indivíduos (e também sobre coisas em geral) são influenciadas pelo princípio parte-todo (que diz: as propriedades das partes dependem da natureza do todo), pelo fenômeno da assimilação (tendência para ter uma percepção uniforme e sem diferenciações), e pelo fenômeno do contraste (tendência para se ter uma percepção com diferenças acentuadas) – provocando comumente juízos estereotipados, isto é, que podem não corresponder à realidade.

ESTÍMULO – O estímulo é definido como uma modificação de alguma parte do ambiente que é perceptível por um indivíduo. Os estímulos são considerados como as causas diretas do comportamento. As modificações ambientais, ou estímulos, liberam uma quantidade de energia que leva a uma resposta por parte do indivíduo. Por exemplo, uma quantidade de energia luminosa liberada no olho provoca uma sensação de visão.

ESTRESSE – O estresse é o estado de tensão emocional que produz um estado psicológico desagradável caracterizado por irritabilidade, distúrbio de sono e do apetite, dificuldade na concentração, e preocupação exagerada com relação a situações triviais. Em geral há queda no rendimento, com diminuição da memória e impotência. Pode ser desencadeado por uma situação súbita (um assalto, por ex.) ou por situações conflitantes continuas e seguidas.

Na terceira idade as situações “estressantes” podem levar a alterações cardiovasculares, hipertensão arterial, com diversas conseqüências, às vezes graves, como o infarto do miocárdio, doenças gástricas e intestinais. Outras vezes pode ser acompanhado de distúrbios psicológicos os mais variados, como depressão ou agitação. Pode ocorrer o agravamento de uma doença que estava equilibrada, como o diabetes, por ex.

Para o seu tratamento é fundamental identificar-se a sua causa. O seu tratamento se baseia em relaxamento, exercícios físicos, e uso de substâncias psicotrópicas.

Nas ultimas duas décadas foi dada grande atenção aos fatores geradores de tensão e suas conseqüências em pessoas jovens, como o que ocorre nas doenças cardíacas que tem no fator tensional uma de suas principais causas, havendo um grande avanço na profilaxia e no tratamento das doenças das coronárias.

A maior arma contra o estresse é a atividade relaxante, que pode ser a fisioterapia, massagens, caminhadas (“jogging”), a musica, a pintura, etc., sempre realizada com regularidade. Na grande maioria das vezes são obtidos bons resultados sob orientação da terapia ocupacional que é direcionada ao combate da tensão emocional.

Todos nós estamos sujeitos a eventos estressantes: tensões nos relacionamentos, o trânsito da cidade, cobranças profissionais, etc. Quando falamos em estressores psicossociais, estamos nos referindo a eventos específicos, ou seja: valores ou circunstâncias do ambiente em que o indivíduo está inserido capazes de perturbar seu comportamento normal ou exacerbar um transtorno psíquico. Os estressores psicossociais atingem pessoas de qualquer idade e, quanto maior a sua gravidade, piores são as conseqüências. Os principais estressores psicossociais que podem influenciar o surgimento de uma perturbação comportamental em crianças e adolescentes vão desde uma mudança de escola, discussões em família e divórcio dos pais até morte dos pais, gravidez indesejada na adolescência, abuso sexual ou doenças crônicas capazes de levar a criança ou o adolescente à morte.

EU – É o conjunto de pensamentos, sentimentos e ações – tudo integrado – que faz com que o indivíduo tome conhecimento de si próprio. Pode-se dizer que. o eu ( ou self ) é a entidade mais complexa e importante de cada um de nós, como conjunto.

Sendo uma parte integrante da nossa personalidade, podemos “perceber” o eu como sendo o centro de nossa atenção, ou também como centro de necessidades ou desejos, ou como centro de emoções etc., além de ainda podermos fazer auto-análise: analisamos nosso próprio eu. Aliás, a propriedade que o ser humano possui de ter consciência de si próprio é considerada um dos aspectos mais diferenciadores entre êle e os outros animais, fazendo-o mesmo um ser “superior”. Essa identidade de si próprio faz com que saibamos que somos aquela mesma pessoa. O eu de cada indivíduo possui aspecto permanentes, como por exemplo: a fisionomia, o nome, o corpo e outros, enquanto há também um constante desenvolvimento fazendo com que novos aspectos venham ajuntar-se à estrutura: crenças, padrões de comportamento, hábitos, cultura, riqueza, “status” social, atividades profissionais etc. Como se pode concluir de imediato, o eu do indivíduo e “formado”, ou seja, não é inato. Ao nascer, a criança é indiferenciada, não tem noção de seu próprio eu. A medida que ela se vai desenvolvendo, vai também começando a perceber e distinguir os objetos que a cercam, e as pessoas (especialmente a mãe) que mais freqüentemente estão em contato com ela. Mais algum tempo, e a criança vai tomando conhecimento da sua própria existência, e então o seu eu vai começando a se estruturar. É na infância que se forma a estrutura básica do eu, para nas outras fases da vida, e continuamente, se verificar um processo de transformação e de complexidade crescente nele. Em nossa cultura ocidental – note-se ainda – os conceitos correntes de valores e comportamento geralmente seguem a dualidade de “bom” e “mau”, de “certo” e “errado”, de “superior” e “inferior”. Os pais, na educação das crianças, estão sempre mostrando, conscientemente ou não, essas diferenças, e tentando indicar os melhores caminhos para a formação do que seria o “eu ideal”. de fato, sendo o eu aquela percepção íntima de nós próprios, é natural que se procure fazer com que tenhamos ou queiramos ter esse conjunto de sentimentos, pensamentos, atividades, impulsos, julgamentos bem estruturados e orientados.

Deve-se atentar bem que o conceito científico de eu como um agente que tem consciência de si próprio e que dirige e controla seu comportamento não se confunde com o conceito de alma. Portanto, o conceito do eu não se baseia na religião. Ainda não se devem confundir as noções de eu com as de “ego”. de “organismo” e nem de “personalidade”. O eu é apenas parte do total da personalidade, sem por outro lado se confundir com ego nem com organismo.

O self – palavra da língua inglesa que também é usada para designar o “eu” – foi criada pelo psicólogo W’illiam James, que diz ser o eu a soma total de tudo que o indivíduo percebe como de si próprio: seu corpo, seu nome, sua fisionomia, suas tendências, suas propriedades materiais e desde simples objetos até casas, carro etc., sua família e pessoas de suas relações. seu trabalho etc. Ainda segundo James, o self é constituído de quatro elementos: social (de como o indivíduo é visto pelas demais pessoas, material (seus bens materiais), espiritual (suas disposições e faculdades psicológicas), e o ego puro (a consciência do sentido pessoal de identidade).

Na Psicologia moderna, o termo self tem dois significados, devendo-se notar todavia que não há concordância total dos psicólogos em aceitar estes significados: 1 ) self-como-objeto, denominação dada em vista de designar a avaliação, as atitudes, a percepção e os sentimentos que o indivíduo tem de si próprio, e portanto considerando-se a si próprio como objeto; e 2) self-como-processo, denominação que alguns autores preferem substituir por ego, e que se refere aos processos psicológicos que controlam o comportamento e o ajustamento do indivíduo, quer dizer, retine processos ativos de pensar, de perceber, de lembrar e outros, sendo então o eu um agente.

EU IDEAL – Noção que o indivíduo tem sobre o que ele gostaria de ser ou ter, de como ele gostaria de ser, do que ele deveria fazer. Resulta do desenvolvimento psicológico e é em geral influenciado por fatores sociais. Em alguns indivíduos, é algo bem remoto, portanto de certa forma secundária na sua vida, enquanto para outros indivíduos é mais próximo, atuante, influente.

Comparando a realidade de si próprio com o eu ideal, o indivíduo é levado a ter motivações e emoções importantes.

EU OBJETIVO – Segundo Lundholm, é aquilo que as outras pessoas pensam do indivíduo, diferenciando-se portanto do eu subjetivo. Esse comportamento de outras pessoas com referência ao eu indivíduo é muito importante para a auto-identificação. De fato, atitudes contrárias, ou de desprezo, etc., podem influir muito, e negativamente, no eu do indivíduo, ao mesmo tempo que, de outra forma, enaltecimentos, exaltações etc., podem contribuir positivamente para a estrutura do eu.

EU SUBJETIVO – De acordo com H. Ludholm, o eu é formado de dois aspectos: o eu subjetivo e o eu objetivo. O eu subjetivo resume-se no que o indivíduo pensa de si próprio; é o conjunto de símbolos (fisionomia, palavras etc.) através dos quais o indivíduo pode tomar consciência de si próprio. Conforme o mesmo autor ressalta, a noção do eu subjetivo é variável, dependendo de fatores internos e externos, como conflitos com outras pessoas, o esforço necessário para realizar um trabalho etc.

EUFORIA – É um sentimento agradável de alegria e bem-estar experimentado pelo indivíduo, quer por circunstâncias que o envolvem diretamente, quer em relação às ocorrências ambientais. O termo foi usado pela primeira vez em 1875, quando Friedler o empregou no sentido de contentamento experimentado pelos morfinômanos.

Embora a palavra seja ainda hoje empregada, muitas vezes, no sentido exclusivamente de bem-estar patológico, que constitui um sintoma de várias enfermidades mentais, podemos admitir que o eufórico nem sempre possui taras ou qualquer outro defeito de ordem psíquica.

Por outro lado, enquanto a alegria é um movimento total da mente, um júbilo com exaltação, como conseqüência de um triunfo sobre a angústia, a euforia deve ser considerada apenas como uma alegria intensa e passageira e que, por conseguinte, não afeta tão intensamente o estado do psiquismo. Ela é, se assim podemos dizer, mais intensa, porém mais breve, mais descontrolada e mais exteriorizada que o verdadeiro sentimento de alegria. O estado de euforia pode, facilmente, dar lugar a um sentimento de melancolia.

ego

[Do lat. ego.]

S. m. O eu de qualquer indivíduo. [Opõe-se a autor.]. Ficam. A parte mais superficial do id, a qual, modificada, por influência direta do mundo exterior, por meio dos sentidos, e, em conseqüência, tornada consciente, tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante seleção e controle, de parte dos desejos e exigências procedentes dos impulsos que emanam do id.

 

emoção

[Do fr. émotion.]

S. f. Psicol. Reação intensa e breve do organismo a um lance inesperado, a qual se acompanha dum estado afetivo de conotação penosa ou agradável.

 

empatia

[Do gr. empátheia.]

S. f. Psicol. Tendência para sentir o que sentiria caso se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa.

 

epifenomenalismo

[De epifenômeno + -al- + -ismo.]

S. m. Psic. Doutrina segundo a qual os fenômenos psíquicos são mero acessório dos movimentos nervosos.

ergoterapia

[De erg(o)-1 + -terapia.]

S. f. Psiq.1 V. terapia ocupacional.

Eros

[Do gr. Éros.]

S. m. Mitol. Entre os gregos, filho de Vênus, o deus do Amor. V. cupido.  Ficam. Princípio de ação, símbolo do desejo, cuja energia é a libido. [Cf., nesta acepç., Tanatos.].

 

esquizofrênia

[De esquiz(o)1 + -fren(o)-1 + -ia.]

S. f. Psiq. Afecção mental caracterizada pelo relaxamento das formas usuais de associação de idéias, baixa de afetividade, autismo e perda de contato vital com a realidade; demência precoce.

 

esquizoidia

[De esquizóide + -ia.]

S. f. Psiq. Constituição mental em que se observa tendência à solidão, autismo, devaneio, má adaptação às realidades exteriores.

 

esquizotimia

[De esquiz(o)-2 + -tim(o)- + -ia.]

S. f. Psiq. Temperamento não patológico a partir do qual se desenvolve, de preferência, a esquizofrenia. [Caracteriza-se por maior ou menor grau de interiorização, timidez, reações inapropriadas às situações e tendência ao idealismo.]

 

estupor

(ô)[Do lat. stupore.]

S. m.1 Psiq. e Med. Condição em que, estando a consciência desperta o paciente não reage nem a perguntas nem a estímulos externos, permanecendo imóvel na mesma posição.

 

exibicionismo

S. m. Psicol. Mania de exibir as partes sexuais.

exibicionista

S. 2 g. Psicol. Pessoa dada à prática do exibicionismo.

êxtase

[Do gr. ékstasis, pelo lat. extase.]

S. m. Psiq. Fenômeno observado na histeria e nos delírios místicos, e que consiste em sentimento profundo e indizível que aparenta corresponder a enorme alegria, mas que é mesclado de certa angústia: fica o paciente quase de todo imobilizado, parecendo haver perdido qualquer contato com o mundo exterior. [Cf. estase.].

extrovertido

[Part. de extroverter.]

Adj. Ficam. Que se expande, que desabafa; expansivo, comunicativo, sociável: [Sin.: extroverso.] [Antôn.: introvertido.]