Dicionário de Umbanda-R

Letra R

Dicionário de Umbanda Letra R

Dicionário de Umbanda Letra R

Dicionário de Umbanda

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Dicionário de Umbanda

Fonte principal: “Dicionário de Umbanda”. Altair Pinto. Editora Eco.

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RABUDO — Diabo. Satanás

RADIESTESIA — É o conjunto de processos que permite determinar ou perceber a presença e o valor das radiações eletro-magnéticas por todos os corpos qualquer que seja o reino a que pertençam

RAISEIRO — Assim é chamado o que trata de enfermos por meio de plantas medicinais.

RAPADURA — Tijolos ou cubos feitos de açúcar mascavinho. muito usados como substitutos do açúcar e também em trabalhos de Umbanda, inclusive em defumações de fartura, juntamente com a farinha de trigo ou de mandioca, e pó de café.

RASPAS DE CHIFRE DE VEADO — Pó grosseiro obtido por raspagem nos chifres desse animal e muito usado em trabalhos de Umbanda, dada a propriedade que tem de afugentar os maus espíritos, bem como deslocar e destruir correntes nocivas.

RASTRO — Lugar onde um ser humano ou algum animal pisaram e que é utilizado para trabalhos benéficos, curas e ajuda, ou também para trabalhos de enfeitiçamento e de magia negra.

RAÚRA — Cambono. Filho. Auxiliar nos trabalhos de terreiro

RECINTO — O recinto de um templo umbandista deve ser simples, sóbrio e harmonioso em seu aspecto. O recinto dos trabalhos deve ocupar uma área que represente um terço do comprimento do salão e estabelecido sobre uma base que esteja cinqüenta centímetros mais alta que o restante do salão. Três degraus devem ser colocados diante da passagem existente ao centro da grade, e representam os três graus da iniciação umbandística, ao mesmo tempo que lembram as três ordens mediúnicas e seus três campos germinais.

Sobre o estrado funcionarão as mesas de Umbanda assim designadas: Mesa de Oxalá, é aquela que reúne a corrente geral, e que reúne nos trabalhos de instrução e aprendizagem; destina- se à Ordem Mediúnica: Kimbanda-Kia-Dihamba; Mesa de Ogum, a que reúne os elementos da Ordem Mediúnica.

A Mesa de Oxalá representa e ocupa de fato a segurança dos trabalhos mediúnicos e a condução de todo corpo mediúnico. Assim sendo, a ela cabe a orientação e direção dos trabalhos. A sua corrente representará os sentidos e a força do diretor presidente espiritual da instituição, e com ele manterá os demais íntimos laços de colaboração.

A Mesa de Ogum, que ocupa lugar à direita da primeira, um pouco mais à frente, destina-se a manter a segurança do equilíbrio dos trabalhos e do ambiente. Seus trabalhos devem correr com calma, ponderação e exatidão, pois a ordem mediúnica, destina-se na parte dos fenômenos a produzir materializações dos corpos astrais e sua projeção à distância. Toda vigilância no campo astral é feita pela Mesa de Ogum, que anota as ocorrências verificadas e as leva ao conhecimento da Mesa de Oxalá para que sejam tomadas as medidas compatíveis com a natureza de cada caso

REDENTOR — Jesus Cristo

REENCARNAÇÃO — É o regresso do espírito, após a morte, a um novo corpo, a fim de continuar a expiação dos seus erros em vidas anteriores A reencarnação é um dogma instituído pelo espiritismo, tal como antigamente fazia parte dos dogmas das leis judaicas, sob o nome de ressurreição.

Reencarnação

Reencarnação

Concebe-se no espiritismo o fenômeno da reencarnação, pelos fatos citados nas passagens bíblicas, nos quais admitia-se que em São João se achava reencarnado o espírito do profeta Elias, bem como pelas palavras proferidas pelo Mestre, que assim dizia: “Ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer de novo”.

Todo espírito que não conseguiu atingir um certo grau de elevação espiritual será obrigado, de acordo com a Lei Kármica, a reencarnar inúmeras vezes, até a depuração total de suas culpas.

Conclui-se, pois, que a reencarnação é uma condição do espírito para o seu aperfeiçoamento e elevação aos páramos celestiais.

REINOS — Uma das divisões dos mundos espirituais, sendo que, cada Reino é composto de doze aldeias. Os Reinos propriamente ditos, são em número de sete, a saber: Vajucá, Juremal, Josafá, Canindé, Tigre, Urubá e Fundo do Mar.

REIS MAGOS — Eram assim   chamados pelos hebreus os verdadeiros iniciados em Teurgia (Alta Magia) com profundos conhecimentos desta ciência superior ao saber correntemente adquirido. Vê-se, pois, que Baltazar, Melchior e Gaspar, autênticos sábios, ao visitarem Jesus, quando do Seu nascimento, nada mais fizeram do que render suas homenagens ao maior Iniciado já corporificado na terra, que foi o próprio Jesus. Ofereceram-lhe Ouro porque o consideravam Rei do Saber. Incenso porque era Filho de Deus e Mirra porque era Homem. Os reinos dos Reis Magos não eram terrenos e sim os da Sabedoria, Humildade e Amor — Teurgistas.

RELIGIÃO — “É a adaptação à vida social dos princípios filosóficos que constituem a própria essência da Iniciação ou, em outras palavras, a transferência para o público da matéria iniciática.”

RESINAS — Sob esta designação entendem-se as resinas, empregadas em Umbanda, dotadas de propriedades mágicas e, entre elas, encontram-se as seguintes cujas características são citadas em propriedades Mágicas de Algumas Plantas, tais como: Aloés, Assa-Fétida, Âmbar, Bálsamo-de-Meca, Benjoim, Estoraque, Damar, Copai, Galbanum, Mástique, Sândalo e Opopônax.

RESINAS E SUAS CORRESPONDÊNCIAS PLANETÁRIAS:

Incenso — Sol. Domingo.
Mirra — Lua. Segunda-feira.
Galbanum — Marte. Terça-feira.
Benjoim de Sumatra — Mercúrio. Quarta-feira.
Sândalo citrino — Vênus. Sexta-feira.
Estoraque — Saturno. Sábado.

RESPONSO — Oração em latim para determinado santo para se conseguir alguma graça.

RETIRADA DE MALEFÍCIO — Destruir, anular, neutralizar qualquer trabalho de magia negra.

REZADOR — Pessoa que trata dos enfermos e dos animais pelo poder da oração, salmos e outras práticas mágicas.

REZA FORTE — Orações guardadas em um saquinho e penduradas ao pescoço, tidas como de grande eficiência para proteger quem as usa. O mesmo que Patuá. Vide esta palavra.

RITUAL — Todos os membros da Ordem Umbandística, apresentam-se aos trabalhos, sejam eles quais forem, vestidos de branco, sejam homens ou mulheres. As roupas devem ser simples, uniformes e cômodas. Os trabalhos do estudo experimental relacionados ao majestoso e quase inconcebível dinamismo anímico e psíquico, dentro do qual se processam fenômenos orientados desde a telequinésia à telepsíquica, desde a manipulação ectoplásmica ao ressurgimento de vegetais, e as relações com os desencarnados, aconselham a cor branca por todos os motivos. As regras relativas ao preparo do umbandista, e que deverão ser praticados antes do mesmo se dirigir para o local dos trabalhos, são fornecidas pelo Guia Responsável sendo que as prescrições de ordem higiênica, mental e física, fazem parte da norma da conduta diária.

Antes de ser franqueado o recinto destinado aos trabalhos, o cambono encarregado da preparação do recinto, acende e oferece o aroma na trípoda existente no interior do terreiro, procedendo da mesma forma com outra que será colocada à entrada do recinto, do lado externo. Um cântico é entoado e será sustentado até o final do ato inicial.

O ritual indicado é seguido, quer na reunião ou convocação para trabalhos gerais, quer para trabalhos especializados de cada ordem mediúnica. Durante os trabalhos realizados no terreiro, todos os pedidos feitos pelos Guias, serão atendidos pelos diversos cambonos presentes, sendo encaminhados pelo Chefe de Terreiro e coordenadas todas as atividades e recomendações dadas pelos Guias em relação às necessidades existentes, quer individuais, quer de ordem coletiva, ou ainda, as que se destinem àquelas que pediram socorro e ajuda.

Ao fim dos trabalhos, terá lugar o encerramento, com a cadeia circular e o ponto cantado de Oxalá; a saudação às Linhas e Orixás, ao Guia Responsável e a todos os demais Guias que trabalham na corrente, sem que seja necessário citar-lhes os nomes. Segue-se a prece final de agradecimento e a despedida: “A paz de Deus, que excede a todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus”.

ROÇA — É a denominação dada aos terreiros localizados em sítios ou roças.

RONCÓ — Nome dado ao pegi, gongá, na linguagem angolense.

RONDA — Círculo central formado pelos médiuns e Falanges espirituais durante os trabalhos e que sustentam a sessão contra a invasão espiritual de espíritos obsessores e perturbadores. Linha, Falange ou Grupo espiritual que vela pela manutenção da ordem durante a sessão.

ROSÁRIO DE GARRAS — Espécie de colar feito de garras de animais, pedaços de couro, certas raízes, restos de arroios e mantas, tido como excelente amuleto na cura de bicheiras e algumas doenças, bastando pendurá-lo ao pescoço do animal a fim de obter sua cura.

ROXO-MACUMBE — Ogum para os negros angolenses.

RUM — Atabaque maior que o Rumpi.

RUMPI — Tambor — Atabaque.

RUNJEBE — Contas pretas para guias (colares) e pulseiras dos médiuns de Omulu.

RUNJEFE — Colar de contas vermelhas com pedaços de coral intercalados, e que é usado por uma Filha-de-Santo, somente depois de um ano de desenvolvimento mediúnico.