Psicologia L

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LIBIDO – Energia através da qual o instinto sexual se expressa.
Freud insiste em atribuir ao conceito de libido 0 caráter de energia específica do instinto sexual. Diz: “a libido é o impulso motor do instinto sexual, assim como a fome é o impulso motor do instinto de conservação. Tudo quanto é impulsionado pela libido, a energia do instinto sexual, tem caráter sexual”.

De acordo com César L. Musatti, em “Tratado de Psicanálise”: “a libido é a força mediante a qual o instinto sexual se manifesta, ou melhor, é o instinto sexual concebido dinamicamente como energia que pode ser orientada em várias direções, pode ativar e por em movimento os mais diversos mecanismos e passar de um a outro desses mecanismos”.

Para Jung libido é a energia psíquica indiferenciada da qual dispõe o indivíduo, introduzida em todos os processos mentais. Por outro lado, esta libido faz parte de um conjunto mais vasto, a energia vital. “Dada a ampla extensão emprestada ao conceito de sexualidade na doutrina psicanalítica, houve quem quisesse identificar a libido com a mesma energia psíquica genericamente compreendida, isto é, como a força que põe em movimento todo o mecanismo da vida psíquica do homem; outros a identificam com o interesse, qual força que gera o homem em suas relações com todos os elementos que podem transformar-se em objetos de atividade”.

Para Freud a base mais profunda do psiquismo é constituída pelo Id, e este nada mais é que a fonte inconsciente e sem organização da libido; compreende os impulsos e desejos que não são aceitos na vida consciente, ou daí foram expulsos, isto é, recalcados. Freud denomina, também, a libido, de Eros, que, para ele, constitui no homem a única força construtiva.

A libido, não há dúvida, é a energia sexual, vinculada à energia psíquica que irá no adulto localizar-se, principalmente, nos órgãos sexuais, a fim de movimentar a função reprodutora do homem.

Enquanto a libido se relaciona com as demais partes do corpo traduzidas em satisfações sensoriais, pode ser chamada energia sexual, mas quando se concentra nos órgãos sexuais, com finalidade de reprodução, pode ser chamada energia genital.

LIMIARES SENSORIAIS – Só a partir de uma determinada intensidade/diferenciação de um estímulo é que o ser humano é capaz de percebê-lo, podendo variar de indivíduo para indivíduo, em função de intensidade, duração de exposição e sensibilidade. Este processo encerra em si dois conceitos fundamentais para a compreensão da noção de sensibilidade a um determinado estímulo.

a. Limiar Absoluto – Quando se define a mais baixa intensidade que um estímulo pode registrar num canal sensorial, fazemos referência ao limiar do receptor. O limiar absoluto refere-se à energia mínima do estímulo necessária para produzir uma sensação: a luz mais fraca que é possível ver, o som mais débil que é possível ouvir. A pesquisa sobre os limiares absolutos permitiu constatar que, existe, para cada sentido, um limiar mínimo de sensação situado a um nível bastante baixo: na ordem de 1/25 de segundo de exposição para a visão, por exemplo; e que o ser humano tem a possibilidade de ajustar esse limiar em função das circunstâncias. Quando, por exemplo, um indivíduo entra numa sala escura, não vê nada de princípio, mas à medida que os seus olhos se vão habituando, começa a distinguir formas e depois objetos.

b. Limiar Diferencial – O limiar diferencial refere-se à capacidade que o sistema sensorial tem para detectar alterações num determinado estímulo ou diferenças entre dois estímulos. Os trabalhos consagrados aos limiares diferenciais resultaram na lei de Weber, segundo a qual, a intensidade adicional de estímulo necessária para provocar uma sensação é proporcional à intensidade inicial, numa relação K, chamada constante de Weber.

A medida dos limiares diferenciais ocupa um lugar importante na pesquisa de mercado, nomeadamente no que diz respeito aos produtos. Está, em particular, na origem do método dos testes cegos que consiste em fazer testar por um consumidor, diferentes produtos tornados anônimos e depois medir as eventuais diferenças de sensação.

labilidade

S. f. Qualidade de lábil. Psiq. Instabilidade emocional: tendência a demonstrar, alternadamente, estados de alegria e tristeza.

 

laborterapia

[De labor + -terapia.]

S. f. Psiq. V. terapia ocupacional.

Nas penitenciárias, atividade semelhante à terapia ocupacional e que objetiva a reintegração social do condenado.

 

latência

S. f. Psicol. Presença de elementos psíquicos esquecidos na esfera subliminar da consciência, donde podem ressurgir.

 

leucotomia

[De leuc(o)- + -tom(o)- + -ia.]

S. f. Cir. Psiq.1 Lobotomia frontal.

 

lobotomia

[De lobo + -tom(o)- + -ia.]

S. f. Cir. Incisão em lobo. Lobotomia frontal: Cir. Psiq. Transeção metódica de um dos lobos frontais, indicada em certas condições mórbidas mentais, como síndromes esquizofrênicas, ou em caso de dores intratáveis de outra forma. [Essa intervenção foi proposta pelo neurologista português Egas Moniz (1874-1955). Tb. se diz lobotomia pré-frontal; sin.: leucotomia.] Lobotomia pré-frontal.

 

localização

S. f. Psicol. Suposta relação entre as faculdades psíquicas e determinadas partes do cérebro.

 

logomania

[De log(o)- + -mania.]

S. f. Psiq. Loquacidade exagerada, que se observa em certos doentes neuróticos e psicóticos.