Psicologia F

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FANTASIA – Mecanismo de defesa que proporciona uma satisfação ilusória para os desejos que não se podem realizar- o inconsciente cria uma satisfação-substituta que fica em lugar da realidade. É um mecanismo defensivo que alivia a tensão, permitindo uma liberação ilusória da realidade não-satisfeita, ou uma satisfação imaginária dos desejos, cuja satisfação real tenha sido proibida pela repressão. A fantasia é uma síntese integrada de idéias, sentimentos, interpretações e memória, predominando elementos instintivos e afetivos. Através da satisfação-substituta e omitindo a realidade, a fantasia pode ajudar a resolver os conflitos e prevenir a progressão da angústia. Freud demonstrou que os sonhos e a fantasia são processos que visam a avaliar a angústia.

Quando em doses moderadas a fantasia pode contribuir para a adaptação do indivíduo, já que proporciona a eliminação da angústia e permite que o indivíduo enfrente de novo o problema respectivo. Entretanto, uma dose constante e profunda de fantasia e devaneio pode fazer com que a pessoa se desvie da realidade, acostumando-se a um mundo irreal e quando ela “acordar para a vida” sentirá mais dificuldades para enfrentar os problemas concretos. Da mesma forma como a moderação e o exagero, na fantasia, podem ser benéfica e prejudicial respectivamente, também existem fantasias que poderiam ser classificadas de “positivas” (que permitem autodefesa e auto-afirmação), e fantasias “negativas” (que levam o indivíduo a imaginar prolongadamente aspectos contrários ou infelizes da vida, possibilidades de erros, dificuldades às vezes até impossíveis).

FETICHISMO – Alteração na qual a excitação e o gozo sexuais são produzidos por um objeto ao qual se atribui um significado sexual e amoroso anormal. A maioria dos fetiches típicos são símbolos fálicos (botas, lápis etc.), se bem que o comportamento fetichista pode estar dirigido aos excrementos, à urina, ou a outros objetos quaisquer, que adquirem um valor importante devido a seu poder evocador (cabelos, vestidos, calcinhas etc.), Segundo Pasche e Renard, estas erotizações correspondem a uma tríplice fixação: oral, lembrança de objetos que o lactente e a criança levam à boca e chupam no momento de dormir; anal, lembrança do interesse pré-genital pelos excrementos; finalmente, o objeto fantasmático pode simbolizar o pênis atribuído pelo menino à sua mãe (sapatos de mulher, bibelõ etc.). Na maioria dos casos é possível demonstrar a existência de significações complexas pertencentes a várias destas fixações. Esta perversão apresenta-se sobretudo no homem.

FIXAÇÃO – Mecanismo de defesa que consiste numa parada no processo de desenvolvimento da personalidade, em uma etapa sem independência completa, madura e uniforme. É um mecanismo que foi primeiramente estudado por Freud, explicando que certas situações infantis (de frustração ou de satisfação intensa, especialmente em algumas partes do corpo) podem continuar provocando e proporcionando experiências de alívio ou então de ansiedades exageradas.

Da fase da vida conhecida por infância até a fase adulta, deve haver um desenvolvimento, uma diferenciação e uma maturidade progressiva nos vários aspectos (instintivo, emocional etc.) da personalidade. Esse desenvolvimento progressivo deve verificar-se não apenas nos aspectos psicossexuais da personalidade, mas também nos métodos de pensamento, na maneira de encarar situações difíceis e frustrações, na maneira de manejar a realidade, e ainda na maneira de controlar e de exprimir as emoções e os instintos. Entretanto, nesse processo de desenvolvimento pode acontecer de surgir uma parada, o que provoca uma etapa incompleta da evolução do indivíduo, permanecendo então alguns elementos imaturos na sua personalidade.

A fixação mostra que o indivíduo, não podendo satisfazer normalmente e no tempo certo suas necessidades, vai então continuar procurando essa satisfação através da sua existência. Dentre as causas da fixação podem-se citar: frustrações exageradas que ocorrem ou podem ocorrer na infância; satisfação exagerada durante a infância (portanto, é causa oposta à anterior); educação descontinuada e marcada por atitudes contrárias entre si, isto é, educação caracterizada por alternações anárquicas de um extremo ao outro, quer dizer, da frustração forte à satisfação excessiva. Esses fatores podem provocar um despreparo no indivíduo para manter o desenvolvimento normal da personalidade, sobrevindo por isso o mecanismo da fixação A rigidez a que o indivíduo fica preso, pela fixação, o impede de fazer os ajustamentos adaptativos que as variações de situações da vida normalmente exigem de todos nós.

FOBIA – Podemos definir fobia como um medo altamente persistente e irracional. Se uma pessoa tem medo exagerado de rato, água ou escuridão, está demonstrando fobia. A tensão resultante da fobia está estreitamente relacionada com os estados de angústia e ansiedade. Geralmente o indivíduo afetado por fobia considera inexplicáveis seus temores s experimenta uma angústia intensa diante da situação fóbica. As reações fisiológicas comuns à angústia aparecem freqüentemente nas reações fóbicas. Como exemplo podemos citar a transpiração, respiração acelerada, diarréia, vômitos, “pressão no peito”, aumento no número de batidas do coração, e na freqüência do pulso. Os teóricos consideram qualquer situação ou objeto como centro de uma fobia. Os mais comuns são as alturas, os lugares fechados, os subterrâneos, os elevadores, a água, as multidões, as pessoas estranhas, os animais e a escuridão. Ainda que em teoria seja difícil diferenciar os temores baseados em perigos reais das reações verdadeiramente fóbicas, na prática geralmente a resposta do paciente ao perigo percebido indica claramente se seu medo é racional ou não. Freud sugeria uma hipótese de que um objeto temido pode na realidade ser desejado, ou pode simbolizar alguma coisa desejada. A ameaça de que o desejo desapareça pode causar fobia. Um exemplo de fobia que tem por base um desejo é o caso do rapaz que tem uma reação fóbica à dança. Sempre que vai a uma reunião dançante, sente dificuldade de respiração e tem de abandonar a situação. A dança pode significar a proximidade com moças que ele deseja. A reação de fobia protege-o de seus desejos.

Inúmeras podem ser as causas que determinam a manifestação de uma fobia. Na maioria dos casos, para se ter uma compreensão exata de uma situação fóbica é preciso um estudo profundo na história do paciente.

FRUSTRAÇÃO – O sentimento experimentado por alguém que, por incapacidade de vencer um determinado obstáculo, não consegue realizar o objetivo a que se propôs, denomina-se frustração. Ela será tanto maior quanto menor for a segurança do indivíduo e quanto mais forte for a atração exercida pelo objetivo.

A frustração pode ocorrer de vários modos. Pode se dar quando alguma pessoa ou objeto, ou ainda um estado de coisas, bloqueia o caminho que conduz o indivíduo à sua meta. Um aluno pode sentir-se frustrado por não passar no exame oral porque o professor o perseguiu. O caçador pode sentir-se frustrado porque, no momento preciso, seu fuzil falhou. Outra pessoa pode sentir-se frustrada porque as chuvas vieram arruinar seu programa de fim de semana. Todos esses são exemplos oriundos do ambiente.

Outras fontes de frustração podem ser encontradas dentro do próprio indivíduo. Suas próprias limitações podem impedi-lo de realizar determinadas metas. O caçador pode sentir-se frustrado ao ver fugir a caça que ele procurou e não conseguiu apanhar por falta de habilidade.

Uma terceira fonte de frustração é o conflito motivacional. A pessoa deixa de satisfazer ume necessidade por não conseguir fazer uma escolha entre as várias alternativas que se lhe apresentam. Seria, por exemplo, para o indivíduo uma fonte de frustração a indecisão entre a vontade de economizar dinheiro e o desejo de comprar uma roupa nova. Se as atrações exercidas pelo propósito de economizar e o desejo de vestir-se melhor forem da mesma intensidade, haverá uma dificuldade de escolha e, consequentemente, uma perturbação. Podemos vacilar, deixar de agir, e sentirmo-nos frustrados.

fixação

S. f. Psican. Apego exagerado, doentio, a uma pessoa, ou a uma coisa. Psican. A pessoa ou coisa que é objeto desse apego.

 

fobofobia

[De fob(o)- + -fob(o)- + -ia.]

S. f. Psiq. Medo de seus próprios medos.

 

fronteiriço

Adj. Psiq. Indivíduo que se encontra no limiar de psicopatia.

 

frustração

[Do lat. frustratione.]

S. f. Psican. Estado daquele que, pela ausência de um objeto ou por um obstáculo externo ou interno, é privado da satisfação de um desejo ou de uma necessidade.

 

frustrado

[Part. de frustrar.]

Adj. Psican. Que sofre ou sofreu frustração. S. m. Indivíduo frustrado.