Psicologia I

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ID – Na perspectiva freudiana, o Id é uma das instâncias ou níveis da personalidade. É a parte fundamental, animal, de onde brotam todas as energias instintivas. É a parte que dá à personalidade seu dinamismo de base. O Id é o reservatório da libido, visto como fonte e quantidade de energia colocada à disposição dos instintos e, mais particularmente, do instinto sexual.

O Id procura o prazer libidinal e apresenta as características de amoralidade, de irracionalidade e de independência de suas forças. Na realidade, o Id quase não se distingue do inconsciente. Atribuem-se-lhe ainda as mesmas características e, mais ou menos, as mesmas funções desempenhadas pelo inconsciente. Para muitos teóricos, aliás, o Id é apenas uma parte do inconsciente. Justificam esta afirmação pelo fato de o inconsciente conter outra instância, o superego. Essa divisão não se baseia em um conteúdo mas em uma unidade funcional, sendo o Id considerado como uma função do inconsciente.

IDENTIFICAÇÃO – Processo pelo qual o indivíduo se liga a outra pessoa, ou a um grupo de pessoas ou a objetos. O indivíduo se assemelha a alguém, no pensamento ou no comportamento, através da integração de uma imagem exterior em seu próprio eu. Os membros de uma família têm, em geral. identificação forte e durável entre si, enquanto o espectador (ou a espectadora) pode também identificar-se com o herói (ou a heroína) de um filme ao qual está assistindo. Um menino aceita e adota padrões recebidos do pai, enquanto a menina se identifica mais com sua mãe. Pelo fenômeno dessa relação íntima, nosso eu pode sentir como se ocorresse conosco aquilo que na realidade ocorre com outra pessoa (ou grupo de pessoas) com quem nos identificamos: tristezas e alegrias de outrem como que são “abrangidas” pelo nosso eu. Parece que temos muito mais facilidade de nos identificarmos com pessoas que apresentam características semelhantes às nossas. Por outro lado, aspiramos também nos identificarmos com pessoas superiores, ou de beleza física, ou de maiores dotes intelectuais, ou de “status” social mais elevado etc. Essa “aspiração” de características e qualidades externas se faz mais ou menos inconscientemente e é muito importante para a formação da personalidade.

No campo da psicopatologia, a identificação imaginária é o procedimento que caracteriza o eu neurótico: o indivíduo sádico-masoquista se identifica com um agressor ou um adversário, o histérico se identifica com um doente.

Freud considera o processo da identificação muito importante na infância, quando se desfaz e se dessexualiza o complexo de Édipo. O menino se identifica com o pai, se bem que a mesma teoria freudiana. afirma ser o pai uma das fontes mais atuantes de frustração para o filho. De qualquer forma, porém, a identificação constitui um mecanismo de defesa importante: para dominar a angústia, o menino se identifica inconscientemente com o pai (que surge como “rival” dele, e uma fonte de ameaças, no complexo de Édipo). Dessa maneira, o pai é “interiorizado” no ego do menino, que o considera como sendo o ego ideal; em outras palavras, verifica-se o mecanismo da “introjeção”. A identificação se faz na criança primeiro com relação aos pais, porque eles estão muito comumente em contato diário com ela, e porque eles lhe parecem “onipotentes”, durante os anos iniciais de vida; depois, alargando seus conhecimentos e ampliando o volume de pessoas de suas relações, a criança passa a se identificar também com outros seres, desde que o comportamento e as qualidades dessas outras pessoas estejam na linha dos desejos da criança. Crescendo, continua o processo de novas identificações, e o indivíduo pode então identificar-se a aspectos (ou traços) de parentes e amigos ou simples conhecidos, também a idéias abstratas, a objetos, a animais etc., sempre buscando inconscientemente, com isso, a reduzir tensões ou a “recuperar” algo perdido.

O mecanismo da identificação (juntamente com outros mais) é importante na formação da personalidade; bem assim é uma forma de o indivíduo vencer frustrações, conflitos e ansiedades.

ILUSÃO – Aparência falsa, tomada como percepção exata. A ilusão também pode ser definida com u. engano dos sentidos ou da mente, como uma interpretação errônea de um fato ou acontecimento, o ainda, como um engano que faz tomar uma coisa: por outra, a aparência pela realidade, o falso pé verdadeiro. As ilusões dos sentidos constituem fenômeno bastante comum. Quanto mais apurado é u: sentido, mais sujeito está ao erro. A visão, que servida por um órgão de extrema complexidade, apresenta as ilusões mais conhecidas e numerosas. Os pintores de Renascença já conheciam a ilusão de ótica, que aproveitavam para sugerir maior profundidade, ou para efeitos de várias naturezas. A ilusão de ótica é freqüentemente aproveitada por pintores, arquitetos, costureiros, propagandistas etc. A audição está menos sujeita a ilusões que a visão. Mesmo assim, às vezes o cérebro recolhe como sons, estímulos de outra natureza. O paladar também dá origem a diversas ilusões. Depois de comer um doce, um pessoa adoçará o café com mais açúcar, pois do contrário o café lhe parecerá amargo. No campo da sensibilidade tátil foram observadas várias ilusões. Temos, por exemplo, a ilusão de Aristóteles, que consiste em perceber duas esferas pequenas entre a extremidade dos dedos indicador e médio, cruzados, quando aí tenha sido colocada apenas uma esfera. Nos psicopatas, as ilusões cios sentidos, geradas por mecanismos semelhantes aos das pessoas normais, tornam-se muitas vezes obsessivas.

IMPULSO – Estímulo que possui força para levar o indivíduo a fazer determinada ação. Qualquer estímulo pode vir a ser um impulso, desde que tenha uma intensidade que provoque a ação. O impulso leva o indivíduo a ter determinado comportamento ou a reagir de determinada maneira, até que o estímulo venha a ser reduzido ou eliminado, graças à ação provocada.

Para Freud, a personalidade do ser humano é formada de três partes integradas e constituindo um sistema dinâmico de energia psicológica: o id, o ego e o superego. A única fonte de toda energia psicológica (libido) é o id, energia essa que se apresenta como instinto a impulsionar o organismo. No dizer de Freud, os impulsos do id são exigências “primitivas, cegas, irracionais, brutais”, que procuram a satisfação imediata. Daí a existência do ego e do superego, os sistemas de forças que controlam e censuram os impulsos básicos.

Há impulsos primários (básicos) e secundários (adquiridos). Os primários estão ligados ao processo fisiológico e sua redução ou eliminação é necessária para a sobrevivência. Consideram-se impulsos básicos a fome, a sede, a respiração, o sexo (alguns psicólogos, porém, não incluem o sexo como impulso realmente básico para a sobrevivência).

Os impulsos secundários são derivados dos básicos, ou adquiridos durante a vida e a aprendizagem que nela ocorre. O medo, por exemplo, é em geral aprendido, pois ficou provado que as crianças não sentem medo como os adultos. São as sugestões de reação frente à situação tida como perigosa, ou a adoção de padrões seguidos por outras pessoas, que provocam a maior parte dos tipos de medo. Por outro lado, dos impulsos primários podem derivar alguns secundários – daí se verifica como a psique humana é complexa. Em nossa vida, estamos permanentemente aprendendo a reduzir ou a eliminar os impulsos, e pela freqüência com que somos obrigados a certo comportamento acabamos tendo as ações correspondentes a determinados impulsos, antes mesmo que eles se manifestem plenamente. É como se agíssemos – ou melhor, agimos de fato – automaticamente ou antecipadamente, o que provoca um às vezes quase desconhecimento do impulso primário respectivo, que entretanto existe. Exemplo: na hora certa, vamos tomar nossa refeição, evitando portanto o surgimento da fome.

INCONSCIENTE – Segundo Freud e Jung, o inconsciente é um dos três níveis do psiquismo onde permanecem os processos, as idéias e sentimentos que não podem ser trazidos voluntariamente à tona e à luz da consciência. Quando algo se torna inconsciente não adianta apenas querer que ele deixe de ser inconsciente. Para trazê-lo ao nível consciente são necessárias técnicas mais poderosas que a simples vontade, como por exemplo, o hipnotismo, a sugestão ou a psicanálise.

Jung distingue dois tipos de inconsciente: pessoal e coletivo. Para o discípulo de Freud, o inconsciente pessoal é a camada superficial do inconsciente. O inconsciente pessoal contém tudo o que esquecemos: sentimentos reprimidos, impressões da infância, sonhos etc. No inconsciente pessoal encontra-se o que Jung denomina complexo. Para ele, um complexo é um conjunto de idéias carregado de energia e que tem uma vida autônoma. É, por assim dizer, um sistema complexo alojado no psiquismo humano que forma uma personalidade no interior da personalidade global. Este sistema se exprime principalmente nos sonhos onde se manifesta sob o disfarce de personagens. Desde que os sistemas não têm ligação entre si, a saúde mental pode ser posta em perigo. Pode igualmente estar em perigo quando um complexo se põe a reativar elementos profundos do inconsciente. Esses elementos profundos são denominados arquétipos.

Jung distingue dois tipos principais de complexos: de Persona e de Sombra.

No primeiro caso, considera-se que o indivíduo tem várias máscaras bem diferentes. A pessoa não pode ser, em nenhum momento, a totalidade de sua personalidade consciente e inconsciente. Estas máscaras são conscientes, mas, se elas se desviam muito do inconsciente, haverá rebelião e conflito.

No segundo caso, isto é, no complexo denominado 6ombra, encontra-se um conjunto de tendências fracas e muito pouco adaptadas da personalidade. Nesse complexo estão contidos os desejos que não podem ser aprovados pelo eu consciente, principalmente as tendências sexuais e agressivas.

A Sombra é, então, uma personalidade no interior da personalidade e que força o consciente a certos atos perigosos para o indivíduo.

Inconsciente coletivo: Jung denomina inconsciente coletivo de conjunto da imagens primordiais, representações primitivas que são heranças de geração e que constitui as traços coletivos verificados no interior do psiquismo de cada indivíduo. A estas imagens primordiais, que se encontrariam no interior de cada pessoa, Jung dá o nome de arquétipos. Jung denomina inconsciente coletivo de conjunto da imagens primordiais, representações primitivas que são heranças de geração e que constitui as traços coletivos verificados no interior do psiquismo de cada indivíduo. A estas imagens primordiais, que se encontrariam no interior de cada pessoa, Jung dá o nome de arquétipos.

Para ele os arquétipos não são jamais conscientes. Não provém, absolutamente, de uma experiência pessoal do indivíduo. O discípulo de Freud afirma que os arquétipos são as lembranças que se propagam na sábio, da mãe, da criança herói etc.

Com efeito, analisando certos elementos da raça alemã, Jung encontrou o arquétipo do deus alemão da guerra, da violência: Wotan. Em todos os tempos, explica Jung, os homens tiveram um arquétipo de deus a quem adoraram. Há, ainda, o arquétipo do velho sábio, da mãe, da criança herói, etc.

Esses arquétipos, que, segundo Jung, são inconscientes, exprimem-se por símbolos que chegam ao consciente e podem invadir os sonhos ou se traduzir em mitos.

INSTINTO – Conforme a Psicanálise freudiana, o instinto inconsciente serve para impulsionar o organismo, e se constituí em energia psíquica (libido), que provém do Id. Toda energia básica, no campo psicológico, provém do id, e são os instintos do id. Essas forças psíquicas muitas vezes entram em conflito com as do ego e as do superego (que são outros sistemas do ser humano concebidos por Freud e que tem por função exercer controle consciente – o ego; e censura – o superego), causando o aparecimento de angústia.

Os instintos são inatos, e podem ser considerados especialmente em dois grupos principais: os ligados á sobrevivência e à propagação, chamados por Freud de “instintos da vida” (fome, sede, sexo); e os ligados aos impulsos de destruição, chamados “instintos da morte”, e que se caracterizam pela forma de agressividade.

Os instintos são tidos como fatores que movimentam a personalidade, determinando o comportamento do indivíduo, preparando-o e dispondo-o para ficar mais sensível a certo estímulo e não a outros, num dado momento. Assim, tem-se que a sede é representada psicologicamente como um desejo de beber líquido, enquanto que organicamente é uma condição de deficiência, uma necessidade de ingerir líquido. Freud diz que o instinto é a “medida daquilo de que a mente precisa para funcionar”, e da soma dos instintos resulta uma quantidade de energia psíquica, “estocada” no id (que é a sede originária dos instintos) e à qual a personalidade pode recorrer, quando for conveniente ou necessário.

Distinguem-se quatro aspectos no instinto: uma fonte, uma finalidade, um objeto e um impulso. O primeiro aspecto — fonte do instinto – é a condição ou a necessidade orgânica, isto é, do corpo; exemplo: necessidade de ingerir água. A finalidade diz respeito a remover a excitação provocada no corpo; exemplo: ingerir o líquido. O terceiro aspecto – objeto – se refere tanto à coisa em si ou à condição em si que pode satisfazer a necessidade, como também ao comportamento que pode garantir essa coisa ou condição; exemplo: se um indivíduo sentir sede e tiver de tirar água do poço, essa ação também faz parte do objeto, além da água em si. Finalmente, a intensidade da necessidade configura o impulso do instinto, que é sua força. Assim, se um indivíduo for submetido a dois dias sem beber, terá maior sede que outro em condições normais, e portanto aquela deficiência orgânica provocada pelo tempo passado sem ingerir água fará com que a força do instinto aumente. A fonte e a finalidade do instinto são constantes a vida inteira (a fonte porém pode ser modificada ou eliminada pela idade), ao passo que o objeto pode variar, e aliás é normal que varie bastante durante a vida: se um determinado objeto não pode ser alcançado pelo indivíduo, a energia psíquica que ele empregava com esse fim vai ser aplicada visando a outro objeto, e dessa forma os objetos podem ser substituídos. Deve-se notar ainda que esse deslocamento de energia. de um determinado objeto para outro, constitui um dos mais importantes aspectos da personalidade. Daí existirem mecanismos na mente humana, como o da identificação e o da sublimação, que atuam com deslocamentos da energia psíquica.

Pela concepção freudiana, o instinto visa a reduzir tensões, ou seja, visa a fazer com que o indivíduo volte ao estado anterior ao aparecimento do próprio instinto: sentir desejo de beber líquido, para voltar ao estado de não sentir sede. Quando o indivíduo sentir sede novamente, ou seja, a excitação da sede, vai ter de beber líquido de novo para regressar ao estado de “repouso”, isto é, de não-sede. Portanto o aparecimento do instinto, ou de certos instintos, repete-se sempre que as circunstâncias se repetem, surgindo a excitação e terminando com o repouso, o que foi chamado por Freud de repetição compulsiva.

 

id

[Do lat. id, ‘isso’.]

S. m. Psican. A parte mais profunda da psique, receptáculo dos impulsos instintivos, dominados pelo princípio do prazer e pelo desejo impulsivo. [Cf. ide, do v. ir.]

ideofrenia

[De ideo- + -fren(o)-1 + -ia.]

S. f. Psiq.1> Psicopatia caracterizada por perversão de idéias.

idiota

[Do lat. idiota.]

Psiq. Doente de idiotia. S. 2 g. Psiq. Indivíduo com idiotia.

idiotia

[De idiota + -ia.]

S. f. Psiq. Atraso intelectual profundo, caracterizado por ausência de linguagem e nível mental inferior ao da idade normal de três anos, e muitas vezes acompanhado de mal-formações físicas. [Cf. debilidade mental e imbecilidade.].

ilusão

[Do lat. illusione.]

S. f. Psiq. e Psicol. Percepção deformada de objeto.

imago

[Do lat. imago.]

S. f. Psic. Lembrança, fantasia ou idealização de uma pessoa querida, formada na infância e que se conserva sem modificação na vida adulta.

imbecil

(cíl)[Do lat. imbecille (ao lado de imbecillu), ‘fraco de corpo, franzino’.]

Adj. 2 g. Psiq. Doente de imbecilidade. Psiq. Indivíduo com imbecilidade.

imbecilidade

[Do lat. imbecillitate.]

S. f. Psiq. Atraso mental acentuado, situado entre a debilidade mental e a idiotia, que se caracteriza pela incapacidade intelectual do indivíduo de utilizar e compreender a linguagem escrita, e de prover ao seu sustento, situando-se-lhe o nível intelectual entre o de três e o de sete anos, nos testes de inteligência. [Cf. debilidade mental e idiotia.]

inconsciente

[De in-2 + consciente.]

Adj. 2 g. Não consciente; incônscio; que está sem consciência; que procede sem consciência ou com desconhecimento do alcance moral daquilo que praticou:

Psicol. O conjunto dos processos e fatos psíquicos que atuam sobre a conduta do indivíduo, mas escapam ao âmbito da consciência e não podem a esta ser trazidos por nenhum esforço da vontade ou da memória, aflorando, entretanto, nos sonhos, nos atos falhos, nos estados neuróticos ou psicóticos, i. e., quando a consciência não está vigilante. [Cf. subconsciente e consciente.]. Inconsciente coletivo. Psicol. Parte do inconsciente individual que procede da experiência ancestral e transparece em certos símbolos encontrados nas lendas e mitologias antigas, constituindo os arquétipos [v. arquétipo]

infância

[Do lat. infantia.]

S. f. Psicol. Período de vida que vai do nascimento à adolescência, extremamente dinâmico e rico, no qual o crescimento se faz, concomitantemente, em todos os domínios, e que, segundo os caracteres anatômicos, fisiológicos e psíquicos, se divide em três estágios: primeira infância, de zero a três anos; segunda infância, de três a sete anos; e terceira infância, de sete anos até a puberdade.

inibição

[Do lat. inhibitione.]

S. f. Psicol. Resistência psicológica íntima a certos sentimentos ou atos.

insight

(insáit)[Ingl.]

S. m. Psicol. Compreensão repentina, em geral intuitiva, de suas próprias atitudes e comportamentos, de um problema, de uma situação.

instância

[Do lat. instantia.]

S. f. Psican. Segundo Freud [v. freudiano], cada uma das diferentes partes do psiquismo considerado como elemento dinâmico. [V. id, ego e superego.]

inteligência

[Do lat. intelligentia.]

S. f. Psicol. Capacidade de resolver situações problemáticas novas mediante reestruturação dos dados perceptivos.

 

introjeção

[Do ingl. introjection.]

S. f. Psican.1> Mecanismo psicológico pelo qual um indivíduo, inconscientemente, incorpora e passa a considerar como seus objetos características alheias e valores de outrem.

 

introjetar

V. t. d. Psican. Fazer introjeção de.

 

introvertido

[Part. de introverter.]

Psican. Adj.1» Voltado para dentro. Metido consigo. Absorto, concentrado. [Sin., nessas acepç.: introverso.] [Antôn.: extrovertido.].