Dicionário de Umbanda-V

Letra V

Dicionário de Umbanda Letra V

Dicionário de Umbanda Letra V

Dicionário de Umbanda

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Dicionário de Umbanda

 

V

VADIAR — Dançar no Terreiro durante os trabalhos.

VAGALUME — Uma das formas como é designado o médium vidente.

VAGAR — Referência ao espírito que anda sem ter destino.

VALAKA — Espírito obsessor.

VALENÇA — Proteção. Auxílio. Ajuda. Amparo.

VAMPIRISMO — É quando se dá a aspiração do fluido vital de alguém por uma pessoa ou por um espírito que ainda se encontre preso às diretrizes da vida terrena, podendo ser consciente ou inconsciente, mas sempre, de qualquer forma, prejudicando a saúde e o equilíbrio psíquico da vítima.

vampirismo-energético

Vampirismo energético: retirar energia de uma pessoa, por parte de outra pessoa ou espírito

VAMPIRISMO CONSCIENTE — É o oposto do vampirismo inconsciente, ou seja, a pessoa ou o espírito causadores de certas doenças ou desgraças, têm perfeito conhecimento da reprovável ação praticada, ação essa motivada pelo desejo de perseguição, da vingança, do ódio, da obscenidade ou do interesse. Existem diversos processos contra qualquer espécie de vampirismo consciente ou inconsciente, como passamos a demonstrar:

1.° — Fechar as mãos com os dedos polegares para dentro, bem como afastar-se um pouco da pessoa que se supõe ser possuidora de fluidos nocivos ou mau olhado. Concentrar-se e firmar fortemente o pensamento com a convicção de que não será prejudicado e, ao mesmo tempo, pedir a ajuda espiritual das Entidades Superiores do Bem.

2.° — Ao deitar, não esquecer de colocar um copo com água e algumas agulhas (3, 5 ou 7) espetadas num pedaço de carvão com as pontas para cima, nos pés da cama.

Pela manhã, ao levantar-se, a água deve ser posta fora, lavando- se o carvão que deve ser substituído de 5 em 5 ou de 7 em 7 dias. Esta operação espiritual deve ser repetida até que a pessoa para a qual foi feito o trabalho se julgue definitivamente curada.

3.° — Frequentar um Terreiro Umbandista de comprovada idoneidade onde impere apenas o verdadeiro desejo da fraternidade por parte dos seus dirigentes, bem como se orientar com os Guias Espirituais do mesmo centro.

4.° — Ter sempre em seu poder, tanto em casa como no lugar de trabalho, um amuleto, patuá, talismã ou um objeto preparado por um Guia e que tenha a finalidade profilático- protetora contra o vampirismo consciente ou inconsciente de que se está sendo vítima.

5.° — Não se deve esquecer de fazer defumações em si próprio, bem como na pessoa que se tem em vista auxiliar, bem como tomar banhos de descarga e de defesa, os quais devem ser orientados por um Guia de grande elevação ou um médium de reconhecida honestidade.

6.° — Finalmente, as mãos devem ser muito bem lavadas em água corrente e serem conservadas caídas, pois que assim a água correrá pelas pontas dos dedos para o chão. Assim o vampirismo consciente estará plenamente dominado e seus efeitos anulados.

VAMPIRISMO INCONSCIENTE — O vampirismo inconsciente não é provocado com o desejo de quem o faz, de prejudicar um seu semelhante, podendo mesmo ser provocado por espíritos desencarnados ou seres ainda vivos, sem nenhuma consciência do que estão fazendo. É assim que certas doenças ocultas para as quais a medicina não encontra nenhuma explicação nem meios de curar e se vê impossibilitada de fazer um diagnóstico, são provocadas pura e simplesmente por algum espírito ainda muito atrasado e completamente inconsciente do seu estado, isto é, ignorando ainda que já deixou o corpo material e julgando que sente bem ficando junto de pessoas e ambientes familiares, bem como de amigos dos quais se aproxima por pura simpatia. Quando é provocado por pessoa viva, é bastante a citação da pessoa portadora de maus fluidos, de mau olhado e que, de modo totalmente inconsciente, prejudica o seu semelhante transmitindo-lhe doenças, contrariedades e chegando mesmo ao ponto de matar plantas e animais com a sua presença ou o seu olhar. VARIAR — É o estado doentio de certas pessoas, havendo a elevação da temperatura   normal e levando a mesma a dizer frases desconexas, a rir e chorar, bem como se tornando irritadiça e chegando ao ponto de insultar mesmo pessoas a quem quer bem, pois todos os seus atos são independentes da sua vontade. Este é um assunto que deve ser tratado e estudado por espiritistas sinceros, pois, é fora de qualquer dúvida, tratar-se de um fenômeno puramente mediúnico, devendo a cura ser puramente espiritual, não se devendo esquecer o desenvolvimento mediúnico dessa pessoa cuja doença é apenas aparente.

VASSOURA COM BÚZIOS — Fetiche de Omulu.

VATICÍNIO — Profecia. Predição do futuro.

VELA — As velas empregadas nos trabalhos de Umbanda, devem ser exclusivamente de cera de abelhas, sem a menor mistura de qualquer outro ingrediente, pois que se assim não for, apenas prejudicarão os trabalhos, tornando-os sem nenhum efeito.

VELA MÍSTICA — É a última vela a ser apagada no candieiro, ou aquela que nos é presenteada por um Guia para um fim por ele determinado.

VELAME-DO-CAMPO — Pelas suas altas propriedades, é uma planta muito usada em defumações, banhos e na medicina doméstica.

VERBENA — É uma planta que concorre grandemente para o desenvolvimento da vidência, sendo as suas flores muito usadas para esse fim.

VERMUTE — Uma das bebidas muito usadas por alguns guias durante os trabalhos de terreiro.

VESTAL — Virgem. Sacerdotisa que servia de intérprete para as respostas de quem consultava os oráculos.

VÉVERS — O mesmo que ponto riscado.

VIBRAÇÃO — Os passes produzem vibrações que atravessam o perispírito e vão até o astral. Se não fosse assim, eles não produziriam nenhum resultado. As vibrações da aura de um espírito penetram toda e qualquer espécie de matéria. Para um espírito não existem ambientes fechados, nem portas, nem paredes, nem muralhas, nem telhados. Se não fosse assim, os trabalhos, os despachos, não produziriam nenhum efeito. É por meio da vibração dos perfumes que os defumadores produzem efeitos, por meio da vibração dos sons que os cantos puxados são percebidos pelos espíritos, por meio da vibração de pensamento que as preces são ouvidas pelos espíritos.

Assim se pode compreender por que os trabalhos de magia produzem efeito ou são nulos. A força empregada nesses trabalhos age por’ meio de vibrações muito rápidas e muito sutis.

É por isso que os espíritos se acham escalonados em Linhas, sendo a Linha a corrente de vibração correspondente à vibração individual de cada espírito, existindo, portanto, uma espécie de parentesco fluídico entre os espíritos. A vibração escura de um espírito da falange dos Caveiras é o contrário da vibração pura e branca de um espírito de uma falange da Linha Oxalá.

Essas   vibrações, por sua   vez, estão enquadradas   nas correntes de vibração de cada planeta, havendo, assim correspondência de astros com as Linhas, os dias da semana e as horas. As vibrações dos planetas têm as seguintes cores:

Sol — muito branco.
Lua — branco cor de prata.
Mercúrio — amarelo muito claro, cor de ouro.
Vênus — azul.
Marte — vermelho.
Júpiter — violeta muito claro.
Urano — amarelo alaranjado.
Netuno — cinzento.

São os seguintes os dias da semana correspondentes à influência dos planetas:

Domingo — Sol.
Segunda-feira — Lua.
Terça-feira — Marte.
Quarta-feira — Mercúrio.
Quinta-feira — Júpiter.
Sexta-feira — Vênus.
Sábado — Saturno.

Terça-feira é também o dia de Urano sendo segunda-feira o dia de Netuno.

Embora na África as práticas de Umbanda sejam rigorosamente feitas de acordo com a posição dos astros e, para isso, a magia lá seja um fato, entre nós. Todavia, a Umbanda é quase apenas um mediunismo. Os videntes, entretanto, podem atestar a verdade das vibrações, as quais eles vêem coloridas, caracterizando as curas espirituais.

Tudo isso está de acordo com a situação dos espíritos no mundo astral, em   correspondência com as leis gerais na Natureza, à qual os espíritos pertencem, como tudo quanto existe no mundo, embora os seus conhecimentos e poderes façam com que essas entidades conhecedoras de todos os segredos, possam se utilizar das energias para a prática do bem e da caridade.

VIDÊNCIA — Os médiuns, na sua maioria, não são videntes, sendo que aqueles que o são, têm uma vidência muito curta, vendo somente as figuras dos espíritos. E, mesmo assim, quando vêem os espíritos, quase sempre apenas vêem as suas sombras. Eles não têm a vidência superior, que é muito rara, pois se a tivessem, jamais praticariam atos de magia negra.

Mesmo os médiuns chefes de Terreiro, em Umbanda, não dispõem de alta vidência. Embora apenas trabalhem para o bem, nem sempre estão em condições de não serem enganados pelos espíritos, os quais se fazem passar como se fossem das falanges de Umbanda, quando, na realidade, não o são.

A vidência que possibilita a visão dos efeitos das nossas ações, não é comum e nem pode ser desenvolvida facilmente. Assim sendo, há muita gente que pratica o ma!, não somente por maldade, mas também por pura ignorância. Nada mais.

Vidência, vidente

Vidência, vidente

VIDENTE — pessoa que vê imagens espirituais. É o médium que tem a capacidade de ver os espíritos, energias ou algum tipo de estímulo visual espiritual.

VINHO TINTO — Bebida muito usada em trabalhos de certos centros.

VIONGA — São conchas em formato de búzios muito usadas na confecção de guias e colares.

VISAGEM — Aparição. Materialização imperfeita de espíritos.

VISÃO — Aparição. Vulto impreciso que se vê repentinamente.

VISITAÇÃO — Incorporação de guia no médium.

VISONHA — Aparição de fantasmas.

VODU — Divindade. Santo. Espírito de luz. Orixá. Deus dos gêges, correspondendo aos Orixás dos nagôs. Culto religioso dos negros gêges, praticado no Haiti.

VODUM — Entre os negros do Daomei, é tudo quanto ultrapassa aos conhecimentos e poder da inteligência humana.

VODUNÔ — Chefe de terreiro entre os gêges.

VODUNCI — Filha-de-Santo entre os gêges. Iniciadas no culto vodu, religião dos negros gêges.

VOZ DO OUTRO MUNDO — São as vozes de pessoas já desencarnadas ouvidas por médiuns auditivos.

VUMBE — Espírito. Alma.

VUME — Espirito sem luz e ainda muito atrasado. Espírito obsessor.

VURIKA — Assim é chamada a magia negra entre os negros de Madagascar.