Dicionário de Umbanda-D

Dicionário de Umbanda-D

Letra D

Dicionário de Umbanda Letra D

Dicionário de Umbanda Letra D

Dicionário de Umbanda e Iorubá (Yorubá)

Dicionário de Umbanda, termos umbandistas, vocabulário umbanda

Dicionário de Umbanda

 

D

DA — Serpente simbólica de Exu, no culto Gêge.

DÁBÒ (Iorubá) — parar.

DADA — Espírito dos vegetais, assim chamado entre os crentes de culto Nagô.

DADA (Iorubá) — bom, bonito, bem.

DAGIDE — Este é o nome dado às figuras e objetos confeccionados com cera e que representam pessoas ou órgãos do corpo humano, como também as bonecas representando pessoas e que, após certo cerimonial, são empregados em trabalhos tanto de magia branca como negra.

DÁKUN (Iorubá) — desculpar-se.

DANDÁ — É um vegetal, espécie de capim, que exsuda um princípio odorífero, muito usado em trabalhos, como banhos e defumações dentro do ritual umbandista.

DANDALUNDA — Mãe Dandá. Iemanjá, Janaina.

DÁRA (Iorubá) — bom, bonito, elegante.

DÁRADÁRA (Iorubá) — bom, bonito, bem.

DÁRAJÙ (Iorubá) — melhor.

DARAJÚLO (Iorubá) — o melhor.

DAR COMIDA A CABEÇA — Significa o desenvolvimento parcial do médium de Umbanda, ou seja, o médium que não se submeteu a toda a iniciação, não tendo também completado o ritual constante do cerimonial indicado.

DAR COMIDA AO SANTO — Quer dizer o oferecimento de alimentos aos orixás, seja como parte do ritual, como pagamento de algum favor recebido.

DAR NÓ — Significa enfeitiçar, atrapalhar, atrasar a vida de alguém por meio de trabalhos de magia negra.

DAR NÓ NO PANO — É um trabalho de magia negra que tem como finalidade provocar a impotência masculina.

 (Iorubá) — para.

 (Iorubá) — por.

DEDOS — Os dedos, tendo em vista a importância da magia, estão em perfeita relação com os planetas, bem como com as linhas de Umbanda, conforme passamos a indicar:

Polegar — Está em relação com Vênus, Iemanjá e o Éter. Indicador — Em relação com Júpiter, Oxóssi e o Ar. Médio — Saturno, Almas e o Fogo.
Anular — Sal, Oxalá e a Água.
Mínimo — Mercúrio, Xangô e a Terra.
Palma da mão — Marte e Ogum.

Com respeito à importância dos dedos nos trabalhos mágicos-umbandistas, a   classificação na ordem decrescente é a seguinte, mas para as duas mãos:

1.°   Anular da mão esquerda. 2.° Anular da mão direita. 3.°   Os dois dedos mínimos. 4.°   OS dois dedos polegares. 5.°     Os dois dedos indicadores.

Devemos ainda dizer que os dois dedos médios não são classificados, pois com eles não se trabalha em alta magia, visto serem considerados impúdicos.

DEFUMAÇÃO — A defumação, por se tratar de um ritual de alta magia, tem como principal fundamento afastar os maus espíritos que, segundo todas as crenças, são representados por uma tênue fumaça. A queima de ervas é concebida como operação mágica que possui um poder natural, superior às forças ordinárias da natureza. Por ser de origem muitíssimo antiga, o processo dos defumadores trouxe até os nossos dias a crença dos poderes benéficos nos perfumes queimados e, por essa razão, em todos os rituais religiosos, essa prática é concebida, interpretando-se, entretanto, por vários modos essa questão. Na religião católica conhece-se o turíbulo, que simboliza a divindade do Messias por ocasião do seu nascimento, quando os três REIS MAGOS, além de outros presentes, lhe ofertaram incenso, ouro e mirra, representando as forças da natureza. O ouro, simbolizando a riqueza da terra, e o incenso e a mirra, com fatores mágicos que somente são queimados quando oferecimento aos verdadeiros deuses.

Defumação na Umbanda, defumadouro, defumar corpo

Defumação na Umbanda

Esses perfumes divinos, representavam um alto sentido kabalístico e o seu uso acobertava dos malefícios todo aquele que os utilizava.

Nos rituais de alta magia, o emprego dos perfumes e do fogareiro são em

fogareiro-defumador, fogareiro para defumação

Fogareiro

grande número, obedecendo, entretanto, a sua classificação e uso, conforme as correspondências planetárias. O incenso pode e deve ser empregado em toda e qualquer operação branca (Magia Branca), pelo fato de que os seus resultados são de molde a produzir perfeitas manifestações espirituais e boas influências astrais. Ao serem jogadas as ervas ou os perfumes sobre as brasas do fogareiro mágico, deve-se ter em conta que toda a fumaça produzida, traz, nas evocações, um alto sentido vibratório, pois através dessa fumaça manifestam-se os poderes mágicos e as altas irradiações das correntes espirituais.

Os antigos utilizavam-se dos defumadores para os exorcismos mágicos, nos quais supunham captar para si as irradiações dos espíritos de luz. Assim, para Saturno, queimavam enxofre; para Júpiter, açafrão; para Marte, pimenta; para o Sol, sândalo vermelho; para Vênus, galo; para Mercúrio, mástique e, finalmente, para a Lua, óleos. Pelo fato de possuir a queima desses perfumes, um alto significado, costuma-se, mesmo independentemente da questão religiosa, queimar-se ALFAZEMA, quando nasce uma criança, pela crença de que essa irradiação traz-nos alegrias e compensações. Portanto todo aquele que desejar dentro de sua casa paz de espírito e boas irradiações espirituais, deverá defumar constantemente o seu lar, bastando unicamente que o faça consciente de que, ao fazer esse trabalho, mantenha sempre firme o seu conceito e, procurando equilibrar os seus bons pensamentos, busque a tranquilidade de que tanto precisa.

DEKA — Ritual do 7.° aniversário de iniciação sacerdotal. (Ioruba).

DELÊ — Significa Ogum. O Deus da guerra.

DELOGUM — Jogo de búzios para se obter a solução de uma consulta ou problema de assunto espiritual.

DEMACHE — Espécie de muleta usada em alguns terreiros como instrumento de Xangô.

DEMO — Satanás. Demônio. Espírito sem luz. Deus das trevas e do mal.

DENGUÊ — Qualidade feminina de requebros e vaidades.

DENGÉ (Iorubá) — mingau.

DENTALIA — Assim são chamados os búzios entre os índios americanos, valendo para eles dinheiro, tal como para os nossos antigos escravos.

DENTÃO — Aparição. Fantasma.

DESACOSTAR — Significa desincorporar quando se dá o afastamento do Guia, ao deixar o corpo do médium.

DESATAR O NÓ — Significa o auxílio para tornar sem efeito a ação maléfica de um despacho ou feitiço.

DESCARGA — É o trabalho que tem por finalidade a retirada do corpo de uma pessoa de um lugar onde haja fluidos maléficos utilizando-se, para isso, de passes, banhos de descarga, queima de pólvora etc.

DESENCARNAR — É quando o espírito deixa o corpo por ter completado a sua missão terrena.

DESENFEITIÇAR — É, por meio de trabalhos, livrar alguém de sofrimentos decorrentes de feitiçarias.

DESENVOLVIMENTO — O desenvolvimento visa aumentar a capacidade mediúnica de uma pessoa, variando os processos para esse fim, tendo-se em conta, porém, que o médium tenha um padrão de vida da maior pureza. Com o comparecimento ao centro que tiver escolhido, em dias marcados para o desenvolvimento, o médium, alcançará o seu fim, para poder então praticar a caridade.

DESENVULTAMENTO —   Significa os   diversos   processos e métodos para desmanchar e anular os efeitos de enfeitiçamento, embruxamento, vampirismo, quebranto, fascinação, mau olhado etc, sobre coisas e pessoas, sendo inúmeros os recursos para a execução desses trabalhos. O mais acertado é o interessado se dirigir a um centro onde a idoneidade dos seus médiuns esteja acima da menor dúvida ou suspeita, tornando-se, assim, possível, com os seus Guias livrar a perseguição de qualquer efeito dos trabalhos.

DESMANCHAR TRABALHO — É tornar livre uma pessoa dos efeitos de trabalhos de enfeitiçamento, como também beneficiar alguém que tenha sido vítima da magia-negra.

DESPACHOS — Devemos dizer que a finalidade dos despachos da verdadeira Umbanda é desmanchar e anular os trabalhos de Quimbanda, bem como para desmanchar dificuldades da vida. curar doenças e obsessões, bem como abrir caminhos etc.

Na medida do possível, os despachos contra alguém somente produzem efeito nas seguintes condições: primeiro: quando é preparado rigorosamente com os ingredientes apropriados; segundo: quando o perispírito dessa pessoa não está normal em virtude de alguma doença, ou porque essa pessoa seja dada a vícios, normalmente o das bebidas alcoólicas; terceiro: quando se trata de uma pessoa com maus sentimentos e pensamentos egoísticos, pois tudo atrai os maus espíritos que auxiliam a ação do despacho.

Quando o perispírito está enfraquecido pelos vícios e pela doença, os despachos agem prontamente contra a pessoa contra a qual ele foi feito. Acontece também que os protetores dessa pessoa não são fortes e, assim, não podem afastar de modo algum a ação dos Exus e dos fluidos dos despachos.

O despacho também produz efeito quando a pessoa visada fez mal a alguém nesta encarnação ou na passada, pois assim vai pagar o mal que já praticou, segundo a lei expressa por Jesus, quando disse: Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Mas quando uma pessoa não fez mal a ninguém na encarnação passada ou na atual, quando o seu perispírito está funcionando normalmente, quando os seus protetores são fortes, então o despacho não produz efeito, ou, se produz, é insignificante, chegando mesmo a voltar-se contra quem o encomendou.

Nos despachos de Umbanda, bem como em outros trabalhos das suas linhas são empregados os charutos, o marafo. a farofa amarela, velas etc., tudo em relação com o astral de cada linha, de cada Falange, de cada Orixá.

Se o procedimento incorreto de um médium, de um Babalorixá, de um Chefe de Terreiro, não determinar o afastamento da entidade espiritual, então haverá a possibilidade do Guia ou Protetor não ser, na realidade um espírito de Umbanda, mas sim, alguma entidade de Quimbanda que tenha conseguido passar como sendo da Umbanda, pois é sabido que os espíritos de Quimbanda não fazem questão de pureza.

DESPRENDER — Significa desincorporar, isto é, a saída do espírito, seja guia ou não, do corpo do médium.

DIA DE DAR O NOME — Trata-se de uma das cerimônias do ritual umbandista que tem lugar durante a sessão de desenvolvimento mediúnico de um iniciado, na qual o Guia, chefe de sua cabeça se identifica, não apenas dando o seu nome, mas também o seu ponto cantado, seu ponto riscado, sua bebida predileta, amalá e todos os demais detalhes necessários à continuação do desenvolvimento.

DIA DE OBRIGAÇÃO — É o dia de sessão quando os médiuns e os consulentes observam   certos atos de ritual umbandista e cumprem tudo quanto lhes é determinado pelos Guias.

DIAMBA — Erva para cachimbo usada nos terreiros pelos caboclos.

DIDE (Iorubá) — levantar-se.

DIDI — Divindade maligna, ou seja, espécie de gênio do mal ou Exu, entre os negros africanos

DIEDIE (Iorubá) — pouco a pouco.

DIJINA — Nome do orixá dado ao iniciado na Umbanda e outras nações.

DILONGA — É um prato que representa uma das ferramentas, ou melhor, um dos utensílios de Ogum.

DIVINDADES (ORIXÁS)— Das lendas africanas surgiram as divindades principais que, com a denominação de Orixás Maiores, são evocadas nos terreiros onde impera o Candomblé. Aconteceu, no entanto, que, com a imposição sofrida pelos negros, quando os missionários católicos proibiram terminantemente que eles praticassem esses   cultos   fetichistas,   administrando-lhes, entretanto, as crenças católicas, esses negros procuraram furtar- se à perseguição, fingindo que admitiam perfeitamente os deuses cristãos, dizendo que, na sua linguagem, os seus deuses eram os mesmos católicos

Desta maneira, criou-se um novo mito e, até os nossos dias, os praticantes dessa seita evocavam a XANGÔ (ou Béri, Chefe do Oyô, capital da Iorubá, terra dos negros Nagôs), como SÃO JERÔNIMO, ou simplesmente OXÓSSI,  como   SÃO SEBASTIÃO; OGUM, como SÃO JORGE; XAPANÃ, como SÃO LÁZARO; IANSÃ, como SANTA BÁRBARA: OXUM, como NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO; IEMANJÁ, como NOSSA SENHORA DA GLÓRIA, etc. etc. No culto de Umbanda são as seguintes as divindades reverenciadas: Anamburucu — Deusa das chuvas.
Agê-Salugá — Orixá da saúde.
Anhangá — Orixá da peste.
Caramuru — Orixá do trovão.
Dadá — Orixá dos vegetais.
Elebá — Gênio do mal.
Ibeiji — Orixá das crianças.
Iemanjá — Deusa da Água Salgada.
Iansã — Deusa dos ventos.
Jurupari — Deus do mal.
Iara — Deusa da Água Doce.
Jurema — Deusa das matas.
Jandira — Deusa dos rios.
Mitã — Deus das crianças.
Nananburuquê — Deusa das cachoeiras.
Ogum — Deus da guerra, das lutas, das demandas.
Oxóssi — Deus das matas, da caça, dos caçadores.
Oloxá — Deus dos lagos.
Oiá — Deusa do Rio Niger.
Okô — Deus da Agricultura.
Obá — Deusa do Mar.
Olokum — Deus do Mar.
Okê — Deus das Montanhas.
Omulu — Deus dos Mortos.
Rudá — Deus do Amor.
Tupã — Deus do Fogo.
Urubatão — Deus da Guerra.
Xalunga — Deus da Riqueza.
Xangô — Deus da Justiça.
Xapanan — Deus da Varíola e da Peste.

DOBALÉ — É assim chamada a saudação dos médiuns que possuem guias femininos.

DOENÇAS OBSESSIVAS — A doença obsessiva pode resultar de despachos feitos pelos quimbandeiros e feiticeiros. Quando não é tratada no devido tempo, a obsessão pode conduzir a sua vítima à loucura.

Os vícios favorecem em muito o assalto dos obsessores, sendo que o álcool é o elemento que mais favorece as obsessões. Quando a obsessão aumenta, isto demonstra que o obsessor já tomou conta da sua vítima, tornando-a um verdadeiro autómato que somente se livrará da tirania do obsessor, recorrendo à intervenção das Falanges de Umbanda.

Tratando-se de um mal-estar produzido por um espírito sofredor, o babalorixá, conforme o caso, tratará primeiramente de purificar a aura do doente, receitando banhos de ervas, indicando os chás necessários e os fortificantes, recomendando que dê esmolas aos necessitados, de tratamento médico, bem como, com os passes nas sessões de caridade, os despachos e presentes aos espíritos, não esquecendo também as preces.

No seu próprio interesse e para o bem da lei da Umbanda, os babalorixás e Chefes de terreiro, como todos os médiuns, devem ser muito cautelosos nessa questão de doenças, visto que o seu fracasso poderá repercutir sobre o conceito da Umbanda nos meios hostis à sua crença.

A cura das doenças depende, antes de mais nada, dos méritos não somente do doente, como do babalorixá, do Chefe de terreiro e do médium.

Somente um babalorixá, um Chefe de terreiro ou um médium competentes e perfeitos conhecedores dos segredos de Umbanda, mas que sejam verdadeiramente caridosos, sem nenhuma ambição e com apreciáveis qualidades morais, poderão dispor de meios que ajudem a cura de uma doença qualquer.

Os Babalorixás, conscientes da sua missão de caridade e possuindo os necessários conhecimentos, justamente por isso não assumem a responsabilidade em todo e qualquer caso, utilizando- se de meios que apenas têm eficiência em certas doenças.

Como já se explicou, não há separação rigorosa entre o mundo material, o etérico e o astral. Os remédios atuando no mundo material, auxiliam o corpo físico a reagir favoravelmente aos   fluidos psíquicos   do mundo   astral, empregados pelos espíritos, pelos babalorixás e Chefes de terreiro.

É assim que nos despachos e outros trabalhos de Umbanda, são empregados charutos, marafo, farofa amarela, velas etc., em relação com o astral de cada Linha, de cada Falange, de Cada Orixá.

Esses elementos físicos preparados conforme um ritual, produzem vibrações fluídicas no mundo etérico e astral.

Por outro lado, a aura do doente, sendo ele tratado convenientemente pela medicina, produz vibrações fluídicas etéricas e astrais, produzindo uma concentração poderosa de forças e agindo a um só tempo no plano material, no etérico e no astral.

DOENÇAS OCULTAS — São fenómenos psíquico-doentios desconhecidos da medicina e dos médicos, que atacam e afetam, respectivamente, o espírito e o corpo físico, agindo por manifestações sutis de forças extra-terrestres manipuladas por entidades malévolas, insondáveis que não se revelam aos exames e diagnósticos clínicos, resistindo às medicações usuais da medicina oficial. Entre elas citam-se a mania depressiva, perturbações das faculdades mentais, mania de suicídio, obsessões, sonambulismo provocado, histerias, perturbações dos movimentos, taras sexuais em ambos os sexos, idiotia, alcoolismo, enfim, um interminável rosário de doenças arquitetadas por obsessores conscientes ou inconscientes, por praticantes da magia negra e feitiçarias, ou indivíduos perversos animados de despeito e ódio feroz contra seus semelhantes, pelo próprio doente, devido a uma permanente vibração de pessimismo ou de maldade. Pode-se tentar a cura por inúmeros processos, dos quais damos abaixo uma pequena relação, como se segue:

1.° — Valer-se dos recursos espirituais de um Terreiro de Umbanda, ou de um centro kardecista, cuja idoneidade moral de seus dirigentes esteja comprovadamente demonstrada.

2.° — Ter absoluta confiança em si próprio.

3.° — Negar a persistência da doença sobre o corpo astral (perispírito) da pessoa afetada, desejando destruir pelo poder da vibração e da irradiação as suas causas e os seus efeitos, quer sejam psíquicos ou fisiológicos, substituindo mentalmente as células doentes por outras novas e vitalizadas e, também, mentalmente, destruir e queimar todas as toxinas psíquicas existentes na aura e no organismo da pessoa em tratamento.

4.º — Pedir à Forças Superiores para que sua vontade de fazer o bem se coloque em harmonia e sintonização com a Medicina Espiritual e a Farmacopéia Universal no sentido de beneficiar o indivíduo em tratamento.

5.° — Sobre uma fotografia do doente ou uma roupa que tenha recebido sua vibração com o uso em seu corpo ou que contenha qualquer exsudação sua, fazer passes magnéticos de desimpregnação e depois da tonificação, desejar fortemente o restabelecimento do enfermo do corpo ou do espírito, ou de ambos (corpo e espírito).

6.° — Usar água magnetizada, quer interna quer externamente.

7.° — Usar um pantáculo (vide este termo) apropriado ao caso e corretamente preparado por pessoa competente.

8.° — Quando possível combinar com o doente uma determinada hora do dia, em que ele fique em posição de receptividade, de passividade e, nessa hora, durante uns dez minutos, irradiar ativamente o pensamento, desejando o seu restabelecimento, destruindo as causas determinantes da sua doença.

9.° — Aliar a metaloterapia com a Cromoterapia, como por exemplo: ferro e vermelho para um anêmico necessitado de glóbulos vermelhos; prata e azul para infecções microbianas, acidez sangüínea, má circulação e excitação nervosa; e para o leitor melhor se orientar, pedimos ao mesmo consultar as palavras Metaloterapia e Cromoterapia.

10.° — Colocar o retrato da pessoa doente entre os dois pólos de um ímã.

11.º — Utilizar os métodos descritos no termo TROCA DE CABEÇA. Finalmente uma inifinidade de métodos existem, os quais irão sendo aproveitados pelos Guias espirituais no tratamento do enfermo, conforme forem sendo observadas as suas necessidades.

DOGAN — Primeira mulher médium, no Culto Nagô.

DOMÍNIO DOS ESPÍRITOS — Para que se tenha uma verdadeira orientação do que seja o espírito que integra o corpo humano, necessário se torna uma explicação detalhada dessa concepção. Assim, considera-se como parte integrante de todo o ser humano, três elementos essenciais, que são:

A Alma ou o Espírito — cérebro ou inteligência, onde imperam a vontade, o pensamento, o livre arbítrio e o senso moral.

Corpo ou Matéria — invólucro físico que sustenta o espírito, pondo-o em contato com o mundo exterior, formando o Eu.

Perispírito — camada fluídica ou envoltório leve, incolor, intermediário entre o espírito e a matéria.

Pelo fato de existir a questão da hierarquia, que se conhece através das manifestações espirituais, alguns espíritos permanecem presos ao orbe terráqueo, ao passo que outros evoluem.

A realidade é que todos nós somos dominados pelos espíritos, seja desta ou daquela natureza e, se soubermos controlar as suas manifestações, deixará de existir o caos e guiados por aqueles a quem denominamos Espíritos de Luz, o mundo sobreviverá às hecatombes e o curso das Leis Divinas tomará o seu devido rumo.

Esta é uma das razões porque a Umbanda será a futura religião do Universo. A Humanidade, conhecedora perfeita das forças espirituais, procurará dentro do verdadeiro espiritismo, o lenitivo para as suas aflições, a razão de ser das suas privações, e os caminhos que a conduzirão à morada do Pai Celeste, estarão abertos pela força poderosa dos mentores, guiados e orientados pelo Verbo Criador.

Nas irradiações das poderosas falanges do bem, os sublimes PRETOS-VELHOS,   os audazes CABOCLOS e todos   os maiorais da Umbanda, derramarão sobre a humanidade sofredora, o bálsamo consolador.

DOUTRINA — A doutrina umbandista se apóia e se funda no verdadeiro princípio da fraternidade humana. O umbandista aprende com os espíritos de caboclos e pretos-velhos a admirar as forças da natureza, a venerar os seus deuses e a idolatrar o seu Criador. Com esse ternário maravilhoso o filho de fé ama a Deus sobre todas as coisas e confia no Seu poder incomensurável.

A doutrina de Umbanda, em toda a sua plenitude humanista, acautela os filhos da fé contra os desregramentos e apetites insaciáveis. Defende o corpo e o espírito contra os excessos dos sentidos e dos instintos. Ela esclarece acerca dos deveres conjugais o ensino a supremacia do espírito sobre a matéria.

Tanto na Terra como no Espaço, essas leis são indestrutíveis, por isso a doutrina da Umbanda continuará, através dos séculos e gerações, na sua trajetória esplendente de espiritualizar os homens para aproximá-los, sempre e cada vez mais, do Criador.

DOUTRINAÇÃO — É a doutrinação dentro dos princípios que regem a crença do ser humano no Criador. Para o umbandista é o caminho que conduz ao Criador, sendo que a principal meta desse caminho é a caridade.

DU (Iorubá) — preto.

DUÊ — Uma das divindades maléficas entre os índios. DUMBA — Mulher na língua de Angola.

DUNGÁ — Valentão, na linguagem angolense.

DURO (Iorubá) — ficar.

DURODÈ (Iorubá) — esperar por.