Dicionário de Umbanda

Dicionário de Umbanda: Letra A.

Letra A

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Dicionário de Umbanda Letra A

Dicionário de Umbanda e Iorubá (Yorubá)

Dicionário de Umbanda, termos umbandistas, vocabulário umbanda

Dicionário de Umbanda

Fonte principal: “Dicionário de Umbanda”. Altair Pinto. Editora Eco.

AAPÉ — Aí, nesse lugar. Esta palavra é usada quando, em alguma prática umbandista, se quer dizer a alguém que permaneça no mesmo lugar em que se encontra.

ABA — Termo que significa paz espiritual, ou esperança para melhores dias.

ABAÇÁ — Templo, tenda, Terreiro de Umbanda.

ABAÇAÍ — Espírito sem luz e causador de obsessões.

ABACÊ — Cozinheira que prepara as comidas de Santo, no culto Gêge.

ABADÁ — Túnica longa, de mangas largas e em geral branca, utilizada inicialmente por negros muçulmanos. Actualmente designa roupa com a qual se identificam certos grupos religiosos. Por exemplo na Umbanda, é o nome, dado a uma túnica branca larga e de mangas compridas, usada nos terreiros pelos malês (muçulmanos).

ABADÔ — Milho, na linguagem africanista, quando usado em trabalhos.

ABAGUALADO — Indivíduo arisco. Pessoa muito inculta.

ABALA — Comida muito semelhante ao acarajé.

ABALUAÊ — Nome com que é designado S. Lázaro. No culto Nagô significa o mesmo que Omulu.

ABAÔ — Quer dizer um iniciando do sexo masculino, desenvolvendo-se mediunicamente num terreiro de Umbanda.

ABARÁ — Comidas de pretos africanos como seja bolo de feijão, que vem enrolado em folhas de bananeira.

ABARÉ — Médium desenvolvido.

ABARÉ-GUASSU — Bispo, Babalaô, Chefe de terreiro, podendo também ser mestre nos segredos de Quimbanda.

ABARÉ-MIRIM — Médium ainda em início do seu desenvolvimento.

ABATI — Tanto significa o milho, como o vinho especial feito do mesmo e muito usado nos terreiros.

ABATINGA — Significa, na língua Nagô, pessoa já envelhecida e de cabelos brancos.

ABEDÊ — É o leque do Oxum, quando feito de latão, ou de Iemanjá, quando todo pintado de branco.

ABEBE (Iorubá) — abano, leque

ABÉLÀ (Iorubá) — vela

ABÉRE (Iorubá) — agulha

ABÉRE-ÁLUGBE (Iorubá) — alfinete

ABÍKU (Iorubá) — criança que voltou depois de morta, reencarnou-se.

ABERÊ (Iorubá)— Tatuagem feita em qualquer parte do corpo.

ABÉRE-ÁLUGBE (Iorubá) — alfinete

ABEREM — Pasta de milho feita de água e açúcar, enrolada em folhas de bananeira.

ABIÁ — Mocinha ainda muito nova que frequenta o Candomblé.

Médium feminino que chegou a cumprir apenas a parte inicial do ritual, não tendo chegado ainda a ser “feita”.

ABICHORNADO — Significa pessoa abatida, doente.

ADJÁ: Espécie de sineta, às vezes múltipla (tem de 1 a 7 bocas), tocada nos rituais pelos pais-de-santo com a finalidade de invocar entidades e Orixás, seja para que venham participar dos trabalhos, seja para que atendam a algum pedido. É usado também para induzir os médiuns ao estado de transe.

ABLEPSIA — É a cegueira espiritual, quando se quer fazer referência a um espírito sem luz.

ABÔ DOS AXÉS — Água contendo ervas maceradas, sangue de todos os animais mortos no Terreiro.

ABORÉ — Significa o Babalaô de mais idade, sendo o Maioral entre os demais pais-de-santo e Sacerdote-chefe dos trabalhos no culto Nagô.

ABÒRISA — adorador de falsa divindade

ABRICÓ — O mesmo que damasco (fruta).

ABRIDEIRA — Aperitivo, que tanto pode ser cachaça como outra bebida alcoólica qualquer.

ABRIR A GIRA — Significa o início ou abertura dos trabalhos nos terreiros de Umbanda. V. Gira.

ABRIR A MESA — Trata-se de uma cerimonia na qual, estando presente o Pai-de-Santo, este resolve todas as perguntas que lhe são dirigidas. O aparelhamento é composto da seguinte forma: uma mesa na qual é acesa uma vela e um copo com água, é estendida uma guia, sendo que, no círculo por ela formado, são jogados os búzios.

ABRIR A TOCA — O mesmo que dar início à sessão.

ABROQUE — É um manto usado somente pelas mulheres durante a sessão.

ABU — Referência a um indivíduo silencioso, calado e muito quieto.

ABUNà— Prato confeccionado exclusivamente com ovos de tartaruga.

ABUSÃO — Crendice baixa. Erro. Superstição. Engano.

ABUTIUIM — Licores fermentados feitos   exclusivamente à base de milho.

ABUXÔ — É o nome das faixas usadas pelos pais-de-santo para fins de caridade, ou seja, curar os doentes que vão ao centro em busca de saúde.

ACA — Catinga, fedor. Aguardente de qualidade ordinária.

ACAÇÁ — Comida originária da África, com a aparência de bolo do angu de arroz.

AÇAFATA — É a denominação da dama de companhia que acompanha uma rainha do Congo.

ACAFELADO — É o indivíduo que procura se encobrir para se disfarçar.

ACAIA — Ameixa.

ACAJIBA — Caju.

ACAJUÍ — Vinho feito com caju.

ACALEPO — Significa Urtiga, ou seja, uma planta muito usada em medicina doméstica e muito aplicada também   em alguns trabalhos de terreiro.

ACANAN — Gavião. Ave que os escravos consideravam como de mau agouro e portador de má sorte e de infelicidade.

ACANGA — Cabeça.

ACANGA-ASSY — Significa dor de cabeça.

ACANGAPEMA — Uma arma de guerra usada pelos índios com a qual   desferiam golpes   violentíssimos na cabeça dos seus inimigos, rachando-as e por vezes levando as suas vítimas à morte.

ACANGATARA — Enfeite confeccionado com penas coloridas muito usado pelos índios, principalmente na cabeça, onde dava uma volta.

ACANGOABA — Carapuça ou chapéu confeccionado com penas.

ACARAJÉ — Comida de santo feita na base de feijão com pimenta malagueta e outros temperos. E confeccionado em forma de bolo e enrolado em folhas de bananeira

 

Acarajé, Comida de santo feita na base de feijão com pimenta malagueta

Acarajé

ACARISSOBA — Também chamada Erva-Capitão. É uma planta muito usada em tratamentos caseiros, sendo também de grande valor em banhos de descarga.

ACAUà— Trata-se de uma espécie de gavião do qual os índios têm muita superstição, acreditando na sua má influência quando se ouve o seu canto, significa um péssimo agouro.

ACENDE-CANDEIA — É uma planta muito usada em banhos, sendo conhecida também pelo nome de Candeia-Mucerengue.

ACHANTI — Nome dado aos negros originários de certa região africana.

ACHI — Significa indiferença, desprezo e desdém na linguagem dos negros africanos.

ACHIRÊ — Desincorporação completa. ACHOCHÔ — Nome dado à comida de Oxóssi. ACICE — Significa irmão espiritualmente.

ACOBÁ — É o preparador de cabeças que são utilizadas nos trabalhos de terreiro. É a designação também do Sacerdote gêge- nagô.

AÇOIABÁ — Capa feita de peles e penas.

AÇOITE — Chicote feito de tiras de couros, feito especialmente para espancamento dos escravos.

ACÓLITO — Significa o seminarista que já tenha completado o 4.° grau de ordens menores. Como ajudante das coisas da igreja, ele pode ser considerado como uma espécie de cambono dos padres.

ACONCONE — Quer dizer folha de cajá-manga, sendo termo de grande uso entre os negros-minas.

ACORDAR A ÁGUA — ou: ACORDÁ A ÁGUA — É um aviso muito importante que a água não seja empregada, principalmente em trabalhos, sem que primeiramente seja bastante agitada

ACORI — É o nome do coral azul, que é uma pedra dotada das mais altas virtudes mágicas, sendo, por isso, de grande uso como amuleto.

ACOSTAR — Quando há a incorporação no médium

ACRA — Nome do dialeto dos negros-minas

AÇUBA — É a primeira oração que os malês rezam pela manhã. ADAGA — Mulher que toma conta de Terreiro no culto gêge. ADAMORIXÁ — É o funeral dos negros Iorubános, que consiste num cerimonial complicadíssimo, com orações, músicas e danças. O mesmo cerimonial é também usado no dia de finados.

ADAHUNSE — doutor, erbalista

ADARRUM — É o toque feito seguidamente pelos atabaques, quando da invocação dos protetores para se incorporarem nos médiuns.

ADÊ — Significa o capacete destinado a Oxum.

ADÉ (Iorubá) — coroa

ADEJÁ — É uma campainha usada nas cerimônias de terreiro. ADIMAN — Carneiro originário da África, de porte muito grande e de pêlo muito espesso.

ADÍFA (Iorubá) — consultador de Ifá, sacerdote de Ifá

ADIXÁ — Entre as orações feitas pelos malês, esta é a quinta e última rezada à noite.

ADJULONÁ — É um assobio feito de folhas e usado pelos índios.

ADJUNTO DE JUREMA — Significa uma reunião clandestina e destinada exclusivamente a trabalhos com finalidade má, isto é, para fazer mal a alguém.

ADO-CHU — É uma espécie de barrete que as filhas-de-santo trazem à cabeça durante as danças que precedem a incorporação dos guias nos trabalhos de terreiro.

ADÔ-LÁ — Significa o Adeus quando numa despedida.

ADOBA — Saudação que traduz o agradecimento de alguma proteção conseguida em sessão.

ADOGLOFESSO — É a denominação, em linguagem africanista, de uma divindade destinada ao mal.

ADUBALÊ — Saudação que é feita diante do pegi. Aquele que a faz terá que se deitar de bruços, tocando com o rosto no chão. Diante do pai-de-santo pode se fazer o Adubalê, variando somente o modo como é feita essa saudação, pois que além de ficar deitado de bruços, o que a faz, deverá ter a mão direita aberta, tendo os dedos virados para cima.

 — É uma interjeição feita no terreiro, destinada à chamada de alguém.

AETITE — É um cálculo ou pedra encontrado na cabeça de uma águia e que tem propriedades mágicas muito extraordinárias, sendo utilizado, inclusive, como amuleto, bem como nos diversos trabalhos mágicos de terreiro da linha umbandista.

AFAN — Este termo tem vários significados, tais como: búzios, anjo da guarda, para os africanos, horóscopo, oráculo etc.

AFÃ-DU — São as diversas figuras que se vão formando quando jogados os búzios.

AFOCHE — Dança ritual de terreiro. O mesmo que Aruanã.

AFOFIÊ — É uma flauta feita de bambu ou taquara, usada, às vezes, em certos centros.

AFOLOAR — Tornar uma coisa inútil. Alargar ao máximo.

AFONJÁ — Resistência ao fogo. Nome dado a Xangô, em linguagem nagô.

AFOSE (Iorubá) — divinação

AFOXÉ — Palavra pejorativa usada para designar terreiros ou candomblés mal recomendados, geralmente de Quimbanda. Termo usado também para mencionar festas quimbandistas e danças dentro do ritual.

AFRICANAS — Assim são chamadas as argolas que são presas às orelhas das mulheres, usadas como enfeite durante o período dos trabalhos.

AFRICANISTAS — Os negros africanos, pode-se dizer fetichistas, consideravam-se médicos e adivinhos, utilizando-se de amuletos e artes mágicas. Entre as suas práticas religiosas, o seu ritual é por demais complicado, contendo uma infinidade de tabus, dando-se também ao uso de tatuagens produzidas por incisões na pele e pintadas de diversas formas. Esses negros acreditam em Deus, mas preferem cultuar a crença nas divindades maléficas, originando-se daí o Ambequerê-Kibanda, ritual utilizado pelos Gêges, Nagôs e Bantos, cujas origens são as mais recentes. Esses fetichistas são dados, quase que exclusivamente, à prática da magia negra, resumindo-se seus trabalhos, em grande parte, na aplicação e uso de beberagens, com as quais praticam o curandeirismo. Algumas dessas tribos vieram para o Brasil, sendo bem grande nos nossos dias o número de descendentes desses povos africanos, devendo-se a eles a origem de nossos terreiros e a consequente intromissão de baixas correntes espíritas, notadamente, de Quimbanda» Candomblé, Nagô e outras.

AFRICANO — Candomblé nagô. Originário da África.

AFRO — Em linguagem africanista, quer dizer: Espuma da água do mar.

AFUAZADO — Quer dizer:   Espantado, raivoso, encolerizado.

AFURÁ — É o bolo de arroz feito pelos negros africanistas.

ÁGA (Iorubá) — cadeira

ÁGBA (Iorubá) — pessoa adulta

AGAMI — Galinha silvestre, ou melhor, galinha do mato.

AGAMUM — Sacrifício da vida de crianças.

AGAN (Iorubá) — mulher estéril.

AGANJU — Uma das diversas divindades nagô, simbolizando a Terra. Significa também: Região selvagem, bem como o nome dado a Xangô velho.

ÁGBADO (Iorubá) — milho

AGBÉBÒ (Iorubá) — galinha

AGOGO — relógio, agogo AJA — divindade beneficente AJÉ — feiticeiro

AGBÓ — Carneiro, quando se refere a trabalhos em que este animal seja mencionado.

AGBÓNNÍREGÚN (Iorubá) — título de divindade Ifá

AGÊ — Quer dizer: Piano de cuia, ou seja, instrumento musical que é constituído por uma cabaça com pedras no seu interior e recoberto com uma rede na qual se encontram alguns búzios.

AGÊ-CHALUGÁ — É o Deus da riqueza cuja adoração é feita numa concha. Para muitos é o Deus da Medicina, ou melhor, o Deus da Saúde.

AG-BAGA — É uma espécie de esteira usada em trabalhos de terreiro.

AG-BAGI — Trata-se de uma cobertura de pano usada quando o pegi está armado ao ar-livre.

AGIBONAN — Espécie de cambona auxiliar de mãe-de-santo.

AGNUS-DEI — Assim é chamado o amuleto dos católicos-romanos o qual consiste num pedaço de cera bruta acompanhado de uma oração envolvida em pedaços de pano com uma pequena alça, a fim de que ela possa ser presa à roupa.

AGO (planta) — É uma planta dotada de propriedades mágicas, sendo usada em muitos trabalhos africanistas.

AGÔ — Significa, em linguagem africanista, pedir licença ou permissão, havendo certos momentos em que este termo traduz pedido de proteção para os Guias.

AGO (Iorubá) — taça, caneco

AGOGÔ — É o nome de um instrumento musical muito original, pois que é composto de duas campainhas de ferro de tamanhos diferentes, batendo-se sobre as mesmas com uma vareta de metal, para reproduzir a música que se queira fazer ouvir.

ÁGUA DAS SETE PROCEDÊNCIAS — A água é assim chamada quando se reúne, em um só vasilhame, uma pequena quantidade de cada uma das seguintes: água do mar, do rio, da cachoeira, de mina, de lagoa, do orvalho, da chuva. Esta água é utilizada pelos Guias nos mais diversos trabalhos e com muitas finalidades de caridade.

ÁGUA DE OXALÁ — Consiste na mudança das águas nas cerimónias. Assim, se faz a mudança das águas nos candomblés, quando elas estão contidas em potes, garrafas, copos, cuias etc. Essa água que é apanhada pelas filhas-de-santo, também é denominada como purificadora de candomblés.

ÁGUA DE XANGÔ — Trata-se de uma água que é preparada, deixando uma pedra de raio, ou seja meteorito, uma pedra de cachoeira e outras, dentro de um vasilhame de água pelo espaço de algumas horas, ou melhor, da noite para o dia. É muito importante que essa água não seja bebida por ninguém que, na véspera ou no dia tenha tido contatos sexuais com mulher menstruada.

ÁGUA DOS AXÉS — É uma água contendo uma pequena quantidade de sangue de animais levados ao sacrifício nos terreiros.

ÁGUA FLUIDIFICADA ou FLUIDIFICADORA — Trata-se de água potável que tenha recebido vibrações dos Guias, quer seja em terreiros, ou pela simples exposição ao sereno, ou ainda em algum compartimento da residência, a fim de que adquira propriedades que a água comum não possui. Convém notar que a água, depois de verificada a sua fluidificação, geralmente torna-se como se que adocicada, saloba, ligeiramente amarga ou ainda sem nenhum gosto, pois que cada sabor verificado significa uma indicação diferente.

ÁGUA GREGORIANA — É uma água preparada com vinho e cinza, sendo de grande valor quando utilizada como agente deslocador de fluidos muito pesados, bem como larvas astrais, toxinas psíquicas. Geralmente é muito empregada também, tanto em banhos, como em uso interno, sendo de grande valor os seus resultados.

Bênção da Água Gregoriana, de 1595, edição de Roman Pontifical.

Bênção da Água Gregoriana, de 1595, edição de Roman Pontifical.

ÁGUA MAGNETIZADA — V. Água Fluidificada.

ÁGUA-MIRANGA — É um bracelete de penas para ser usado durante os trabalhos de terreiro.

AGUÊ — É o nome de um instrumento musical que consiste numa cabaça, na qual são colocados alguns pedaços de pedra.

AGUERÊ — Brasa em linguagem nagô.

ÁGUIA BRANCA — Índio, Chefe de Falange dos Peles Vermelhas. Linha de Oxóssi.

AGUIRI — Amuleto exclusivo dos escravos, tendo por finalidade protegê-los contra todos os males materiais e espirituais, constando de três estrelas de cinco bicos.

AGURÊ — Toque em ritmo muito lento para chamar Iansã.

AI-A-SARI — Fazer Sala.

AI-LA — V. Fazer Sala.

AIA — Toalha branca para uso em terreiro. AIACÔ — Mãe da noite.

AIAPà— São os chocalhos confeccionados com caroços de frutas diversas e usados nos tornozelos, com a finalidade de puxarem danças em festas de Quimbanda.

AIBA — Quando se trata de uma pessoa macambúsia, entristecida, aborrecida, que vai a um centro em busca de melhorar a sua situação.

AIBERÉ — É a determinação de certas plantas ruins aproveitadas em trabalhos de fins maléficos

AJO (Iorubá) — reunião

ALCUNA — Interjeição africanista que tem o sentido de traduzir surpresa, admiração, espanto, raiva etc

AIDJE — Instrumento musical muito usado nas tribos indianas, os quais, agitados no ar produzem ruídos característicos, sendo muito aproveitados em trabalhos.

AIDOKUEDO — É a designação de Oxum-Marê entre os Iorubános.

AIÉ — Festa para todo o dia primeiro de janeiro, destacando-se como o maior acontecimento do ano para os negros.

AIMORÉ — É o nome de uma grande tribo guerreira. É a designação também do Deus da caça.

AIOCÁ — Referente à Deusa Iemanjá e ao fundo do mar.

AIORÉ — Amuleto usado pelos pretos africanos para a proteção contra a lepra.

AIRÁ — É o Xangô dos pretos-velhos.

AIÚ — Forma de jogo recreativo usado pelos escravos libertos.

AIUCARA — Colar feito de dentes de animais.

AIUÊ — Interjeição que tanto pode exprimir espanto, medo, alegria ou satisfação.

AIUKA — Fundo do mar. Iemanjá, Mãe d’água. Rainha ou Princesa do mar.

AJA — Fada a quem se pode fazer pedidos.

AJA — É a Deusa da Medicina, designando-se com o mesmo nome os espíritos que somente praticam o bem.

AJEUM: Nome dado para as comidas votivas servidas dentro do terreiro.

AJÔ — Reza. Dança. Oração que é feita enquanto se prepara um feitiço ou trabalhos para o mal.

AJÓ-CÓ — É a ordem do chefe negro para que os presentes ao trabalho se sentem.

AJUCÁ — É a festa da cabocla Jurema entre os índios havendo bebidas e defumações no terreiro, tudo com a finalidade única de ser duplicada a proteção e as forças aos Guias e às entidades superiores. V. Jurema.

AJULATA — É uma espécie de tanga muito usada pelos índios.

AJURI — Termo que traduz auxílio mútuo. Mutirão. Multidão.

AJU-U — Ordem do Pai-de-Santo para que sejam iniciadas as danças.

AKAPALÓ — É como se chama o contador de histórias.

AKARÁ (Iorubá)  — pão

AKERÊ — É como se designa o arbusto mágico que é dotado de propriedades protetoras, saneando os ambientes e afastando a influência dos maus espíritos.

AKÉTÈ (Iorubá) — chapéu

AKÉKO (Iorubá) — discípulo

AKÉTE (Iorubá) — cama

AKIRIJEBÓ — Em linguagem nagô significa o freqüentador de candomblés e terreiros.

AKÓNI (Iorubá) — professor

AKPEMAS —É a festa com a qual é encerrada a iniciação da Filha- de-Santo, também chamada vodunci.

AKÚKO (Iorubá) — galo

ALA (Iorubá) — pano

ALA — Docel no terreiro, debaixo do qual são servidas as comidas de Santo.

ALABÉ — É um lenço que é amarrado no pescoço dos músicos nos trabalhos de terreiro, o qual é também puxador de pontos. É também o nome do chefe dos tambores que dirige a música durante a sessão. É também assim chamado o chefe dos músicos do terreiro.

ALAFI — É o que aparece como desmascarador de médiuns embusteiros e, sobretudo, mistificadores.

ALAFIN – Sacerdote africanista, chefe da corrente dos Ogboni.

ALÃFIN (Iorubá) — rei, título do rei de Oyo.

ALAFIN-ECHÈ — São Jerônimo. V. Xangô.

ALÁGBà(Iorubá) — chefe do culto a Egungun

ALAMÔA — Fantasma de Mulher.

ALAÍYÉ (Iorubá) — rei, monarca

ALAKETU (Iorubá) — Rei de Keto

ALDEIA — Povoado de índios, constituído por várias tribos. oTratando-se de terreiros, esta palavra quer dizer a moradia dos espíritos de caboclos, o que corresponde a Aruanda, ou seja, Terreiro de Caboclos. Também referente a Terreiro. Templo: é o conjunto de pessoas nele contida (caboclo).

ALUFA (Iorubá) — sacerdote

ALECRIM — Planta das mais conhecidas e muito usada, não apenas em banhos, defumações e amuletos para afastar maus espíritos e atrair bons fluidos e proteção, dadas as altas virtudes mágicas e espirituais que possui, sendo muito usado também na medicina popular.

AFABAR — Planta muito usada pelas suas grandes propriedades mágicas, sendo também usada para defumar ambientes e roupas.

ALGUIDAR — Bacia feita de barro muito empregada para fazer a comida destinada aos orixás, ademais de outras finalidades, inclusive servir de depósito d’água para os trabalhos de terreiro.

ALI-MANGARIBA — É a quarta oração usada pelos malês.

ALIACHÊ — Camarinha, ou seja, quarto onde fica retida a filha-de-santo durante o período da sua iniciação.

ALIGENUM — Espírito sem luz e desprovido de progresso. É uma espécie de Exu que, apenas por interesse, tanto pode trabalhar para o mal como para o bem.

ALIKÁLI — Na linguagem africanista significa juiz ou conselheiro.

ALJAVA — É um depósito que se leva pendurado ao ombro e que serve para conduzir setas ou flechas.

ALLAH — Deus, ou seja, o Pai Todo Poderoso.

ALOUTIXÁ — É a Mãe-de-Santo, ou melhor, o médium feminino que dirige os trabalhos do terreiro. É chamada também Babá. IALORIXÁ.

ALUA — É uma bebida feita para ser usada durante os trabalhos, sendo composta de aguardente (marafa), infusão de café e gengibre, água de arroz e de fubá, sendo adoçada com açúcar.

ALUBOSA — É o aproveitamento do jogo de búzios visando a solução de problemas ou questões difíceis.

ALUBÓSÀ (Iorubá) — cebola.

ALUFÁ — Sacerdote africano entre os negros malês. Babalaô, pajé.

ALUGBIN (Iorubá) — o que bate o atabaque para Obatalá.

ALUJÁ — São os passes cadenciados e insistentes verificados durante determinada dança, consistindo, além disso, em palmas que são batidas, ora para a direita, ora para a esquerda. Trata-se de uma dança de origem africanista, sendo mesmo uma espécie de marcha.

ALUVAIÁ — Significa Exu, para os bantos.

ALUVOISIO — Exclamação que significa: Salve! Hurrah!

AMACÉ — Santa Isabel. Cultos de Guiné e Loanda.

AMACI — É um líquido preparado com o suco ou maceração de certas plantas e flores,não cozidas (embora algumas pessoas o façam). Amaci vem da palavra amaciar, tornar receptivo. O principal banho para o ritual da “lavagem de cabeça”. O líquido é preparado de folhas sagradas, maceradas em água, deixando repousar durante sete dias (tradicionalmente).

amaci

Amaci

É destinado a banhar a cabeça dos médiuns. As folhas são do Orixá chefe do templo e as de Ossain. O Amaci tem muita aplicação na firmeza de cabeça dos médiuns mas serve também nalguns cultos para a lavagem dos chifres, patas, tacos e cascos dos animais, antes de serem sacrificados para diversos trabalhos e cerimónias.

AMACI-NI-ORY — Cerimônia de lavar a cabeça com ervas de Orixá.

AMALÁ — Comida de santo. Da mesma forma que o “curiador”, o AMALÁ é o que se denomina, na Umbanda, de Comida de Santo, representando um ritual todo especial, para o qual os umbandistas deveriam dispensar um especial carinho. Tal como se rende homenagem a uma grande personalidade de Estado, assim também se homenageia um Orixá da Umbanda, dando-lhe o seu banquete predileto. Essa é a finalidade do Amalá.

 

Amalá comida de santo, oferta de comida

Amalá: comida de santo

AMALA (Iorubá) — comida feita com inhame

AMANNACI — É a Mãe da Chuva. É também o nome de um pássaro cujo canto é prenúncio de chuvas.

AMANSA-BESTA — É a canela apimentada preparada para ser usada em diversos trabalhos.

AMÁO — Divindade protetora dos índios.

AMARRADO — É como se diz da pessoa que tem a sua vida em atraso, sendo de supor que isso seja decorrente de trabalhos de magia negra. É o caso de pessoas completamente dominadas por correntes ocultas de teor vibratório muito baixo.

AMATIN — Relâmpago, corisco, raio.

AMBEQUERÊ — Do culto Gêge surgiu o Ambequerê-Kibanda que, com a significação de Grandes Feiticeiros, evocava, os poderes da alta magia, na encarnação das seguintes entidades: AMBEQUERÊ, por analogia traduzido como: Deus do Bem ou as Forças do Bem. Kimbanda, pela junção de duas palavras: Kim, com a denominação de Demônio, Banda, significando Lado, lugar etc., traduzido como Deus do Mal ou das Forças do Mal, lado oposto ao bem.

AMBIRA — Defunto. Cadáver.

AMBURÁ — Pessoa morta.

AMÉM — Palavra cabalística muito usada em orações e cujo valor, também cabalístico, é 99.

AMERABA — Nome dado aos índios das Américas.

AMOFUMBADO — Escondido no interior do matagal.

AMOLOCÔ — Comida de Oxum.

AMORI — Prato da cozinha africana feito com folhas de mostarda bastante temperadas e fritadas em azeite-de-dendê. AMORÔ — Mulher igual à 1.a Samba do Culto Nagô.

AMPARO — Chicote sagrado usado especialmente para afastar os espíritos atrasados e maléficos, sendo usado também em certas danças do ritual.

AMULETO — A palavra amuleto vem da língua latina amuletum, com a mesma significação. O amuleto é representado por uma medalha ou objeto semelhante, que certas pessoas trazem consigo, por uma questão de superstição e ao qual atribuem a virtude do afastamento de malefícios, doenças, olho grande etc.

AMURÉ — Embora este termo signifique a vida em comum com várias mulheres, ou seja, a poligamia, ele significa também o casamento entre os negros malês.

AMUXÁ — É aquele que empenha e maneja o Ixá. V. esta palavra.

ABAAN — Em língua africanista quer dizer Exu, Diabo, Satanás.

ANA (Iorubá) — ontem

ANAANTANHA — Em dialeto africano quer dizer: Imagem do Diabo.

ANAMBURUCU — É o primeiro e o mais antigo de todos os orixás, tanto masculino como feminino, excetuando Oxalá, que não foi nascido nem criado. Ele exerce a missão de mãe dos orixás e dos espíritos das Linhas de Umbanda. O seu dia é quarta-feira e suas cores são: roxo-claro e branco.

ANANA — Bracelete feito de penas e com o qual alguns médiuns procuram se enfeitar para trabalhar nas   sessões.

ANARGIRO — Indivíduo que faz tudo graciosamente, agindo pelo coração e pelos princípios fraternais, sem nunca pensar em receber recompensas materiais pelos bens praticados.

ANCILA — Escrava. Criada. Empregada.

ANDA-FARA — Significa lugar ou compartimento do terreiro, onde são guardados amuletos e outros objetos empregados nos trabalhos do culto.

ANEL AMULETO — É um anel preparado especialmente para o seu portador, possuindo um poder protetor, possuindo também a particularidade dos dedos das mãos, pois que estes são considerados pontos de grande sensibilidade, pois que por eles são recebidos os fluidos benéficos.

ANGA — Mau olhado. Espírito demoníaco. Alma penada. ANGÁ — Significa alma ou espírito.

ANGA-TURANA — Assim é chamado o espírito protetor dos índios.

ANGAINGAIBA — Neurótico. Obcecado. Louco.

ANGATECÓ — Alma penada. Espírito sofredor que necessita de proteção.

ANGELIM AMARELO — É o nome da andiroba, que é uma das plantas de grande uso nos banhos de defesa em defumações.

ANGOMBA — É a designação do segundo tambor dos atabaques.

ANGORÔ — É o nome de arco-íris entre os negros bantos de Angola.

ANHANGÁ — Espírito caboclo protetor dos animais. Também é tido como Deus do mal, alma errante o espírito mau. Demónio. Gênio da floresta.

ANHANGÁ-RATÁ — Inferno.

ANHANGUERA — Alma, Espírito.

ANHUMA — Pássaro de grande porte, quase do tamanho de uma galinha, tendo dois chifres nas asas e sendo tido como portador de virtudes mágicas e magnéticas, atraindo sorte para quem possui os seus chifres, que são utilizados também contra malefícios, venenos e doenças.

ANTOJO — Desejo.

AOBA — Pano. Roupa.

APARELHO — Médium.

APARIÇÃO — É a aparição de um morto, cujo espírito se materializa. Também chamada assombração.

APIABEBÉ — Anjo.

APICAIRÉ — Louco. Obcecado.

APINCHAR — Pegar uma coisa e jogá-la longe.

APINHA — Arco, argola, circunferência.

APIPAÍBA — Índio selvagem.

APIRASSABA — Dar um salto. Passar por cima.

APO (Iorubá) — saco, bolso

APORANGABA — Atraente. Belo. Bonito. Fascinante.

APORO — Questão ou problema cuja solução é muito difícil.

APOTI (Iorubá) — caixa

APOTROPENO — Termo aplicado a tudo que desvia as correntes do mal.

AQUICI-AQUICI — Estoraque. Termo de uso dos negros-minas.

ARA (Iorubá) — corpo

ARA (Iorubá) — parente

ARA-OUROUM — São os espíritos de pessoas que se suicidaram ou foram assassinadas.

ARAà— Exclamação usada pelos índios que significa saudade.

ARABITÁ — Um dos muitos nomes da Jurema Branca.

ARACANGA — Cacete ou porrete curto.

ARACAPÁ — Escudo com que os índios se defendem.

ARACI — Mãe do dia. Madrugada. Uma das variedades dos tipos de cigarras.

ARAÇOIA — Saia feita de penas muito usada nas festas dos índios.

ARAÇU — Grupo de estrelas que é chamado Constelação de Orion.

ARAOIE — Arma de guerra usada pelos índios, tendo a forma de disco.

ARARA — É uma ave trepadora de grandes virtudes mágicas, sendo certo que a sua presença é um forte dispersador de fluidos pesados e maléficos e muito nocivos ao ambiente.

ARARIBÓIA — Caboclo, chefe de falange. Linha de Oxóssi.

ARAUANà— Dança do ritual africanista.

ARAUNA — Índio, chefe de falange dos Guaranis. Linha de Oxóssi.

ARCANO — Mistério. Segredo. Assunto oculto.

ARCO-ÍRIS — Oxum-maré. Traduz também a simbolização da serpente sagrada.

ARIAXÉ — Banho preparado com ervas e folhas durante o desenvolvimento de médiuns na corrente gêge-nagô. Esse banho consta   de   21   diferentes   espécies   de   vegetais.   Dizem   os entendidos, inclusive os próprios chefes de terreiro que este banho tira, por completo, a consciência do médium.

ARIBÉ — Panela ou frigideira feita de barro.

ARIGAU-BARI — É o nome de um dos instrumentos musicais usados pelos índios.

ARIGÓ — Indivíduo rústico e sem nenhuma cultura.

ARIMBÁ — Pote de barro usado para guardar o azeite-de-dendê.

ARIOLO — Pessoa que tem o privilégio de prever o futuro de qualquer um.

ARIPÁ — Veneno e feitiço muito usado pelos escravos e que é preparado com o veneno extraído da cabeça da cobra cascavel.

ARIPÓ — Panela ou alguidar de barro.

ARÍRAN (Iorubá) — vidente

ARISCO — É a denominação do médium que falta muitas vezes às sessões do terreiro de que faz parte.

AROKIN — Narrador das tradições das linhas negras. Contador de histórias.

ARONI (Iorubá) — Divindade da medicina, que habita florestas.

ARREBENTA-CAVALO — Planta cujas cinzas são aproveitadas na confecção de sabão caseiro, sendo também muito utilizado nos banhos de descarga.

ARROLO — Cantiga para fazer adormecer uma criança.

ARRUDA — É uma das plantas mais conhecidas e empregada como amuleto, sendo muito usada em banho e em defumações para destruir os efeitos maléficos de cargas fluídicas negativas.

ARUÁ — É uma espécie de búzios ou conchas contendo no seu interior um marisco comestível e dotado também de grandes propriedades medicinais. É a designação do espírito de demanda e de pessoa dada a brigas.

ARUANà— Dança, conforme o ritual.

ARUANDA — Céu, Nirvana ou Infinito significam a mesma coisa, isto é, a morada daquele que é criador de todos os mundos. Trata-se, pois, de um dos planos da maior elevação espiritual, ou seja, o céu.

ARUÊ — Espírito de pessoa já desencarnada. ARUMOQUÊ — Parar, suspender, descançar.

ARUNQUILTA — Objeto dotado de força maléfica que é usado para fazer mal a algum inimigo.

ARUSPÍCIO — Forma de interpretação do futuro com o aproveitamento de vísceras de animais.

ASHOGBÁ — É o trabalhador de terreiro a cujo cargo está o preparo das cabeças.

ASIAM — É o médium ainda em desenvolvimento, mas que já fez a lavagem das contas da sua guia, isto é, do seu colar.

ASÍLI — Pessoa entendida em direito. Advogado ou rábula.

ASE (Iorubá) — amém.

ASOGBÁ (Iorubá) — o que prepara cabaças.

ASSA-PEIXE — Planta que possui grandes propriedades mágicas, sendo, por isso, muito utilizada em banhos e defumações contra cargas maléficas feitas para pessoas e ambientes.

ASSENTAMENTO DE ORIXÁ — É o lugar no pegi onde é colocada a representação de Orixá, ou do seu fetiche, ponto riscado etc., tudo de acordo com o ritual apropriado para essa cerimónia.

ASSENTO — Tratando-se do terreiro, este termo quer dizer santuário exclusivo dos Orixás e Exus.

ASSIQUI — Patuá. Breve.

Assistência: Grupo de visitantes em um Terreiro de Umbanda. Pessoas que aguardam pelo atendimento das Entidades ou apenas assistem a uma Gira.

ASSISTENTE DE MESA — Assim é designado o protetor espiritual das sessões de terreiro.

ASSIVAJIÚ — Mestre de cerimônias das sessões.

ASSUMI — Festa de jejum anual. Culto Malê.

ASTARTÊ — Nome divino cuja significação é Deusa.

ASTRAGALOMANCIA — É a adivinhação quando é feita por meio de dados.

ATATINGA — Fumaça.

ATAÚRU — Castiçal usado no terreiro.

ATÔ — Orações escritas sobre tábuas, usando-se tinta feita de arroz queimado. Além de orações fazem-se também pontos riscados com pemba, cuja finalidade é a proteção e auxílio, tendo, além dessas, mais um grande número de aplicações.

ATORT (Iorubá) — chicote.

ATUADO — É o termo que se emprega quando se quer dizer que uma pessoa está sob a influência de um espírito.

ATURA — Cesto que os índios carregam às costas.

AUÊ — Sementes secas que fazem muito ruído quando usadas nos braceletes das índias nas suas danças e festas de terreiro.

AUENO — É assim chamada a esposa principal na poligamia dos negros africanos. AUGÚRIO — É a interpretação dos bons ou maus presságios, sobre os acontecimentos do futuro.

AULI — São pequenas imagens que os africanos usam como oráculos.

AUM — Palavra verdadeiramente mágica e dotada de grande poder, pois que ela atrai os fluidos benéficos para todo aquele que a pronuncia dentro de certo ritual, ou a escrever com a atenção mentalizada.

AUTISMO — É quando ocorre o afastamento mental do mundo exterior, sendo também uma espécie de concentração.

AUTOCOSPIA — Faculdade muito rara em alguns médiuns, que podem ver tudo quanto se passa no interior do seu próprio organismo.

AVE — É o nome dado aos médiuns dos catimbós nordestinos.

AVEJÃO — Visão do desconhecido. Aparição. Assombração.

AVRIKITI — Divindade do mar.

AXÊ — Força, energia, poder. Pode ser a energia que está nos elementos puros da natureza ou a que está concentrada dentro de um terreiro, trazida pelos guias que ali trabalham (que formam a egrégora da casa) e pelos objetos mágicos utilizados, incluindo os fundamentos que, em geral, se encontram enterrados sob o solo do terreiro. É a força mágica do terreiro representada pelo segredo composto de diversos objetos pertencentes às várias Linhas, Entidades, Falanges etc, e que são enterrados na centro do terreiro, ou embaixo.

AXEXÊ — Cerimônia fúnebre Iorubána, semelhante a uma missa de sétimo dia. São feitas orações espiritualistas para o Chefe de terreiro, sendo que, durante essa cerimônia, tira-se do terreiro tudo quanto havia pertencido ao mesmo chefe.

AXÔ — Roupas em linguagem nagô.

AXOGUM — É o nome dado ao encarregado de sacrificar os animais que se destinam aos cerimoniais do culto nagô.

AXOQUÊ — Significa Deus entre os malês.

AZÊ — Capuz feito de palha e muito usado pelos Omulus.

AZEITE-DE-DENDÊ — É o óleo, muito especialmente baiano, que é extraído das sementes do dendezeiro, sendo muito empregado na culinária doméstica e no ritual de Umbanda, Quimbanda e Candomblé.

AZIMO — É um pão especial feito sem fermento, sendo por isso escolhidos de terreiro, orientados pelos Guias.