Psicologia H

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HEREDITARIEDADE – Todo indivíduo quando nasce traz consigo características que lhe são transmitidas através do plasma germinativo de seu pais. Estas características representam o produto de uma longa linha de ancestrais, e sua transmissão é chamada hereditariedade. Por volta de 1870 um monge austríaco chamado Gregor Mendel, dedicando-se ao cruzamento de ervilhas, descobriu que quando acasalava ervilhas brancas com vermelhas, certos fatores a que chamou “elementos” determinavam se a descendência seria vermelha ou branca. Os “elementos” produziam uma relação consistente entre a descendência vermelha e branca, não só para a primeira geração, mas na gerações sucessivas. Essas regras para transmissão hereditária passaram a ser conhecidas como leis de Mendel. A partir de então, biólogos de todo o mundo levaram avante o estudo de Mendel. Desenvolveram uma teoria de hereditariedade, de acordo com “gens” e “cromossomos”, termos que substituíram os “elementos” de Mendel. Os gens são moléculas proteicas submicroscópicas que existem nas células germinativas. Reunidos em padrões definidos, os gens formam os cromossomos. Esses padrões complexos de gens, únicos para cada pessoa, determinam sua hereditariedade. A célula germinativa humana contém 24 pares de cromossomos cada um, provavelmente constituído de milhares de gens. Quando um espermatozóide masculino e um óvulo feminino se unem no momento da concepção, cada um libera um de cada cromossomo par, que então se combinam no núcleo celular do novo indivíduo formado e, desta maneira, determinam toda a sua herança física. Os traços que mais atentadamente herdamos são: a cor de nossos olhos, do cabelo, da pele, o formato do crânio e uma tendência para ser alto ou baixo. Também são herdados alguns defeitos físicos, como a cegueira para as cores, dedos atarracados e algumas formas de calvície. Com exceção do diabete, nenhuma doença comum é hereditária, ainda que possam existir predisposições herdadas para o câncer, a tuberculose e as alergias. Somente algumas anormalidades mentais são herdadas e, de acordo com a maioria dos psicólogos, o grau de inteligência que possuímos é provavelmente herdado.

A hereditariedade é determinada num breve instante, no momento da concepção, quando os gens do pai e da mãe se unem. Tudo o mais que forma um indivíduo é ambiente. Para exemplificar podemos dizer que a hereditariedade proporciona o material bruto, do qual uma pessoa é feita. O que ela se torna, com o material recebido, depende principalmente do ambiente. Bom material colocado num ambiente adequado resulta num produto bem acabado. Material ruim, mesmo que seja cuidadosamente modelado, nunca se torna um produto de primeira classe.

HERZBERG – Herzberg desenvolveu uma teoria de dois fatores para distinguir os fatores que causam insatisfação (os insatisfatórios) e aqueles que causam a satisfação (os satisfatórios).

Para motivar uma compra, não basta, para Herzberg que os fatores de insatisfação estejam ausentes. Pelo contrário, os fatores de satisfação devem estar bem presentes

A teoria de Herzberg apresenta duas sugestões, mais ou menos óbvias: evitar os fatores de insatisfação e apresentar os fatores de satisfação.

HISTERIA – Neurose causada por conflitos psicológicos, e que se caracteriza pela hiperexpressividade somática das idéias, das imagens e dos afetos inconscientes. Derivado do grego “histerum” (útero) (porque a princípio pensou-se que essa doença se originava em distúrbios desse órgão), é uma afecção mental caracterizada por um exagero considerável da sugestibilidade evidenciada por surpreendente plasticidade da personalidade. Desse fato decorre uma série de manifestações funcionais de aparência orgânica: paralisias, perturbações sensoriais, crises nervosas, sono, catalepsia etc. E outros distúrbios psíquicos típicos: mitomania, onirismo, amnésia, automatismo psicomotor etc. Considerada como expressão orgânica de conflitos inconscientes, a histeria é a neurose de conversão dos psicanalistas.

Estudos mais sistematizados sobre o assunto começaram com Jean Marie Charcot (I825-1893) que empreendeu uma investigação metódica dos sintomas histéricos graças ao método de observação clínica. Para ele, o elemento degenerativo era a base comum de todos os seus sintomas.

Bernheim, seu discípulo, concluiu que todos os fenômenos descritos pelo mestre como histéricos, podiam ser desenvolvidos por via sugestiva. Assim sendo, a sugestão não constitui fenômeno propriamente histérico, fazendo parte, em maior ou menor grau, do acervo psicológico do homem.

Babinski separa a histeria da patologia nervosa, aproximando-a da sugestão hipnótica, considerando-a como efeito da persuasão. Para ele, a essência da histeria é a auto-sugestão. Chegou a estabelecer como axioma que “histérico é tudo aquilo que vem pela sugestão e é removido pela persuasão”.

Pierre Janet tentou estudar as relações entre histeria, hipnose e automatismo psicológico, desenvolvendo, sobre a primeira, os conceitos de “tensão psicológica”, “dissolução” e “subconsciência”. Esse abaixamento geral da tensão psicológica, fenômeno fundamental na histeria de Janet, constituía um defeito pessoal indicador de deficiência constitucional. Para ele, é a estrutura da consciência do histérico que está fundamentalmente alterada, possuindo uma atitude para viver intensamente as imagens e para hipnotizar-se por elas.

Freud partiu da idéia que os sintomas se originavam no inconsciente dos enfermos. Mostrou, em síntese, que a maioria dos fenômenos histéricos provinha da repressão no inconsciente dos sentimentos, desejos e temores que expressam.

Mais tarde, a teoria ampliou-se com o recurso da idéia de “regressão”, porque, para os contemporâneos, a neurose histérica está caracterizada desde sua estrutura inconsciente pela fixação e pela regressão à fase edipiana genital. A histeria, seria, então, uma neurose edípica.

Consideram-se os sintomas multiformes da histeria em manifestações agudas, síndromes funcionais duradouros e manifestações viscerais.

A personalidade histérica se encontra melhor definida nas mulheres que nos homens, possuindo seu caráter trés aspectos fundamentais: sugestionabilidade, mitomania e alterações sexuais.

Segundo os conceitos de Kretschmer, cada ser humano com um sistema nervoso débil ou numa situação extrema, pode produzir um ataque de estados histéricos. O prognóstico da histeria varia de caso para caso. Depende, também, das capacidades aparentes e das potencialidades pessoais, das oportunidades de gratificação oferecidas pela realidade e da capacidade individual de aproveitá-las. O tratamento da histeria faz-se: 1) – pela psicanálise: mais eficaz quando se pretende ajudar o paciente a sair de um tipo de relações vitais infantis, profundamente estruturadas na personalidade. Permite, assim, uma tomada de consciência necessária. 2) – pela psicoterapia de sugestão: usa-se o caráter plástico dos sintomas a fim de obter sua desaparição, acentuando a repressão das pulsões: o medo, a dor, ou a influência direta do terapeuta mobilizam as posições do sujeito. Pode-se usar, também, a hipnose, a narco-análise e a sonoterapia, todas seguidas de uma psicoterapia. 3) – pela fisioterapia de sugestão: os procedimentos fisioterápicos ajudam os tratamentos de “sugestão ativa”. Condutas entre uma psicanálise ou a simples desaparição dos sintomas, constituem psicoterapias variadas, adaptadas às condições do sujeito segundo seu meio. Utiliza-se, assim, a ação psicoterápica direta e também a do meio. Os benefícios secundários serão desvalorizados em sua escala normal.

As modalidades de tentativas devem ajustar-se a cada caso, pois cada um é particular e diferente.

heteroagressão

[De heter(o)- + agressão.]

S. f. Psicol. Consumação de atos destrutivos que têm como objeto o mundo exterior. [Cf. auto-agressão.]

heteroerotismo

[De heter(o)- + erotismo.]

S. m. Psicol. Aloerotismo.

 

heterossexual

(cs)[De heter(o)- + sexual.]

Adj. 2 g. Relativo à afinidade, atração e/ou comportamento sexuais entre indivíduos de sexo diferente. [Antôn.: homossexual.]

 

histeria

[De hister(o)-1 + -ia.]

S. f. Psiq.> Afecção mental cujos sintomas se baseiam em conversão, e caracterizada por falta de controle sobre atos e emoções, ansiedade, sentido mórbido de autoconsciência, exagero do efeito de impressões sensoriais, e por simulação de diversas doenças.