Psicologia M

Psicologia M

Psicologia M

Psicologia M

MANIA – Distúrbio mental com grande agitação e excitação física. Caracteriza-se por exaltação eufórica do humor (hipertimia), excitação psíquica com híperatividade, insônia etc. Às vezes evidencia-se por agitação motora mais ou menos acentuada (dança, gesticulação, mímica). A mania constitui uma síndrome perfeitamente definida, que pode apresentar vários graus de intensidade, desde os ligeiros estados cie hipomania até ao furor maníaco. Na linguagem vulgar, este termo designa de forma imprecisa certas idéias supervalorizadas, idéias fixas e delirantes, ou ainda obsessões e fobias. A mania de perseguição, por exemplo. é um tipo de idéia delirante. Tais perturbações podem também ser consideradas monomanías. Nos casos superficiais, o maníaco ainda pode viver em sociedade, mas quase sempre, torna-se recomendável seu internamento. Em outros casos, a síndrome, pode constituir uma. fase de psicose maniaco-depressiva ou aparecer em doenças como a paralisia geral, psicoses infecciosas ou tóxicas. Os tratamentos com choques elétricos tem dado bons resultados no tratamento das manias, embora com tendência a oscilação e recaídas. O isolamento em celas agrava o estado do doente, sendo recomendável sua ocupação permanente no hospital a que esteja recolhido. Outros processos antiquados, como a contenção mecânica, resultam igualmente em manifestações contraproducentes.

MASOQUISMO – Perversão sexual na qual o prazer não pode ser obtido senão por meio de sofrimentos físicos ou morais, como flagelação. humilhações. insultos e outros atos de entidade cometidos por outrem. O masoquismo pode ser considerado como uma espécie de sadismo dirigido contra o próprio indivíduo e relacionado com supostos instintos de morte e autodestruição. O termo masoquismo é derivado do sobrenome do escritor austríaco Leopoldo Von SacherMasoch, em cujas obras o protagonista alcançava o prazer sexual através das brutais violências, a que era submetido por sua amante. O masoquismo pode atingir numerosas formas. chegando mesmo a verdadeiras práticas de tortura. Em certos psicopatas, o masoquismo toma uma forma simbólica e imaginária. Muitos estudiosos consideram que o masoquista não busca apenas a dor, mas também a submissão, a degradação e outras formas de decomposição moral. Freud descreve três tipos de masoquismo: erógeno, feminino moral, sendo o primeiro uma expressão rudimentar do instinto de morte.

Sobre o masoquismo feminino, Freud disse ser uma expressão de natureza feminina e uma norma de conduta. O masoquismo moral, segundo Freud, é, em última instância, um fenômeno sexual. Ele afirma que uma necessidade de castigo serve para restabelecer a confiança contra o medo causado pelo superego, sendo, ao mesmo tempo, uma condição masoquista sexual modificada do ego ao superego, representando este a imagem incorporada de um dos pais. Há outras concepções do masoquismo que o apresentam como uma reação especial libidinosa do ego face do mundo exterior que depende da relação do ego com o superego, projetado por transferência na realidade, e especialmente das primeiras identificações por transferências pré-genitais. Por isto, a atitude profundamente passiva do masoquista, se bem que as vezes pode ser feminina por constituição na identificação, é quase sempre de natureza completamente infantil. De maneira que o masoquismo não é, segundo esta concepção, o sadismo do objeto da infância que constitui o superego que foi introjetado. Assim, diz-se que o fim perseguido não é a dor, mas a pessoa que causa a dor.

MC GREGOR – A teoria de Mc Gregor é na verdade um conjunto de dois extremos opostos de suposições. Estes conjuntos foram denominados “X” e “Y”. Por esse motivo, também é conhecida pelo nome de “Teorias X e Y”.

Para Mc Gregor, se aceitarmos a teoria “X”, e nos comportarmos de acordo com ela, as pessoas se mostrarão preguiçosas e desmotivadas. Já se aceitarmos a teoria “Y”, as pessoas com quem interagimos se mostrarão motivadas.

As duas teorias conforme John R. Maher:

TEORIA X

  • o homem médio não gosta do trabalho e o evita;
  • ele precisa ser forçado, controlado e dirigido;
  • o homem prefere ser dirigido e tem pouca ambição;
  • ele busca apenas a segurança.

TEORIA Y

  • o dispêndio de esforço no trabalho é algo natural;
  • o controle externo e a ameaça não são meios adequados de se obter trabalho;
  • o homem exercerá autocontrole e auto-direção, se suas necessidades forem satisfeitas;
  • a pessoa média busca a responsabilidade;
  • o empregado exercerá e usará sua engenhosidade, quando lhe permitirem auto-direção e autocontrole

Segundo Piersol (1999), McGregor concebeu seus dois conjuntos de suposições não como categorias exclusivas, mas como os pontos extremos de um continuum, ao longo do qual qualquer indivíduo pode localizar-se, num dado momento. Assim, McGregor não disse que, “se você não for Teoria X, será Teoria Y.” O que ele deixa implícito é que, na extensão em que alguém adote e pratique as suposições da Teoria Y, as pessoas com quem ele interage exibirão comportamento motivado.

MECANISMO DE DEFESA – Forma de reação despertada por conflito, e que permite a proteção da auto-imagem. Tanto os animais quanto o homem desenvolvem, no decorrer da sua evolução, alguns mecanismos (assim física como mentalmente) que tem a função de permitir ao ser vivo adaptar-se às condições do meio-ambiente. Portanto, os mecanismos de defesa estão intimamente ligados à adaptação. A expressão foi criada por Freud, que também estudou diversos desses processos psicológicos de defesa, tais corno racionalização, projeção, restrição do ego, sublimação, fantasia, idealização, e outros.

Os mecanismos de defesa verificam-se em todas as pessoas, sendo um aspecto de anormalidades apenas quando ocorrem de uma forma exagerada. Em todos os casos, não se trata de processos conscientes: o indivíduo não escolhe o padrão de comportamento defensivo, que portanto aparece inconscientemente. Esse comportamento é provocado pelos próprios fatores Psicológicos criados pela circunstâncias, isto é, pelos processos de percepção, motivação e aprendizagem que estão em todos nós, e que ajudam a manejar as tensões e as necessidades emocionais. O funcionamento desses processos, encaminhando a este ou àquele mecanismo de defesa, é muito variável de pessoa para pessoa, parecendo haver uma adaptação da personalidade, através da aprendizagem, podendo também ser uma reação de defesa que trará benefícios ou que trará malefícios ao ajustamento do indivíduo. No caso de uma reação defensiva não ser apropriada para reduzir a angústia, podem acontecer perturbações psicológicas. Por outro lado, os conflitos que provocaram o mecanismo de defesa podem ser mais intensificados, se esse mecanismo sofrer, ele próprio, uma frustração, ou seja, se acontecer de – por exemplo – a racionalização ser desmentida, ou de a repressão ser revelada, ou de a identificação ser negada, etc.

A saúde mental do indivíduo é diretamente proporcional ao tipo de recurso motivador, que é selecionado inconscientemente, visando as causas de estresse e as necessidades emocionais. Os mecanismos de defesa não são, em si mesmos, necessariamente patológicos, como já indicamos acima, mas conforme o grau e a freqüência com que ocorrem podem transtornar a adaptação.

Podemos agrupar os mecanismos de defesa em: 1) mecanismos que objetivam a proteção quanto ao aparecimento de impulsos indesejáveis (ex.: projeção, sublimação, etc.), e 2) mecanismos que objetivam a proteção quanto ao perigo do meio-ambiente (ex.: Isolamento identificação, etc.). De acordo com Otto Fenichel, tais defesas podem também ser consideradas por outra classificação, em dois grupos distintos: as com êxito (que conseguem cessar o que é tido como desagradável; é o caso da sublimação), e as ineficazes (as que exigem repetição ou até mesmo perpetuação do processo de rechaçar). Por seu turno, Freud classificou os mecanismos de defesa tomando por base o modo de satisfação; temos assim, segundo Freud: 1 ) mecanismos que visam a satisfação real (introjeção, sublimação, formação racional e compensação); 2) mecanismos que visam a satisfação imaginária (fuga da realidade, negação verbal e por fantasia, racionalização e projeção; e 3) mecanismos que visam o desvio da satisfação (fixação e regressão, que aliás constituem os dois principais mecanismos que provocam inadaptações e perturbações neuróticas).

Alguns mecanismos de defesa são os seguintes: recalque ( tido como o mais importante, chegando alguns autores a considerar como derivação deste), sublimação, projeção, idealização, racionalização, isolamento, fantasia, fixação, formação reativa, identificação, regressão, restrição do ego.

maieusofobia

[De maieuso- + -fob(o)- + -ia.]

S. f. Psiq.1> Medo mórbido do parto.

 

maieusomania

[De maieuso- + -mania.]

S. f. Psiq.1 Loucura que por vezes sobrevém ao parto.

 

mania

[Do gr. manía, ‘loucura’, pelo lat. mania.]

S. f.1 Psiq. Síndrome mental caracterizada por exaltação eufórica do humor, excitação psíquica, hiperatividade, insônia, etc., e, em certos casos, agitação motora em grau variável. Psiq. Uma das duas fases alternativas do transtorno bipolar [q. v.]

 

manifestação

[Do lat. manifestatione.]

Manifestação epiléptica crítica. Neurol. e Psiq.1 Fenômeno, de que há vários tipos, que surge durante uma descarga epiléptica, revelando crise epiléptica [q. v], sendo diagnosticado por meios clínicos e/ou por eletrencefalografia.

 

manigrafia

[De mani-1 + -graf(o)- + -ia.]

S. f. Psiq.1 Maniografia.

 

maniografia

[De mani-1 + -o- + -graf(o)- + -ia.]

S. f. Descrição das várias formas de insanidade mental; manigrafia.

 

masoquismo

[Do fr. masochisme < antr. Masoch, de Leopold Sacher Masoch, romancista austríaco (1836-1895).]

S. m. Perversão sexual em que a pessoa só tem prazer ao ser maltratada física ou moralmente; algolagnia passiva: “Ao sadismo cândido da infância vieram misturar-se as complicações do masoquismo, as equívocas correntes subterrâneas, de crueldade e sofrimento, que levam os homens a compor tragédias, e tanta vez a vivê-las.” (Tristão da Cunha, Histórias do Bem e do Mal, pp. 115-116.). P. ext. Prazer que se sente com o próprio sofrimento. [Cf. sadismo e sadomasoquismo.].

 

maturação

[De maturar + -ção.]

S. f. Psicol. Processo de transformação e desenvolvimento de um órgão ou organismo para o exercício pleno de suas funções, e que se prende essencialmente à idade.

 

maturidade

[Do lat. maturitate.]

S. f. Psicol. Estado em que há maturação. Época desse desenvolvimento; idade madura.

 

mecanismo de defesa

S.f. Psicol.> Qualquer dos processos psicológicos inconscientes, como, p. ex., a sublimação, a projeção, a regressão, utilizados, segundo as circunstâncias, para diminuir a angústia ou as tensões resultantes dos conflitos internos; defesa.

 

melancolia

[Do gr. melagcholía, pelo lat. melancholia.]

S. f. Psiq. Afecção mental caracterizada por depressão em grau variável, sensação de incapacidade, perda de interesse pela vida, podendo evoluir para ansiedade, insônia, tendência ao suicídio e, eventualmente, delírio de auto-acusação.

 

metomania

[De meto- + -mania.]

S. f. Psiq. Desejo irresistível de tomar bebidas alcoólicas. [Cf. dipsomania e mitomania.]

 

mongolismo

[De mongol + -ismo.]

S. m. Psiq. Síndrome causada por uma aberração cromossômica causada pela ocorrência de três (trissomia) cromossomos 21, na sua totalidade ou de uma porção fundamental dele. É caracterizada por cabeça arredondada, maçãs do rosto salientes, fendas palpebrais oblíquas, dobra cutânea recobrindo, em cada olho, o ângulo interno, características, essas, que lembram o aspecto do oriental de raça amarela. [Os portadores são delicados e afetuosos, e têm o dom da imitação, podendo, no que respeita às possibilidades de aprendizado, iludir os pais.] [Sin. Síndrome de Down].

 

monomania

[De mon(o)- + -mania.]

S. f.1 Psiq. Forma de insanidade mental em que o indivíduo dirige a atenção para um só assunto ou tipo de assunto.