Dicionário de Umbanda-E

Letra E

Dicionário de Umbanda Letra E

Dicionário de Umbanda Letra E

Dicionário de Umbanda e Iorubá (Yorubá)

Dicionário de Umbanda, termos umbandistas, vocabulário umbanda

Dicionário de Umbanda

 

E

EBAME ou EMBAMI — Filha-de-Santo com mais de sete anos.

EBI — Serpente que é representada por um ferro retorcido, fazendo parte da ferramenta de Xangô e que é colocada junto ao seu machado.

EBIANGÔ — É uma planta muito usada pelos negros africanos em amuletos e que é tida como portadora de virtudes mágicas, entre elas a de afastar os maus espíritos durante o sono das pessoas. É uma planta também usada em defumações e banhos de descarga.

EBÓ ou EBÔ — Presente para espíritos de Exu. Despacho. É uma oferta que se coloca nas encruzilhadas ou em qualquer outro local, tanto para o bem como para o mal, variando grandemente seus componentes, conforme seja a determinação da entidade ou pessoa e também de acordo com a sua finalidade. ABÓ significa sacrifício.

Ebô: oferenda, umbanda

Ebô: oferenda

EBO (Iorubá) — sacrifício. Ver Ebó.

EBO-ALÃFIA (Iorubá) — sacrifício da paz.

EBÓ-OPE (Iorubá) — sacrifício de agradecimento.

EBOMIN — Assim é designado o médium feminino quando conta mais de sete anos de desenvolvimento.

ECHÊ — É o golpe mortal que o Axogum ou Oté-Axogum aplica num animal, quando o mesmo é destinado ao sacrifício.

ECOPOCU — Significa a Vida Eterna.

ECTOPLASMA — É o líquido coagulável de origem imaterial- psíquica fornecido por médiuns em materialização. É, em resumo, a forma material, visível e palpável, do fluido psíquico.

ECU — É a dança das filhas-de-santo em candomblés.

EDA (Iorubá) — natureza, criatura, criação.

EDANGONA — Divindade africana que, quando invocada, descobre todas as moléstias e as causas de sua origem, indicando ainda o seu tratamento.

ÈDE (Iorubá) — língua, dialeto.

ÊDI (Iorubá) — encanto, feitiço.

EDÚN (Iorubá)— machado.

ÊDÜN (Iorubá) — culto aos mortos.

EFOD — Imagens ou estátuas cobertas ou revestidas com uma vestimenta sacra e utilizada, dentro de certo ritual, para adivinhações.

EFUM — É a cerimônia do ritual durante o desenvolvimento mediúnico, consistindo em pintar a cabeça das iniciandas com círculos concêntricos, com tintas de várias cores, principalmente vermelha, azul, branca, preta, enfim, todas as cores do Orixá de quem ela é filha. Depois dessa cerimônia a inicianda tem a cabeça lavada com uma infusão de ervas do mesmo Orixá.

ÉFÚN (Iorubá) — encantamento, feitiço.

ÉGBA (Iorubá) — bracelete.

ÉGBÁ (Iorubá) — uma tribo yorubana em Abeokuta.

EGE — Através do Ege é que tudo foi criado para o homem e se a ciência deu a esse mesmo homem o Ege da sabedoria e o Ege material de todos os elementos de que ele carecia para a sua vida, assim também a magia necessita dos vossos objetos utensiliares para os seus trabalhos mágicos. O Ege, que é composto de duas partes, como se sabe, carece na sua parte material, para os trabalhos mágicos, de vestes de acordo com os elementos que, com a luz solar, fornecem as cores dessas mesmas vestes. E como as cores se dividem em sete e sendo o ponto de partida o branco, é justo que alvas e puras sejam as vestes que se dignificarão para os trabalhos mágicos. O branco é a cor iniciática, porque os trabalhos iniciais da Linha Branca, são os primeiros trabalhos que demandaram o mundo no começo da civilização. Esta a razão por que esse Ege inicia os seus trabalhos em branco.

ÊGUN (Iorubá) — osso, esqueleto.

EGUNGUN — Materialização de encarnados. Aparição. Evocação de espíritos protetores.

EGUNGUN (Iorubá) — osso.

EGUNS — Os Eguns ou espíritos desencarnados, considerados como elementares, são almas ou espíritos dos mortos, ou melhor, os espíritos humanos que ainda não atingiram as mais altas camadas espirituais do mundo astral, estando, assim, sujeitos muitas vezes, a novas reencarnações. Egun significa, também a cerimônia de evocação dos espíritos.

ÉHIN-ÒLA (Iorubá) — o futuro.

ÈIYE (Iorubá) — pássaro.

EJA (Iorubá)— peixe.

ÈJÉ (Iorubá)— sangue.

EJILÉ — Pomba que é destinada ao sacrifício com a finalidade de ser empregada em algum trabalho.

EKU (Iorubá) — rato.

EKEDI — São as auxiliares femininas voluntárias das mães pequenas e que não recebem os guias (espíritos protetores).

EKEJI — Orixá. Chefe dos sacerdotes do culto Ogboni.

EKÓ (Iorubá) — encanto dado à esposa do cultuador de Ifá.

ÈKÓ (Iorubá) — nativo de lagos.

ÈLA (Iorubá) — um título de Ifá.

ÈLA (Iorubá) — festa do iame.

ELEDÁ — Anjo de Guarda.

ELÉBO (Iorubá) — o que faz sacrifício

ELÉDA (Iorubá) — criador, Supremo Ser

ELEDE (Iorubá) — porco

ELEGBA — Exu ou Diabo, Satanás, deus da maldade.

ELÉGBARA (Iorubá) — Deus do mal.

ELÉSEMÉRIN (Iorubá) — quadrúpede.

ELEMENTAIS — São os espíritos dos elementos Fogo, Ar, Água e Terra.

ELEMENTARES — São resíduos fluídicos que não devem ser confundidos com os elementos.

ELEMENTOS — Os elementos são em número de cinco, a saber; Éter, Terra, Fogo, Ar e Água, porém magicamente exclui-se, e, sobre os demais, suas características e correspondências para os trabalhos a serem realizados, conforme os elementais.

ELEMI — Planta do qual se extrai uma resina e um óleo, com diversas aplicações em trabalhos umbadísticos.

ELÉRÉ (Iorubá) — o mesmo que Ábiku.

ELUÔ — Adivinho, Vidente. Pessoa que prediz o futuro. Alto posto hierárquico do chefe de Terreiro.

EMANAÇÕES — São projeções e irradiações de todas as formas psíquicas ou materiais.

EMBALA — Planta de origem africana, muito usada pelas propriedades mágicas de que é dotada, na confecção de amuletos e em defumações para limpeza psíquica de pessoas e ambientes.

EMBANDA — Mensageiro. Feiticeiro. Orador de terreiro. Dirigente de Cábula.

EMBARABÔ — Exu no idioma nagô.

EMBRUXAMENTO — Enfeitiçamento. Envultamento.

ÈMÍ (Iorubá) — vida, sopro, espírito.

EMI MIMO (Iorubá) — Espírito Santo.

ENCAFIFADO — Enfeitiçado, triste, acanhado, azarado.

ENCANHADO — Adoentado, enfraquecido, magro, enfeitiçado, macumbado.

ENCANTADO — Guia. Espírito. Orixá.

ENCANTAMENTO — Operação mágica realizada com a finalidade de se conseguir um resultado benéfico ou maléfico para alguém ou alguma coisa.

ENCANTO — Sedução. Grande prazer. Dotar um objeto de força mágica boa ou má.

ENCARNAÇÃO — Regresso à vida material terrestre, do espírito, em outro corpo, com o fim de resgatar débitos contraídos em existências anteriores.

ENCOSTO — Espírito que, consciente ou inconscientemente se aproxima e encosta em pessoas vivas, prejudicando-as em saúde, negócios, afeições, harmonia doméstica e, para elas, trazendo um rosário interminável de contrariedades e aborrecimentos. Quando isto acontece, o caminho a seguir, é a pessoa ou alguém de sua família procurar um Centro para, por meio de trabalho espiritual desmanchar tudo.

Encosto Espiritual, obsessor, obsessor espiritual

Encosto Espiritual

ENCRUZAMENTO — Termo usado em certos terreiros significando o ritual da iniciação.

ENCRUZAR — Parte do ritual umbandista no início das sessões, consistindo em fazer uma cruz com pemba na nuca, nas mãos, na testa dos médiuns e algum assistente, a fim de proteger, fortificar, auxiliar psiquicamente e estabelecer uma ligação com as falanges que tomarão conta da segurança dos trabalhos, bem como das pessoas que neles tomarem parte; enquanto o guia ou o chefe de terreiro encruzam, é puxado, isto é, cantado o ponto apropriado a essa cerimônia.

Encruzar, pemba na nuca

Encruzar

ENCRUZILHADA — Lugar onde se cruzam ruas ou estradas e que é aproveitado para o lançamento de despachos de Quimbanda.

ENDILOGUN — É a sorte revelada pelos búzios quando eles são manejados pelos pais-de-santo. Ver Delogum.

ENDOQUE — Feiticeiro, quimbandeiro.

ENDULU — Profano que vai ser iniciado no ritual do culto de Umbanda.

ENGARAGÉS — Antigos conhecedores de cultos secretos, espécie de Babalaôs.

ENGERÊ — Planta dotada de virtudes mágicas usada pelos africanos na confecção de amuleto Engô.

ENGÔ — Amuleto muito usado pelos negros africanos e cujo fim é proteger, quem o usa, contra os maus espíritos e a sua ação contra a saúde, a felicidade e a fortuna Também é empregada a madeira conhecida pelo nome de Engô na construção de casas e barracos para acolher os espíritos dos chefes de tribos que já tenham desencarnado.

ENGUIÇO — Este termo traduz o significado de Quebrante, Mau olhado. Falta de sorte. Azar etc

ENIA (Iorubá) — alguém, uma pessoa.

ENIA-DUDU (Iorubá) — o preto.

ENIA-FUNFUN (Iorubá) — o branco.

ENON-ÇANGABA — Lembrança que o Pajé dá ao iniciado ou aprendiz nas artes mágicas.

ENSALMADOR — Assim é designado o Benzedor, Curandeiro ou Rezador.

ENSALMO — Rezas compostas de algumas palavras de diversos salmos, destinados à cura de doenças e muitas outras finalidades.

ENTRADA-DE-SANTO — É a incorporação, quando o Guia é recebido.

ENTRADAS — São as diversas partes do corpo que são usadas para se fazer trabalhos de magia defensiva, com a finalidade de ser evitado qualquer malefício, seja afetivo, financeiro ou de saúde. As entradas em questão, são as seguintes: olhos, pálpebras, narinas, boca, orelhas, testa, pescoço, braços, pulsos, nuca, curvas das pernas e dos braços e cotovelos.

EPARREI! — Saudação a Iansã.

ÉPÁ! (Iorubá) — exclamação de surpresa ou terror.

EPO (Iorubá) — azeite.

EPÒN (Iorubá) — testículo.

ERAN (Iorubá) — carne.

ERAN-ÀGUTAN (Iorubá) — carneiro (carne).

ERAN-ARA (Iorubá) — carne.

ERAN-EBO (Iorubá) — vítima para sacrifício.

ERANKO (Iorubá) — animal.

ERANLÁ (Iorubá) — touro, vaca.

ERÊ — É conhecido entre os africanos como um espírito supremo e infinitamente bom, mas que nunca encarnou — Zâmbi-Deus, segundo outros estudos da matéria, é apenas um espírito infantil e também subalterno que acompanha os médiuns de cabeça feita. Como interjeição significa admiração, alegria, zombaria.

ERÊ (Iorubá) — jogo, esporte.

ÈRE (Iorubá) — imagem, estátua.

EREBO — Na crença dos negros africanos esta palavra significa o inferno, ou melhor, a zona de sofrimento espiritual após a morte do corpo.

ERECOARA — Nos centros assim é chamada a pessoa encarregada de dirigir os cânticos.

EREFUÊ — Fluido provindo de espíritos sem luz e, por isso, muito nocivo e prejudicial aos que são atingidos por ele.

EREKÊ — Santo Antônio nos cultos de Guiné e Loanda.

ERÓ — Segredos e ensinamentos revelados aos médiuns de terreiro durante o seu desenvolvimento.

ERÙ (Iorubá) — medo.

ERÚ (Iorubá) — escravo.

ERUEXIM — Rabo de cavalo, espécie de espanador usado por Iansã.

ERVA-DA-FORTUNA — Assim é chamada a Folha da Costa da Guiné,   que   possui   grandes propriedades mágicas, levando mesmo a sorte para a casa que a possui.

Folha da Fortuna Kalanchoe pinnata, erva da fortuna

Folha da Fortuna Kalanchoe pinnata

 

ERVA-DE-PASSARINHO — Planta usada particularmente em certos trabalhos de terreiro.

ERVA-REAL — É a Alfavaca, planta muito usada como amuleto e empregada em banhos e defumações com a finalidade de atrair os bons fluidos.

ÈSIN (Iorubá) — religião, credo.

ÉSIN (Iorubá) — cavalo.

ÈSO (Iorubá) — fruta.

ÈSU (Iorubá) — divindade do mal.

ESCORA — Em terreiros, esta palavra significa a pessoa que enfrenta os obsessores e se defende com grande vantagem dos golpes com os quais é atacado.

ESOTÉRICO — São os ensinamentos da Teosofia ministrados aos seus iniciantes.

ESPAÇO — Dentro do Espiritismo esta palavra significa a extensão do Universo, dos mundos materiais e espirituais conhecidos e desconhecidos. Significa também o Infinito.

ESPADA-DE-OGUM — É o nome de uma planta fibrosa e de excelentes propriedades mágico-protetoras. É muito empregada na confecção de amuletos, defumações, banhos de descarga, sendo ainda de grande utilidade para proteção contra qualquer trabalho de corrente maléfica.

ESPELHO — É um amuleto protetor cuja função é de repelir e expulsar fluidos, forças nocivas e espíritos atrasados, porque eles não atravessam a face polida do mesmo, sendo, portanto, uma barreira de defesa pessoal ou do ambiente. Para adquirir maior força mágica o espelho deve ser cruzado por um Guia. O espelho também é utilizado para a vidência, não só de médiuns videntes já em pleno desenvolvimento, como também por qualquer pessoa que queira adquirir a vidência provocada.

ESPÍRITA — Adepto ou praticante do Espiritismo, seja da Corrente de Umbanda, de Kardec ou qualquer outra.

ESPIRITISMO — O espiritismo na Umbanda tem por norma fixa espiritualizar os homens a fim de lhes aprimorar os sentimentos de fraternidade. É sempre este o objetivo revelado por todos os guias e chefes espirituais.

Quem não amar o próximo como a si mesmo, não estará em condições de servir de intermediário entre a lágrima do sofredor e a palavra confortadora dos caboclos e pretos-velhos.

A finalidade do espiritismo umbandista não é levar o órfão à convicção de falar com o espírito daquele que na vida terrena fora seu pai, nem a viúva desolada ouvir palavras candentes de seu defunto marido. No espiritismo de Umbanda não se incute no estudante preguiçoso a possibilidade de se comunicar com os mestres falecidos para deles receber soluções de problemas confusos e complicados.

O espiritismo na Umbanda é algo mais sério do que muita gente supõe. As entidades que se apresentam nos terreiros, como pretos-velhos ou caboclos, são espíritos portadores de missões as mais diversas e que escapam às possibilidades interpretativas de qualquer elemento terreno.

O umbandista esclarecido jamais se deixa embair pelas asserções falsas e interpretações sofismáticas desses pseudo- conhecedores que, à guisa de “bem assistidos”, em desrespeito à inteligência alheia, sem noção de autocrítica, pretendem definir o indefinível.

O espiritismo umbandista tem a grande virtude de, através das entidades que se apresentam como espíritos de caboclos e pretos-velhos, quebrar a vaidade mórbida dos medíocres que não se convencem que o homem quanto mais sabe precisa reconhecer o quanto ignora.

O espiritismo na Umbanda, cuida, em suma, de aprimorar o sentimento dos homens para aproximá-los da verdadeira felicidade terrena.

Além de ser o intercâmbio filosófico e espiritual entre os encarnados e desencarnados, o espiritismo afirma: a imortalidade do espírito; a pluralidade de existências pelas reencarnações sucessivas; a vida em mundos, planetas e planos por nós conhecidos e desconhecidos.

ESPIRITISMO DE LINHA — É a designação dada a Umbanda ou sessões de terreiros.

ESPIRITISMO DE MESA — Assim é chamado o espiritismo da Linha de Kardec.

ESPÍRITOS PRIMÁRIOS — Todo guia, espírito, antes de s iniciar nos trabalhos mágicos umbandistas, para a sua vinda à Terra ou a outro qualquer Planeta que lhe seja determinado, é advertido pelos seus Chefes espirituais sobre a sua responsabilidade nesses trabalhos, recebendo determinações, que ele usará para a construção daquilo que ele próprio deve preparar para si e para o seu médium.

Escolhida por esse Guia a fase mágica de seus trabalhos, dentro das Linhas que já foram descritas, ele se inicia na primeira força cabalística, onde se processam trabalhos leves de magia até ser concluída uma força estável, na qual ele permanecerá o tempo necessário, a fim de poder, de acordo com a sua evolução e os conhecimentos que tiver alcançado, mostrar às Entidades Superiores que se acha apto a partir para o Planeta Terra ou qualquer outro que deseje ou lhe seja indicado, tudo conforme a sua evolução, para os seus trabalhos de caridade.

Estes são os elementos, ou melhor, entidades que vós outros podeis considerar como elementos em evolução, porque não são profundas em todas as Linhas e sim ainda superficiais aprofundando-se somente na parte que se diz terra-a-terra. São os chamados espíritos em evolução, que conhecem uma só parte da magia, tendo apenas passado pela camada terra-a-terra, de que acabamos de falar. São, portanto, espíritos primários, encaminhados para o vosso Planeta, de acordo com a evolução que se processa no tempo e no espaço. Inicia-se, assim, para esse espírito, a primeira fase das Sete Linhas. Terminando esse ciclo, regressa ele ao ponto de partida para dar conta aos seus chefes do cumprimento da sua missão, dentro dos conhecimentos que trouxe consigo. Aí, nova Linha de evolução é destinada a esse espírito, iniciando-se, então, para ele, a segunda fase da magia, ou trabalhos espirituais mágicos umbandistas, que não serão mais para elementos primários, e sim para os mais evoluídos.

É assim que se processam evolutivamente até o seu término, os sete Planos que formam as Sete Linhas evolutivas da Umbanda.

Cada uma dessas Linhas desde o terra-a-terra até a mais elevada magia.

ESPONGITA — É uma pequena concreção encontrada em certas esponjas do mar que é dotada de grandes propriedades mágicas, sendo, por isso, usada como talismã e empregada também em muitos trabalhos de magia.

ESE (Iorubá) — gato.

ESSÊNCIAS — Princípios de origem oleosa ou resinosa extraídos de vegetais e de alguns animais e raramente de minerais. Eles têm uma grande aplicação nos trabalhos de terreiro e na Alta Magia, dadas as suas comprovadas propriedades.

ESTADO-DE-SANTO — É o transe mediúnico, quando o médium é tomado pelo seu guia.

ESTORAQUE — Resina vegetal dotada de virtudes mágicas e, por isso muito utilizada em banhos e defumações.

ESTRAMÔNIO — Planta muito famosa pelas suas altas propriedades mágicas, mas cujo emprego somente deve ser feito mediante a orientação e direção de guia espiritual.

ESTRIGE — É o adepto da Quimbanda que se dedica à feitiçaria.

ÈTO (Iorubá) — programa.

ÊTU — Assim é designado o feitiço que é preparado com terra retirada do cemitério e tendo em vista fazer mal a alguém.

ÊTU-TU — Oração que é rezada enquanto se prepara um amuleto de pedra para combater doenças, enfeitiçamentos; esse amuleto tem o nome de Pedra de Santa Bárbara.

EWÉ (Iorubá) — folha.

EWÉBÈ (Iorubá) — erva.

EWÉKO (Iorubá) — planta.

EWÚRE (Iorubá) — cabra.

EXÊ — Talismã, Breve, Amuleto, Patuá Pequena cabaça usada nas sessões para chamada dos guias que deverão baixar nos seus aparelhos.

EXÊS — São as partes dos animais sacrificados para serem oferecidos aos Orixás.

EXORCISMO — Práticas que, mediante rezas, orações e diversos outros ritos, são utilizadas para o afastamento de entidades perversas que, consciente ou inconscientemente, prejudicam pessoas ou ambientes.

Exorcismo Umbanda, desobsessão espiritual

Exorcismo – Umbanda

EXU — De uma forma geral, Exu é nome genérico dos espíritos que trabalham na Magia Negra. Assim, os Exus ou espíritos diabólicos, são considerados como servos ou escravos dos Orixás, servindo de intermediários entre os Orixás Menores è o homem. São essas entidades que se incumbem de castigar os filhos da fé quando erram, de vez que aos Orixás não é dado o direito ao castigo e tampouco incumbem da prática do mal.

EXU-BATIZADO — São os espíritos de Exu pagão que, apesar de sua nenhuma evolução espiritual, reconhecendo o erro que praticavam, fazendo somente o mal, agora somente praticam o bem, debaixo da orientação de um Guia de elevada luminosidade.

EXU ETAMETA — Assim é chamado o Exu das encruzilhadas.

EXU PAGÃO — São os espíritos ainda empedernidos na prática do mal e dos atos mais repulsivos, abjetos, odiosos e condenáveis contra qualquer pessoa, mesmo aquelas que já se utilizaram dos seus préstimos.

EYIN (Iorubá) — ovo.

EYO (Iorubá) — cauri.