Dicionário de Umbanda-X

Letra X

Dicionário de Umbanda letra X

Dicionário de Umbanda letra X

Dicionário de Umbanda

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Dicionário de Umbanda

Fonte principal: “Dicionário de Umbanda”. Altair Pinto. Editora Eco.

X

XANGÔ — São Jerônimo. Deus do raio e do trovão. Divindade da justiça. Seu dia é a quarta-feira. Sua bebida é a cerveja preta. Os trabalhos de Xangô devem ser feitos nas cachoeiras. Sua cor: roxa.

XANGÔ ABOMI — São João Batista.

XANGÔ-AGODÔ ou BÊRI — São João na Lei Católica (Rei da cachoeira, chefe das quedas d’água e das pedras. Deus do relâmpago) Fetiche: meteorito. Insígnia ou ponto: lança e machadinha. Amalá: galo, tartaruga, bode, caruru, rabada de boi com agrião. Indumentária: cor roxa ou vermelho-cardeal. Contas: de cores vermelha e branca. Pulseiras: de latão. Seu dia sagrado: quarta-feira.

XANGÔ-AGANJU — São Pedro na Lei Católica (que protege as almas que entram no Céu ou Aruanda). Fetiche: chave. Insígnias: pedra, palmas. Amalá: bode, carneiro, galinha. Contas:   azul, branca e roxa.

XANGÔ AGOGÔ — São Paulo.

XANGÔ-ALAFIN — São José na Lei Católica.

XANGÔ-CAÔ — São Jerônimo na Lei Católica (protege os que sofrem por injustiça). Fetiche: carneiro. Insígnias: cruz de Cristo, bandeira e cajado de pastor. Amalá: cabra, galo, porco. Indumentária: vermelha. Contas: vermelha, branca, cor-de-rosa.

XAORÔ —   Tornozeleiras com guizos   que são usadas pelas iniciandas, sendo que o usar significa obediência absoluta.

XAPANÃ — Chefe da Falange de Omulu.

XAXARÁ — Bastão feito com um feixe de palmas e enfeitado com búzios e diversos outros ornamentos, tudo dedicado a Omulu.

XERERÊ — Instrumento musical.

XILOLATRIA — Significa adoração de imagens.

XINGU — Para os índios de Xingu, todas as coisas que os cercam e tudo quanto acontece na vida, são produtos da atuação dos espíritos do bem ou do mal, com as quais se entendem através das danças de fundo religioso, por eles classificadas de mágicas, guerreiras e recreativas, destacando-se, por ordem de importância: as grandes festas religiosas do Quarup e Javari; as danças mágicas Djacuí Taurauanã, Mearati ou Djacuí-Katu. Quaranrá, Mavu-ranã, Turuá, Rori-rori e Anhagú e as danças recreativas Cururu, Paquém (gaivota), Tum (pulga) e Jakuem (jacu), quando os índios participantes, geralmente jovens, imitam os animais que lhes dão os nomes.

O Quarup, que se realiza no fim de cada ano ou quando morre um cacique ou pessoa de sua família, é uma representação coreográfica da “Lenda Sagrada de Mavutsinim”. A tribo promotora convida tribos amigas, no máximo quatro, iniciando- se a festa, relembrada a origem de todos, encerrando-se a parte religiosa com uma homenagem a todos os mortos das tribos presentes, que são representadas por toros de madeira-de-lei, enterrados em círculo no grande terreiro da taba, em torno dos quais são executadas, recordando os principais lances das suas vidas.

Das danças classificadas como mágicas, a principal é a do “Djacuí”. Dela somente participam homens, não sendo permitida a assistência de mulheres, que durante a sua execução, ficam em suas casas, de portas fechadas. A dança é uma exortação ao espírito que lhe dá o nome e que habita o fundo dos rios, para que ele se mantenha alegre ou então, em caso de doença, para que o Djacuí devolva a alma do índio enfermo. O Djacuí começa quando um caçador ou pescador regressa a taba dizendo: “Ouvi o canto do Djacuí, ele se apoderou do meu espírito”. Então o cacique convoca os homens para a dança e se recolhem à casa do Djacuí, levando mingau e milho torrado para aplacar o espírito. Os assistentes ficam sentados no chão ou em bancos toscos, em volta dos três índios que vão dançar o Djacuí, executando, em flautas grossas, uma música triste e de ritmo cadenciado, para, assim chamarem os Guias e protetores que virão baixar no terreiro.

XIRÊ — Ordem, segundo a qual, são evocados, pelos pontos cantados, os Orixás para o início dos trabalhos de terreiro.

XIXÊ — Que assim seja. Amém. Graças a Deus.

XOGUM — Variedade que significa Ogum, para uns, e Exu, para outros.

XUBARÁ — Quer dizer Exu-Bará para uns, e Ogum, para outros.