Psicologia R

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REAÇÃO – Resultado ou resposta a um estímulo, às vezes provocada com secreção glandular; ativação que se dá mediante um agente estranho ao organismo.
Nos seres vivos superiores há três reações emocionais tidas como básicas: reação de choque, reação agressiva e reação afetuosa. A primeira dessas reações fundamentais foi estudada por J. B. Watson nos recém-nascidos: conforme suas experiências, pode-se determinar uma resposta emocional de susto, com forte contração muscular, se submetermos uma criança de pouca idade a uma situação inesperada de perigo, como por exemplo deixá-la cair bruscamente. Watson também provocava reações nas crianças pequenas batendo inesperadamente com um pedaço de ferro numa barra de aço, e assim produzindo um ruído intenso e brusco. Dessa forma, mostrou que se provoca uma inibição das manifestações vitais; a isso se chama reação de choque. Outra resposta fundamental é a reação agressiva ou colérica, que se pode experimentar prendendo os membros (pernas e braços) de um recém-nascido. Ele reagirá de forma agressiva, demonstrando manifestações vitais atiçadas grandemente. Por fim, se acariciarmos suavemente um recém-nascido, ele reagirá apresentando relaxamento muscular, movimentos mais calmos, podendo-se acompanhar com expressões de satisfação: é o que se denomina reação afetuosa.

O psicólogo russo Kornilov afirma que “as reações são a maneira fundamental de toda manifestação vital, e a Psicologia deve ser o estudo das reações do organismo vivo que compreendem todas as formas de sua manifestação frente ao meio-ambiente”, portanto o estudo do que é chamado “conduta” pelos norte-americanos. Ainda de acordo com Kornilov, “cada sujeito tem uma inclinação inata a um tipo de reação acelerado ou lento, conforme o gasto de energia seja grande ou pequeno”. Os tipos de reação podem ser . esquematizados em: reação sensorial, reação motora ou muscular, e reação mista. Chama-se Psicologia da reação ou Behaviorismo ao estudo do comportamento das pessoas, isto é, as formas como se comportam e como reagem os indivíduos quando se lhes apresentam estímulos.

REFLEXO – É a palavra utilizada para designar qualquer relação de estímulo-resposta. Um exemplo de reflexo é o fato de que a comida na boca de um homem faminto provoca rapidamente um fluxo de saliva. A isto se chama reflexo salivar. O reflexo pode ser explicado como um movimento inconsciente que depende da medula espinhal e é independente do cérebro. Em 1928, estudando certas reações fisiológicas, Pavlov elaborou interessante teoria sobre os reflexos. Quando o alimento é apresentado a um cão que não foi alimentado por muitas horas, a salivação ocorre naturalmente isto é, sem condicionamento. Este tipo de comportamento foi chamado por Pavlov reflexo incondicionado. Se um jato de ar é dirigido contra o globo ocular, o pestanejo ocorre naturalmente. Se a mão entra em contato com um objeto muito quente, a rápida retirada da mão segue-se seguramente. Estes são outros exemplos de reflexos incondicionados. Portanto, a salivação, o pestanejo e a retirada da mão são respostas chamadas reflexos incondicionados. De modo similar, a apresentação do alimento, o jato de ar e o objeto quente são chamados estímulos incondicionados. O estímulo incondicionado provoca uma resposta incondicionada. No entanto, Pavlov queria demonstrar que uma mesma resposta pode ser dada a estímulos diferentes. Apresentando o som de uma campainha quase ao mesmo tempo que o alimento, Pavlov condicionou o cão a salivar quando soava a campainha. A isto chamou de reflexo condicionado, sendo que o som da campainha era o estímulo condicionado e a salivação a resposta condicionada. Pavlov demonstrou também que um estímulo neutro associado a um estímulo incondicionado provoca uma resposta condicionada. Um exemplo disto é a experiência de John Watson, um psicólogo norte-americano. Ele condicionou uma criança de onze meses a ter medo de um rato branco, apresentando-lhe o animal ao mesmo tempo que fazia produzir um som extremamente forte. Antes da experiência a criança nunca tinha visto um rato, (considerado um estímulo neutro quanto ao medo) e não manifestou medo quando o viu. Somente após ter associado com o som forte, (estímulo incondicionado) foi que o rato se tornou um estímulo condicionado. Neste exemplo, o som forte representou um estímulo incondicionado e o medo a resposta condicionada. Este é, portanto, um outro tipo de reflexo condicionado.

REGRESSÃO – Mecanismo de defesa que visa escapar da angústia, e pelo qual a personalidade pode perder uma parte do desenvolvimento já obtido. regredindo a um nível inferior de integração, ajuste e expressão. Um exemplo simples de caso de regressão é o de uma criança que volta a urinar na cama, durante o sono, por causa do desvio de atenção dos pais para outro irmão, recém-nascido; a criança, portanto, perde o controle do sistema urinário, por um processo de regressão.

Segundo Freud, a regressão pode ser uma fase anterior ao recalque. Esse autor estudou três espécies de regressão: uma que diz respeito a um recuo na qualidade psíquica, do consciente para o pré-consciente, ou do pré-consciente para o inconsciente. Outra espécie é a temporal, que é quando o indivíduo adulto utiliza mecanismo infantis ou, se se tratar de uma criança. ela volta a um estágio já ultrapassado de sua evolução psíquica (o caso do exemplo citado). E a terceira espécie, denominada “formal”, porque é caracterizada pela substituição dos modos habituais de expressão e de representação por modos primitivos.

A regressão é destrutiva e prejudicial, portanto não serve ao indivíduo para ajustar-se à realidade, e não promove uma adaptação consciente. As formas e os graus extremos da regressão podem provocar uma grande desorganização da personalidade, sendo também um elemento importante na esquizofrenia.

RESPOSTA – Podemos definir resposta como uma parte, ou a modificação de uma parte, do comportamento. No entanto, sempre que falamos em resposta torna-se necessário falar em estímulo. Um evento qualquer no ambiente torna-se um estímulo e a reação a este estímulo chama-se resposta. Estímulos e respostas são as unidades básicas da descrição e o ponto de partida para uma ciência do comportamento. Entre estímulo e respostas existe uma modificação no organismo. Os estímulos excitam os órgãos do sentido (os receptores) e quando isto acontece impulsos nervosos são transmitidos pelo sistema nervoso até o cérebro e daí para os músculos e glândulas (efetores). Desta seqüência de eventos resultam as respostas. As estruturas implicadas no processo, os receptores, o sistema nervoso e os efetores, constituem o que é comumente conhecido como Mecanismo de Resposta.

 

recalque

[Dev. de recalcar.]

S. m. Psic. A exclusão, do campo da consciência, de certas idéias, sentimentos e desejos, que o indivíduo não quisera admitir, e que, no entanto, continuam a fazer parte da vida psíquica, suscitando, não raro, graves distúrbios.

reflexologia

(cs)[De reflexo + -log(o)- + -ia.]

S. f. Psicol. Escola que reduz todos os fenômenos psíquicos a reflexos condicionados.

regressão

[Do lat. regressione.]

S. f. Psicol. Adoção, por um período de tempo curto ou duradouro, de atitudes e comportamentos característicos de nível de idade anterior.

repressão

[Do lat. tardio repressione.]

S. f. Psicol. Mecanismo de defesa mediante o qual os sentimentos, as lembranças dolorosas ou os impulsos desacordes com o meio social são mantidos fora do campo da consciência.

retardado

[Part. de retardar.]

Adj. Psiq. Diz-se do indivíduo cujo desenvolvimento mental é inferior ao índice normal para a sua idade. S. m. Psiq. Indivíduo mentalmente retardado.

retardamento

S. m. Psiq. Estado ou condição do indivíduo mentalmente retardado; retardo.

retardo

[Dev. de retardar.]

S. m. Psiq. Retardamento.