Psicologia N

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NARCISISMO – Sentimento emotivo de amor dirigido ao próprio indivíduo (homem ou mulher). É termo criado por Freud.
Se bem que se trata de um sentimento até certo ponto natural, especialmente nas crianças, pode entretanto manifestar-se na idade adulta como uma irregularidade às vezes provocada por conflitos, desajustes sexuais, decepções amorosas, etc. Segundo a Psicanálise, o Narcisismo leva a eleger-se a si próprio como objeto de amor, em vez de essa emoção ser dirigida a outra pessoa do sexo oposto; a libido é dirigida anormalmente ao próprio eu.

NEURESTENIA – Afecção mental caracterizada por um estado de astenia física e psíquica, pela incapacidade de fazer qualquer esforço, por preocupações com a saúde, por uma irritabilidade marcante, cefaléia e distúrbios no sono. A neurastenia por ocorrer como conseqüência de esgotamento emocional, evoluindo de maneira mais ou menos longa, mas com possibilidade de cura na maioria dos casos. A neurastenia constitui uma forma neurótica difícil de precisar, devido à complexidade e variabilidade dos sintomas. Alguns estudiosos chegam a enquadrá-la na psicastenia, enquanto outros estabelecem numerosas distinções. De uma maneira geral, costuma-se distinguir entre uma neurastenia endógena. que se desenvolve sObre um terreno constitucional com predisposição específica, e uma neurastenia adquirida em consequência de traumas emotivos, cansaço excessivo, etc. Apresentam-se como sintomas característicos da neurastenia a insônia, pouca resistência à distração, à irritabilidade, à depressão mental e as dores de cabeça. Tratando-se principalmente de um distúrbio da personalidade, o comportamento do indivíduo sofre transformações que dificultam sua adaptação social e levam-no a uma marginalidade, assim como à ocorrência de fobias, desconfiança, tendência para mistificação. Segundo alguns psicanalistas, a neurastenia seria uma regressão à personalidade infantil. Insistem também no caráter narcisista da neurastenia.

NEUROSE – Afecção mental que se caracteriza por perturbações funcionais, sem comprometimento da personalidade. As duas neuroses principais são a histeria e a psicastenia. Também podemos definir neurose como uma moléstia caracterizada por perturbações do sistema nervoso, sem lesão anatõmica apreciável. Em psicanálise, chama-se neurose atual, aquela constituída por sintomas somáticos, negativos e positivos, resultantes da falta de descarga de uma impulsão, sem intervenção dos mecanismos de defesa específicos na formação dos sintomas psico-neuróticos. Por outro lado, chama-se neurose de angústia a uma neurose atual que se caracteriza essencialmente por uma disposição à angústia e crises de angústia. Há, também, a neurose narcisista, na qual a regressão, mais profunda, neste caso, torna a transferência difícil ou impossível, pois a libido é retirada dos objetos e reinvestida no ego.

Praticamente as neuroses narcisistas correspondem às psicoses. Existem certas divergências sobre a classificação das neuroses. Freud dividiu as neurose em verdadeiras e psiconeuroses. O primeiro tipo caracteriza-se pela ocorrência, a par do fator psicológico determinante, de uma perturbação fisiológica, ainda que temporária. Estão nesse caso as neuroses, a neurastenia, a hipocondria e, às vezes, neuroses traumáticas. O segundo tipo caracteriza-se, segundo Freud, por uma regressão a fixações infantis e compreende a histeria conversiva, a histeria ansiosa e os estados obsessivo e compulsivo. No entanto, são muito comuns os casos mistos. Os fenômenos somáticos que acompanham muitas neuroses podem assumir as formas mais diversas: taquicardia, vômitos. diarréia, prisão de ventre, etc. Freqüentemente aparecem dores, que constituem uma perturbação real de sensações, pois a dor neurótica é tão real para o paciente como uma dor de outra origem. Pode haver, também, paralisias, movimentos anormais, anomalias de postura, distúrbios da fonação e outros. As afecções mentais das neuroses compreendem temores mórbidos de doença, da altura, escuridão etc., assim como amnésia e estados de ansiedade. Nas guerras, são comuns os estados neuróticos chamados neuroses de guerra. É um tipo de neurose de situação, na qual os fatores atuais são bastante importantes, sobretudo quando relacionados a conflitos anteriores. As neuroses de guerra são comuns em todos os conflitos armados, como conseqüência do impacto extraordinário dos acontecimentos sobre o sistema nervoso dos participantes do conflito.

A neurose diferencia-se da psicose por ser uma enfermidade de menor intensidade que esta última. O estado neurótico é uma alteração na qual permanece relativamente intacta a apreciação da realidade, mas onde os conflitos inconscientes dão lugar a sintomas como angústia, sensações de depressão, temores irracionais, dúvidas, obsessões e doenças físicas de origem psicogênica. Na neurose obsessivo-compulsiva, o sintoma principal, é constituído de idéias fixas (obsessões) ou ações que o indivíduo se vê compelido a realizar. Na neurose de angústia, o sintoma proeminente é uma angústia dispersa, enquanto que na neurose fóbica a angústia e o temor são desencadeados por um estímulo particular, por exemplo, as altitudes, os animais, a escuridão etc.

NINFOMANIA – Exagero patológico de desejo sexual na mulher. A ninfomania pode ser observada em diversos casos de excitação psíquica, sobretudo na mania. Caracteriza-se por uma tendência mórbida para o abuso do coito, delírio erótico feminino, com exaltação excessiva dos apetites venéreos. A ninfomania pode aparecer em conseqüência de afecções uterinas, em certas neuroses, sobretudo nas relacionadas com a menopausa, na loucura impulsiva, podendo ainda caracterizar mera forma de perversão facilitada por fatores constitucionais, ou por influência do ambiente. Por outro lado, a ninfomania também pode ocorrer em diferentes espécies de animais, principalmente em conseqüência de afecções do aparelho genital ou de cios não satisfeitos.

 

narcisismo

 

S. m. Psic. O estado em que a libido é dirigida ao próprio ego; amor excessivo a si mesmo. [Cf. autofilia. Sin. ger.: auto-admiração e autocontemplação.].

 

narcoanálise

[De narco- + análise1.]

S. f. Psiq.1> Processo de investigação do psiquismo que consiste em injetar no organismo do paciente um narcótico euforizante, que provoca a supressão do controle, permitindo-lhe a evocação do passado, de experiências, conflitos, tendências, etc.[Cf. soro da verdade.]

 

narcossíntese

[De narco(análise) + síntese.]

S. f. Psiq. Forma de psicoterapia que utiliza elementos coligidos pela narcoanálise, e que se efetua quer no estado de seminarcose, quer no estado de vigília.

 

narcoterapia

[De narco- + terapia.]

S. f. Psiq.1 Sonoterapia.

 

nativismo

[De nativo + -ismo.]

S. m. Psicol. Teoria que atribui a origem de certas noções a estruturas congênitas, por oposição ao empirismo, que as faz derivar de uma aquisição progressiva através da experiência.

 

neurastenia

[De neur(o)- + gr. asthéneia, ‘fraqueza’.]

S. f.1> Psiq. Afecção mental caracterizada por astenia física ou psíquica, preocupações com a saúde, grande irritabilidade, cefaléia e alterações de sono. Mau humor com irritabilidade fácil.

 

neurose

[De neur(o)- + -ose.]

S. f. Psiq.1» Perturbação mental que não compromete as funções essenciais da personalidade e em que o indivíduo mantém penosa consciência de seu estado; nevrose.

Neurose de guerra. Designação comum a vários distúrbios emocionais, em especial fenômenos de histeria, que ocorrem muito entre combatentes e ex-combatentes.

 

nevrose

[De nevr(o)- + -ose.]

S. f. Psiq. Neurose.

 

nosofobia

[De noso- + -fob(o)- + -ia.]

S. f. Psiq. Medo de adoecer, que pode levar alguém a tratar-se de doenças de que não sofre.