Dicionário de Umbanda-S

Letra S

Dicionário de Umbanda Letra S

Dicionário de Umbanda Letra S

Dicionário de Umbanda

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Dicionário de Umbanda

 

s

— Senhora. Dona.

SABAH — Madrugada (Termo usado pelos Malês).

SABBAT — Bacanal noturna dos quimbandeiros.

SABEISMO — Culto ou adoração dos Astros.

SACADA — Bruxaria. Trabalho. Feitiçaria.

SACRIFÍCIO — Abstenção de coisas que se apreciam. Oferecimento de alguma coisa a uma divindade, como retribuição de alguma graça alcançada.

SACRIFÍCIO DE ANIMAIS —   É  a matança de animais feita pelo Axogum, podendo esse sacrifício ser de uma das seguintes formas:

Propiciatório — É o sacrifício comumente feito como oferenda aos orixás, variando o animal a ser sacrificado de acordo com a preferência do Orixá.

Expiatório — É o sacrifício que se faz como pagamento ou oferenda a alguma entidade maléfica em troca de algum favor excuso ou criminoso.

SACRILÉGIO — Ofensa ou desrespeito a alguma coisa sagrada ou pessoa de grande respeito. O mesmo que profanação.

SACUDIMENTO – Descarrego ou Limpeza espiritual com folhas ou arranjos de certas plantas e ramos ou folhas de árvores. Vem de “sacudir”. Alguns autores consideram o Sacudimento como a totalidade do conjunto de procedimentos e rituais de limpeza espiritual e equilibrio da vida de uma pessoa, que inclui também por exemplo as oferendas a entidades (ebó).

SADADA DO ALAMBI — Correspondente à seguinte frase: “Ofereço-vos em nome de Deus”.

SAGITÁRIO — É um dos doze signos do Zodíaco, governado por Júpiter no período de 22 de novembro a 21 de dezembro.

SAIAS VERDES — Nos catimbós do Nordeste isto significa Ondinas.

SAKAANGA — São os espíritos que incorporam, mas não falam e têm como missão a destruição de trabalhos de magia negra, além de efetuarem outros trabalhos astrais em benefício dos encarnados, espíritos atrasados e obsessores. Esses espíritos trabalham na Linha das Almas.

SAKPATÊ — Amuleto protetor contra doenças, especialmente contra a varíola.

SAKUMA — Fetiche protetor usado pelos escravos, que o traziam pendurado ao pescoço.

SAL — Muito empregado sob diversas modalidades nos Terreiros, principalmente sob a forma de banhos de água salgada como absorvente e dispersador de fluidos nocivos a pessoas e ambientes.

SALA DE DANÇA — Termo depreciativo que é dado aos Terreiros mal organizados e que se afastam do ritual africano.

SALA DOS MILAGRES — Local nas igrejas e nos santuários, onde pessoas que conseguiram curas de suas doenças ou defeitos físicos, deixam os aparelhos que usavam, tais como objetos de cera representando os órgãos anteriormente doentes.

SALAH — Reza. Prece. Oração. Termo usado pelos negros Malês.

SALAMANDRAS — Espíritos da Natureza.

SALIVA — É o cuspe que é tido como símbolo da vida, gozando de extraordinárias virtudes mágicas, sendo por isso utilizada em diversos trabalhos, tanto para o bem como para o mal.

SALTA-CALUNGA — Planta muito empregada em banhos, defumações e outros trabalhos, em vista das suas altas virtudes mágicas.

SALUBÁ — Saudação a Nanã, no culto nagô.

SAMBA — Dançarina do Terreiro no culto de Omolocô. Filha-de- Santo que, passando da primeira fase do desenvolvimento, faz estágio nesta sagrada parte, onde lhe são revelados novos ensinamentos. A elas estão entregues as danças do Terreiro.

SAMOLO — Planta com o nome de Morrião, natural dos lugares úmidos. É dotada de grande poder e altas propriedades mágicas contra trabalhos e malefícios.

SANANDU — Mulungu. Planta muito empregada na medicina e em trabalhos de Umbanda.

SÂNDALO-DO-PARÁ — Planta muito conhecida pelo nome de Bilreiro, sendo muito usada na confecção de amuletos, bem como em trabalhos de defumações e banhos de descarga.

SANGUE-DE-ADÃO — Planta muito conhecida pelo nome de Bico- de-Papagaio. É muito empregada em trabalhos de Terreiro, dadas as suas grandes virtudes mágicas.

SANTÉ — Terreiro da Linha das Almas. Orixá. Protetor.

SAPO — Animal muito utilizado em trabalhos de magia negra.

SAQUITEL — Pequenino saco onde são colocadas orações, breves e outros objetos de culto, o qual é pendurado ao pescoço ou é usado preso à roupa do corpo.

SARAVÁ — Saudação umbandista que corresponde a Salve! Viva!

SARNADO — O mesmo que enfeitiçado.

SARU — Pessoa enfeitiçada e portadora de forte carga fluídica negativa.

SARUÁ — Influência maléfica. Fluidos ruins. Castigo. Feitiçaria.

SARUADO — Enfeitiçado. Indivíduo que é atingido pela influência perniciosa do Saruá.

SATCHI — Força negativa. Fluido maléfico. Potências ocultas do mal.

SAVÔ — Sacrifício de um animal dentro do ritual do culto. Despacho. Trabalho.

SCIOMANCIA — É a evocação de espíritos com a finalidade de obter deles informações sobre acontecimentos futuros.

SEMPRE-VIVA — Planta muito conhecida, sendo as suas flores muito empregadas em vários trabalhos, principalmente nos de magia amorosa.

SENHOR DO BONFIM — Designação de Jesus Cristo.

SENHOR DO TAMBOR — O   mesmo que Ogã de Atabaque ou   Ogã   de   Tambor.

SENHOR LEGBA — Exu.

SEONGO — Entidade maléfica que é responsável pelo vampirismo psíquico que ocasiona sempre doenças incuráveis e mortes.

SEPHIROTH — De conformidade com a Kabala, são dez os atributos divinos, como se seguem:

1.° — Kether: Coroa suprema.

2.° — Chochman: Sabedoria suprema.

3.° — Binah: Inteligência ou espírito.

4.° — Chesed: Misericórdia. Magnificência.

5.° — Pechat: Receio.

6.° — Thipheret: Beleza.

7.° — Nizah: Vitória.

8.° — Hod: Honra. Glória.

9.° — Iosod: Fundamento.

10.° — Malchut: Realeza.

 

SEREIA DO MAR — Nossa Senhora. Iemanjá.

SERENADO — Qualquer coisa que é exposta ao sereno com várias finalidades, como a de receber fluidos benéficos, influência salutar da Lua, dos Astros, das Falanges de grande elevação espiritual.

SESSÕES PARA CURA DE DOENÇAS E OBSESSÕES — As sessões para a cura de doenças e obsessões não devem ter assistência numerosa. Além do doente e de pessoas de sua família, a elas só devem estar presentes o presidente e outro membro da diretoria, o chefe do terreiro e os médiuns indicados ou escolhidos.

Sessão de Cura, tratamentos na umbanda

Sessão de Cura

Puxa-se um ponto do Orixá dirigente da falange que terá de baixar. Enquanto isso, o presidente ou o chefe de terreiro risca o ponto de segurança, para evitar a intromissão dos Exus na porta principal da sala dos trabalhos ou na entrada do terreiro. Puxa-se, logo depois, um ponto de Exu curador, enquanto os médiuns preparam o presente para Exu curador, presente esse que o doente, seus amigos ou pessoas da família irão levar ao local indicado pelo chefe do terreiro.

Os pontos de Ogum, cruzados com Exu e Ganga, serão riscados pelo chefe do terreiro, enquanto os presentes se mantém em rigorosa concentração de pensamento em Ogum, nos Orixás da Linha de Ogum e, principalmente, no Orixá da Linha que vai baixar.

Enquanto estão sendo riscados e puxados os pontos, os cambonos procedem à defumação do terreiro e de todas as pessoas presentes. Para segurança do chefe de terreiro, dos médiuns, dos cambonos, puxa-se o ponto do padroeiro da tenda, um ponto de Iemanjá ou de Oxum, outro ponto de Ogum, um de Oxóssi, um de Xangô. Convém que o terreiro esteja iluminado com lâmpadas de cores apropriadas às vibrações fluídicas da linha que vai executar o trabalho.

A pessoa ou as pessoas que vão ser tratadas colocam-se de pé, no centro do terreiro, a menos que exista alguma impossibilidade. Puxa-se o ponto do Guia do chefe do terreiro. Incorporado o Guia, este acompanhado de um médium vidente ou ouvinte denuncia a origem da obsessão ou doença. Puxam-se os pontos diversos da Linha e, conforme a indicação do Guia do chefe do terreiro, pontos de outras Linhas. Enquanto estão se incorporando os Guias dos outros médiuns, o chefe do terreiro risca um ponto para desfazer o trabalho de Quimbanda. Para isso se afasta uns dois metros da pessoa doente ou obsecada e com pemba branca risca um ponto, composto de oito linhas cruzadas, no centro.

Incorporados todos os outros Guias, o chefe do terreiro derrama pólvora sobre o ponto central da figura e sobre as linhas. Neste momento já devem ter baixado todos os Guias. Puxa-se então um ponto de riscar fogo. Então o Chefe do terreiro toca fogo na pólvora, começando pelo centro do ponto em que ela foi posta. Depois, todos os médiuns que estão com os seus Guias incorporados, colocam-se em círculo, em torno do ponto queimado, o Chefe do terreiro pede licença e joga água sobro o ponto da pólvora.

Em seguida os Guias derramam um pouco de aguardente sobre o local do ponto. O Chefe de terreiro inicia então os passes no doente e, havendo mais de um, os outros Guias agem do mesmo modo, cada um encarregando-se de dar os passes em cada paciente.

Conhecida a origem da obsessão e a Linha de Quimbanda responsável, o Chefe do terreiro risca o ponto chamado tesoura, enquanto se puxam os pontos correspondentes à Linha de Umbanda que irá desmanchar o despacho.

Na fase final dos trabalhos, quando estão sendo puxados os pontos de despedida, os cambonos vão limpar todos os pontos riscados, lavando-os e esfregando-os com aguardente. O que resultar dessa limpeza, inclusive o ponto de pólvora, deve ser recolhido em uma latinha ou qualquer outro recipiente e lançado num rio ou no mar.

De todas as sessões, as de cura são as mais demoradas e que têm um ritual mais complicado, como vimos de demonstrar, mas é indispensável que assim seja.

SETE-CHAGAS — É a planta conhecida pela denominação de Chagas-de-São-Sebastião, muito empregada em Terreiros, dadas as suas altas propriedades mágicas para desmanchar trabalhos.

SETE GANZA — Espíritos sofredores ainda presos e imantados à Terra, visto não possuírem esclarecimentos e iluminação espiritual.

SETE-SEXTAS-FEIRAS — Planta muito empregada em defumações e banhos, bem como amuleto, pois é um excelente afastador de espíritos obsessores, sendo também um poderoso destruidor de cargas pesadas.

SEXTA-FEIRA MAIOR — É a Sexta-feira Santa, ou da Paixão.

SHEKINAH — É a presença de Jesus Cristo no Tabernáculo.

SIDON — Localidade onde Jesus Cristo expulsou os espíritos obsessores da filha de uma mulher da Cananéia.

SIGNO DE SALOMÃO — Poderoso amuleto formado por dois triângulos equiláteros entrelaçados, um com a ponta para cima, outro com a ponta para baixo. O primeiro representa o Universo (Macrocosmo), as forças positivas do Bem, a Verdade, a Evolução. O segundo triângulo, de ponta para baixo, representa o Microcosmo (Homem), as forças negativas, o Mal, a Involução. Entrelaçados, representam o equilíbrio dos dois mundos, das forças do Bem às do Mal — Hexagrama Estrela de seis pontas.

SIGNOS DO ZODÍACO — Fazendo parte do sistema solar, estão os planetas e satélites nossos conhecidos cuja ordem pelo afastamento que se encontram da Terra é a seguinte: Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno que se movem em uma zona do Céu chamada Zodíaco e que foi dividida em doze grupos e são chamados Constelações Zodiacais divididas, por sua vez, em doze partes de trinta graus cada uma, sendo então denominadas estas partes em Signos do Zodíaco estando, conseqüentemente, sob a influência de um planeta ou satélite e possuem atributos, característicos e analogias próprias, exercendo — Planetas e Signos — suas influências sobre homens, seres e coisas. São os seguintes os 12 signos zodiacais.

SIMBOLISMO — Tem por finalidade condensar por meio de sinais, alfabetos mágicos, desenhos e outros processos, uma ou mais idéias, ocultá-las aos olhares profanos a fim de que somente os iniciados compreendam parte de seu oculto sentido e seu extraordinário poder mágico. Pode o Simbolismo constar de três espécies:

1.° Simbolismo de ação;

2.° Simbolismo de idéias;

3.° Simbolismo gráfico. O Simbolismo gráfico vai da simplicidade de uma representação de     signos     do     Zodíaco   por   meio   de hieróglifos às mais complicadas combinações. Como exemplo damos a seguir alguns Simbolismos e suas significações.

1 — PONTO — Deus Absoluto — Perfeição.
2 — UM TRAÇO VERTICAL — Representa a matéria humana, o centro do comando.
3 — DOIS TRAÇOS VERTICAIS — Representam a união do masculino com o feminino, a polaridade positiva e negativa, a propagação da vida. Significam também as duas colunas: uma de ferro, cor negra, representando a queda material; a outra, em cor dourada, representando a elevação espiritual. O conjunto, ambas, representa o binário iniciático.
4 — UM   TRIÂNGULO COM A PONTA   PARA BAIXO   COM UMA CRUZ SUPERPOSTA — Representa o infortúnio, a dor, o fracasso, a destruição, a adversidade, a perseguição.
5 — UM   TRIÂNGULO EQÜILÁTERO COM A PONTA PARA BAIXO COM UM TRIÂNGULO ISÓSCELES SUPERPOSTO — Representa o combate ao materialismo grosseiro, a condução ao amor espiritual.
6 — UM   TRIÂNGULO COM TRÊS   CRUZES —   Representa um talismã de ajuda e proteção divina.
7 — UM TRIÂNGULO COM OLHO NO CENTRO — Representa um talismã de força e proteção divina.
8 — UM TRIÂNGULO SUPERPOSTO EM UM QUADRADO — Simboliza a vitória espiritual sobre a matéria.
9 — UM CIRCULO ENVOLVIDO POR QUATRO TRIDENTES — Simboliza a transformação do indivíduo materializa do em ser espiritualizado devendo-se, no centro do círculo, escrever o nome de quem se deseja beneficiar.

10 — QUATRO CÍRCULOS HORIZONTAIS COM QUATRO CHAMAS SUPERPOSTAS —   Representam a   proteção na adversidade.

11 — DOIS ARCOS ENTRELAÇADOS — Representam a união, a solidariedade, a força construtora.

12 — TRÊS FLECHAS ENTRELAÇADAS — Representam   a caridade, a fé. a fraternidade. Elas devem ser com as pontas para cima.

12 — UMA SERPENTE COM A CAUDA NA BOCA — Símbolo da Eternidade. Essa serpente assim disposta chama-se Oroboro — Também simboliza a perturbação da espécie.

14 — UM OITO EM SENTIDO HORIZONTAL — Simboliza o Infinito — Assim disposto seu nome é Lemnecaste.
15 — UMA ESPADA — Representa a força do Bem contra o Mal, a Justiça, a Defesa do oprimido contra as investidas do opressor.

16 — UMA CRUZ EGÍPCIA SUPERPOSTA POR UM CÍRCULO — Emblema da felicidade, da proteção contra as forças do Mal. Tem sua ação mágica poderosamente aumentada quando é envolvida por vinte círculos entrelaçados.

17 — CHICOTE SAGRADO — Símbolo de proteção contra os maus espíritos.

18 — BASTÃO DE DUAS PONTAS — Símbolo da Riqueza, da Abastança, da Fartura.

19 — TRIDENTE COM AS PONTAS PARA CIMA — Simboliza a evolução, a elevação.

20 — TRIDENTE COM   AS PONTAS PARA BAIXO — Simboliza a involução, o atraso, a ignorância.

21 — TRÊS CÍRCULOS CONCÊNTRICOS — O significado mágico de cada um é o seguinte:
1.° — Círculo do Mundo, das forças em movimento;
2.° — Círculo do Caos;
3.° — Círculo da intransponibilidade, da impenetrabilidade e proteção contra o qual as forças invasoras do mal se esfacelam. Esses três círculos devem ser desenhados em branco, preto e vermelho.

22 — UM QUADRADO ATRAVESSADO POR UM LOSANGO — Representa a reprodução material.

23 — UM LOSANGO — Representa o quaternário material ativo.

24 — UM LOSANGO COM UMA CRUZ — Representa a adversidade, a fatalidade, o infortúnio.

25 — UMA CIRCUNFERÊNCIA CORTADA EM SENTIDO HORIZONTAL E VERTICAL — Representa o quaternário espiritual no Universo.

26 — UMA CIRCUNFERÊNCIA CORTADA EM SENTIDO HO- RIZONTAL E VERTICAL E UM QUADRADO — Representa o quaternário espiritual e material no Universo, subdividindo-o em quatro partes regida, cada uma, por um ternário.

27 — UMA CIRCUNFERÊNCIA — O Infinito, o Universo.

28 — CIRCUNFERÊNCIA COM   UM PONTO   NO   CENTRO — Representa o centro de um Mundo; representa também o sistema solar.

29 — CIRCUNFERÊNCIA DIVIDIDA EM SENTIDO HORIZON- TAL — Representa o movimento no mundo material e espiritual.

30 — CIRCUNFERÊNCIA DIVIDIDA EM SENTIDO VERTICAL — Representa o Tempo.

31 — CRUZ DE SANTO ANDRÉ — A Esperança.

32 — CRUZ COM OS BRAÇOS IGUAIS — Representa o quaternário espiritual neutro. O braço horizontal representa a matéria e o braço vertical as forças de evolução. Quando um dos braços for maior que o outro, predominarão as forças do que for maior.

33 — DUAS CIRCUNFERÊNCIAS ENTRELAÇADAS — As duas polaridades, o positivo e o negativo.

34 — TRIÂNGULO COM A PONTA PARA CIMA — A evolução, alicerce da ciência esotérica. Símbolo da proteção, da força espiritual, da saúde, do Ternário neutro.

35 — TRIÂNGULO COM A PONTA PARA BAIXO — Símbolo da involução, da força material.

36 — UM   TRIÂNGULO TENDO DENTRO UMA CIRCUNFERÊNCIA — Simboliza as forças de invocação.

37 — UM QUADRADO — Representa a perfeição, a unidade da matéria dos quatro elementos Terra, Ar, Fogo e Água. Simboliza também o quaternário material passivo.

38 — UM QUADRADO COM   A CRUZ DE SANTO ANDRÉ — Simboliza  a transformação do        ser materializado em ser espiritualizado.

39 — DOIS QUADRADOS — Um dentro do outro,   tendo o segundo a forma de um losango, representam o equilíbrio entre a matéria e o espírito, a justiça, a proteção contra os usurpadores.

40 — TRÊS QUADRADOS — Ligados entre si pela cruz de Santo André simbolizam a esperança.

41 — UM QUADRADO TENDO DENTRO UMA CIRCUNFERÊNCIA — Simboliza a sede do saber, da verdade com o objetivo do indivíduo se elevar espiritualmente.

42 — UMA CIRCUNFERÊNCIA TENDO DENTRO   UM QUADRADO — Representa o quaternário material do Universo e também a sublimidade, a eternidade da vida.

43 — UM PENTAGRAMA — Simboliza a estrela de cinco pontas o Bem, o Homem superior, a Ação, a Evolução quando com a ponta para cima; e o Mal, o Homem inferior, a Involução quando com as pontas para baixo. Simboliza ainda a estrela de cinco pontas para cima o Amor, a Saúde.

44 — HEXAGRAMA — Estrela de seis pontas. Signo de Salomão. Poderoso amuleto formado por dois triângulos equiláteros entrelaçados, um com a ponta para cima, outro com a ponta para baixo. Representa o primeiro o Universo (Macrocosmo), as forças positivas do Bem, a Verdade, a Evolução. O segundo triângulo de ponta para baixo representa o Microcosmo (o Homem), as forças negativas, o Mal, a Involução. Entrelaçados representam o equilíbrio dos dois mundos, das forças do Bem contra as do Mal.

45 — HEXAGRAMA PENTÁLFICO — É o Hexagrama (Signo de Salomão) tendo dentro o Pentagrama (estrela de cinco pontas). Poderoso amuleto de ajuda, proteção. Simboliza o Macrocosmo auxiliando o Homem em todos os sentidos.

46 — UM   QUADRADO COM   QUATRO QUADRADOS INTERNOS — Simboliza a objetivação e a materialização.

 

SINETA MÁGICA — Esta campainha é confeccionada com uma liga dos sete metais abaixo mencionados e correspondentes aos sete Planetas das sete Linhas de Umbanda e também aos sete dias da semana, como se segue: Ouro, para o domingo. Prata, para a segunda-feira. Ferro, para a terça-feira. Mercúrio, para a quarta- feira. Estanho, para a quinta-feira. Chumbo, para o sábado, devendo cada metal ser fundido no seu dia consagrado e dentro da sua hora planetária, durando, portanto a operação da fusão dos metais, sete dias, ou seja, uma semana. Na liga que resultar da fusão, serão gravados os sete nomes dos Espíritos planetários acompanhados dos signos dos planetas correspondentes aos mesmos, que são os seguintes: Och, para o Sol. Phuel, para a Lua. Phaleg. para Marte. Ophiel, para Mercúrio. Bothor. para Júpiter. Hagith, para Vênus, Aron, para Saturno. A seguir serão gravados os pontos riscados das sete Linhas de Umbanda, se assim for determinado pelo Guia chefe do terreiro. Na parte superior e inferior dessa sineta serão gravadas as palavras Adonias e Tetragramaton. Deverá ser consagrada durante os sete dias da semana, sendo defumada cada dia com as plantas correspondentes aos Planetas e Linhas. Em seguida será apresentada ao Guia chefe do Terreiro para uma consagração final, cujo cerimonial será por ele orientado. Feito isto ela será conservada e guardada em pano verde ou branco. Quando a sineta for usada, deverá ser tilintada. ficando, a seguir, pendurada num fio a prumo durante os trabalhos.

SIRRUM — Assim é chamada a cerimônia fúnebre que é feita com o fito de homenagear o espírito de um chefe de terreiro. Esta cerimônia, que é feita sete dias após o desencarne, consta de cânticos fúnebres e preces.

SISSIM — Assim é designado o Espírito entre os negros Sudaneses.

SOATI-YORO — Agulha metálica comprida que é usada em certos rituais e em trabalhos de envultamento e de magia negra.

SOBELE — Espíritos bons que residem nas matas e que orientam as pessoas no sentido de levarem uma vida honesta e produtiva.

SOBÔ-ABA — Assim é chamado o Orixá do Arco-íris entre os negros de Daomei.

SOFIO — Machado de Xangô, feito de ferro, e tendo, além do machado, uma serpente de ferro retorcida, tendo essa serpente a denominação de Ebi.

SONÂMBULO — É o indivíduo que, em pleno sono, anda, fala sozinho e conversa, além de escrever, sendo essas manifestações nada mais que uma prova de sintomas de mediunidade. O sonâmbulo tem grande necessidade de se desenvolver.

SORTILÉGIO — Assim é denominado o efeito maléfico dos trabalhos de magia negra.

SOSSI — Feiticeiro entre os negros africanos.

SOTAQUE — Ponto cantado durante os trabalhos dirigidos a alguém ou algum médium entre os presentes à sessão. É uma espécie de convite para a incorporação de algum médium que se encontre entre os assistentes.

SÚCUBO — Entidade maléfica feminina que atormenta os homens durante o sono, provocando-lhes pesadelos, sonhos voluptuosos e sensuais, chegando mesmo a provocar-lhes o orgasmo e perdurando essas depois de acordados com a finalidade de desviá-los do caminho da dedicação ao lar, à família e à própria dignidade pessoal.

SUCUPIRA PRETA — Angélica. Planta dotada de altas propriedades mágicas sendo por isso, muito empregada em trabalhos de Umbanda.

SUNA — Filha-de-Santo com certas obrigações.

SUNANGA — Namorada.

SUNDIDÉ — Banho de sangue, fazendo parte do ritual de iniciação nos cultos de origem iorubana.

SUPORTE DA VIDÊNCIA — Assim é denominado qualquer objeto natural ou artificial, que permita ao vidente, após   uma observação atenta e seguida, interpretar os   sinais, cenas, paisagens ou qualquer outra manifestação nele fixada. Esses suportes podem ser os seguintes: espelhos, objetos de superfície polida, bolas de cristal ou metálicas, copos, taças etc.