Dicionário de Umbanda-M

Letra M

Dicionário de Umbanda Letra M

Dicionário de Umbanda Letra M

Dicionário de Umbanda

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Dicionário de Umbanda

 

M

MACACA — PORANGA — Planta cuja madeira é grandemente usada em banhos de cheiro, bem como banhos ritualísticos, e defumações, amuletos etc, possuindo um perfume muito agradável.

MACÁIA — Lugar de retiro, em plena mata, onde os médiuns vão descansar e refazer as suas forças psíquicas, no contato direto com a Natureza.

MACAIO — Coisa ruim e sem nenhum valor.

MACANGANA — Aguardente.

MACO — Árvore africana dotada de grandes virtudes mágicas.

MACROCOSMO — O Mundo, ou melhor, o Universo Infinito que, em Magia, é dividido em 3 planos, a saber: Plano Físico, Plano Astral e Plano Divino.

MACUMBA   — Significa   Candomblé. Sessão   de   terreiro. A Macumba nada mais representa do que uma cópia fiel do que se praticava antigamente com respeito ao culto pagão das Divindades, por eles cultuadas no seu ponto de origem e que, embora se assemelhando em tudo a uma forma do Espiritismo, se personaliza de um modo todo especial o qual, por meio de gestos, cantos e danças, acompanhados de farto e vibrante material sonoro, entremeados de rodopios com fundo cabalístico, numa coreografia essencialmente policrômica e folclórica, são dançados e riscados os seus rituais, ao som dos Atabaques, Macumbas, Agogôs, Tambores, Rumpis, Agês, Adejás Xaque- xaques, etc. Na Macumba, o chefe de terreiro é o PAI-DE- SANTO que, como tal, possui todas as características de mandante. Ele ordena todas as celebrações dos   Gingos, mandando executar as macumbas, curimbas ou cangiras, durante as quais são atendidos todos os filhos de fé.

Para dar ajuda aos Pais-de-Santo ou Mães-de-Santo, instruem-se os Ogãs e os Cambonos, quando fazem parte do setor masculino, e Mães-Pequenas, Jabonans e Sambas, no setor feminino.

Fazendo parte do terreiro, vêm, a seguir, os Filhos ou Filhas- de-santo, que são os médiuns já desenvolvidos ou ainda em desenvolvimento, que cedem seus corpos à manifestação dos Orixás.

Como parte do ritual, existem os pontos cantados e riscados, os quais são puxados ao som dos instrumentos que fazem parte da orquestra.

MACUMBADO — O mesmo que enfeitiçado.

MADRINHA  —  É o médium feminino que auxilia o desenvolvimento mediúnico e a firmeza de cabeça. Em Candomblé de caboclos, a Madrinha corresponde à Mãe-de- Santo dos Terreiros.

MAE D’AGUA — Oxum. Sinhá Renga entre os negros Cabinda.

MÃE-DE-SANTO — Médium feminino, chefe ou dirigente do Terreiro.

MÃE-DO-OURO — Estrela que corre no firmamento, havendo a crença de que o pedido feito naquele momento, será atendido.

MÃE-PEQUENA — Personagem feminina desenvolvida e que substitui a Mãe-de-Santo. Auxiliar das iniciandas (iaôs) durante o seu desenvolvimento mediúnico.

MAGADIA — O mesmo que médium vidente.

MAGIA — A Magia é o tema menos transcendente e o mais empolgante que vamos abordar. Fora da época, segundo a concepção dos espíritos modernos, todavia, o interesse revelado pelas criaturas de mais de quarenta anos, sem distinção de intelectualidade, por paradoxal que pareça, prova que ela ainda desfruta do mesmo prestígio da Idade Média.

Revolucionando o mundo naquela época, os magos faziam curas rápidas e miraculosas. Resolviam problemas intrincados de Estado, baseados nas influências dos astros, habilmente explorados para exercerem, como exerceram, grande ascendência sobre os soberanos incultos.

Hoje, em sentido figurado, magia quer dizer fascínio, sedução, encantamento, domínio exercido pelo deslumbramento espiritual de uma criatura. Magia é o que o vulgo chama de feitiço para atrair ou afastar elementos simpáticos ou antipáticos com sortilégios, amuletos ou benzeduras.

Os supersticiosos são presas fáceis aos processos usados pelos charlatães que pouco ou nada conhecem sobre magia.

O que se pratica nos cultos de Umbanda, não é magia. É apenas o espiritismo dentro de uma religião com seus atos litúrgicos e ritualísticos.

Enquanto o médium, pelo seu espírito de religiosidade, recebe a luz de seus guias, para aprimorar o sentimento de seu semelhante, o mago seduz a presa pelo caminho da crença em coisas vãs.

O Mago é um fantasista, um embusteiro, cujo poder de domínio é efêmero porque não resiste a um teste de lógica.

Dentro das hostes umbandistas há, infelizmente, muitos charlatães infiltrados, para a prática da magia, muitos dos quais ocupando posição de relevo, como chefes de tendas, e liderando movimentos umbando-espiritistas para impressionar os incautos.

É necessário, pois, que os filhos de fé autênticos, os crentes de fato, os umbandistas sinceros e leais raciocinem com clareza sobre a matéria de modo a distinguir o espiritismo da magia, muito embora, na realidade, a magia seria o emprego das forças ocultas da natureza, tanto para o bem como para o mal.

MAGIA BRANCA — Magia Branca é o emprego das forças ocultas da Natureza para o bem da Humanidade ou de uma pessoa em particular. São atos de Magia Branca: a prece, a oração em favor de alguém, os passes para aliviar os enfermos, para curar as doenças, para afastar más Influências, desfazer despachos dos quimbandeiros, enfim, tudo o que se pratica em Umbanda.

MAGIA NEGRA — Magia Negra é todo e qualquer trabalho visando fazer mal a alguém. A Quimbanda, embora lhe pertençam as Linhas da Magia Negra, pode trabalhar para o bem, principalmente para desmanchar outros trabalhos de   quimbandeiros, feitos com o auxílio de algumas das falanges de Exu.

As consequências da Magia Negra são as mais tristes possíveis para quem a pratica. Quando o despacho não produz efeitos sobre quem fora destinado, esse efeito se volta contra quem o preparou e também contra quem o encomendou.

MAIONGA — Banho do ritual que se toma pela madrugada em uma ionte durante o desenvolvimento mediúnico nos terreiros.

MAIORAL — Satanás. Exu.

MAJINAI — Assim é denominado no Japão o conjunto das práticas da Magia Negra.

MAKUTO — Magia Negra. Feitiçaria. Deusa da maldade.

MAL-ASSOMBRADO — Assim é chamado o lugar ou casa quando frequentados por espíritos sofredores e zombadores.

MALEME — Pedido de socorro, de ajuda, de auxílio, de misericórdia. Cânticos feitos em terreiros suplicando ajuda ou perdão.

MALULU — Exu.

MAMANGÁ — Planta muito utilizada em terreiros, dado o alto valor das suas virtudes mágicas e psíquicas.

MANAS — Sopro vital. Espírito da vida. Espíritos desencarnados.

MANDAMENTOS — São os seguintes os sete Mandamentos em que se resume a doutrina da caridade da Lei de Umbanda:

1.° — Não fazermos aos nossos semelhantes aquilo que não desejamos que nos seja feito.

2.° — Não cobiçar o que pertence a outrem.

3.° — Socorrer sempre os pobres e necessitados.

4.° — Não falar mal de quem quer que seja, não criticar . as ações alheias.

5.° — Cumprir honestamente o dever, embora com sacrifício.

6.° — Evitar a companhia de pessoas de má conduta, dos desonestos e evitar o mal.

7.° — Respeitar todas as crenças e religiões.

MANDÉS — Negros mandingas originários do Senegal e da Nigéria.

MANDINGA — Trabalho, feitiço, despacho.

MANDINGUEIRO — É aquele que prepara despachos e feitiços.

MANDRACA — Bebida preparada por certos Pais-de-Santo com a finalidade de atacar ou defender alguém. Trabalho amoroso de feitiçaria administrado por meio de garrafadas.

MANDRACO — Moeda de cobre que serve de amuleto, depois de convenientemente preparada e cruzada pelos Guias.

MANDRÁGORA — Planta dotada de grandes propriedades mágicas, antigamente muito usada indistintamente em trabalhos para o bem e para o mal, sendo uma espécie de faca de dois gumes. Seu emprego somente deve ser feito mediante a orientação de um Guia, porque,   sendo mal aplicada pode   produzir o mais desastroso dos efeitos.

MANDRAQUEIRO — Aquele que se encarrega de trabalhos e feitiçarias.

MANDUREBA — Aguardente.

MANES — Espíritos de desencarnados que são invocados para trabalhos de magia negra.

MANIFESTAÇÃO — É quando o corpo do médium é tomado por um dos Guias. Chama-se também transe mediúnico.

MANGERONA — Vegetal dotado de grandes propriedades mágicas e que, por isso, é muito utilizada nos mais diversos trabalhos. Além de ser empregada em defumações e banhos, tem grande poder como deslocador de fluidos maléficos em pessoas e ambientes.

MANGARÁ-GUIALÉ — Bastão de   guiné muito usado como amuleto, dado o seu poder de proteção para o seu portador.

MANITÓ — É o Magnetismo universal, ou seja, a Força fluídica que envolve os seres e as coisas.

MANJIRICA — O mesmo que feitiço.

MANTUCÁ — É assim designado o feitiço preparado com excrementos de vários   animais. Trabalho de magia negra.

MÃOS — Os trabalhos de Umbanda devem sempre ser levados a efeito com a mão direita, pelos seguintes motivos que o justificam: a mão direita significa o Universo de Deus, o lado positivo, o bem, a verdade e a perfeição, enquanto que a mão esquerda significa apenas o mundo material dos homens, o negativo, o mal, a mentira e a imperfeição. Cada dedo também possui um valor simbólico, da seguinte forma: o polegar representa o elemento Éter, o indicador representa o Ar, o médio representa o Fogo, o anular representa a Água e o auricular (o mínimo) representa a Terra.

MAO CORNUTA — É a figura da mão em forma de chifre, para isso estendendo-se os dedos indicador e mínimo em forma paralela, enquanto os demais ficam fechados. Obtém-se assim, um poderoso amuleto contra o mau olhado.

MÃO-DE-FACA — É assim chamado, no terreiro, o encarregado de sacrificar os animais para as cerimônias do ritual.

MARACAIMBARA — Feiticeiro. Mágico. É também o nome do feitiço ou veneno preparado pelos pajés.

MARAFA — Aguardente.

MARIÔ — Saiote de Ogum, confeccionado de folhas de palmeira.

MASSAÍ — Feiticeiro.

MATANÇA A OXUMARÉ — Festa realizada no dia 1.° de janeiro destinada ao Orixá.

MATERIALIZAÇÃO — É o fenômeno pelo qual a substância viva de um espírito deixa traços materiais de sua presença, tais como: flores, objetos, órgãos humanos; entidades visíveis a qualquer assistente que tome parte em sessões onde ocorrem fenômenos dessa natureza.

MAU OLHADO — Quebranto. Feitiço. Doença causada por olhares maus, tanto por inveja como por maldade, podendo também ser causada inconscientemente sobre coisas, animais ou pessoas. Nos centros de Umbanda há processos seguros para ser desfeito tudo quanto se origina do mau olhado. V. Desenvultamento.

MÉDIA — Médium feminino.

MÉDIUM — É aquele que tem o privilégio de ser intermediário entre os espíritos e os seres encarnados. Nem todas as pessoas podem ser médiuns, pois que a mediunidade não pode ser plenamente desenvolvida em qualquer um. A missão do médium, principalmente em Umbanda, é muito delicada e exige capacidade de sacrifício, espírito de caridade, bom comportamento e vida pura.

MÉDIUM DE INCORPORAÇÃO — acontece quando um espírito, um guia, um protetor, ou qualquer outra entidade se apossa do corpo o médium produzindo dessa forma algum efeito, algum efeito, como por exemplo, comunicar com a voz do corpo do médium.

acontece quando um espírito, um guia, um protetor, ou qualquer outra entidade se apossa do corpo o médium produzindo dessa forma algum efeito, algum efeito, como por exemplo, comunicar com a voz do corpo do médium.

Medium de incorporação

MÉDIUNS VIDENTES E OUVINTES — São médiuns muito úteis nos trabalhos de terreiro, pois servem para ver e ouvir os espíritos que baixam nos mesmos. Os médiuns videntes descobrem a verdadeira identidade dos espíritos manifestados e verificam se está havendo mistificação.

MEDIUNIDADE — capacidade natural do ser humano de ser sensível a energias espirituais e a entidades espirituais. Toadas as pessoas são médiuns embora uns mais desenvolvidos do que outros. Ver obra de Allan Kardec O Livro dos Médiuns.

Mediunidade

Mediunidade

MELILOTO — Trevo que é usado como condensador de fluidos e como amuleto

MELOGE — Feiticeiro quimbandista.

MELOMBE — É uma planta também chamada Mil-Homens, muito usada em banhos e defumações, dadas as suas grandes propriedades de afastar os maus espíritos perturbadores.

MENSAGEM — Comunicação oral ou escrita dirigida pelos Guias por intermédio de um médium de incorporação ou psicográfico.

MENTRASTO — Erva-de-são-joão, que é dotada de grandes virtudes mágicas, sendo por isso, muito empregada em banhos, defumações e muitas outras aplicações nos terreiros.

MESA — É o nome que é dado às sessões realizadas nos Catimbós ou na Cábula, sendo que, na Cábula, dá-se o nome de Mesa aos objetos de culto, como toalhas, velas, imagens etc.

MESA BRANCA — Sessão espírita Kardecista.

MESA FORMADA — Termo, usado no Catimbó, significando sessão aberta e com os trabalhos em pleno desenvolvimento.

MESA DE OGUM — A mesa de Ogum, que ocupa lugar à direita da primeira, um pouco mais à frente, destina-se a manter a segurança do equilíbrio dos trabalhos e do ambiente. Seus trabalhos devem correr com calma, ponderação e exatidão. Sua ação se estende aos médiuns que estejam trabalhando no terreiro e que formam a ala direita da corrente. Toda vigilância no campo astral é feita pela mesa de Ogum, que toma as ocorrências verificadas e as leva ao conhecimento da mesa de Oxalá para que sejam determinadas as medidas compatíveis com a natureza de cada caso.

MESA DE OXALÁ — A mesa de Oxalá representa e ocupa de fato a segurança dos trabalhos mediúnicos e a condução de todo corpo mediúnico. Assim sendo, a ela cabe a orientação e direção dos trabalhos. A sua corrente representará os sentidos e a força do diretor-presidente espiritual da instituição, mantendo com ele laços íntimos de colaboração.

MEISINHA — Mandinga. Despacho. Trabalho.

MESINHEIRO — O mesmo que curandeiro.

MESTRE DE MESA — É o médium dirigente dos trabalhos ou das sessões nos Catimbós.

MESTRES — São os espíritos que incorporam para responder às perguntas que lhes são formuladas. Nos Catimbós, Mestre é nome por que é designado o chefe do Terreiro.

MICAIA — Uma das designações de Oxum entre os negros do Congo.

MICROCOSMO — É o homem considerado, magicamente, como possuidor de três corpos, ou seja: o corpo físico, o corpo astral ou perispírito, e o corpo divino (alma ou espírito) e também como um mundo em miniatura.

MIGUEL — Espírito de elevada pureza, tido como guarda do Bem contra o Mal. Em alguns terreiros é tido como Xangô, em outros como Oxóssi e ainda também como Odê.

MILHO — Produto grandemente usado nos terreiros sob as mais diversas formas e aplicações, inclusive na culinária ritualística.

MINON — Uma das plantas africanas dotada de propriedades mágicas, usada em amuletos ou plantadas junto às residências, a fim de afastar os maus espíritos, sendo assim uma espécie de sentinela protetora.

MIRONGA — Feitiço. Mistério. Segredo. Briga.

MIRRA — Resina vegetal dotada de propriedades mágico-protetoras muito empregada em   defumações, banhos e também em trabalhos de terreiros.

MISAMO — Amuleto muito usado pelos africanos da Rodésia do Sul, dado a grande proteção que é obtida com o seu uso.

MISSA DAS ALMAS — É a missa que os padres católicos rezam em intenção ou homenagem a uma pessoa falecida, ou seja, desencarnada.

MISSA DOS MORTOS — Missa que é celebrada por um espírito de padre já desencarnado e necessitando de evolução espiritual. Essa missa é assistida por uma grande assistência composta de espíritos totalmente ignorantes do estado em que se encontram. Essa missa somente pode ser vista por médiuns videntes.

MISSA NEGRA — Bacanal horrível. Verdadeira orgia sexual que é dirigida pelos quimbandeiros.

MISTIFICAÇÃO — É o mais importante dos casos do falso espiritismo, pois constitui um recurso muito empregado por falsos médiuns com a finalidade de poderem auferir vantagens pecuniárias e aumentarem a sua fama e a sua vaidade.

MOCUITAIBA — Arvore santa cujas folhas são empregadas em defumações, banhos de descarga e trabalhos de magia, tendo ainda outras finalidades em trabalhos de terreiro.

MOEDOURO — Cemitério.

MOJUBÁ — Um dos Exus.

MOMBOIAXIÔ — Instrumento musical semelhante à gaita e que é muito usado nos terreiros de Caboclos.

MONDUIGUASSU — É o nome do Pinhão branco, que tem a especial propriedade de desfazer o poder maléfico dos trabalhos dos quimbandeiros.

MORUBIXABA — Nome convencional com que no sincretismo afro-brasileiro, são denominados os Guias e Entidades que se incorporam nos médiuns para assumirem a direção espiritual de uma Tupã oca. Cacique.

MOTIMBORA — Defumação

MUAMBA — Feitiço. Despacho. Trabalhos para fazer mal a alguém.

MUCAMBA — Mulher auxiliar dos trabalhos de terreiro.

MUDRUNGA — O mesmo que feitiço.

MUENHA — Alma. Espírito.

MUDRUNGA — O mesmo que feitiço.

MUFÉ — Planta originária da África muito empregada nas práticas ritualísticas de terreiro. É também de grande uso em medicina doméstica, dadas as suas propriedades médico-espirituais.

MUIRAKITAN — Pedra verde usada como talismã, pois tem grande poder para prevenir e desfazer mau olhado e doenças, servindo ainda para atrair sorte, fortuna, felicidade e proteção de um modo geral.’

MULUNGU — Quer dizer Sobrenatural e Inexplicável, é uma planta dotada de altas virtudes mágicas, sendo, por isso, usada com as mais diversas finalidades nos trabalhos de proteção nos terreiros, bem como na medicina caseira.

MUNDUMUGU — O que pratica o curandeirismo, utilizando-se da magia branca.

MUROGI — É o praticante da magia negra, ou seja, Quimbandeiro, Feiticeiro, Necromante etc.

MURTA — É uma planta grandemente usada em defumações, banhos, patuás e outros trabalhos, dadas as suas altas virtudes mágico-psíquicas. É também muito empregada na medicina doméstica.

MÚSICA — A música de fundo espiritual, os pontos cantados, constituem os elementos de preparação do ambiente, e não devem ser esquecidos. As regras de temperança deverão ser defendidas sistematicamente, para que todos os elementos sejam realmente úteis aos diversos setores de ação da Umbanda, que é rigorosa na seleção e conservação dos membros da instituição.

MUSSAMBA — Qualidade de chocalho angolense.

MUSSURUBI — É assim denominada a linha intermediária entre a Umbanda e a Quimbanda.

MUTAMBA — Planta que é muito empregada no preparo de banhos e defumações, sendo muito eficiente para afastar os espíritos sem luz. Como outras plantas, esta tem também grande aplicação na medicina caseira.

MUTETO — Balançar de cabeça, do médium manifestado com seu orixá.

MUXAXA — Arvore originária da África e já aclimatada no Brasil. É uma planta de notáveis qualidades mágico-psíquicas, tendo muito emprego nos mais diversos trabalhos de terreiro.

MUZAMBÊ — Forte, vigoroso.

MUZENZA — Filha-de-santo, zeladora, moça que ajuda o terreiro da linha de angola.