Dicionário de Umbanda-L

Letra L

Dicionário de Umbanda Letra L

Dicionário de Umbanda Letra L

Dicionário de Umbanda e Iorubá (Yorubá)

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Dicionário de Umbanda

 

L

LAÇAR O COBRERO — É assim chamada a oração que se escreve com tinta em volta do “cobrero” com fins curativos.

LADAINHA — Oração que se faz aos santos, não só como dever da religião, mas também com o fim de obter alguma graça. A ladainha tanto pode ser feita na igreja, como em casa ou mesmo no terreiro, o que vale é a concentração e a fé.

LADANO — É o nome de cambono no culto Malê.

LAGAN — É tudo quanto as ondas lançam nas praias.

LÁGBÁRA — forte.

LÁGRIMAS-DE-JOB — São as lágrimas de Nossa Senhora.

LÁGRIMAS-DE-NOSSA SENHORA — Além do capim e da miçanga, assim são também conhecidas as contas de grande uso na confecção de terços, guias e alguns outros objetos.

LAGUIDIBA — Amuleto que é feito com a forma de um colar, com contas pretas feitas de chifre de boi. É muito forte contra feitiços em geral

LÁILERA — fraco.

LAMA DO POTE — É uma substância muito usada em terreiros para desfazer trabalhos.

LAMBA — Infelicidade, desgraça, sempre de influência e origem espiritual.

LAMIA — O mesmo que vampiro.

LANA — Um dos Exus.

LANCATÉ DE VOVÔ — É o nome por que e conhecida a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, na Bahia.

LANCETA-MILAGROSA — É uma planta conhecida com o nome de Sumará.

LARA — É a Deusa do Silêncio, comemorada festivamente no dia 18 de fevereiro.

LAFARI — É o nome por que é designado o Purgatório entre os negros malês.

LATRIA — Adoração a Deus.

LAVAGEM DO BONFIM — É uma cerimônia tradicional que se realiza na Bahia, no dia 17 de janeiro. É uma comemoração dedicada a Obatalá, sendo de notar que, nessa, lavagem, entre outras coisas, está incluída, também, o cumprimento de uma obrigação ou promessa por alguma graça recebida.

LAVAGEM DA CABEÇA — A lavagem da cabeça é feita derramando-se vinho tinto na cabeça do médium, depois de ser cantado um ponto de caboclo.

A confirmação do protetor verifica-se após a lavagem da cabeça; cantam-se então os pontos adequados, baixam os protetores do terreiro que preparam então os colares — guias — que o médium tem de usar. O Presidente ou o Chefe de terreiro põe na cabeça do médium uma coroa de espadas-de-São Jorge, guiné e ramos de arruda. Derrama-se sobre a cabeça do médium um pouco de vinho tinto, cantam-se os pontos de caboclos, até que o Protetor do médium se incorpore e risque o seu ponto.

LÁWÀNI — turbante.

LE — capaz.

LE — preguiçoso.

LEGBA — Exu.

LEI DE UMBANDA E SUA CODIFICAÇÃO — Quando falamos na codificação de Umbanda, não nos referimos ao aglomerado que se possa fazer entre algumas tendas espíritas, sujeitas a um determinado centro que as possa dirigir. Nada disso. A codificação a que nos referimos, é uma luta tremenda que terá de ser realizada em torno de milhares de centros, tendas, terreiros, templos etc, com a finalidade de separar o joio do trigo, unificando-se todas as interpretações espíritas em torno de um só poder, de uma só ORDEM, sendo essa ordem incontestavelmente UNIVERSAL.

Já é tempo de se pensar em fazer da verdadeira Umbanda uma religião perfeita, dentro da lei, dentro princípios da moral e da razão, banindo-se das sociedades toda a dos corrupção e falta de bom senso.

O Espiritismo não é uma religião de loucos, nem tampouco de fanáticos. É uma religião que cultua em sua crença um verdadeiro sentido de humanidade e fraternidade entre os seus irmãos. É um culto de profundo sentimento de fé Naquele que procurou redimir toda a humanidade.

Que se pratique a Umbanda verdadeira, essa Umbanda poderosa e benfeitora, e o mundo entrará na sua fase ascensional de progresso e de elevação aos páramos de uma compreensão perfeitamente caridosa e mais próxima de Deus.

LEMBA — É o espírito que preside o mistério da geração, nascimento e infância, de conformidade com a crença dos negros de Angola. Oxalá, nos terreiros do Congo.

LEVITAÇÃO — Fenômeno muito comum nas sessões espíritas, consistindo em que objetos ou pessoas sejam elevadas no espaço e andem acima do chão sem qualquer interferência ou ajuda de alguém.

LICANTROPIA — Caso muitíssimo raro de materialização do espírito em forma do lobo.

LICOMANCIA — É o modo de fazer adivinhação por meio de chama de velas ou lamparinas, tanto para fatos do momento, como para coisas do futuro.

LIKUNDU — É uma força oculta que tanto pode ser boa como má. É um fenômeno comum no índio, independentemente da sua vontade.

LILI — Quebranto, trabalho, coisa feita.

LILITH — Exu feminino, ou seja, demônio noturno, realização de trabalhos funestos.

LIMANO — Chefe de culto entre os pretos malês.

LINGONGO — Assim é chamado São Benedito entre os negros de Cabinda.

LINGU — É o espírito protetor que acompanha o seu protegido do momento do nascimento até o último momento, isto é, até a morte. A mesma coisa que anjo da guarda.

LINHA — Cânticos votivos. Pontos cantados em certos terreiros. União de Falanges, sendo que cada uma tem o seu guia, sendo que a Linha possui um guia geral.

LINHA BRANCA — É a Linha de Umbanda.

LINHA CRUZADA — É quando se unem duas ou mais linhas com o fim de tornar mais forte um trabalho de terreiro.

LINHA DA LICENÇA — Consta de cânticos pelos quais é pedida permissão aos guias para a sua incorporação nos médiuns.

LINHA DE OXALÁ — A força máxima da Umbanda, de onde provém o êxito de todos os seus trabalhos, é, pelos grandes espíritos, classificada como a força de súplica, na qual nós, espíritas, nos baseamos para dar início à nossa vida, não só espiritual, como a dos trabalhos materiais, aos quais nos dedicamos todos os dias em prol da humanidade.

A Linha de Umbanda é a que dá e tira a vida, conforme as vontades impostas pelo Divino Pai através do Grande Oxalá, porque esse espírito máximo, que é o condutor do nosso mundo, tem, através de várias gerações em que viveu, unido vários povos em várias seitas. E foi através de seus Guias milenares que a Umbanda, pequenina, extraiu as sábias lições, não só desse Cristo atual, como de Cristo em encarnações anteriores.

E tudo o que está sendo dito nessas mensagens, desde o início da vida terrena até os nossos dias, os Guias Espirituais da Umbanda foram buscar na sábia magia milenar, dentro da Grande e sábia Linha de Oxalá.

Foi nessa Linha que eles foram buscar forças para outras Linhas, formando, com elas, a glória e o poder da Umbanda, através da simplicidade da súplica e da caridade. Esta é, portanto, a grande Linha ou o caminho que estabelece, dentro da vida humana, a melhoria para os sofredores habitantes da Terra.

Oxalá, nome cabalístico, de origem indiana, formado através dos séculos, que teve do feixe de correntes que formam a Grande Corrente Universal, a força máxima, na qual os homens se suprem para se lançarem, através dos seus Guias, em busca da magna força, que dá a nossa estabilidade espiritual neste Planeta, formando as verdadeiras leis que comandam os espíritos que trabalham na Grande Corrente Universal.

A Corrente Universal divide-se em vários setores, cabendo cada um desses setores a um Chefe, que trabalha nessa mesma corrente, tirando dela a força e a luz para conduzi-lo ao ponto que lhe é necessário para os seus trabalhos espirituais.

linha de Oxalá

Oxalá

LINHA PRETA — Quimbanda.

LINHA DE UMBANDA — Prática e conjunto do ritual de Umbanda. V. Linha de Oxalá.

LINHAS DE QUIMBANDA — As linhas de Quimbanda são as seguintes:

Linha das Almas — Chefe: Omulu
Linha dos Caveiras — Chefe: João Caveira
Linha de Nagô (povo de Ganga) — Chefe: Gererê
Linha de Malêi (povo de Exu) — Chefe: Exu Rei
Linha de Mossourubi (Zulus Cafres) — Chefe: Caminaloá
Linha dos Caboclos Quimbandeiros — Chefe: Exu da Campina

LIRUNDU — Espírito sem luz, maléfico.

LITURGIA — A liturgia e o ritual são para as seitas e religiões o mesmo que os ponteiros representam para o relógio. O que é necessário é a sua uniformidade, coerência dos que a praticam e respeito dos que os assistem.

Se grande é o número de tendas, cujos chefes são contra a liturgia e o ritual, maior ainda é o número dos terreiros onde os alufás, babalaôs e babás, no período iniciático dos filhos da fé, revelam-se intransigentes até o mínimo detalhe. A tradição ritualística da Umbanda é mantida com todo rigor para que a religião não pareça nas mãos de criaturas ousadas que se arrogam direitos de modificá-la a seu talante.

A liturgia do culto de Xangô é idêntica a de Oxóssi, de Ogum e demais orixás. As bebidas e os axês é que variam como acontece com as cores simbólicas.

Sendo a liturgia um cerimonial sagrado, interligado, praticamente, ao ritual, é mister não confundir uma coisa com outra. Há distinção entre os defumadores litúrgicos e os ritualísticos, os banhos de descarga comuns com os aconselhados pelos Guias e as bebidas e comidas de santo com as comumente servidas aos filhos da fé e convidados.

O ritual e a liturgia umbandistas são simples e acessíveis. Para conhecê-los bem é questão de tempo e, sobretudo, de boa vontade.

LIVUSIAÊ — A assombração quando acompanhada de ventos fortes, barulhos e vozes tonitruantes.

LOCO — Orixá da floresta, seu fetiche é a gameleira branca, na Bahia. No Maranhão, a cajazeira.

LOGUM — Assim é chamada a Saudação dirigida a São Benedito.

LOGUNEDÊ — Este é nome de São Benedito, que é simbolizado por pedaços de pedras tiradas dos rios, sendo verde e amarelas as contas da guia usada pelos seus médiuns.

LOMBA — Mal-estar, indisposição, moleza do corpo devido a doenças, trabalhos ou mesmo por influência de alguma carga fluídica vingativa.

LUA — Em magia negra a Lua é conhecida por sete nomes, que são os seguintes: Liakim, Liafu, Liafur, Liarute, Liarucre, Liachacho e Liatum.

A Lua, Satélite da terra, é considerada na Magia e, conseqüentemente na Umbanda, como um astro mágico por excelência, pois as grandes operações mágicas são feitas sob a influência das diversas fases da Lua que são as seguintes: Lua nova, Lua crescente, Lua cheia, Lua minguante.

LUBALA — Significa espíritos já desencarnados, mas muito evoluídos e que, quando incorporados aos médiuns, apenas orientam e aconselham os consulentes para que eles possam, dessa forma resolver seus problemas e dificuldades.

LUSTRAÇÃO — É o mesmo que purificação. Cerimônias religiosas e mágicas que têm por finalidade purificar pessoas, objetos e lugares, bem como atrair a proteção divina.