Letra A

Glossário Teosófico

Glossário Teosófico, dicionário de Teosofia, vocabulário teosófico

Glossário Teosófico

Letra A
glossario-teosofico-a

A – A primeira letra em todos os alfabetos do mundo, exceto alguns poucos, tais como o mongol, o japonês, o tibetano, o etíope e algum outro mais. É uma letra de grande poder místico e “virtude mágica” entre os que a adotaram e para quem seu poder numérico é um. É o Aleph dos hebreus, simbolizado pelo Boi ou Touro; o Alpha dos gregos, o um e o primeiro; o Az dos eslavos, que significa o pronome “eu” (referindo-se a “Eu sou o que sou”). Também na Astrologia, Taurus (o Boi, Touro ou Aleph) é o primeiro signo do Zodíaco, sendo sua cor branca e amarela. O sagrado Aleph adquire um caráter ainda mais santificado entre os cabalistas cristâos, pois sabem que esta letra representa a Trindade na Unidade, por ser composta de dois Yods, um voltado para cima e outro invertido, com uma ligaçâo oblíqua desta forma: N. Kenneth B.H. Mackenzie afirma que a “cruz de Santo André está esotericamente relacionada com tal letra”. O nome divino, o primeiro da série correspondente a Aleph,é AêHêlêH ou Ahih, quando escrito sem vogais, e esta é uma raiz sânscrita. Além disso, Aleph é a letra regente dos Chaiot Chacodesh (os “Santos Animais”). Relativamente ao nome divino, note-se que o Aleph é apenas letra de ordem, a raiz sendo Hih, isto é, hé-iod-hé, ligada ao Tethagrama. J.M.P.

Aahla (Eg.) – Uma das divisões do Kerneter, regiões infernais ou Amenti, Tal palavra significa “Campo de Paz”.

Aanroo (Eg.) – Segunda divisâo do Amenti, O campo celestial do Aanroo é circundado por uma muralha de ferro, semeado de trigo e o “Defunto” é representado ceifando-o para o “Senhor da Eternidade”. Alguns ramos de trigo têm três côvados (*) de altura, outros têm cinco, e os maiores, sete. Aqueles que atingem estes dois últimos números entram no estado de bem-aventurança (que em Teosofia denomina-se Devachan).
Os espíritos desencarnados, cuja colheita tinha apenas três côvados de altura, iam para as regiões infernais (Klimaloka). Entre os egípcios, o trigo era o símbolo da Lei de Retribuiçâo ou Karma, Os côvados referiam-se aos sete, cinco e três “princípios” humanos.
(*) Côvado: equivalente a 66 cm ou 0,66 m, (N.T.)

Aarón ou Aarâo (Heb.) – Irmâo mais velho de Moisés e o primeiro Iniciado do legislador hebreu. Tal nome significa Iluminado ou Instruído, Assim, Aarón figura na cabeça da linha ou hierarquia dos Iniciados Nabim ou Videntes. Em português, Aarâo.

Ab (Heb.) – Décimo primeiro mês do ano civil hebreu; o quinto mês do ano sagrado começa em julho (W. W. W.). Ver Av.

Abaddon (Heb.) – Anjo do inferno; corresponde ao Apollyon grego.

Abatur (Gn.) – No sistema nazareno, o “Anciâo dos Dias”, Antiquus Altus, Pai do Demiurgo do Universo, é denominado de “Terceira Vida” ou Abatur, Corresponde ao terceiro Lagos na Doutrina Secreta. (Ver Codex Nazaroeus.)

Abba (Heb.) – Pai.

Abba Amona (Heb.) – Literalmente “Pai-Mâe”. Sâo os dois nomes ocultos dos dois Sephiroth mais elevados: Chokmah e Binah, da tríade superior, cujo vértice é Sephira ou Kether. Desta tríade emana o setenário inferior da Árvore Sephirotal.

Ab-è Hyat. Ver: Ab-i hayat.

Abesi ou Rebis (Alq.) – Excretas, material morto, excrementos. (F. Hartmann) [Matéria dos Sábios na primeira operaçâo da Obra Solar. É dita Rebis por ser composta de duas coisas: do dissolvente (macho) e do solúvel (fêmea). Além disso, alguns autores chamam a matéria ao branco de Rebis – (mercúrio + enxofre)]. M. P.

Abhâmsi (Sânsc.) – Nome místico das “Quatro Ordens de Seres”, que sâo: Deuses, Demônios, Pitris e Homens. De certo modo os orientais relacionam este nome com as ” Águas”, porém a filosofia esotérica relaciona seu simbolismo com o Akâza (Akasha): as etéreas “águas do espaço”, visto que no seio e nos sete planos do “espaço” nasceram as “Quatro Ordens de Seres (inferiores)” e as três Ordens mais elevadas de Seres espirituais. (Ver Doutrina Secreta, I, p. 458 da ediçâo inglesa, e Ambhâmsi.)

Abhâsvaras (Sânsc.) – Devas ou “Deuses” (ou Anjos) da Luz e do Som, os mais elevados das três regiões (planos) celestiais superiores do segundo Dhyâna (ver). Uma classe de deuses, sessenta e quatro em número, que representam um ciclo determinado e um número oculto.

Abhâva (Sânsc.) – [“Nâo-ser, inexistência, falta de qualidade etc.”] Negaçâo, nâo-ser ou inexistência de objetos individuais; essência ou objetividade abstrata.

Abhaya (Sânsc.) – “Falta de temor, impavidez”: um filho do Dharma; e também uma vida religiosa de observância. Considerado como adjetivo (impávido), Abhaya é um epíteto aplicado a todos os Buddhas (Almas Iluminadas).

Abhayagiri (Sânsc.) – Literalmente: “Monte impávido ou intrépido”, situado no Ceilâo. Nele se encontra um antigo Vihâra ou mosteiro – onde o célebre viajante chinês Fa-hien encontrou cinco mil sacerdotes e ascetas budistas, no ano 400 de nossa época – e uma escola chamada Abhayagiri Vâsinah, “Escola Secreta da Selva”. Esta escola filosófica foi considerada como herética, visto que os ascetas estudavam as doutrinas tanto do “grande” como do “pequeno” veículo, isto é: os sistemas Mahâyâna e Hinayâna e também o Triyâna ou os três graus sucessivos do Yoga; exatamente o mesmo que certa Fraternidade faz atualmente para além do Himalaia. Isto prova que os “discípulos de Kâtyâyana” foram e sâo tâo anti-sectários como seus humildes admiradores, os teósofos, o sâo na atualidade. (Ver Escola Sthâvirâh) Esta foi a escola mais mística, famosa pelo numero de Arhats (seres evoluídos espiritualmente) que produziu. Os membros da Fraternidade de Abhayagiri diziam-se discípulos de Kâtyâyana, chela (discípulo) favorito de Gautama, o Buddha. Conta a tradiçâo que, devido a intolerância e à fanática perseguiçâo que sofreram, abandonaram o Ceilâo e foram para além dos Himalaias, onde permaneceram desde entâo.

Abhi (Sânsc.) – Prefixo que significa: até, sobre, em cima.

Abhidharma (Sânsc.) – A parte (terceira) metafísica do Tripitaka, obra filosófica budista, composta por Kâtyâyana.

Abhijit (Sânsc.) – Uma das mansões lunares.

Abhijnâ (Sânsc.) – [“Ciência superior ou sobrenatural”] Sâo dons fenomenais (ou “sobrenaturais”) adquiridos por Sâkyamuni Buddha na noite em que atingiu a condiçâo de Buddha, Este é o “quarto” grau de Dhyâna [o “sétimo” nos ensinamentos esotéricos], que deve ser alcançado por todo o verdadeiro Arhat. Na China, os ascetas budistas iniciados reconhecem seis siddhis ou poderes semelhantes, porém no Ceilâo contam apenas cinco. O primeiro Abhijnâ é o Divyachakchus [olho divino ou celeste], ou seja, a visâo instantânea de tudo o que se quer ver; o segundo é o Divyazrotra [ouvido divino ou celeste], o poder de compreender [ou ouvir] um som qualquer (sendo os restantes poderes ocultos o tomar a forma que se queira, ler ou penetrar nos pensamentos dos homens e conhecer suas condições ou vidas anteriores).

Abhi-mâna (Sânsc.) – Presunçâo, egoísmo, orgulho. Refere-se ao eu, o centro da consciência do eu.

Abhimânim (Sânsc.) – Nome de Agni (fogo), “filho mais velho de Brahmâ” ou, em outros termos, o primeiro elemento ou Força que se produziu no universo em sua evoluçâo (o fogo ou desejo criador). De sua esposa Swâhâ teve três filhos (os fogos): .Pâvaka, Pavamâna e Zuchi (Suchi), e estes tiveram “quarenta e cinco filhos”, que, com o primogénito de Brahmâ e seus três descendentes, constituem os quarenta e nove fogos do Ocultismo. Abhimânim é a principal Energia criadora cósmica, personificada na forma de “filho mais velho de Brahmâ”, (P. Hoult)

Abhimanyu (Sânsc.) – Filho de Arjuna. Matou Lakshmana (Lakshmana morreu no segundo dia da grande batalha Mahâbhârata, porém, por sua vez, foi morto no décimo terceiro dia.

Abhinivesha (Sânsc.) – “Inclinação, apego (à vida)”. Nome técnico que expressa a fraqueza mental que causa o temor à morte. É uma das cinco “misérias” (males ou dores) dos yogis. (Râma Prasâd)

Abhivyangya (Sânsc.) – O poder manifesto da inteligência da alma. (M. Dvivedi) (Ver Nityodita.)

Abhûtarajas – Ver Abhûtarajasas.

Abhûtarajasas (Sânsc.)Uma classe de deuses ou Devas, que existiu durante o período do quinto Manvantara.

Abhyâsa (Sânsc.) – Exercício, prática, repetição, costume, aplicação, constância, disciplina, esforço mantido ou perseverante.

Abib (Hebr.) – O primeiro mês sagrado dos judeus; começa em março. É também denominado de Nisan.

Abiegnus Mons (Lat.) – “Monte Abiegno”, um nome místico. Os documentos rosacruzes sâo frequuentemente expedidos de uma certa montanha, Monte Abiegno. Há uma conexão com o Monte Meru e outros montes sagrados. (W. W. W.)

Ab-i-hayat (Per.) – Água da imortalidade. Supunha-se que conferia juventude perene e vida sempiterna a quem dela bebia.

Abiri (Gr.) – Ver Kabiri, que também se escreve Kabeiri, os Poderosos, celestiais, filhos de Zedec, o justo; grupo de divindades cultuadas na Fenícia, Parecem ser idênticos aos Titâs, Coribantes, Curetes, Telquinos e Dii Magni de Virgflio. (W. W. W.)

Ablanathanalba (Gn.) – Termo semelhante a Abracadabra. Segundo C. W. King, significa: “tu eras um pai para nós”. É uma palavra palíndroma, isto é, pode ser lida tanto da direita para a esquerda como no sentido usual. Foi utilizada no Egito como talismã. (Ver Abracadabra.)

Abracadabra (Gn.) – Esta palavra simbólica aparece pela primeira vez num tratado médico escrito em verso por Sammonico, que floreceu no reinado de Séptimo Severo. Segundo Godfrey Higgins, deriva de Abra ou Abar, “Deus” em celta, e cad, “santo”. Era utilizada como talismâ e era gravado sobre Kameas (ver) como amuleto. (W. W. W.) Godfrey Higgins estava quase certo, visto que o termo “Abracadabra” é uma corruptela posterior da palavra sagrada gnóstica Abrasax, sendo que esta última é, por sua vez, uma corruptela anterior de uma antiga e sagrada palavra copta ou egípcia; uma fórmula mágica, que simbolicamente significava: “não me firas” e, em seus hieróglifos, era dirigida à divindade como “Pai”. Era geralmente colocada sobre um amuleto ou talismã e usada como um Tat (ver) sobre o peito, debaixo das vestes.

Abraxas ou Abrasax (Gn.) – Palavras místicas que remontam a Basílides, o pitagórico, de Alexandria (ano 90 d.e.). Este fílõsofo empregava a palavra Abraxas como um nome da Divindade, a suprema das Sete e dotada de 365 virtudes. Na numeração grega, A = 1, b = 2, ‘r = 100, a = 1, .x = 60, a = 1, s = 200, o que resulta num total de 365 dias do ano solar um ciclo de ação divina. e. W. King, autor de Os Gnôsticos, considera tal palavra semelhante à hebraica Shemhamphorasch, palavra sagrada, o nome de Deus por extenso. As pedras Abraxas em geral representam um corpo humano com cabeça de galo, um dos braços com um escudo e o outro com um chicote. (W. W. W.)

Abraxas é cópia da combinação das palavras hindus Abhimãnim (ver) e Brahmâ, Tais qualidades místicas e compostas levaram Oliver, a grande autoridade maçónica, a relacionar o nome Abraxás com o de Abraão. Tal coisa era insustentável; as virtudes e os atributos de Abraxas, em número de 365, deveriam ter-lhe indicado que a Divindade estava relacionada com o Sol e a divisão solar do ano; mais ainda: que Abraxas é o arquétipo e o Sol é o tipo. (Ver Tao.)

Absoluteza – Tratando-se do Princípio Universal, denota uma abstração, sendo este nome abstrato mais correto e lógico do que aplicar o adjetivo “absoluto” àquele que não tem atributos nem limitações, nem pode tê-los.

Ab-soo (Cald.) – Nome místico do Espaço, que significava a morada de Ab, o “Pai”, ou o Nascimento da fonte das Águas do Conhecimento. O saber deste ültímo encontra- se oculto no espaço invisível ou regiões âk:âzicas.

Abury – Ver Avebury.

Acâcia (Gr.) – Inocência e também uma planta usada na Franco-maçonaria como símbolo da iniciação, imortalidade e pureza. Esta árvore proporcionava a madeira sagrada (Shittim) dos hebreus. (W. W. W.)

Achamôth (Gn.) Nome do Sophia segundo o menor. Esotericamente e entre os Gnósticos o Sophia mais antigo era o Espírito Santo (Espírito Santo feminino) ou Shakti (energia feminina) do Desconhecido e o Espírito Divino; enquanto que o Sophia Achamôth é apenas a personificação do aspecto feminino da Força Criadora Masculina na Natureza. É também a Luz Astral.

Achar (Hebr.) – Deuses sobre os quais (segundo os judeus) Jehovah é o Deus.

Achâra (Sânsc.) – Deveres pessoais e sociais (religiosos). [1º, regras de boa conduta, bons costumes, práticas religiosas. 2º, a liberação que se alcança através de tais práticas. (P. Hoult)]

Acharya (Sânsc.) Mestre ou preceptor espiritual, Guru; assim, Shankarâchârya significa literalmente “Mestre de ética”. Nome dado geralmente aos Iniciados etc., que significa “Mestre”.

Âchârya-deva (Sânsc.) – Instrutor dos Devas ou Deuses; o Guru-Deva. (P. Hoult)

Achath (Hebr.) – O um, o primeiro feminino; em contraposição a Achad, que é masculino. Palavra do Talmud aplicada a Jehovah, É digno de nota que o termo sânscrito ak significa “um”. Ekata é “unidade” e Brahma é denominado âk ou eka, o um, o primeiro, e daí a palavra e aplicação hebraicas.

Acher (Hebr.) – Nome que, no Talmud, se dá ao apóstolo Paulo. O Talmud relata a história dos quatro Tanaim que entraram no Jardim das Delicias, isto é, chegaram a ser iniciados: Ben-Asai, que viu e perdeu a visão; Ben Zoma, que viu e perdeu a razão; Acher, que depredou o Jardim e fracassou, e Rabbi Akiba, o único que obteve êxito. Os cabalistas dizem que Acher é Paulo.

Acheroo (Gr.) -Aqueronte, um dos rios do Hades na mitologia grega.

Achit (Sânsc.) – [Inconsciente, insensato, sem inteligência.] Não-inteligência absoluta, assim como, em contraposição, Chit é inteligência absoluta.

Achquenazi (Hebr.) – Judeu de origem originalmente germânica e, após os movimentos migratórios dos judeus alemães na Idade Média, também de origem eslava ou romena. Os achquenazis concentraram-se na Europa Central até o genocídio nazista (1939-45), falando o ifdíche, oriundo do alemão medieval. A palavra vem da suposta designação da Alemanha, já empregada na Bíblia (Gên, 10,3), como nome de um dos filhos de Gomer. Ashkenaz é, atualmente, a palavra hebraica usada para designar a Alemanha. Há enorme variedade de transliterações, além da portuguesa Achquenazi.

Achtakarna (Sãnsc.) – O Deus de oito orelhas, isto é, de quatro cabeças: Brahma,

Achtao (Sânsc.) – Oito.

Achtar Vidyã (Sãnsc.) A mais antiga das obras hindus que tratam de magia.

Achta Siddhis (Sãnsc.) Os oito poderes na prática do Hata Yoga.

Achtâvarka (Sânsc.) – Um brahmane, ftlho de Kahoda, cuja hist6ria é contada no Mahâbharata.

Achyuta (Sãnsc.) – Aquele que não está sujeito a mudança ou decaimento [firme, forte, imutável, eterno, imortal]; o oposto a chyuta, “caído”. Um dos títulos de Vishnu [e de Krishna].

Açoite de Osíris – O açoite que simboliza Osíris como “Juiz dos mortos”. Nos papiros é denominado nekhekh ou o flagelo. O dr. Pritchard vê nele um leque ou van, o instrumento utilizado para produzir vento. Osíris, “cujo leque, em sua mão, purga o Amenti de corações pecadores, da mesma maneira que o joeirador limpa o terreiro dos grãos caídos e encerra o bom trigo em seu celeiro”. (Compare com Mateus, lU, 12)

Acosmismo (Gr.) – O período pré-criativo, quando não havia o Kosmos, mas apenas o Caos.

Acsuo (Alq.) – Termo da filosofia espagírica, empregado para significar o coral vermelho.

Acthna (Alq.) – Fogo invisível, subterrâneo, a matriz de onde se originam as substâncias betuminosas e que, em alguns casos, produz erupções vulcânicas. E um certo estado da “alma” da Terra, uma mistura de elementos astrais e materiais, de caráter elétrico ou magnético. É um elemento da vida da “grande serpente” Vâsuki, que, segundo a mitologia hindu, circunda o mundo e cujos movimentos podem causar tremores. (F. Hartmann)

Acthnici (Alq.) – Espíritos elementais do fogo; espíritos da Natureza. Podem aparecer sob formas diversas, tais como línguas de fogo, bolas de fogo etc. São vistos, algumas vezes, nas sessões espíritas. São os Devas do fogo da índia e, em alguns casos, sacrificam- se touros em sua honra. (F. Hartmann] [Salamandras] M.P.

Acusto (Alq.) – Salitre.

Ad (As.) –Ad, “o Pai”. Em aramaico, ad significa um; aa-ad, “o um único”. Ad (Os Filhos de) – A filosofia esotérica denomina os “Filhos de Ad” de “Filhos da Névoa de Fogo”. Termo empregado por certos adeptos.

Adabisi ou Adebezi (Alq.) – Tartaruga dos filósofos espagíricos.

Adah (As.) – Os hebreus apropriaram-se desta palavra para designarem Adah, pai de Jubal etc. Porém, como Adah significa o primeiro, o um, é de propriedade universal. Há razões para se crer que Ak-ad significa o primeiro nascido ou Filho de Ad, Adon foi o primeiro Senhor da Síria, (Ver Ísis sem Véu, lI, pp. 452-3 da ed. inglesa.)

Adão (Hebr.) – Na Cabala, Adão é o “único engendrado” e significa também “terra vermelha”. (Ver “Adão-Adami” na Doutrina Secreta, t, 11,p. 452 da ed. inglesa). É quase idêntico ao Athamas ou Thomas e, em grego, é traduzido por Didumos, o “gêmeo”; Adão, “o primeiro” é “macho-fêmea”, no capítulo I do Gênese. [É um nome que os filósofos herméticos dão a seu magistério, pois é perfeito ao vermelho e, sendo sua matéria a quintessência do Universo e a matéria-prima de todos os indivíduos da Natureza, tem uma perfeita semelhança com Adão, no qual Deus reuniu a mais pura substância de todos os seres, e, além disso, Adão, que significa vermelho, exprime a cor e as qualidades do magistério.]

Adão celeste – É a síntese da Árvore Sefrrotal ou de todas as Forças da Natureza e sua animadora essência deífica. Nos diagramas, o sétimo dos Sephiroth inferiores, Sephira Malkut (o reino da Harmonia) representa os pés do Macrocosmo ideal, cuja cabeça alcança a primeira. Cabeça manifestada. Este Adão celeste é o natura naturans o mundo abstrato, enquanto que o Adão de Terra (Humanidade) é o natura naturata ou Universo material. O primeiro é a presença da Divindade em sua essência universal; o último é a manifestação da inteligência da referida essência. No Zohar genuíno (não a fantástica e antropom6rfica caricatura que, freqüentemente, encontramos nos escritos dos cabalistas ocidentais) não há nenhuma partícula da divindade pessoal, que tanto vemos destacar-se no negro disfarce da Sabedoria Secreta, conhecido pelo nome de Pentateuco mosaico. [Confronte: As Origens da Cabala, E. Levy.]

Adão de Terra – A Humanidade.

Adão Kadmon (Hebr.) – O Homem arquetipal; a Humanidade. O “Homem celeste” que não caiu em pecado. Os cabalistas o relacionam aos dez Sephiroth no plano da percepção humana (W. W. W.). [É o Sephira bissexual dos cabalistas.] Na Kabalah, Adão Kadmon é ., Logos manifestado, que corresponde ao nosso terceiro Logos.D Não-Manifesto é o primeiro exemplar de Homem ideal e simboliza o Universo in abscondito ou, no sentido aristotélico, em sua “privação”. O primeiro Logos é a “Luz do Mundo”; o segundo e o terceiro são suas sombras gradualmente mais densas. (Ver Qadmon, Adão.)

Adarige (Alq.) – Nome que alguns químicos deram à sua matéria-prima. Diz-se também Adirige.

Adbhuta-Brâhmana (Sânsc.) – O Brâhmana [livro sagrado] das maravilhas. Trata de prodígios, augúrios e vários fenômenos.

Adbhuta-Dharma (Sânsc.) – A “lei” de coisas fenomenais. [Tratado das Maravilhas – Dicionário de BurnouJ.] Um tipo de obras budistas, que tratam de sucessos portentosos ou fenomenais.

Adech – O homem interior (espiritual); o senhor do pensamento e da imaginação, que forma subjetivamente todas as coisas em sua mente, coisas estas que o homem exterior (material) pode reproduzir objetivamente. Cada um deles trabalha conforme sua natureza: o invisível, de maneira invisível, e o visível, de maneira visível. Contudo, ambos trabalham em correspondência. O homem exterior pode praticar o que’ pensa o homem interior; porém, pensar é trabalhar na esfera do pensamento e os produtos do pensamento são transcendentalmente substanciais, embora não sejam lançados à objetividade no plano material. O homem interior é e faz o que deseja e pensa. Se seus pensamentos e desígnios, bons ou. maus, encontram ou não expressão no plano material, é de menor importância para seu próprio desenvolvimento espiritual do que é para outros, que podem ser afetados pelos atos engendrados por seus pensamentos. (F. Hartmann)

Adepto – Em latim, Adeptus, “aquele que obteve”. Em Ocultismo, é aquele que, mediante desenvolvimento espiritual, conseguiu o grau de Iniciação [isto é, alcançou conhecimentos e poderes transcendentais] e chegou a ser Mestre na ciência da filosofia esotérica. [O Adepto é um ser plenamente iniciado, que vela pelo progresso da Humanidade e o dirige.] (Ver Arath). Alguns Adeptos pertencem ao atual Manvantara; outros procedem de outro anterior. (Ver Mahâtmâ.)

Âdhara (Sãnsc.) – Inferior.

Adbâra (Sãnsc.) – “Aquele que sustenta”, base, apoio, fundamento, substrato. Nome de um dos sete padmas ou plexos do corpo (chakras).

Adbarma (Sânsc.) – Injustiça, impiedade, iniquidade, [O que, no Ocidente se costuma chamar de pecado, vício ou mal.] O oposto a Dharma, [Tudo o que existe desordenadamente, contra a natureza das coisas (A. Besant).]

Adbi (Sânsc.) Prefixo que expressa supremacia, superioridade etc. e equivale a supremo, principal. [Em outros casos significa: concemente, relativo a… Nas palavras compostas, quando a adhi se segue uma vogal, o i converte-se em y, como em Adhyâtmâ (Adhi-âtmâ).]

Adbi-bhautika (Sânsc.) – Proveniente dos objetos exteriores.

Adbi-bbautika du(s)kba (-dubkba) (Sânsc.) – A segunda das três classes de dor. Literalmente: “mal procedente dos seres ou coisas exteriores”.

Adbi-bbdta (Sãnsc.) – Supremo Ser.

Adbi-buddbi (Sãnsc.) – A Existência que está acima do Buddhi; o Logos.

Adbichtbâtâ (Sãnsc.) – O agente que trabalha no Prakriti.

Adbi-daiva (Sãnsc.) – Suprema Divindade.

Adbi-daivika (Sãnsc.) – Procedente dos Deuses ou acidentes [de causa divina].

Adbi-daivika du(s)kba (Sãnsc.) – A terceira das três classes de dor. Literalmente: “mal procedente de causas divinas”, o justo castigo kármico.

Adbi-kâra (Sãnsc.) – Oficio, função, cargo, dignidade. Entre os budistas, o ato de oferenda de si mesmo a Buddha.

Adbi-Kârin (Sãnsc.) – Dignatário, o que desempenha um cargo; o aspirante que está bem preparado (para a Iniciação). Também utilizado para denominar um ser da hierarquia das Inteligências espirituais, que têm a missão de executar os mandos do Logos: um Mestre.

Adbi-purucba (Sãnsc.) – O Princípio ou Espírito Supremo.

Adhishthâna (Adhishtãnam) (Sãnsc.) – Base; um princípio ao qual é inerente algum outro princípio. [Base ou substrato, e, daí, a Divindade (P. Hoult). Nome de um dos sete padmas ou plexos (chakras) do corpo. (M. Dvivedi)] [Quanto à observação de M. Dvivedi: comumente o chakra é chamado Svâdhishthana – centro espinal da região acima dos 6rgãos genitais.] M.P.

Adbishtânam – Ver Adhishthâna.

Adhishthâna-sharira (Sãnsc.) – Na fílosofía sânkhya, é o corpo etéreo, isto é, a base do ffsico. (P. Hoult)

Adhi-yajõa (Sânsc.) – Sacrifício supremo. [Uma das trinas manifestações da natureza divina, ou seja, o centro do qual procedem todos os seres autoconscientes.] O eu em seu aspecto ãtmico, (Ver Matra.) O Eu manifestado como sacriffcio, isto é. como Vishnu, Krishna ou outro Avatélra. (Ver Bhagavad-Gü., VIII, 2 e 4.) (P. Hoult)

Adho (Herm.) – Leite fresco e novo do qual foi retirada a nata.

Adho-gati (Sãnsc.) – “O que vai até embaixo”. Entre os jainas, é o ínfimo inferno.

Adhyâsa (Sãnsc.) – “Superimposição”, transfusão. Entre os budistas: 12) refletir em uma coisa os atributos de outra; 2!?) a identificação do Eu com o não-Eu.

Adhyâtmâ (Sânsc.) – Alma ou Espírito Supremo, Brahma. Concernente ao Espírito.

Adhyâtmâ-prasâda (Sãnsc.) – Aquele prazer, contentamento ou bem-estar íntimo que sente o yogi quando se absorve por completo em seu Eu. (M. Dvivedi)

Adhyâtma-vidyâ (Sãnsc.) – Literalmente: “Ciência do Espírito Supremo”. O luminar esotérico. Um dos Paiicha- Yidyã-Sãstras, ou seja, Escrituras das cinco ciências.

Adhyâtmika (Sãnsc.) – Pertinente ou proveniente do Eu interno.

Adhyâtmika du(s)kha (Sãnsc.) – A primeira das três classes de dor. Literalmente: “mal proveniente do Eu”, ou seja, um mal induzido ou engendrado pelo Eu, isto é, pelo próprio homem.

Adhyâya (Sãnsc.) – Leitura, lição, capítulo.

Adhyayana (Sãnsc.) – Leitura, estudo, ensinamento.

Ádi (Sãnsc.) – Primeiro, primitivo; primordial [supremo; princípio, origem, nascimento].

Ádibat (Alq.) – Mercúrio dos fílósofos herméticos.

Ádi-bhûta (Sãnsc.) – O primeiro Ser e também elemento primordial. É um título de Vishnu, o “Primeiro Elemento”, que contém todos os elementos, “a insondável divindade”.

Âdi-Buddha (Sãnsc.)O primeiro e supremo Buddha (não-reconhecido na Igreja do Sul). A Luz eterna.

Âdi-Buddhi (Sânsc.) – Inteligência ou Sabedoria primitiva; o Buddhi eterno ou Mente Universal. Utilizado em relação à Ideação Divina; Mahâ-Buddhi é sinónimo de Mahat.

Adição (teosófica) (Herm.)Para se conhecer o valor teosófico de um número, utiliza-se esta operação, que consiste em somar aritmeticamente todos os algarismos após a unidade até chegar ao próprio número.
Assim, o número 4, pela adição teosófica, é igual a:
1+2+3+4=10.
O número 7 é igual a 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 = 28.
28 reduz-se imediatamente a 2 + 8 = 10.

Adichthâtâ (Adishtâthâ) – Ver Adhichthâtâ.

Âdikartri (Sânsc.) – O primeiro Criador.

Âdikrit (Sãnsc.) – Literalmente, “o primeiro produzido” ou feito. A criadora Força Eterna e não-criada, mas que se manifesta periodicamente. Aplica-se a Vishnu cochilando nas “águas do espaço” durante o Pralaya (ver).

Âdi-nâtha (Sãnsc.) – O “Primeiro Senhor”. Âdi “primeiro” (masculino), e nãtha, “senhor”. O Supremo Senhor. (Dic. de Bumouf.)

Âdi-nidâna (Sãnsc.) – A primeira e suprema Causalidade. De âdi, primeira, e nidâna, causa principal (ou a concatenação de causa e efeito).

Âdi-sakti – Ver Âdi-zakti.

Âdi-sanat (Sãnsc.)Literalmente, “primeiro Antigo ou Ancião”. Este termo corresponde ao cabalístico “Antigo ou Ancião dos dias”, visto que é um título de Brahmâ, chamado no Zohar de Atteekah d`Atteekeen ou o Antigo dos Antigos etc.

Adíshthâtâ (Sãnsc.) – Ver Adhichthâtâ.

Âdi-tattva ou Âdi-tattwa (Sânsc.) – O primeiro tattva ou elemento (da matéria), que está imediatamente acima do Akâza em grau de subtileza.

Aditi (Sãnsc.) – Nome védico do Mûlaprakriti dos Vedas; o aspecto abstrato do Parabrahman, embora não-manifesto e incognoscível, Nos Vedas, Aditi é a “Deusa-Mãe” e seu símbolo, o espaço infinito. [Aditi é a Natureza indivisa em seu conjunto e também a mãe dos Adityas. Devaki e Deva-mIltri.]

Aditi-Gea – Palavra composta de sânscrito e grego, que significa dual; a natureza nos escritos teosóficos, espiritual e física, pois Gea é a deusa da Terra e de natureza objetiva.

Âditya (Sãnsc.) – Um nome do Sol; como Mârtânda, é filho de Aditi.

Âdityas (Sãnsc.)Os sete filhos de Aditi, mãe dos deuses; os sete deuses planetários,[São as doze personificações do Sol em cada signo do Zodíaco, que presidem respectivamente os doze meses do ano. Seu chefe é Vishnu, que preside o mês em que começa a primavera.]

Âdi- Varcha (Âdi- Varsha) (Sãnsc.) – A primeira Terra; o primeiro país onde residiram as primeiras raças.

Adivinhação – O fato de prever sucessos futuros através da luz própria da alma;profecia (F. Hartmann)

Âdi-zakti (Âdi-sakti) (Sãnsc.) – Força primitiva, divina; a potência criadora feminina e o aspecto em e de cada Deus masculino. A Zakti, no panteão hindu, é sempre a esposa de algum deus.

Admisurab (Alq.) – É a terra fílosófica (literal e alegoricamente). (F. Hartmann)

Adonai (Hebr.) – O mesmo que Adônis, Comumente traduzido como “Senhor”, Astronomicamente, o Sol Em hebraico, literalmente: “meus Senhores”, com o singular de: “meu Senhor”, sendo o termo traduzido apenas por Senhor. É utilizado para substituir o tetragrama impronunciável YHVH, que corresponde ao nome de Deus, Quando um hebreu, em sua leitura, chegava ao nome de Jehovah, IHVH, fazia uma pausa e substituía a palavra por “Adonai” (Adni); porém, quando estava escrita com os pontos de Alhim, chamavam-no “Elohim”. (W. W. W.)

Adonim – Adonai, Adon – Antigos nomes caldeu-hebraicos dos Elohim ou forças criadoras terrestres, sintetizadas em Jehovah.

Adram (Alq.) – Sal-gema.

Adraragi (Alq.) Um dos nomes que os antigos químicos davam ao açafrão comum e que os químicos herméticos deram à matéria de sua Arte, quando obtida através da cocção à cor de açafrão.

Adrop, azane ou azar (Alq.) – “A Pedra Filosofal”. Não é uma pedra no sentido comum da palavra, mas uma expressão aleg6rica que significa o princípio da sabedoria; o fil6sofo, que o adquiriu pela experiência prática (não aquele que está simplesmente especulando sobre ele), pode confiar completamente nela como em uma pedra preciosa ou como confiaria em u~a rocha sólida, sobre a qual tivesse de construir os fundamentos dç sua casa (espiritual). E o Cristo que está no homem, o amor divino substancializado. E a luz do mundo, a pr6pria essência da qual o mundo foi criado. Não é simplesmente o espírito, mas a substância, pois o corpo do homem contém o maior dos mistérios. (F. Hartmann) (Ver Pedra Filosofal.)

Adsamsr (Alq.) – Termo empregado por alguns alquimistas para significar urina.

Advaita ou Adwaita (Sãnsc.) Uma seita Vedanta. [“Não-dualismo.” ou “monismo”, por outro nome.] Uma das três seitas ou escolas védicas.É a escola não-dualista (adwaita] da filosofia veda, fundada por Sankarâchârya, o mais insigne dos sábios brahmanes históricos. Resume-se nestas palavras: Tat twam osi, literalmente: “Tu eras Aquele”, isto é: Tu (Espírito humano) eras o Espírito Universal. De modo que, segundo a referida escola, Jîvatma e Paramãtmã são idênticos; não há diferença entre os dois. As duas escolas restantes são a Dwaita (dualista e a Vizishtadwaita (dualista com distinção).

Adwaitin (Sãnsc.) Prosélito da escola adwaita.

Ádya (Sãnsc.) – Primeiro, primitivo, original.

Ádyantavat (Sãnsc.) – Que tem princípio e fim. Adytum (Lat.) -O Santo dos Santos nos templos pagãos. Nome dado aos recintos secretos e sagrados da câmara interior, onde nenhum profano podia entrar. Corresponde ao sacrário dos altares das igrejas cristãs.

AEbel-Zivo [Gn.) – O Metatron ou espírito ungido entre os gnósticos nazarenos; o mesmo que o Anjo Gabriel,

AEgeon (Gr.) – Ver Briareu.

AEolus – Ver Eolo.

AEon ou AEons – Ver Eón, Eones.

AEsir (Esc.) – O mesmo que Ases (ver); as forças criadoras personificadas. Os deuses que criaram os anões negros ou Elfos das Trevas em Asgard. Os AEir ou Ases divinos são os Elfos da Luz. Alegoria que relaciona as trevas provenientes da luz com a matéria nascida do Espírito.

AEter- Ver Eter.

AEther (Gr.) – Entre os antigos era a divina substância luminífera, que impregna todo o Universo, a “vestimenta” da Divindade suprema, Zeus-Zên ou Juúpiter, No esoterismo, o IEther é o terceiro princípio do Setenário Cósmico, sendo o mundo material o inferior e seguindo depois a Luz Astral, o Éter e o Âkâza, que é o superior. [tf’:ther é o elevado Princípio da Entidade deífica, adorado pelos gregos e latinos com o nome de “Pai onipotente AEther” e “grande AEther” em seu agregado coletivo, em sua potência e aspecto imponderável. O Proteu-gigante AEther, “Alento da Alma Universal”, é o quinto Elemento, a síntese dos outros quatro; é o Âkâza dos hindus. O AEther, tal como era conhecido pelos filósofos antigos, muito antes de Moisés, com todos os seus mistérios e propriedades ocultas e contendo em si mesmo os germes da Criação Universal, é o Caos primitivo. O AEther superior (ou Âkâza) é o Aditi dos hindus, a Virgem e Mãe celestial de todas as formas e seres existentes, de cujo seio, logo que tenha sido “incubado” pelo Espírito divino, foram chamados à existência a Matéria, a Vida, a Força e a Ação. No esoterismo, o tEther é a verdadeira quintessência de toda energia possível, o Agente Universal (composto de vários agentes), ao qual são devidas todas as manifestações da energia nos mundos material, psíquico e espiritual. Do tEther, em seu mais elevado aspecto sintético, uma vez antropomorfizado, nasceu a primeira idéia de uma Divindade criadora universal.] (Doutrina Secreta, passim.) .

AEthrobacia – Ver Etrobacia.

Afrit – Ver Efrit

Âgama (Sãnsc.) – Um dos três meios de conhecimento. O conhecimento que obtemos através da experiência ou investigações realizadas por aqueles conhecidos como autoridades, isto é, aquele que se ap6ia n~ autoridade ou tradição é dito proveniente de ãgama, Por isso os Vedas se intitulam Agama. Esta palavra tem outros significados: aproximação, chegada, vinda; logro, consecução; posse, conhecimento, doutrina etc. Nos países budistas, é a voz corrente para expressar sua relação com o budismo e o Buddha. Os missionários adoraram este termo como equivalente a “religião” e, assim, designam o cristianismo com o nome de Christianyãgama. Contudo, deveriam chamá-lo de Christiani- bandhana, visto ser bandhana o equivalente etimológico de “religião”. (Olcott, Catecismo Búdico, 42ª ed.)

Ágâmi-Karma (Sânsc.) – Karma futuro; o Karma que será engendrado por nossos atos em nossa vida presente.

Ágapes (Gr.) – Festas de amor. Os cristãos primitivos celebravam tais festas como prova de simpatia, amor e benevolência mútuos. Foi necessário aboli-las como instituição por terem degenerado em graves abusos. Paulo, em sua ]’1 Eptstola aos Coríntios, lamenta- se da má conduta dos cristãos em tais festas. (W. W. W.) (Ver Festas de Amor.)

Agastya (Sânsc.) – Nome de um grande Richi muito venerado na índia meridional, reputado autor de hinos do Rig-Yeda e her6i esclarecido do Ramâyana. A literatura tamil crê que foi o primeiro instrutor dos dravidianos na ciência, religião e filosofia, É também o nome da estrela “Canopus”.

Agathodaemon (Gr.) O Espírito bom, benéfico, em contraposição ao mau, Kakodoemon. A “Serpente de bronze” da Bíblia é o primeiro. As serpentes voadoras de fogo são um aspecto do segundo. Os ofitas davam o nome de Agathodcemon ao Logos e Sabedoria Divina, que nos Mistérios Bacanais era representado por uma serpente colocada no alto de um mastro.

Agathon (Gr.) – A divindade suprema de Platão. Literalmente: “o Bom”, nosso Alaya ou “Alma Universal”.

Aged (Cab.) – Um dos nomes cabalísticos do Sephira, chamado igualmente a Coroa ou Kether.

Agla (Hebr.) – Esta palavra cabalística é um talismã composto das iniciais das quatro palavras: Ateh Gibor Leolam Adonai, que significa “Tu és poderoso desde sempre, oh Senhor”. MacGregor assim o explica: “A, Q primeiro; A, o último; G, a trindade na unidade; L, a consumação da Grande Obra”. (W. W. W.)

Agneya (Sânsc.) – Originado ou nascido do fogo (Agni); relativo ao fogo.

Agneyastra – Ver Agnyastra.

Agni (Sânsc.) – Fogo e também o Deus do Fogo nos Vedas; o mais antigo e venerado dos Deuses na índia. É uma das três grandes divindades: Agni, Vâyu e Suurya, e também as três juntas, pois constitui o aspecto triplo do fogo: no céu, como Sol (Surya); na atmosfera, o ar (Vayu), como Raio; na Terra, como fogo comum (Agni). Agni fazia parte da primitiva Trimãrti (trindade) védica antes que fosse concedido a Vishnu um lugar de honra e antes que fossem inventados Brahmâ e Siva. [Agni, fogo. Nome do éter luminffero, também chamado de Tejas Tattva, o elemento radical da Natureza, correspondente ao 6rgão da visão. Sua cor é o vermelho. De sua combinação com outros Tattvas resultam as outras cores. (Rãma PrasM.)] ” .

Agni Bâhu (Sânsc.)- Um filho místico de Manu Swâyambhuva, “o Nascido por Si Mesmo”.

Agni Bhû (Agni Bhuvah) (Sânsc.)- Literalmente: “Nascido do Fogo”. Este termo aplica-se às quatro raças de Kchatriyas (segunda casta ou guerreira), cujos antecessores, dizia-se, teriam surgido do fogo. Agni-bhú é o filho de Agni, Deus do Fogo, e equivale a Kãrui- Keya, Deus da Guerra. (Ver Doutrina Secreta, 11, p, 580, ed, inglesa, ou então 507-8 da ed, espanhola.)

Agni-dhâtu Samâdhi (Sãnsc.) – Um tipo de contemplação, na prática Yoga, no qual a Kundalini (ver) é exaltada ao extremo e o infinito surge como um mar de fogo. Uma condição extática.

Agni-Hotri (Sânsc.) – Sacerdotes do Deus do Fogo na antiguidade ariana. O termo Agni-hotra significa sacrifício em honra de Agni.

Agni-loka (Sânsc.) – A região de Agni. “A brilhante esfera luminosa, que há nos olhos, é conhecida pelo nome de Agni-loka..” (Uttara GM, 11, 20.)

Agni-ratha (Sânsc.) – Literalmente, “veículo ou carro de fogo”. Uma espécie de máquina voadora. Fala-se dela nas antigas obras de magia da índia e nos poemas épicos.

Agnishwâttas (Sânsc.)- Um tipo de Pitris, os criadores da primeira raça etérea de homens. Nossos antecessores solares, em contraposição aos Barhichads, Pitris ou antecessores lunares, por mais que seja explicado de maneira diferente nos Purãnas, [Os Agnishwãuas são os Kumãras, conhecidos igualmente pelo nome de “Senhores da Chama”, “Filhos do Fogo”, “Dhyânis do Fogo”, “Pitris dos Devas”, ”Triângulos”, “Coração do Corpo”. A. Besant inclui os Agnishwtâttas entre a sexta das grandes Hierarquias de Seres Espirituais, que regem o sistema solar. (Ver Genealogia do Homem, pp. 13-14.) São os que figuravam na cabeça da evolução da segunda Cadeia Planetária (“Corpo de Luz” de Brahmâ) e, na atualidade, como igualmente fazem as outras “Hierarquias Criadoras”, contribuem para a evolução das raças humanas, dando-lhes os “princípios intermediários”, ou seja, os princípios mentais através dos quais o ffsico se põe em contato com o espiritual. Os Agnishwâttas, portanto, pertencem à grande classe dos Seres Celestiais designados pelo nome de Mânasa-putras ou Filhos da Mente. (P. Hoult)]. Segundo J. Dowson (Classical Dictionary), constituem uma ordem de deuses funerários, filhos de Marichi, que, quando viviam na Terra, não conservavam seus fogos domêsncos ou de sacrifício. Tais seres são identificados com as estações do ano.

Agnoia (Gr.) – Literalmente, “privado ou despossuído de razão”; “irracionalidade”, quando se fala da Alma Universal. Segundo Plutarco, Pitágoras e Platão dividiam a alma humana em duas partes (o manas superior e”inferior): a racional ou noética e a irracional ou agnoia. Algumas vezes escrita como annoia.

Agnóstico (Gr.) – Palavra que Huxley pretende ter inventado para designar aquele que não crê em coisa alguma que não possa ser demonstrada pelos sentidos. O agnóstinco é aquele que crê inacessível o absoluto ao ser humano que, portanto, deve ficar na duvida no que se refere aos grandes problemas metafísicos. As posteriores escolas do agnosticismo dão definições mais filosóficas do termo.
[Nota da Escola de Espiritualidade Espírito Infinito: este termo é comummente utilizado para designar uma pessoa que por um lado não crê em Deus mas por outro também não nega a Sua existência, ou seja, alguém que não consegue formar uma convicção que penda para umas das posições opostas]

Agnyâna – Ver Ajnâna.

Agnyastra (Agneyastra = Agni-astra) (Sânsc.) – “Armas de Fogo”. – Armas ígneas de lançamento ou flechas de fogo empregadas pelos Deuses nos Purânas exotéricos e no Mahãbhãrata. As armas mágicas que, diz-se, foram manejadas pela raça dos Adeptos (a quarta), atlantes. Esta “arma de fogo” foi dada por Bharadwâja a Agniveza, filho de Agni, e Agniveza deu-a a Drona, embora o Vishnu-Purâna contradiga este acerto, dizendo que o sábio Aurva deu-a ao rei Sagara, seu chela (discípulo). Tais armas são frequentemente mencionadas no Mahãbhãrata e no Rãmâyana, [Ver Astras.]

Agra-sandhâni (Sânsc.) [O registro de Yama.] Os “Assessores” ou Regístradores, que lêem, no ato do juízo de uma alma desencamada, o registro de sua vida no coração da própria alma. São quase iguais aos Lipikas da Doutrina Secreta. (Ver Doutrina Secreta, I, p. 105, ed, inglesa.)

Agruero ou Agruerus – Antiquuíssimo deus fenício, O mesmo que Saturno.

Água – O princípio primeiro das coisas, segundo Thales e outros filósofos antigos. Não é a água do plano material, mas apenas seu sentido figurado. Expressa o fluido potencial contido no espaço infinito, simbolizado no Antigo Egito, por Kneph, o deus “não-revelado”, representado sob a figura da serpente (emblema da eternidade) circundando um jarro de água. “E o Espírito de Deus cobiçava a face das águas” (Gênese, 1:2). O orvalho de mel, alimento dos deuses e das abelhas criadoras no Iggdrasil, cai durante a noite sobre a árvore da vida, sendo proveniente das “águas divinas, lugar nativo dos deuses”. Pretendem os alquimistas que a terra pré-adâmica, ao ser reduzida a sua primeira substância pelo Alkahest, é semelhante à água clara. O Alkahest é “o um e indivisível”, a água, o primeiro princípio, na segunda transformação.

Água benta – Seu emprego é um dos mais antigos rituais praticados no Egito, de onde passou para a Roma pagã. Acompanhava o rito do pão e do vinho. “O sacerdote egípcio aspergia com água benta as imagens de seus deuses, bem como seus fiéis. Vertiase e aspergia-se com tal água. Descobriu-se um hissopo, que se supõe ter sido usado para este fim, como em nossos dias.” (Bonwick, Fé Egípcia) No que se refere ao pão, “as tortas de Isis… eram colocadas sobre o altar”. Gliddon diz que eram “idênticas na forma ao pão consagrado ias Igrejas Romana e Oriental”. Melville assegura-nos que “os egípcios marcavam este pão bento com a cruz de Santo André. Partiam o pão consagrado antes dos sacerdotes o distribuírem ao povo e supunham que se transubstanciava em carne e sangue da Divindade, operando-se este milagre pela mão do sacerdote oficiante, que benzia o pão. Rougé diz que as oferendas de pão levavam a impressão dos dedos, o sinal da consagração”. (Idem, p. 418) (Ver também: Pão e vinho.)

Águia – Este símbolo é um dos mais antigos. Entre os gregos e persas, a águia era consagrada ao Sol. Com o nome de Ah, os egípcios a consagraram a Hórus e os coptas rendiam-lhe culto sob o nome de Aham. Os gregos consideravam-na como o emblema sagrado de Zeus e os druidas como o do supremo Deus. Este símbolo chegou a nossos dias, quando (a exemplo do pagão Marius que, no séc. II a.C., usava a águia de duas cabeças como insígnia de Roma) as cabeças coroadas da Europa consagraram a si mesmas e seus descendentes a rainha dos ares provida de duas cabeças. Jüpiter contentava-se com a águia de uma cabeça, bem como o Sol. As casas reais da Russia, Polônia, Austria e Alemanha adotaram a águia de duas cabeças como divisa.

Aham (Sânsc.) – “Eu”, a base do Ahankâra (aham-kãra, individualismo, egoísmo).

Ahamkãra – Ver Ahankâra.

Ahan (Sânsc.) – “Dia”, o Corpo de Brahmâ, nos Purânas.

Ahankâra ou Ahamkâra (Sânsc.) – O conceito de “Eu”, a consciência de si mesmo ou auto-identidade; o sentimento da própria personalidade, o “Eu”, o egoísta e mâyâvico princípio do homem, devido à nossa ignorância, que separa nosso “Eu” do Eu Unico universal. A individualidade, o orgulho, o egoísmo, o sentimento do eu, consciência do eu ou ser pessoal. É o princípio em virtude do qual adquirimos o sentimento da própria personalidade, a noção ilusória de que o não-Eu (corpo, matéria) é o Eu (Espírito), isto é, que somos, trabalhamos, divertimo-nos, sofremos etc., referindo todas as ações ao Eu, que é inativo, imutável e mero espectador de todos os atos da vida.

Âhavaniya (Sânsc.) – Um dos três fogos, que eram mantidos na antiga casa hindu. (Râma Prasãd)

Aheie (Hebr.) – Existência. O que existe; correspondente ao Kether e ao Macroprosopo.

Ah-hi (Sen.), Ahi (Sânsc.) – Serpentes. Dhyan-Chohanes, “Serpentes Sábias” ou Dragões da Sabedoria.

Ahi (Sânsc.) – Serpente. Um nome de Vritra, o demónio védico da seca.

Ahimsâ (Sânsc.) -[não violência] Inocuidade, inocência, mansuetude. Uma das virtudes cardinais dos hindus. Respeito absoluto atodo ser vivo. Os jainistas, em particular, consideram “nada matar” como a própria essência da sabedoria.

Ahriman (Per.) – No Zoroastrismo, é o princípio e personificação do mal; o Senhor dos Espíritos Malignos. (Ver Angra Mainyu.) “Ahriman é a sombra manifesta de Ahura Mazda (Asura Mazda), procedente por sua vez do Zernãna Akerna, o círculo ilimitado do Tempo, da Causa Desconhecida” (Doutrina Secreta, 11,512).

Ahti (Esc.) – O “Dragão” nos Eddas,

Ahu (Esc.) “Um” e o Primeiro.

Ahum (Zend.) – Os três primeiros princípios da constituição setenária do homem, segundo o Avesta: o corpo grosseiro vivente e seus princípios vital e astral.

Ahura (Zend.) O mesmo que Asura, o santo, o semelhante ao alento. Ahura Mazda, o Ormuzd dos zoroastrianos ou parsis, é o Senhor que confere luz e inteligência, cujo símbolo é o Sol (ver Ahura Mazda) e cujo aspecto obscuro é Ahriman, forma europeia de Angra Mainyu (ver).

Ahura Mazda (Zend.) – A Divindade personificada, o Princípio da Divina Luz Universal dos Parsis. O Ahura ou Asura, alento “espiritual, divino”, no mais antigo Rig Veda, foi degradado pelos brahmanes ortodoxos em A-sura, não-deuses, da mesma forma que os masdeístas degradaram os devas (deuses) hindus em daeva (demónios).

Ahusal (Alq.) – É o enxofre filosófico e não o enxofre comum, como mal o interpretou a maioria dos químicos, que também o denominavam de Akibot, Alchimit.

Ahuta (Sãnsc.) – Adoração ou prece sem oferenda.

Âhuti (Sãnsc.) – Oblação.

Aiar (Alq.) – Pedra bórica.

Aidoneo, Aidoneus (Gr.) – O Deus e Rei do mundo inferior; Plutão ou Dionysos Chthonios (subterrâneo).

Aij Taion – A divindade suprema dos yakootos, tribo da Sibéria setentrional.

Ain (Hebr.) – O existente em estado negativo; a divindade em repouso e absolutamente passiva. (W. W. W.)

Aio-Aior (Cald.) – O uúníco “Existente por si mesmo”, nome místico com o qual se designa a substância divina (cósmica). (W. W. W.)

Aiodri (Sãnsc.) – Esposa de Indra.

Aiodriya (Sãnsc.) – O Indranf, Indriya; Sakti. Aspecto feminino ou “esposa” de Indra.

Aiodriyaka – Ver Criação.

Ain Soph (Hebr.) – O “Ilimitado” ou Infinito; a Divindade que emana e se expande. (W. W. W.) Na Cabala, o Ancião dos Anciãos; o Eterno; a Causa Primeira. Ain Soph também pode ser escrito como En Soph e Ain Suph, pois ninguém nem qualquer dos rabinos está totalmente certo a respeito de suas vogais. Na metaffsica religiosa dos antigos fIlósofos hebreus, o Princípio Uno era uma abstração (o mesmo que Parabrahman), embora os cabalistas modernos tenham conseguido, através da sofistica e paradoxos, convertê-lo em “Deus supremo” e nada mais. Porém, entre os cabalistas caldeus primitivos, Ain Soph era “sem forma ou ser”, sem “qualquer semelhança com outra coisa” (Franck, Die Kabbala, p, 126). Que Ain Soph jamais foi considerado como “Criador” prova-o um judeu tão ortodoxo quanto Filón, ao chamar de “Criador” o Logos, que é imediato ao “Um Ilimitado” e o “Segundo Deus”. “O Segundo Deus é sua Sabedoria (de Ain Soph)”, diz Filón (Quoest. et Solut.). A Divindade é Não-Coisa, é inanimada e, portanto, chamada Ain Soph, significando a palavra Ain Nada. (Ver a Kabbala de Franck, p, 153.)

Ain Soph Aur (Hebr.) – A Luz infinita que se concentra no primeiro e supremo Sephira ou Kether, a coroa. (W. W. W.)

Airiâvata (de irâvat, aquoso) (Sãnsc.) – Rei dos elefantes, assim qualifcado por ser a cavalgadura do deus Indra. Talvez represente uma nuvem, sobre a qual Indra, o deus das nuvens, aparece montado. (Thomson)

Airyamen Vaêgo (Zend.) – O Airyana Vaêgo: a Terra primitiva da bem-aventurança aludida no Vendidâd, onde Ahura Mazda entregou suas leis a Zoroastro (Spitama Zarathustra).

Airyana-ishejô (Zend.) – Nome de uma oração ao “santo Airyamen”, o aspecto divino de Ahrimao, antes que este se convertesse num negro poder antagônico, um Satã. Porque Ahriman é da mesma essência de Ahura Mazda, exatamente como Typhon-Seth é da mesma essência de Osíris (ver).

Aish (Hebr.) – Palavra utilizada para designar o “Homem”.

Aisvarikas – Ver Aizvarika.

Aitareya (Sãnsc.) – Nome de um âranyaka (Brãhmana) e um Upanishad do Rig- Veda. Algumas de suas partes são puramente vedantinas.

Aith-ur (Cald.) – Fogo Solar; Éter divino.

Aizvarika (de Îzvara) (Sãnsc.) – Escola deísta do Nepal, que elevou Âdi Buddha a deus supremo (Izvara), ao invés de considerar tal denominação apenas a de um princípio, um símbolo fIlosófico abstrato.
[Îzvara = Ishvara = Ishwara]

Aja (Sãnsc.) – “Inato”, “não-nascido”, não-criado. Epíteto que corresponde a muitos dos deuses primordiais da India [Brahmâ, Shiva, Vishnu], mas notadamente ao primeiro Logos, Irradiação do Absoluto no plano da ilusão.

Ajina (Sânsc.) – Pele, especialmente de cabra ou de antílope (Bhagavad-Gitâ, VI, 11).

Ajita (Sânsc.) – “Não-vencido”, “invicto”. Sobrenome de Vishnu.

Ajitas (Sãnsc.) – Um dos nomes ocultos dos doze grandes deuses, que se encarnam em cada Manvantara. Os ocultistas identificam-nos com os Kumâras, São denominados de Jiiãna (ou Gnâna) Devas. Constitui também uma forma de Vishnu no segundo Manvantara. De qualquer forma, são denominados Jayas.

Ajiva (Sânsc.) – Entre os jainistas, “sem vida” ou “sem alma”.

Ãjña (Sãnsc.) – Entre os yogis, é o sexto padma ou plexo (chakra) do corpo. Está situado entre as sobrancelhas.

Ajñna (Ajnâna ou Agnyana) (Sãnsc.) ou Agyana (Beng.) – Não-conhecimento, falta de conhecimento, melhor do que “ignorância”, “insisência”, como é geralmente traduzido.

Ajñânî (Ajnâni) significa “profano”.

Ajya (Sãnsc.) – Manteiga clarificada ou fundida; azeite, leite empregado no sacrificio.

Akar (Eg.) – Nome próprio daquela divisão do Ker-neter, regiões infernais que podem ser chamadas de inferno. (W. W. W.)

Akâra (Sãnsc.) – A letra ou vogal A.

Akarma (Sãnsc.) – Falta de ação; não-ação.

Akârya (Sãnsc.) – “Não-dever”, pecado, delito, má ação; aquilo que não deve ser feito.

Akasmika (Sãnsc.) – “Sem causa”; fortuito, acidental, casual.

Akâza (Âkâsa ou Âkasha) (Sãnsc.) – [Espaço, éter, o céu luminoso.] A sutil, supersensível essência espiritual, que preenche e penetra todo o espaço. A substância primordial, erradamente identificada com o Éter, visto que é em relação ao Eter aquilo que é o Espírito em relação à matéria ou o Âtma em relação ao Kâmaruûpa. Na realidade, é o Espaço Universal em que está imanente a Ideação eterna do Universo em seus aspectos sempre cambiantes sobre os planos da matéria e da objetividade e do qual procede o Logos, ou seja, o “Verbo” ou “linguagem” em seu sentido místico. No mesmo sacrifício (o Jyotishtoma, Agnishtoma) chama-se “Deus Âkâza”. Nestes mistérios pertencentes ao sacriffcio, Akâza é o Deva onipotente que o dirige e desempenha o papel de Sadasya, o superintendente dos efeitos mágicos da cerimônia religiosa. Tinha, na Antiguidade, designado seu hotri (sacerdote) próprio, que tomava seu nome. O Akâza é o agente indispensável de todo krityâ (operação mágica), religiosa ou profana. A expressão “excitar o Brahmâ” significa despertar o poder que jaz latente no fundo de toda operação mágica, po~ os sacrifícíos védicos são, na realidade, apenas cerimônias mágicas. Este poder é o Akdza – sob outro aspecto Kundalini -, eletrícidade oculta, o alkahest dos alquimistas (num certo sentido) ou o dissolvente universal, a mesma Anima mundi no plano superior, como a Luz Astral no inferior. “No ato do sacrifício, o sacerdote é penetrado pelo espírito de Brahmâ; durante a cerimônia é o próprio Brahmâ”, (Ísis sem Véu)
[Âkâza é a substância viva primordial correspondente, de alguma forma, à concepção do éter cósmico, que penetra no sistema solar. Todas as coisas, por assim dizer, são Akaza condensado, que se tomou visível através da mudança de seu estado supra-etéreo numa forma concentrada e tangível, e todas as coisas da Natureza podem ser, outra vez, resolvidas em Âkâza e tomarem-se invisíveis, mudando para repulsão o poder de atração, que mantinha seus átomos unidos; porém, há uma propensão dos átomos, que já constituíram alguma coisa, a ter novamente a união na ordem anterior e reproduzir a mesma forma, e uma forma pode, pela aplicação da mesma lei, ser aparentemente destruída para, logo em seguida, ser reproduzida novamente. Esta tendência encontra-se no caráter da forma conservada na Luz Astral. (F. Hartmann)]
[Âkâza é o nome do primeiro Tattwa (Âkaza-Tattva), o éter sonífero, É um Tattva importantíssimo, todos os demais dele derivam e vivem e trabalham nele. Todas as formas e ideias do universo nele vivem. Não há coisa viva no mundo que não seja precedida ou seguida de Âkâza. Este é o estado do qual podemos esperar que saia imediatamente qualquer outra substância e qualquer outro Tattva ou, mais estritamente, no qual toda coisa existe mas não é vista. (Râma Prasâd)]

Âkâza-vâni (Sânsc.) – “Palavra ou discurso que vem do céu”. Uma manifestação divina na qual a revelação efetua-se através do som. (P. Hoult)

Akbar – O grande imperador mongol da índia, célebre protetor das religiões, artes e ciências; o mais liberal de todos os soberanos muçulmanos. Nunca houve um governante de maior tolerância e ilustração do que o imperador Akbar na índia ou emqualquer outro país mahometano.

Akchamâlâ (Sânsc.)- Esposa de Vasichtha(Mânava-dharma-zâstra).

Akchara (Akshara) (Sânsc.) – [Som, palavra, especialmente a palavra sagrada OM]. Indívísível, indestrutível, imperecível, eterno, imutável, sempre perfeito; o Absoluto, a Deidade suprema, Brahma.

Akhanda (Sânsc.) – Sem divisões”, inteiro.

Akhu (Eg.) – Entre os egípcios, “inteligência”.

Akiba (Hebr.) – O único dos quatro Tanaim (Profetas Iniciados) que, depois de entrar no Jardim das Delicias (das Ciências Ocultas), conseguiu ser iniciado, enquanto os outros três fracassaram. (Ver Acher e Rabinos Cabalistas).

Akilibat ou Alotin (Alq.) – Segundo Planiscompi, é a terebintina.

Akshara – Ver Akchara.

Akta (Sânsc.) – “Ungido”. Título de Twachtri ou Vizvakarman, o supremo “Criador” e Logos no Rig- Veda. É denominado “Pai dos Deuses” e “Pai do Fogo Sagrado”.
[Também o Sol é designado dessa maneira (é produtor de formas)] (Ver Doutrina Secreta, lI, p. 101,nota.)

Akûpâra (Sãnsc.) – A Tartaruga. A tartaruga simbólica sobre a qual, diz-se, a Terra repousa.

Al ou El (Hebr.) – Este nome da divindade é comumente traduzido como “Deus” e significa: poderoso, supremo. O plural da palavra é Elohim, igualmente traduzido na Bíblia pela palavra Deus, no singular. (W. W. W.)

Alabari ou Airazat (Alq.) – Chumbo dos filósofos, ao qual também denominam de Coração de Saturno. É propriamente a matéria da Arte, retirada dá raça de Satumo.

Al-ait (Fen.) – O Deus do Fogo. Um nome antigo e muito místico no ocultismo copta.

Âlambana (Sãnsc.) – Apoio, sustentação, substrato. Nos Aforismos de Patañjali (111,20) parece significar o objeto ou pensamento que ocupa a mente.

Alambucha (Alambusha) ou Alammukha (Sãnsc.) – Segundo dizem, um tubo ou canal do corpo humano que se abre na boca; portanto, é o tubo digestivo. (Râma Prasãd)

Alaparus (Cald.) – Segundo rei divino da Babilônia, que reinou “três sari”, O primeiro rei da dinastia divina foi Alorus (segundo Beroso), Foi “o designado Pastor do Povo” e reinou por dez sari (ou seja, 36.000 anos, pois o saras equivale a 3.600 anos).

Alayn (Sãnsc.) – A Alma Universal ou Anima Mundi. (Ver Doutrina Secreta, I, 80 e seguintes). Este nome pertence ao sistema tibetano da Escola Contemplativa Mahâyâna. Idêntico ao Akaza em seu sentido místico e à Mulaprakriti, em sua essência, como base e raiz que é de todas as coisas. [Alaya é a “Alma-Mestre”, a Alma Universal ou Âtman. da qual todo homem tem dentro de si um raio, com o qual pode identificar-se e no qual pode subsumir-se, (Voz do Silêncio, 11)](Ver Anima Mundi.)

Alba Petra (Lat.) – A “pedra branca” da Iniciação. A “cornalina branca” meneionada na Revelação (Apocalipse] de São João.

Alceani (Alq.) – Termo da Ciência Hermética. É a mudança da forma superficial dos metais, como a dealbação de Vênus, que é uma falsa tintura de lã ou prata etc. (PIaniscampi).

Al-Chazari (Ár.) – Príncipe, filósofo e ocultista. [Ver Livro de Al-Chazari.]

Álcool (Alq.) – A substância de um corpo livre de toda matéria terrestre; sua forma etérea ou astral. (F. Hartmann) É aquilo que os químicos denominam de “Espírito”, Paracelso dá também este nome aos pós muito sutis, tais como a flor da farinha, quando sem mistura.

Alcyone (Gr.) ou Halcyone – Filha de Éolo e esposa de Ceyx, que morreu afogado num naufrágio, ao fazer uma viagem para consultar o oráculo, e em seu desespero ela se atirou ao mar. Esta prova de fidelidade excitou a clemência dos deuses, que transformaram ambos em alcíones, Diz-se que a fêmea põe seus ovos no mar e o mantém tranquilo durante os sete dias que antecedem e os sete que se seguem ao solstício de inverno. Em ornitomancia, isso tem um significado muito oculto.

Alecharit (Alq.) – Mercúrio comum e não vulgar, mas aquele dos filósofos.

Alectromancia (Gr.) – Adivinhação através de um galo ou outra ave. Traçava-se um círculo, que era dividido em casinhas, cada uma das quais correspondendo a uma letra. Espalhava-se cereal sobre as casas e anotavam-se as sucessivas divisões marcadas com letras, das quais a ave comia o cereal. (W. W. W.)

Alento (O Grande) – Atividade divina.

Alethae (Fen.) – “Adoradores do Fogo”, de Al-ait, Deus do Fogo. O mesmo que os Cabires (Kabires) ou Titãs divinos. Como as sete emanações de Agruerus (Saturno), relacionam- se com os deuses ígneos, solares e “da tempestade” (Maruts).

Aletheia (Gr.) – Verdade. Também Alethia, uma das nutrizes de Apolo, [Mais genericamente: Desvelação.] M.P.

Alexandrina (Escola) – Ver Escola.

Alhim (Hebr.) – Ver Elohim.

Alias (Alq.) – O mesmo que vaso.

Alinga (Sânsc.) – “Sem marca ou distintivos”; indiferenciado; indissolúvel, aquele que não pode resolver-se em nenhuma outra coisa. Nos Aforismos de Patañijali (I, 45) este termo é aplicado ao Pradhãna ou Prakriti, matéria original não-diferenciada.

Alkabest (Ár.) – O solvente universal da Alquimia (ver Alquimia). Porém, no misticismo, é o Eu Superior, a união que faz da matéria (chumbo) ouro, e resolve todas as coisas compostas, tais como o corpo humano e seus atributos, em sua essência primitiva.
[O Alkahest é um elemento que dissolve todos os metais e pelo qual todos os corpos terrestres podem ser reduzidos a seu ser primitivo ou matéria-prima (Âkâza) de que são formados. É uma potência que trabalha nas formas astrais (ou almas) de todas as coisas, capaz de mudar a polaridade de suas moléculas e, portanto, dissolvê-las. O mágico poder do livre-arbítrio ou vontade livre é o aspecto mais elevado do verdadeiro Alkahest. Em seu aspecto mais inferior, é um fluido invisível, que pode dissolver todos os corpos, fluido este ainda desconhecido da química moderna. (F. Hartmann)]

Allan Kardec – Pseudônimo do fundador da escola espírita francesa, cujo nome verdadeiro era Rivaille. Foi quem colecionou e publicou as revelações feitas, em estado de transe, por certos médiuns e, entre os anos de 1855 e 1870, utilizou-as para desenvolver uma “filosofia”.

Alma – Psyche ou nephesh da Bíblia; o princípio vital ou sopro de vida que todo o animal, desde o infusório, compartilha com o homem. Na Bíblia traduzida, tal palavra significa indistintamente vida, sangue e alma. “Não matemos seu nephesh”, diz o texto original; “não o matemos”, traduzem os cristãos (Gênese, XXXVII, 21) e assim sucessivamente. [A Alma, ou seja, o homem propriamente dito, é o intelecto humano, o elo entre o Espírito Divino do homem e sua personalidade inferior. Éo Ego, o Indivíduo, o Eu, que se desenvolve através da evolução. Na linguagem teos6fica, é o Manas, o Pensador. A mente é a energia do mesmo, trabalhando dentro das limitações do ·cérebro físico. (A. Besant, Sabedoria Antiga.)] (Ver Anima e Antahkarana.]

Almadel, o Livro – Tratado de teurgia ou magia branca escrito por autor europeu desconhecido, na Idade Média. Não raro encontramo-lo em volumes manuscritos chamados Clavículas de Salomão. (W. W. W.)

Alma-diamante – Vairasattva. É um título do Buddha supremo, o “Senhor dos Mistérios”, chamado Vajradhara e Âdi-Buddha. (Voz do Silêncio)

Alma do Mundo – Ver Anima Mundi.

Almakist (Alq.) – Litargírio. [óxido de chumbo]

Alma-hilo – Ver Sutrãtmã.

Alma-Mestre – Ver Alaya.

Alma plástica – Termo utilizado-no ocultismo em relação ao Linga Sharira ou corpo astral do quaternário inferior. É denominado de “Alma plástica” ou “protea” por seu poder de assumir qualquer forma e modelar-se segundo qualquer imagem impressa na Luz Astral que o rodeia ou na mente dos médiuns ou das pessoas presentes nas sessões de materialização. O Linga Sharira não deve ser confundido com .o mâyâvi-ruupa ou “corpo de pensamento”, ou seja, a imagem criada pelo pensamento e vontade de um adepto ou feiticeiro, porque, enquanto a “forma astral” ou Linga Sharira é uma entidade real, o “corpo mental ou de pensamento” é uma ilusão passageira, criada pela mente.

Alma Protea – Nome empregado para designar o Mãyãvi-ruupa ou “corpo mental”; a forma astral mais elevada que assume todas as formas e cada forma de acordo com a vontade do pensamento do adepto. (Ver Alma plástica.)

Almarcat (Alq.) – Litargírio ou Fezes-de-ouro.

Almargaz (Alq.) – Chumbo reduzido a litargírio dentro do cadinho.

Almeh – Ver Nautches.

Alogos (Gr.) – O princípio irracional, em contraposição ao Logos ou razão.

Âlokana (Sãnsc.) – De aloche, ver, perceber, considerar. Na filosofia sânkhya, é a vaga sensação das vibrações do mundo físico ao trabalhar sobre a consciência.

Alombari (Alq.) – Chumbo queimado. (Planiscampi)

Alos (Alq.) – Sal em geral.

Aloset (Alq.) -Mercúrio dos filósofos.

Alpha Polaris (Lat.) – O mesmo que Dhruva, a Estrela Polar de 31.105 anos atrás.

Alquimia – Em árabe Ul-Khemi é, como o nome indica, a química da Natureza. Ul- Khemi ou Al-Kímia, seja como for, é apenas uma palavra arabizada tomada do grego chemeia, de chumos (sumo), suco extraído de uma planta. Diz o Dr. Wynn Wescott: “o uso primitivo do termo atual Alquimia encontra-se nas obras de Julio Firmicus Maternus, que viveu nos tempos de Constantino, o Grande. A Biblioteca Imperial de Paris possui o mais antigo tratado de Alquimia existente na Europa; foi escrito em grego por Zózimo, o Panopolitano, cerca de 400 anos d.C. O tratado que o segue em antiguidade deve-se a Eneas Gazeus, 480 anos d.C.”. A alquimia trata das forças mais sutis da Natureza e das diversas condições em que operam. Pretendendo, sob o véu da linguagem mais ou menos artificial, comunicar aos não-iniciados a parte do Mysterium Magnum que pode ser posta com segurança nas mãos de um mundo egoísta, o alquimista estabelece como primeiro princípio a existência de um certo Solvente Universal, através do qual todos os corpos compostos podem ser resolvidos na substância homogênea da qual foram produzidos, substância esta que recebe o nome de “ouro puro” ou summa materia. Este solvente, também denominado menstruum universale, tem a virtude de expelir do corpo humano todo germe de enfermidade, de renovar a juventude e prolongar a vida. É o Lapis philosophorum ou Pedra Filosofal. A Alquimia penetrou na Europa através de Geber, o grande sábio e filósofo árabe, no oitavo século de nossa era. Porém, era conhecida e praticada há muitos séculos na China e no Egito. Inúmeros papiros sobre Alquimia e outras provas, que demonstram ter sido este o estudo favorito de reis e sacerdotes, foram exumados e conservados sob o nome genérico de tratados herméticos. (Ver Tabula Smaragdina.) A Alquimia é estudada sob três aspectos diversos, suscetíveis de interpretações distintas, e que são: o Cósmico, o Humano e o Terrestre. Estes três métodos são representados pelas três propriedades alquímicas: enxofre, mercúrio e sal. Muitos autores afirmaram que há três, sete, dez e doze procedimentos respectivamente; porém, todos concordam em que há apenas um único objetivo na Alquimia, que é a transmutação em ouro dos metais mais grosseiros. Contudo, no que se refere ao que é realmente esse ouro, muito poucos o sabem com exatidão. Não resta dúvida de que existe na Natureza uma transmutação dos metais mais vis naquele mais nobre, ou seja, o ouro. Porém este é apenas um dos aspectos da Alquimia, o terrestre ou puramente material, pois compreendemos logicamente que o mesmo processo seja executado nas entranhas da Terra. Contudo, além desta interpretação, há na Alquimia um significado simbólico, puramente psíquico e espiritual. Enquanto o alquimista cabalista procura a realização do primeiro, o alquimista ocultísta, desdenhando o ouro das minas, volta toda a sua atenção e concentra todos os seus esforços unicamente na transmutação do quaternário inferior na divina trindade superior do homem, que, quando frnalmente se fundem, formam apenas um. Os planos espiritual, mental, psíquico e físico da existência humana são comparados, em Alquimia, aos quatro elementos: fogo, ar, água e terra, e cada um deles é suscetível de uma constituição tripla, a saber: fixa, variável e volátil. Pouco ou nada sabe o mundo a respeito da origem deste ramo arcaico da filosofia, porém, sem dúvida, é anterior à construção do Zodíaco conhecido e, como se relaciona às forças personificadas da Natureza, é também, provavelmente, anterior a todas as mitologias do mundo. Também não há a menor dúvida de que o verdadeiro segredo da transmutação (no plano físico) era conhecido na Antiguidade e perdeu-se antes da aurora do chamado período histórico. A química moderna deve à Alquimia seus melhores descobrimentos fundamentais, porém, omitindo o inegável axioma desta última, de que não existe mais que um único elemento no Universo, a química classificou os metais entre os elementos e, até hoje, não se deu conta desse erro crasso. Até alguns enciclopedistas veêm-se obrigados a confessar que, se a maior parte dos relatos de transmutação são falazes ou ilusórios, “todavia alguns deles têm testemunhos que os fazem prováveis… Através da pilha galvânica, descobriu-se que mesmo os álcalis têm uma base metálica. A possibilidade de se obter metal a partir de outras substâncias, que contenham os ingredientes que o compõem, e de transmutar um metal em outro… deve, portanto, ser deixada sem resolução. Também não se deve considerar como impostores todos os alquimistas. Muitos deles trabalharam tendo a convicção de atingir seu objetivo, com incansável paciência e pureza de coração, coisa que os verdadeiros alquimistas recomendam como principal requisito para o bom êxito de suas operações”. (Enciclopédia Popular)
[A Alquimia é a ciência pila qual as coisas podem não apenas ser decompostas e recompostas (como se faz em química), mas também sua natureza essencial pode ser transformada e elevada ao mais alto grau ou ser transmutada em outra. A química trata apenas da matéria morta, enquanto a Alquimia emprega a vida como fator. Todas as coisas têm natureza tríplice, da qual sua forma material e objetiva é sua manifestação inferior. Assim é que, por exemplo, há ouro espiritual, imaterial; ouro astral etéreo, fluido e invisível, e ouro terrestre, sólido, material e visível. Os dois primeiros são, digamos assim, o espírito e a alma do último e, empregando os poderes espirituais da alma, podemos produzir mudanças neles, a fim de que se tornem visíveis no estado objetivo. Certas manifestações exteriores podem ajudar aos poderes da alma em sua operação. Porém, sem os segundos, as manipulações serão totalmente inúteis. Portanto, os procedimentos alquímicos podem ser utilizados com êxito unicamente por aquele que é alquimista nato ou por educação. Sendo todas as coisas de natureza trfplice, a Alquimia também apresenta um aspecto triplo. No aspecto superior, ensina a regeneração do homem espiritual, a purificação da mente e da vontade, o enobrecimento de todas as faculdades anímicas. No aspecto mais inferior, trata das substâncias ffsicas e, abandonando o reino da alma viva e descendo à matéria morta, termina na química de nossos. dias. A Alquimia é um exercício do poder mágico da livre vontade espiritual do homem e, por esta razão, pode ser praticada apenas por aquele que renasceu espiritualmente. (F. Hartmann)]

Alquimistas – Palavra derivada de Al e Chemi, fogo, ou o deus e patriarca, Kham, também nome do Egito. Os Rosacruzes dos tempos medievais, tais como Roberto de Fluctibus (Robert Fludd), Paracelso, Thomas Vaughan (Irineu Filaleto), Van Helmont e outros eram todos alquimistas, que buscavam o espírito oculto em toda matéria inorgânica. Algumas pessoas, melhor diremos, a maioria acusou os alquimistas de charlatães e impostores, Com toda certeza, homens como Roger Bacon, Agrippa, H. Khunrath e o árabe Geber (o primeiro a introduzir na Europa alguns dos segredos da química) dificilmente podem ser qualificados de impostores e muito menos de loucos. Os modernos atomistas, discípulos da teoria de John Dalton, esquecem que este se baseou nas doutrinas de Demócrito de Abdera e que este era alquimista. É claro que uma inteligência capaz de penetrar tão profundamente nas secretas operações da Natureza, numa determinada direção, devia ter tido boas razões para estudar e chegar a ser um filósofo hermético. O. Borrichio diz que a pátria da Alquimia deve ser procurada em tempos mais remotos. (Isis sem Véu).

Alswider (Esc.) – “Velocíssimo” • Nome do cavalo da Lua, nos Eddas.

Altafoc (Alq.) – Cânfora

Altambus (Alq.) – Pedra vermelha ou pedra do sangue humano; é o elixir filosófico.

Altruísmo – Derivação da palavra latina alter, outro. Qualidade oposta ao egoísmo,.Ações que visam o beneficio do próximo e não o próprio.

Alucinações – Fenómeno algumas vezes produzido por desordens fisiológicas, outras pela mediunidade e outras por embriaguez. Porém, é preciso procurar a causa das visões em algo mais profundo. Todas as visões, especialmente quando causadas pela mediunidade, são precedidas por um relaxamento do sistema nervoso que, invariavelmente origina um estado magnético anómalo, atraindo para o paciente ondas de Luz Astral. É esta que produz as diversas alucinações, que nem sempre constituem sonhos vãos e ilusórios, como pretendem os médicos. Ninguém pode ver o que não existe (isto é, o que não está impresso) nas ondas astrais. Contudo, o vidente pode perceber objetos e cenas (passadas, presentes ou futuras), que não têm a menor relação consigo, e, além disso, perceber ao mesmo tempo várias coisas inteiramente não relacionadas entre si, produzindo, desta forma, as combinações mais grotescas e absurdas. O bêbado e o vidente, o médium e o Adepto vêem suas respectivas visões na Luz Astral. Porém, assim como o bêbado, o louco e o médium não-desenvolvido, ou então aquele que tem uma febre cerebral, vêem porque não o podem evitar e evocam suas visões de modo inconsciente, sendo incapazes de dominá-las, o Adepto e o Vidente treinado escolhem e dominam essas visões. Sabem onde fixar o olhar, como dar firmeza às cenas que querem observar e ver além dos envoltôrios superiores e exteriores da Luz Astral. Para os primeiros tais visões nas ondas são alucinações. Para os uultímos, são a reprodução fiel do que aconteceu, acontece ou acontecerá. Os vislumbres percebidos ao acaso pelo médium, bem como suas vagas visões naquela luz enganosa, transformam-se, sob a vontade do Adepto e do Vidente, em cenas fixas, representação fiel daquilo que deseja se apresente dentro do foco de sua percepção.

Aluech (Alq.)- O corpo puro espiritual (o Âtmâ). (F. Hartmann)
[Atma = Atman]

Alzafar (Alq.) – Cobre queimado.

Alze, Liber, de Lápide Philosóphico – Tratado alquímico escrito por um autor alemão desconhecido; data do ano de 1677. Deve ter sido reimpresso no Museu Hermético. Nele encontra-se o tão conhecido desenho de um homem com as pernas estiradas e o corpo oculto por uma estrela de sete pontas. Eliphas Lévi apresentou uma cópia do mesmo em uma de suas obras. (W. W. W.)

Ama (Hebr.) Amia (Cald.) – “Mãe”. Título de Sephira Binah, cujo “nome divino é Jeohvah” e que se chama “Mãe Suprema”.

Âma-bhú (Sânsc.) – Existência anímica ou que existe como alma. (Ver Alaya.) [O que existe por si mesmo, isto é, Brahmâ e outros deuses.]

Amânasa (Sãnsc.) – Os “destituídos de mente”; as primeiras raças deste planeta. Também certos deuses hindus.

Amara-Koza (Amara Kosha) (Sânsc.) – O “vocabulário imortal”. O mais antigo dicionário conhecido no mundo e o mais perfeito vocabulário de sânscrito clássico. Foi composto por Amara Sinha, sábio do segundo século.

Amarâvati (Sânsc.) – A cidade de Indra. “À esquerda do Suchumna [Sushumna] e próxima à ponta do nariz encontra-se a região de Indra, denominada Amarâvati” (Uttara-Gita, 11, 20).

Amarezvara (Sãnsc.) – “Senhor dos imortais” (amara-Izvara). Título de Vishnu, Shiva e Indra.

Ambâ (Sãnsc.) – “Mãe”. – Nome da maior das sete Plêiades, irmãs celestes, cada uma das quais casada com um Richi pertencente ao Saptarikcha ou os sete Richis da constelação conhecida como Ursa Maior. [É também o nome da mãe de Dhritarâshtra.]

Ambachtha (Sãnsc.) – Homem nascido de um brâhmane de uma vaizyâ.

Ambâlikâ (Sânsc.) – “Mãe”. Nome da mãe de Pându.

Ambaricha (Ambarisha) – O SoL É também um dos cinco infernos dos hindus. As qualídades do Apas Tattva ali se encontram em doloroso excesso.

Ambhâmsi (Sânsc.) – Nome do chefe dos Kumãras, Sanat-Sujâta, que significa “as águas”. Este epíteto toma-se mais compreensível ao recordarmos que a uultíma representação de Sanat-Sujâta foi Miguel Arcanjo, que, no Talmud, é denominado “Príncipe das Águas” e, na Igreja Católica Romana, é considerado o patrono dos golfos e promontórios. Sanat-Sujâta é o filho imaculado da mãe imaculada (Ambâ ou Aditi, caos e espaço) ou as “águas” do espaço sem fim. (Ver Doutrina Secreta, I, 460.)

Amdo (Tib.) – Uma localidade sagrada, a terra natal de Tson-kha-pa, o grande reformador tibetano e fundador dos Gelupka (capuzes amarelos). É considerado como um avatar de Amita-Buddha.

Amén – Em hebraico, esta palavra é formada pelas letras A M N = 1,40, 50 = 91, sendo similar a “Jehovah Adonai” = 10, 5, 6, 5 e 1,4,50, 10 = 91. É uma forma da palavra hebraica equivalente a “verdade”. Na linguagem comum, Amen significa “Assim seja”. (W. W. W.) Mas, na linguagem esotérica, Amén significa “o oculto”. Maneton de Sebennito diz que tal palavra significa o que está escondido e sabemos, por Hecateu e outros, que os egípcios empregavam o termo para invocar seu grande Deus de Mistério, Ammon (ou Ammas, o deus oculto), para que este se tomasse visível e a eles se manifestasse. Bonomí, célebre decifrador de hieroglifos, acertadamente denomina os adoradores de Ammon de “Amenoph”. Bonwick cita um autor que diz: “Ammon, o deus oculto, permanecerá oculto para sempre até que se manifeste antropomorficamente; os deuses que estão muito distantes são inúteis”. Amén recebe o título de “Senhor da festa da Lua nova”. Jehovah-Adonai constitui uma forma nova do deus de cabeça de carneiro, Amoun ou Amon (ver), que era invocado pelos sacerdotes egípcios sob o nome de Amén.

Amene (Alq.) – Sal marinho ou comum.

Amenti (Eg.) – Esotérica e literalmente, a morada de deus Amén ou Amoun, o deus secreto, “oculto”. Esotericamente, o reino de Osíris dividido em quatorze partes, sendo cada uma delas destinada a um fim relacionado com a vida futura do defunto. Entre outras coisas, em uma destas divisões encontra-se a Sala do Juízo, Era a “Terra do Ocidente”, a “Mansão Secreta”, a “Terra Tenebrosa” e a “Casa sem Porta”. Mas também significa Kerneter, a “Morada dos Deuses” e a “Terra dos Espíritos ou Sombras”, como o Hades (ver) dos gregos. Da mesma forma é a “Casa do Deus-Pai” (na qual há “muitas mansões”). As quatorze divisões compreendiam, entre outras coisas, Aanroo (ver), a sala das Duas Verdades, a Terra da Bem-Aventurança, Neter-xer, “o cemitério”, Otamerxer, “Campos de Silêncio Aprazível” e muitas outras salas e mansões místicas, tais como o Sheol dos hebreus, o Devachán dos ocultistas etc, Além disso, das quinze portas da morada de Osfris, há duas principais: a “porta de entrada” ou Rustu, e a “porta de saída” (reencarnação) ou Amh. Porém, não há no Amenti nenhum local que represente o inferno cristão ortodoxo. A pior de todas as salas é a Sala das Trevas e Sono eternos. Segundo Lepsius, os defuntos “dormem (ali) em formas incorruptíveis, não despertam para ver seus irmãos, não reconhecem nem pai nem mãe, seus corações nada sentem por suas esposas e filhos, Esta é a mansão do deus Totalmente Morto. Todos estremecem ao rogar- lhe, pois não escuta. Ninguém pode glorificá-lo, porque não olha aqueles que o adoram. Também não se importa com qualquer oferenda feita a ele”. Este deus é Decreto Kârmico; a Terra do Silêncio, a mansão dos que morreram absolutamente incrédulos, dos que morrem de acidente, antes do término assinalado de sua vida, e finalmente daquele que morre no umbral de Avitchi, que jamais se encontra no Amenti ou em qualquer outro estado subjetivo, exceto num só caso, quando se encontra na região de forçoso renascimento. Estes não se detêm por muito tempo no estado de sono profundo, de esquecimento e trevas. Pelo contrário, são conduzidos, com maior ou menor presteza, até Amh, a “porta de saída”.

Amesba Spentas (Zend.) – Amshaspendes, Os seis anjos ou Forças divinas personificadas como deuses, que servem a Ahura Mazda, dos quais este é a síntese e o sétimo. Constituem um dos prot6tipos dos “Sete Espíritos” católico-romanos ou Anjos, cujo chefe é Miguel, ou “Hoste Celestial”; os “Sete Anjos do Senhor”. Constituem, entre os gnósticos, os criadores do Cosmo e são idênticos aos Sete Prajâtpatis, os Sephiroth etc.
[No Zoroastrismo, um dos Sete Espíritos ou Logos Planetários.]

Amia – Ver Ama.

Amianthe (Alq.) – Pedra incombustível. Os filósofos deram o nome de Amianthe à sua pedra, pois ela resiste aos ataques mais violentos do fogo. [Donde: amianto.]

Amitâbha – Corruptela chinesa da expressão sânscrita Amrita Buddha ou “Imortal Iluminado”, nome de Gautama Buddha. Este termo possui variações diversas, tais como Amita, Abida, Amitdya (ou Amitdyus) ete., e é explicado através da significação dupla de “Idade sem limites” e “Luz sem limites” ou “esplendor infinito”: amita-âbhâ. Com o tempo, o conceito primitivo do ideal de uma luz divina impessoal foi antropomorfizado.
[No simbolismo büdíco do Norte, diz-se que Amitlibha, ou “espaço sem limites” (Parabrahm), tem em seu paraíso dois Boddhisauvas gémeos: Kwan-shi-yin e Tashishi, os quais irradiam constantemente luz sobre os três mundos em que viveram, inclusive o nosso (ou seja, os três planos da existência: terrestre, astral e espiritual), visando contribuir com sua luz (do conhecimento) para a instrução dos yogis, que, por sua vez, salvarão homens. Sua elevada posição no reino de Amitl1bha deve-se aos atos de compaixão de ambos, como yogis, quando viveram na Terra. (Ver Voz do Silêncio.)]
[Amitâbha, “luz ou esplendor infinito”, o imortal Iluminado, ou seja, Buddha. Esta palavra significa também “Idade ou Espaço sem Limites”. Amitdbha é igualmente Parabrahm, o Não- Manifestado (Voz do Silêncio, III).]

Ammon (Eg.) – Um dos deuses maiores do Egito. Ammon ou Amoun é muito mais antigo do que Amoun-Ra e é identificado com Baal-Hammon, o Senhor dos Céus. Amoun-Ra era Ra, o Sol Espiritual, o “Sol da Justiça” etc., pois o “Senhor Deus é um Sol”. É o Deus de Mistério e os hieroglifos de seu nome encontram-se frequentemente invertidos. É Pan, Toda-Natureza (esotericamente), e por isso é o Universo e o “Senhor da Eternidade”. Ra, como declarado numa antiga inscrição, “foi produzido por Neith, mas não engendrado”. Diz-se de Ra como “produzido por si mesmo”, e que criou a bondade com um olhar de seu olho ardente, assim como Set- Typhon criou o mal. Da mesma forma que Ammon (Amoun, Amun e Amen), Ra é o “Senhor dos mundos, entronizado sobre o disco do Sol e aparece no abismo dos céus”. Um hino antiquíssimo decifra o nome Amen-Ra e proclama o “Senhor dos tronos da Terra… Senhor da Verdade, Pai dos deuses, Criador do Homem, Criador dos animais. Senhor da Existência, Iluminador da Terra, que navega tranquilamente nos céus. .. Todos os corações se abrandam ao contemplá-lo, Soberano da vida, da saúde e da força! Adoramos teu Espírito, o único que nos criou etc, (ver Bonwick, Fé Egípcia). Ammon-Ra é denominado “esposo de sua mãe” e filho dela (ver Chnoumis e Chnouphis e também Doutrina Secreta, I, pp, 91 e 393). Os judeus sacrificavam cordeiros ao “deus com cabeça de carneiro” e o Cordeiro da Teologia Cristã é uma reminiscência disfarçada do carneiro.

Ammonio Saceas – Grande e eminente filósofo, que viveu na Alexandria entre o segundo e terceiro séculos de nossa era. Foi o fundador da Escola Neoplatônica dos filaléteos ou “amantes da Verdade”. Nasceu pobre e de pais cristãos, porém era dotado de uma bondade tão grande, quase divina, que o chamaram Theodidaktos, o “ensinado por Deus”. Venerou tudo o que havia de bom no Cristianismo, mas rompeu com ele e com as igrejas desde tenra idade, por não conseguir encontrar no mesmo a superioridade proclamada sobre as antigas religiões.

Amrita (Sãnsc.) – Néctar, ambrosia ou alimento dos deuses; o alimento que confere imortalidade. O elixir da vida retirado do Oceano de Leite, na alegoria Purânica. Antigo vocábulo védico aplicado ao suco sagrado Soma, nos Mistérios do Templo.

Amukhya-Kãrana (Sânsc.) – Causa menor ou secundária.

Amulam Malam (Sãnsc.) – Literalmente: a “raiz sem raiz”. O Mûlaprakriti dos Vedantinos, a “raiz espiritual da Natureza”. [O material do Universo; Prakriti.]

Amun (Cop.) – O deus egípcio da sabedoria, que possuía apenas Iniciados ou Hierofantes, como sacerdotes, para servi-lo.

Anâ (Cald.) – O “céu invisível” ou Luz Astral; a mãe celeste do mar (Mar) terrestre; é provavelmente a origem do nome Ana, mãe de Maria.

Anacalipsis (Gr.) – “Tentativa de retirar o véu da Ísis de Saís”, de Godfrey Higgins. É uma obra extremamente valiosa, que atualmente só pode ser adquirida a preços fabulosos. Trata da origem de todos os mitos, religiões e mistérios e mostra um imenso caudal de erudição clássica. (W. W. W.)

Anâdi (Sânsc.) – “Sem princípio”. Não-criado.

Anâdinidhana (Sânsc.) – “Sem princípio nem fim”; eterno.

Anâdi-pravaha-sattâ (Sãnsc.) – “Existência cuja corrente não tem princípio”; eternidade.

Anâdyanta (an-âdi-anta) (Sãnsc.) – “Sem princípio nem fim”. Sinônimo de anãdi- nidhana.

Anâgâmin (Sãnsc.) – Aquele que não deve renascer no mundo do desejo. Um grau antes de chegar a ser Arhat e estar condicionado para o Nirvâna. O terceiro dos quatro graus de santidade no sendeiro da Iniciação final. [Ao ultrapassá-lo, a alma não tem necessidade de reencarnar-se.]

Anagrâniyas (Sânsc.) – No sistema vedantino, Parabrahm.

Anaham (Sãnsc.) – An-aham: não-eu; não-ego.

Anâhata Chakra (Sânsc.) – O assento, centro ou “roda” da vida; o coração. [O quarto centro, padma, chakra ou plexo -ganglionar dos yogis], segundo alguns comentaristas. Situa-se no coração. [Ver Aforismos de Patafijali, Ill, 34.]

Anâhata-nâda (Sãnsc.) – “Som não produzido por concussões”. O som Om.

Anâhata-zabda (ou shabda) (Sânsc.) – As vozes e sons místicos que o yogi ouve no período inicial de sua meditação. A terceira das quatro condições do som, também denominada Madhyamâ (a quarta condição apresenta-se quando o som é perceptível ao sentido físico da audição). O som em seus graus precedentes é percebido apenas por aqueles que desenvolveram seus mais sublimes sentidos internos, espirituais. Os quatro graus são conhecidos respectivamente com os nomes de: Parâ, Pazyantî (Pashyantî), Madhyamâ e Vaikhari.

Anaitia (Cald.) – Derivação de Anâ (ver), deusa idêntica à Annapurna hindu, um dos nomes de Kâli (esposa ou aspecto feminino de Shiva) no mais alto grau.

Analogia – Intermediária entre a dedução e a indução, apoiando-se alternativamente em uma das duas, sem se restringir às regras especiais de cada uma delas. Como método, a analogia encontra-se tão ligada ao ocultismo como a pele aos corpos. A lei geral da analogia é assim definida por Trismegistos (que, para nós, é a totalidade da Universidade do Egito) na Tábua da Esmeralda:

“O que está no alto………………………………………
é como…………………………..
o que está embaixo
Para se cumprir o milagre da Unidade.”

Note que, embora o autor da Tábua da Esmeralda distinga absolutamente, e desde o início, a analogia da semelhança, este é um engano difícil de ser evitado pelos iniciantes. Coisas análogas raramente são semelhantes. A analogia da constituição do homem em três princípios (espírito, alma e corpo) com aquela da constituição de um equipamento (cocheiro, cavalo e viatura) é bastante clara para permitir a resolução de problemas curiosos e Deus sabe se há semelhança entre estas duas coisas. Assim Trismegistos disse: “O que está no alto é como o que está embaixo”. Ele não disse: “O que está no alto está embaixo” (Pappus, Tratado Elementar de Ciência Oculta, 153-4).

Analogistas – Os discípulos de Ammonio Saccas (ver), assim denominados devido à sua prática de interpretar todas as lendas, mitos e mistérios sagrados através de um princípio de analogia e correspondência, cuja regra encontra-se agora no sistema cabalístíco e principalmente nas Escolas de Filosofia Esotérica do Oriente. (Ver Os Doze Signos do Zodiaco, de Subba Row, em Cinco Anos de Teosofia.)

Ánanda (Sânsc.) – Bem-aventurança, alegria, felicidade. Nome do discípulo predileto de Gautama, o Senhor Buddha. [O estado de bem-aventurança no qual a alma se soma ao Espírito, Ânanda significa também o estado espiritual da atmosfera táttvica. (Rãma Prasâd)]

Ánanda-kãya (Sânse.) – Corpo, casca ou envoltório de bem-aventurança.

Ánanda-lahari (Sãnsc.) – “A onda de gozo”, bonito poema escrito por Shankarâchârya, um hino a Pârvati, místico e oculto.

Ánandamaya (Sânsc.) – Literalmente: “formado de bem-aventurança” ou “da natureza da bem-aventurança”

Ánandamaya-koza (Sânsc.) – “A capa ou invólucro ilusório de bem-aventurança”, isto é, a forma mayávica ou ilusória, a aparência do que é sem forma. O bem-aventurado, a alma superior. O “nome vedantino” utilizado para designar um dos cinco Kozas (koshas) ou “princípios” humanos; idêntico ao nosso Âtmâ-Buddhi ou Alma Espiritual. Este quinto invólucro ou capa da alma, no sistema vedantino, corresponde ao Buddhi, sexto princípio humano, de acordo com a Teosofia.

Ananga (Sânsc.) – O “sem corpo”. Epíteto de Kâma, deus do amor.

Ananta (Sãnsc.) – An-anta, “sem fim”. Rei dos Nâgas. Ao fim de cada Kalpa, vomita um fogo devorador, que destrói toda a criação. É o emblema da eternidade. Epíteto de Vishnu. Também com o nome de Ânanta ou Ânanta-Zecha designa-se a Serpente da Eternidade, grande serpente de sete cabeças (ou mil, segundo os Purânas), sobre cujo corpo repousa Vishnu, flutuando nas águas primordiais, durante o pralaya, (Ver Charaka.)

Ananta-zecha (ou sesha) – Literalmente: “estacionamento sem fim”. (VerAnanta.)

Anão da Morte – No Edda dos antigos escandinavos, Iwaldi, o Anão da Morte, esconde a Vida nas profundezas do grande oceano e a faz subir à terra em seu devido tempo. Esta Vida é Iduna, formosa donzela, filha do “Anão”. É a Eva dos cantos escandinavos, pois dá aos deuses do Asgard as maçãs da eterna juventude; porém, ao invés de serem castigados por as terem comido e serem condenados à morte, conferem todos os anos uma renovada juventude à Terra e aos homens, após cada breve e doce sonho nos braços do Anão. Iduna é retirada do oceano, quando Bragi (ver), o Idealizador da Vida, sem marcas nem imperfeições, cruza dormindo a silenciosa imensidão das águas. Bragi é a ideação divina da Vida e Iduna é a Natureza viva. Prakriti, Eva, (Ver Bragi e Iwaldi.)

Anastasis (Gr.) – A existência continuada da alma. [Literalmente, anastasia significa levantamento, ressurgimento, ressurreição; daí a supravivência da alma após a morte do corpo.]

Anâtmâ ou Anâtman (Sânsc.) – O não-Eu, em contraposição ao Eu (ou Âtmâ).

Anâtmaka (Sãnsc.) – Entre os budistas, irreal, ilusório, puramente fenomenal.

Anatu (Cald.) – O aspecto feminino de Anu (ver). Representa a Terra e o Abismo, enquanto seu esposo representa o Céu e a Altura. E a mãe do deus Hea e produz o Céu e a Terra. Em Astronomia, é Ishtar, Vênus, o Ashtoreth dos judeus.

Anaxágoras (Gr.) – Célebre filósofo jônico, que viveu há 500 anos a.C. Foi discípulo de Anaxímenes de Mileto e estabeleceu-se em Atenas, no tempo de Péricles. Entre seus discípulos encontramos Sócrates, Eurípedes, Arquelau e outros filósofos e homens eminentes. Sábio astrônomo, foi um dos primeiros a explicar publicamente o que Pitágoras ensinava em segredo, ou seja, o movimento dos planetas, os eclipses do Sol e da Lua etc. Foi quem ensinou a teoria do Caos, baseando-se no princípio de que “nada surge do nada” (ex nihilo nihil fit); ensinou também a teoria dos átomos, considerando-os como a essência e substância fundamental de todos os corpos e “com a mesma natureza dos corpos que formam”. Estes átomos – dizia – foram colocados inicialmente em movimento pelo Nous (Inteligência Universal, o Mahat dos hindus), uma entidade imaterial, eterna, espiritual. Graças a esta combinação, formou-se o mundo, fundindo-se os corpos materiais grosseiros, elevando-se e estendendo-se às mais altas regiões celestes os átomos etéreos (ou éter ígneo). Adiantando-se à ciência moderna em mais de dois mil anos, ensinava que os astros eram formados pela mesma matéria de nossa Terra e o Sol uma massa incandescente; que a Lua era um corpo opaco, inabitável, que recebe sua luz do Sol; os cometas eram astros errantes e, adiantando-se ainda mais à ciência, declarou-se inteiramente convencido de que a existência real das coisas percebidas por nossos sentidos não pode ser provada de modo demonstrável. Morreu desterrado em Lampsaaco, aos setenta e dois anos.

Anciães (Os) – Nome dado pelos ocultistas aos Sete Raios Criadores, nascidos do Caos ou “Abismo”. Ancião dos Dias – Ain-soph, o Eterno. “E, por acaso, o Velho Tempo dos gregos, com sua foice e ampulheta, não é idêntico ao Ancião dos Dias dos cabalistas, sendo este último “Ancião” idêntico ao Ancião dos Dias hindu, Brahmâ, em sua forma trina e una, cujo nome é também Sanat, o Ancião?” (Doutrina Secreta, I, 946).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* Adhi-yajña (Sánscrito).- Supremo sacrificio. [Una de las trinas manifestaciones de la naturaleza divina, o sea el centro de que proceden todos los seres autoconscientes]; el Yo en su aspecto âtmico. (Véase: Matra). – El Yo manifestado como sacrificio, esto es, como Vichnú, Krichna u otro Avatâra. (Véase: Bhagavad-Gîtâ, VIII, 2 y 4) – (P.Hoult).

 

* Adho-gati (Sánscrito).- “El que no va hacia abajo”. Entre los jainos, es el ínfimo infierno.

 

* Adhyâsa (Sánscrito).- “Superimposición”, transfusión. Entre los budistas: 1) Reflejar en una cosa los atributos de otra; 2) La identificación del Yo con el no-Yo.

 

* Adhyâtma-prasâda (Sánscrito).- Aquel gozo, contento o bienestar íntimo que siente el yogî cuando se absorbe por completo en su Yo. (M. Dvivedi).

 

Adhyâtma-vidyâ (Sánscrito).- Literalmente: “Ciencia del Espíritu supremo”. – El luminar esotérico. Uno de los Pañcha-Vidyâ-Zâstras, o sea Escrituras de las cinco ciencias.

 

Adhyâtmika (Sánscrito).- Pertinente o proveniente del Yo interno.

 

Adhyâtmika du(s)kha (Sánscrito).- La primera de las tres clases de dolor. Literalmente: “mal proveniente del Yo”, o sea un mal inducido o engendrado por el Yo, esto es, por el hombre mismo.

 

* Adhyâya (Sánscrito).- Lectura, lección, capítulo.

 

* Adhyayana (Sánscrito).- Lectura, estudio, enseñanza.

 

Âdi (Sánscrito).- Primero, primitivo, primordial [supremo; principio; origen; nacimiento].

 

Ad (los Hijos de).- La Filosofía esotérica denomina a los “Hijos de Ad” “Hijos de la niebla de Fuego”. Término empleado por ciertos adeptos.

 

* Âdi-âtmâ.– Véase: Adhyâtma.

 

Adi-bhûta (Sánscrito).- El primer Ser; y también elemento primordial. Es un título de Vichnú, el “primer Elemento”, que contiene todos los elementos, “la insondable divinidad”.

 

Âdi-Buddha (Sánscrito).- Inteligencia o Sabiduría primitiva; el Buddhi eterno o Mente universal. Se emplea con referencia a la Ideación divina, y Mahâ-buddhi en sinónimo de Mahat.

 

* Âdichthâtâ (adishthâtâ).- Véase: Adhichthâtâ.

 

* Adikartri (Sánscrito).- El primer Creador o hacedor.

 

Adikrit (Sánscrito).- Literalmente, lo “primero producido” o hecho. La creadora Fuerza eterna e increada, pero que se manifiesta periódicamente. Aplícase a Vichnú dormitante en las “aguas del espacio” durante el Pralaya. (Véase esta palabra).

 

Âdi-nâtha (Sánscrito).- El “primer Señor”. – Âdi “primero” (masculino) y nâtha “señor”. – [El supremo Señor. – Dicc. De Burnouf.]

 

Âdi-nidâna (Sánscrito).- La primera y suprema Causalidad. De âdi, primera, y nidâna, causa principal (o la concatenación de causa y efecto).

 

Âdi-sakti.- (Véase: âdi-zakti.)

 

Âdi-Sanat (Sánscrito).- Literalmente: “primer Antiguo o Anciano”. Este término corresponde al cabalístico “Antiguo o Anciano de los días”, puesto que en un título de Brahmâ, llamado en el Zoharel Atteekah d’Atteekeen, o el Antiguo de los Antiguos, etc.

 

* Adishthâtâ.- (Véase: adhichthâtâ).

 

Âdi-tattva o Âdi-tattwa (Sánscrito).- El primer tattva o elemento (de la materia), que está inmediatamente por encima del Âkâza en grado de sutileza.

 

Aditi (Sánscrito).- Nombre védico del Mûlaprakriti de los vedantinos; el aspecto abstracto del Parabrahman, aunque a la vez inmanifestado e incognoscible. En los Vedas, Aditi es la “Diosa-Madre”, y su símbolo el espacio infinito. [Aditi es la Naturaleza indivisa en su conjunto, y también la madre de los Adityas. – Véase: Devakî y Deva-mâtri.]

 

Aditi-Gea.- Palabra compuesta del sánscrito y griego, que significa dual, la naturaleza en los escritos teosóficos: espiritual y física, por cuanto Gea es la diosa de la Tierra y de naturaleza objetiva.

 

Âditya (Sánscrito).- Un nombre del Sol; como Mârtânda, es hijo de Aditi.

 

Âdityas (Sánscrito).- Los siete hijos de Aditi, madre de los dioses; los siete dioses planetarios. [Son las doce personificaciones del Sol en cada signo del Zodíaco, que presiden respectivamente los doce meses del año. Su jefe es Vichnú, que preside el mes en que comienza la primavera.]

 

Âdi-Varcha (Âdi-Varsha) (Sánscrito).- La primera tierra; el primer país en donde residían las primeras razas.

 

* Adivinación.- El hecho de preveer sucesos futuros por medio de la luz propia del alma; profecía. (F. Hartmann).

 

Âdi-zakti (Âdi-sakti) (Sánscrito).- Fuerza primitiva, divina; la potencia creadora femenina, y el aspecto en y de cada Dios masculino. La Zakti, en el Panteón indo, es siempre la esposa de algun dios.

 

* Admisural (Alquimia).- La tierra (literal y alegóricamente) – (F.Hartmann).

 

Adonai (Hebreo).- Los mismo que Adonís. Comúnmente traducido “Señor”. Astronómicamente, el Sol. Cuando en la lectura un hebreo llegaba al nombre IHVH, llamado Jehovah, hacía una pausa y substituía la palabra “Adonai” (Adni); pero cuando estaba esccrita con los puntos de Alhim, lo llamaba “Elohim”. (W.W.W.)

 

Adonim-Adonai, Adon. – Antiguos nombres caldeo-hebreos de los Elohim, o fuerzas creadoras terrestres, sintetizadas en Jehovah.

 

* Adrop, azane o azar (Alquimia).- “La Piedra filosofal”. No es una piedra en el sentido ordinario de la palabra, sino una expresión alegórica que significa el principio de sabiduría, en el cual el filósofo que lo ha adquirido por experiencia práctica (no el que está simplemente especulando sobre él) puede confiar tan por completo como en el valor de una piedra preciosa, o como confiaría en una sólida roca sobre la cual hubiese de construir los fundamentos de su casa (espiritual). Es el Cristo que está en el hombre; el amor divino substancializado. Es la luz del mundo; la esencia misma de la que fue creado el mundo. No es el mero espíritu, sino lo substancial; porque el cuerpo del hombre contiene el mayor de los misterios. (F. Hartmann) – Véase: Piedra Filosofal.

 

Advaita o Adwaita (Sánscrito).- [“No-dualismo”, o “monismo”, por otro nombre.] Una de las tres sectas o escuelas vedantinas. Es la escuela no-dualista (a-dwaita) de la filosofía vedantina, fundada por Zankarâchârya, el más insigne de los sabios brahmines históricos. [Está resumida en estas palabras: Tat twam asi, literalmente, “Tú eres Aquello”, esto es: Tú (Espíritu humano) eres el Espíritu universal. De suerte que, segun dicha escuela, Jîvatma y Paramâtmâ son idénticos; no hay diferencia entre los dos.] Las dos restantes escuelas son la Dwaita (dualista) y la Vizichtadwaita(dualista con distinción); las tres se llaman vedantinas.

 

Adwaitin (Sánscrito).- Prosélito de la escuela adwaita.

 

* Âdya (Sánscrito).- Primero, primitivo, original.

 

* Âdyantavat (Sánscrito).- Que tiene principio y fin.

 

Adytum (Latín).- El Santo de los Santos en los templos paganos. Nombre dado a los recintos secretos y sagrados de la cámara interior, en donde ningun profano podía entrar. Corresponde al sagrario de los altares de las iglesias cristianas.

 

Æbel-Zivo (Gnóstico).- El Metatron o espíritu ungido entre los gnósticos nazarenos; lo mismo que el ángel Gabriel.

 

* Ægeon (Griego).- Véase: Briareo.

 

* Æolus.- Véase: Eolo.

 

* Æon o Æons.- Véase: Eón, eones.

 

Æsir (Escandinavo).- Lo mismo que Ases (véase esta palabra), las Fuerzas creadoras personificadas. Los dioses que crearon los enanos negros o Elfos de las Tinieblas en Asgard. Los Æsir o Ases divinos son los Elfos de la Luz. Alegoría que relaciona las tinieblas dimanantes de la luz con la materia nacida del Espíritu.

 

Æter.- Véase: Eter.

 

Æthrobacia.- Véase: Etrobacia.

 

Afrit.- Véase Efrit.

 

* Âgama (Sánscrito).- Uno de los tres medios del conocimiento. El conocimiento que nos viene de la experiencia o investigaciones de otros que tenemos por autoridades; esto es, el que se apoya en la autoridad o la tradición, se dice que viene de âgama. Por esta razón los Vedas se llaman Âgama. Esta palabra tiene varios otros significados: aproximación, llegada, advenimiento; logro, conseguimiento; posesión, conocimiento, doctrina, etc. En los países budistas es la voz corriente para expresar su relación con el budismo y el Buddha. Los misioneros han adoptado dicho término como equivalente a “religión”, y así designan al crisitianismo con el nombre de Christianyâgama, mientras que deberían llamarlo Christiani-bandhana, por ser bandhana el equivalente etimológico de “religión”. (Olcott, Catecismo búdico, 42da. Edición.)

 

* Âgami-Karma (Sánscrito).- Karma futuro; el Karma que será engendrado por nuestros actos en nuestra vida presente.

 

Agapes (Griego).- Fiestas de amor. Los primitivos cristiano celebraban tales fiestas en prueba de simpatía, amor y benevolencia mutuos. Fue necesario abolirlas como institución por haber degenerado en graves abusos. Pablo, en su Epístola 1ra a los Corintios, se lamenta de la mala conducta de los cristianos en tales fiestas. (W.W.W.) – Véase: Fiestas de Amor.

 

Agastya (Sánscrito).- Nombre de un gran Richi muy venerado en la India meridional, reputado autor de himnos Rig-Veda y héroe esclarecido del Râmâyana. La literatura tamil acredita que fue el primer instructor de los dravidianos en ciencia, religión y filosofía. Es también el nombre de la estrella “Canopus”.

 

Agathodœmon (Griego).- El Espíritu bueno, benéfico, en contraposición al malo, Kakodœmon. La “Serpiente de bronce” de la Biblia es el primero. Las voladoras serpientes de fuego son un aspecto del Kakodœmon. Los ofitas daban el nombre de Agathodœmon al Logos y Sabiduría divina, que en los Misterios Bacanales estaba representado por una serpiente colocada en lo alto de un palo.

 

Agathon (Griego).- La Divinidad suprema de Platón. Literalmente, “Lo Bueno”, nuestro Alaya, o “Alma Universal”.

 

Aged (Kábala).- Uno de los nombres cabalísticos del Sephira, llamado igualmente la Corona oKether.

 

Agla (Hebreo).- Esta palabra cabalística es un talismán compuesto de las iniciales de las cuatro palabras: Ateh Gibor Leolam Adonai, que significan: “Tú eres poderoso por siempre, oh Señor”. Mac-Gregor lo explica así: “A, lo primero; A, lo último; G, la trinidad en la unidad; L, la consumación de la Gran obra”. (W.W.W.)

 

* Agneya (Sánscrito).- Originado o nacido del fuego (Agni); relativo al fuego.

 

Agneyastra (Sánscrito).- Véase: Agnyastra.

 

Agni (Sánscrito).- Fuego, y también el Dios del Fuego en el Veda; el más antiguo y venerado de los Dioses en la India. Es una de las tres grandes divinidades: Agni, Vâyu y Sûrya, y también las tres juntas, por cuanto es el triple aspecto del fuego: en el cielo, como Sol (Sûrya); en la atmósfera o aire (Vâyu), como Rayo; y en la tierra, como Fuego ordinario (Agni). Agni formaba parte de la primitiva Trimûrti (trinidad) védica antes de que se concediera a Vichnú un sitio de honor, y antes de que fueran inventados Brahmâ y Ziva (o Siva).

 

[Agni, fuego. Nombre del éter luminífero, llamado también Tejas Tattva, el elemento radical de la Naturaleza, correspondiente al órgano de la visión. Su color es rojo. De su combinación con otrosTattvas resultan otros colores. –Râma Prasâd.]

 

Agni Bâhu (Sánscrito).- Un místico hijo de Manú Swâyambhuva, el “Nacido por sí mismo”.

 

Agni-Bhû (Agni-Bhuvah) (Sánscrito).- Literalmente, “nacido del fuego”. Este término se aplica a las cuatro razas de Kchatriyas (casta segunda o guerrera), cuyos antecesores, decíase, habían surgido del fuego. Agni-bhû es el hijo de Agni, Dios del Fuego, y equivale a Kârtti-Keya, Dios de la guerra. (Véase: Doctrina Secreta, II, página 580, edic. Ingl., o bien 507-507 de la edic. Española).

 

Agnichvâttas (Agnishvâttas) (Sánscrito).- Una clase de Pitris los creadores de la primera raza etérea de los hombres. Nuestros antecesores solares, en contraposición a los Barhichads, Pitris o antecesores lunares, por más que se explique de un modo distinto en los Purânas. [Los Agnichvâttasson los Kumâras, conocidos igualmente con el nombre de “Señores de la Llama”, “Hijos del Fuego”, “Dhyânis del Fuego”, “Pitris de los Devas”, “Triángulos”, “Corazón del Cuerpo”. – Annie Besant incluye los Agnichvâttas entre la 6ta. De las grandes Jerarquías de Seres espirituales que rigen el sistema solar. (Véase: Genealogía del Hombre, págs 13-14). Son los que figuraban a la cabeza de la evolución de la segunda Cadena Planetaria (“Cuerpo de Luz” de Brahmâ), y en la actualidad, lo mismo que las otras “Jerarquías creadoras”, contribuyen a la evolución de las razas humanas, dándoles “principios intermedios”, o sean los principios mentales por cuyo medio lo físico se pone en contacto con lo espiritual. Los Agnichvâttas, por lo tanto, pertencen a la gran clase de Seres celestiales designados con el nombre de Mânasa-putras o Hijos de la mente – Powis Hoult.] [Segun J. Dowson (Classical Dictionary), son un orden de dioses funerarios, hijos de Marîchi, que cuando vivían en la tierra no conservaron sus fuegos domésticos o de sacrificio. Tales seres se han identificado con las estaciones del año.]

 

Agni-dhâtu Samâdhi (Sánscrito).- Una clase de contemplación en la práctica del Yoga, en que elKundalini (véase esta palabra) está exaltado hacia lo sumo, y la infinidad aparece como un mar de fuego. Una condición extática.

 

Agni-Hotri (Sánscrito).- Sacerdotes del Dios del Fuego en la antigüedad aria. El término Agni-hotrasignifica sacrificio en honor de Agni.

 

* Agni-loka (Sánscrito).- La región de Agni. “La brillante esfera luminosa que hay en los ojos se conoce con el nombre de Agni-loka” (Uttara Gîtâ, II, 20).

 

Agni-ratha (Sánscrito).- Literamente, “vehículo o carro de fuego”. Una especie de máquina volante. De ella se habla en las antiguas obras de magia de la India y en los poemas épicos.

 

Agnishwâttas (Sánscrito).- Véase: Agnichvâttas.

 

Agnoia (Griego).- Literalmente, “privado o desposeído de razón”, “irracionalidad”, cuando se habla del Alma universal. Según Plutarco, Pitágoras y Platón, dividían el alma humana en dos partes (elmanas superior y el inferior): la racional o noética y la irracional o agnoia. Algunas veces se escribe “annoia”.

 

Agnóstico (Griego).- Palabra que Mr. Huxley pretende haber inventado para designar al que no cree cosa alguna que no pueda demostrarse por los sentidos. Las últimas escuelas agnósticas dan más filosóficas definiciones a esta palabra.

 

Agnyâna (Sánscrito).- Véase: Ajñâna.

 

Agnyastra (Agneyastra = Agni-astra) (Sánscrito).- “Armas de fuego” – Las ígneas armas arrojadizas o flechas de fuego empleadas por los dioses en los Purânas exotéricos y en el Mahâbhârata. Las armas máginas que se dice manejaron la raza de adeptos (la cuarta), atlantes. Esta “arma de fuego” se la dió Bharadwâja a Agniveza, hijo de Agni, y Agniveza a Drona, si bien el Vichnu-Purânacontradice este aserto diciendo que el sabio Aurva se la dió al rey Sagara, su chela (discípulo). Dichas armas se mencionan con frecuencia en el Mahâbhârata y en el Râmâyana. – [Véase: Astras].

 

Agra-sandhânî (Sánscrito).- [El registro de Yama.] Los “Asesores” o Registradores que leen en el acto del juicio de un alma desencarnada el registro de su vida en el corazón de la misma alma. Son casi iguales a los Lipikas de la Doctrina Secreta. (Véase: Doctrina Secreta, I, pág. 105, Edic. Inglesa).

 

Agruero o Agruerus.- Antiquísimo dios fenicio. Lo mismo que Saturno.

 

Agua.- El primer principio de las cosas, según Thales y otros filósofos antiguos. Como es de suponer, no es el agua en del plano material, sino que en sentido figurado, expresa el fluído potencial contenido en el espacio infinito, simbolizado en el antiguo Egipto por Kneph, el dios “no revelado”, que representaban en figura de serpiente (emblema de la eternidad) circundando un jarrón de agua, con la cabeza suspendida sobre las aguas, que incuba con su aliento. “Y el Espíritu de Dios cobijaba la haz de las aguas”. (Génesis, 1:2). El rocío de miel, alimento de los dioses y de las abejas creadoras en el Yggdrasil, cae durante la noche sobre el árbol de la vida, desde las “aguas divinas, lugar nativo de los dioses”. Pretenden los alquimistas que cuando la tierra pre-adámica queda reducida por el Alkahest a su primera substancia, es semejante al agua clara. El Alkahest es el “uno e invisible, el agua, el primer principio, en la segunda transformación.

 

Agua bendita.- Su empleo es uno de los más antiguos ritos practicados en Egipto, de donde pasó a la Roma pagana. Acompañaba al rito del pan y el vino. “El sacerdote egipcio rociaba con agua bendita las imágenes de sus dioses, a la par que a los fieles. Esta agua se derramaba y también se hacían con ella aspersiones. Se ha descubierto un hisopo que se supone usado para este objeto, como en nuestros días”. (Bonwick, Fe egipcia). En lo referente al pan, “las tortas de Isis… se colocaban sobre el altar”. Gliddon escribe que eran “idénticas en la forma al pan consagrado de las Iglesias romana y oriental”. Melville nos asegura que “los egipcios marcaban este pan bendito con la cruz de San Andrés. Partían el pan consagrado antes de que los sacerdotes los distribuyeran al pueblo, y suponían que se transubstanciaba en carne y sangre de la Divinidad, operándose este milagro por mano del sacerdote oficiante, que bendecía el pan. Rougé dice que las ofrendas de pan llevaban la impresión de los dedos, la señal de la consagración”. – Véase además: Pan y vino.

 

Aguila.- Este símbolo es uno de los más antiguos. Entre los griegos y los persas, el águila estaba consagrada al Sol. Con el nombre de Ah, la consagraron los egipcios a Horus, y los coptos le rendían culto bajo el nombre de Ahom. Los griegos la consideraban como el sagrado emblema de Zeus, y los druidas como el del supremo Dios. Este símbolo llegó a nuestros días, cuando (a ejemplo del pagano Marius, quien, en el segundo siglo antes de J.C., usaba el águila doble cabeza como insignia de Roma) las testas coronadas de Europa consagraron para sí mismas y sus descendientes a la reina de los aires provista de doble cabeza. Júpiter se contentaba con el águila de una sola cabeza, y otro tanto hacía el Sol. Las casas reinantes de Rusia, Polonia, Austria y Alemania adoptaron por divisa el águila de dos cabezas.

 

Aham (Sánscrito).- “Yo”, la base del Ahankâra (aham-kâra), personalismo, egotismo.

 

* Ahamkâra.- Véase: Ahankâra.

 

Ahan (Sánscrito).- “Día”, el Cuerpo de Brahmâ, en los Purânas.

 

Ahankâra o Ahamkâra (Sánscrito).- El concepto del “Yo”, la conciencia de sí mismo o autoidentidad; el sentimiento de la propia personalidad, el “Yo”, el egotista y mâyâvico principio del hombre, debido a nuestra ignorancia, que separa nuestro “Yo” del YO ÚNICO universal. [La individualidad, personalismo, orgullo, egoísmo, egotismo, el sentimiento del yo, conciencia del yo o ser personal. Es el principio en virtud del cual adquirimos el sentimiento de la propia personalidad, la ilusoria noción de que el no-Yo (cuerpo, materia) es el Yo (Espíritu), esto es, que nosotros somos, obramos, gozamos, sufrimos, etc., refiriendo todas las acciones al Yo, que es inactivo, inmutable y mero espectador de todos los actos de la vida.]

 

* Âhavanîya (Sánscrito).- Uno de los tres fuegos que se mantenían en una antigua casa india. (Râma Prasâd.)

 

Aheie (Hebreo).- Existencia. El que existe; correspondiente al Kether y al Macroprosopo.

 

Ah-hi (Senzar).- Ahi (Sánscrito).- Serpientes. Dhyan-Chohanes, “Serpientes sabias” o Dragones de Sabiduría.

 

Ahi (Sánscrito).- Serpiente. Un nombre de Vritra, el védico demonio de la sequía.

 

* Ahinsâ (Sánscrito).- Inocuidad, inocencia, mansedumbre. Una de las virtudes cardinales de los indos.

 

* Ahrimán (Persa).- En el zoroastrismo, es el principio y personificación del mal; el Señor de los Espíritus malignos. (Véase Angra Mainyu). – “Ahrimán es la sombra manifestada de Ahura Mazda (Asura Masda), procedente a su vez del Zernâna Akerna, el círculo ilimitado del Tiempo, de la Causa desconocida”. (Doctrina Secreta, II, 512)

 

Ahti (Escandinavo).- El “Dragón”, en los Eddas.

 

Ahu (Escandinavo).- “Uno” y el Primero.

 

Ahum (Zendo).- Los tres primeros principios de la constitución septenaria del hombre, segun elAvesta: el cuerpo grosero viviente y sus principios vital y astral.

 

Ahura (Zendo).- Lo mismo que Asura, el santo, el parecido al aliento. Ahura Mazda, el Ormuzd de los zoroastrianos o parsis, el Señor que confiere luz e inteligencia, cuyo símbolo es el Sol (VéaseAhura Mazda), y cuyo aspecto obscuro es Ahrimán, forma europea de “Angra Mainyu” (Véase esta palabra).

 

Ahura Mazda (Zendo).- La Divinidad personificada, el Principio de la Divina Luz Universal de los parsis. El Ahura o Asura, aliento, “espiritual, divino” en el más antiguo Rig Veda, fue degradado por los brahmanes ortodoxos en A-sura, “no dioses”, de idual modo que los mazdeístas degradaron losdevas (dioses) indos en daeva (demonios).

 

Ahuta (Sánscrito).- Adoración o plegaria sin ofrenda.

 

Âhuti (Sánscrito).- Oblación.

 

Aidoneo, Aidoneus (Griego).- El Dios y Rey del mundo inferior; Plutón o Dionysos Chthonios(subterráneo).

 

Aij Taion.- La divinidad suprema de los yakootos, tribu de la Siberia septentrional.

 

Ain-Aior (Caldeo).- El único “Existente por sí mismo”, nombre místico con que se designa la substancia divina [cósmica]. (W.W.W.)

 

Ain (Hebreo).- Lo existente en estado negativo; la divinidad en reposo y absolutamente pasiva. (W.W.W.)

 

Aindrî (Sánscrito).- Esposa de Indra.

 

Aindriya (Sánscrito).- O Indranî, Indriya; Zakti (o Sakti). Aspecto femenino o “esposa” de Indra.

 

* Aindriyaka (Creación).- Véase: Creación.

 

Ain Soph (Hebreo).- Lo “Ilimitado” o Infinito; la Deidad que emana y se extiende. (W.W.W.) – [En la Kábala, el Anciano de todos los Ancianos; el Eterno; la Causa primera].

 

Ain Soph también se escribe En Soph y Ain Soph, pues nadie, ni aun los rabinos, está enteramente seguro acerca de sus vocales. En la metafísica religiosa de los antiguos filósofos hebreos, el Principio Uno era una abstracción (lo mismo que Parabrahman), si bien los cabalistas modernos han logrado a fuerza de sofistería y paradojas, convertirlo en “Dios supremo” y nada más. Pero entre los primitivos cabalistas caldeos, Ain Soph era “sin forma o ser”, sin “ninguna semejanza con otra cosa cualquiera” (Franck, Die Kabbala, pág. 126). Que Ain Soph jamás fue considerado como el “Creador”, lo prueba un judío tan ortodoxo como Filón, al llamar “Creador” al Logos, que está inmediato al “Uno Ilimitado”, y el “Segundo Dios”. “El Segundo Dios es su sabiduría (de Ain Soph)”, dice Filón Quæst. La Deidad es NO-COSA; es innominada, y por lo tanto llamada Ain Soph, significando la voz AinNADA. (Véase la Kabbala de Franck, pág. 153 ff.)

 

Ain Soph Aur (Hebreo).- La Luz infinita que se reconcentra en el primero y supremo Sephira oKether, la corona (W.W.W.).

 

            * Airâvata (de îravat, acuoso) (Sánscrito).- Rey de los elefantes, así calificado por ser la cabalgadura del dios Indra. Tal vez representa una nuebe, sobre la cual va montado Indra, el dios de las nubes. (Thomson).

 

* Aires (alientos o corrientes) vitales.- Son los cinco siguientes: Prâna: función respiratoria; Apâna:la corriente que obra en la parte inferior del cuerpo y cuyo objeto es la expulsión de productos inútiles; Samana: la corriente que produce la función digestiva y la distribución del alimento por todo el cuerpo; Udâna: la corriente que determina el aflujo de sangre hacia la cabeza, y Vyâna: corriente vital relacionada con la piel, y que hace que cada parte del cuerpo conserve su forma propia. – Hay que notar que algunos de estos términos tienen otros significados, según el punto de que se trata. – Véase: Prâna.

 

Airyamen Vaêgo (Zendo).- O Airyana Vaêgo: la primitiva tierra de bienaventuranza a que se alude en el Vendidâd, donde Ahura Mazda entregó sus leyes a Zoroastro (Spitama Zarathustra).

 

Airyana-ishejô (Zendo).- Nombre de una oración al “santo Airyamen”, el divino aspecto de Ahrimán antes de que éste se convirtiera en un negro poder antagónico, un Satán. Porque Ahrimán es de la misma esencia que Ahura Mazda, exactamente como Typhon-Seth es de la misma esencia que Osiris. (Véase esta palabra).

 

Aish (Hebreo).- Palabra con que se designa al “Hombre”.

 

* Aisvarikas.- Véase: Aizvarika.

 

Aitareya (Sánscrito).- Nombre de un âranyaka (brâhmana) y un Upanichad del Rig-Veda. Algunas de sus partes son puramente vedantinas.

 

Aith-ur (Caldeo).- Fuego Solar; Eter divino.

 

Aizvarika [de Izvara] (Sánscrito).- Escuela deísta de Nepal, que erige a Âdi Buddha en dios supremo (Izvara), en lugar de ver en tal nombre el de un principio, un abstracto símbolo filosófico.

 

Aja (Sánscrito).- “Innato”, “no-nacido”, increado. Epíteto que corresponde a muchos de los dioses primordiales de la India [Brahmâ, Ziva, Vichnú], pero señaladamente al primer Logos. Radiación de lo Absoluto en el plano de ilusión.

 

* Ajâna-deva-loka (Sánscrito).- El mundo (loka) de los Arûpa.

 

* Ajina (Sánscrito).- Piel, especialmente de cabra o de antílope (Bhagavad-Gîtâ, VI, 11).

 

* Ajita (Sánscrito).- “No vencido”, “invicto”. Sobrenombre de Vichnú.

 

Ajitas (Sánscrito).- Uno de los nombres ocultos de los doce grandes dioses que se encarnan en cadaManvantara. Los ocultistas los identifican con los Kumâras. Se les denomina Jñâna (o Gnâna) Devas. Es también una forma de Vichnú en el segundo Manvantara. Asímismo se les llama Jayas.

 

* Ajiva (Sánscrito).- Entre los jainos, “sin vida”, o “sin alma”.

 

* Âjñâ (Sánscrito).- Entre los yogîs, es el sexto padma o plexo del cuerpo. Está situado entre las cejas.

 

Ajñâna (Ajnâna o Agnyana) (Sánscrito) o Agyana (Bengalí).- No-conocimiento, falta de conocimiento, más bien que “ignorancia”, “nesciencia”, como se traduce generalmente. Ajñânî(Ajnâni) significa “profano”.

 

* Ajya (Sánscrito).- Manteca clarificada o fundida; aceite, leche empleada en el sacrificio.

 

Akar (Egipcio).- Nombre propio de aquella división del Ker-neter, regiones infernales, que puede llamarse infierno. (W.W.W.)

 

* Akâra (Sánscrito).- La letra o vocal A.

 

* Akarma (Sánscrito).- Falta de acción; inacción.

 

* Akârya (Sánscrito).- “No deber”, pecado, delito, mala acción; lo que no debe hacerse.

 

Akâza kâsa o Âkâsha) (Sánscrito).- [Espacio, éter, el cielo luminoso.] La sutil, supersensible esencia espiritual que llena y penetra todo el espacio. La substancia primordial erróneamente identificada con el Eter, puesto que es respecto del Eter lo que el Espíritu respecto de la Materia, o elÂtma respecto del Kâmarûpa. En realidad, es el Espacio universal en que está inmanente la Ideación eterna del Universo en sus siempre cambiantes aspectos sobre los planos de la materia y objetividad, y del cual procede el Logos, o pensamiento expresado. Por esta razón declaran los Purânas que Âkâza sólo tiene un atributo, el sonido, puesto que el sonido no es más que el símbolo descifrado delLogos, o sea el ”Verbo”o “Lenguaje” en sentido místico. En el mismo sacrificio (el Jyotichtoma, Agnichtoma) se llama el “Dios Âkâza”. En estos misterios pertenecientes al sacrificio, Âkâza es elDeva omnipotente que todo lo dirige, y desempeña el papel de Sadasya, el superintendente de los mágicos efectos de la ceremonia religiosa. Tenía en la antigüedad designado su propio hotri(sacerdote), que tomaba su nombre. El Âkâza es el agente indispensable de toda krityâ (operación mágica) religiosa o profana. La expresión “excitar el Brahmâ” significa despertar el poder que yace latente en el fondo de toda operación mágica, pues los sacrificios védicos no son en realidad otra cosa que ceremonias mágicas. Este poder es el Âkâza -bajo otro aspecto Kundalini– electricidad oculta, el alkahest de los alquimistas en cierto sentido, o el disolvente universal, la misma Anima mundi en el plano superior, como la Luz astral en el inferior. “En el acto del sacrificio, el sacerdote está penetrado del espíritu de Brahmâ; durante aquel tiempo es Brahmâ mismo”. (Isis sin velo).

 

[Âkâza es la substancia viva primordial, correspondiente a la concepción de alguna forma del éter cósmico que penetra el sistema solar. Toda cosa es, por decirlo así, Âkâza condensado, habiéndose hecho visible por el cambio de su estado supraetéreo en una forma concentrada y tangible, y toda cosa de la Naturaleza puede ser resuelta otra vez en Âkâza y hacerse invisible, cambiando en repulsión el poder de atracción que mantenía unidos sus átomos; pero hay una propensión en los átomos qu han constituído una forma, a tender otra vez a la unión en el orden anterior y reproducir la misma forma, y una forma puede, por lo mismo, haciendo aplicación de esta ley, ser aparentemente destruída y reproducirse luego. Esta tendencia se halla en el carácter de la forma conservada en la Luz Astral. –F. Hartmann.]

 

[Âkâza es el nombre del primer Tattva (Âkâza-Tattva), el éter sonorífero. Es un Tattvaimportantísimo; todos los restantes derivan de él, y viven y obran en él. Todas las formas e ideas del universo viven en él. No hay cosa viviente en el mundo que no esté precedida o seguida de Âkâza. Este es aquel estado del cual podemos esperar que salga inmediatamente toda otra substancia y todo otro Tattva, o, más estrictamente, en el cual toda cosa existe pero no se ve. –Râma Prasâd.]

 

* Âkâza-vânî (Sánscrito).- “Voz o discurso que viene del cielo”. Una manifestación divina en que la revelación se efectúa por medio del sonido. P.Hoult.

 

* Akasmika (Sánscrito).- “Sin causa”; fortuito, accidental.

 

Akbar.- El gran emperador mogol de la India, célebre protector de las religiones, artes y ciencias, el más liberal de todos los soberanos musulmanes. Nunca ha existido un gobernante de mayor tolerancia e ilustración que el emperador Akbar en la India ni en cualquier otro país mahometano.

 

* Akchamâlâ (Sánscrito).- Esposa de Vasichtha. (Mânava-dharma-zâstra).

 

Akchara (Akshara) (Sánscrito).- [Sonido, palabra, especialmente la palabra sagrada OM]. Indivisible, indestructible, imperecedero, eterno, inmutable, siempre perfecto; lo Absoluto, la Deidad suprema, Brahma.

 

* Akhanda (Sánscrito).- “Sin partes”, entero.

 

* Akhu (Egipcio).- Entre los egipcios, “inteligencia”.

 

Akiba (Hebreo).- El único de los cuatro Tanaim (profetas iniciados) que, después de entrar en elJardín de Delicias (de las ciencias ocultas), logró ser iniciado, mientras que los otros tres tuvieron un fracaso. (Véase: Acher y Rabinos cabalistas.)

 

Akshara.- Véase: Akchara.

 

Akta (Sánscrito).- “Ungido. Título de Twachtri o Vizvakarman, el supremo “Creador” y Logos en elRig-Veda. Es denominado “Padre de los Dioses” y “Padre del Fuego Sagrado”. [También se designa con tal nombre al Sol (productor de formas)]. {Véase: Doctrina Secreta, II, pág. 101, nota).

 

Akûpâra (Sánscrito).- La Tortuga. La tortuga simbólica sobre la cual se dice que descansa la Tierra.

 

Al o El (Hebreo).- Este nombre de la deidad es ordinariamente traducido “Dios”, y significa poderoso, supremo. El plural es Elohim, igualmente traducido en la Biblia por la palabra Dios, en singular. (W.W.W.)

 

Al-ait (Fenicio).- El Dios del Fuego. Un antiguo y muy místico nombre en el ocultismo copto.

 

* Âlambana (Sánscrito).- Apoyo, sostén, substrátum. En los Aforismos de Patañjali (III,20), parece significar el objeto o pensamiento que ocupa la mente.

 

* Alambucha (Alambusha) o Alammukha (Sánscrito).- Un tubo o conducto del cuerpo humano que se abre en la boca, segun dicen; por consiguiente, es el canal alimenticio. (Râma Prâsad).

 

Alaparus (Caldeo).- Segundo rey divino de Babilonia que reinó “tres sari“. El primer rey de la dinastía divina fue Alorus, segun Beroso. Fue “el designado Pastor del pueblo”, y reinó por espacio de diez sari (o sea 36.000 años, siendo el saros equivalente a 3.600 años).

 

Alaya (Sánscrito).- El Alma universal o Anima Mundi. (Véase: Doctrina Secreta, I, 80 y siguientes). Este nombre pertenece al sistema tibetano de la Escuela contemplativa Mahâyana. Idéntico al Akazaen su sentido místico, y al Mulaprakriti, en su esencia, como base y raíz que es de todas las cosas. [Alaya es el “Alma-Maestro”, el Alma universal o Âtman, de la que cada hombre tiene dentro de sí mismo un rayo, con la cual puede identificarse y en la cual puede sumirse. (Voz del Silencio, II).] Véase: Anima Mundi.

 

Alba Petra (Latín).- La “piedra blanca” de la Iniciación. La “cornalina blanca” mencionada en laRevelación (Apocalipsis) de San Juan.

 

Al-Chazari (Arabe).- Princípe y filósofo y ocultista. (Véase: Libro de Al-Chazari).

 

* Alcol (Alquimia).- La substancia de un cuerpo, libre de toda materia terrestre; su forma etérea o astral. (F. Hartmann) .

 

Alcyone (Griego) o Halcyone, hija de Eolo y esposa de Ceyx, que murió ahogado en un naufragio al hacer un viaje para consultar el oráculo, y en su desesperación ella se arrojó al mar. Esta prueba de fidelidad excitó la clemencia de los dioses, quienes transformaron a ambos esposos en alciones. La hembra se dice que pone sus huevos en el mar y mantiene a éste tranquilo durante los siete días que preceden y los siete días que siguen al solsticio de invierno. Esto tiene un significado muy oculto en ornitomancia.

 

Alectomancia (Griego).- Adivinación por medio de un gallo u otra ave. Trazábase un círculo y lo dividían en casillas, cada una de las cuales correspondían a una letra; esparcíase grano sobre estas casillas y se tomaba nota de las sucesiones divisiones marcadas con letras de las cuales el ave tomaba los granos. (W.W.W.)

 

Alethæ (Fenicio).- “Adoradores del Fuego”, de Al-ait, Dios del Fuego. Lo mismo que los Cabires (Kabires) o Titanes divinos. Como las siete emanaciones de Agruerus (Saturno), están relacionados con los dioses ígneos, solares y “de tempestad”. (Maruts).

 

Aletheia (Griego).- Verdad. También Alethia, una de los nodrizas de Apolo.

 

Alejandrina (Escuela).- Véase: Escuela.

 

Alhim (Hebreo).- Véase: Elohim.

 

* Aliento (El gran).- La actividad divina.

 

* Alientos vitales.- Véase: Aires vitales.

 

* Alinga (Sánscrito).- “Sin marca o distintivos”; indiferenciado, indisoluble, aquello que no puede resolverse en ninguna otra cosa. En los Aforismos de Patañjali (I, 45) se aplica este término alPradhâna o Prakriti, materia original no diferenciada.

 

Alkahest (Arabe).- El disolvente universal en alquimia. (Véase: Alquimia). Pero en misticismo, es el Yo superior, la unión con que hace de la materia (plomo) oro, y vuelve todas las cosas compuestas, tales como el cuerpo humano y sus atributos, a su primitiva esencia.

 

[El Alkahest es un elemento que disuelve todos los metales, y por el cual todos los cuerpos terrestres pueden ser reducidos a su ser primitivo, o materia original (Âkâza), de que están formados. Es una potencia que obra en las formas astrales (o almas) de todas las cosas, capaz de cambiar la polaridad de sus moléculas, y por consiguiente, disolverlas. El mágico poder del libre albedrío o voluntas libre es el más elevado aspecto del verdadero Alkahest. En su aspecto más bajo, es un fluído invisible que puede disolver todos los cuerpos, fluído desconocido aun de la química moderna. – F. Hartmann]

 

Alma (Soul, en el original).- EL psyche o nephesh de la Biblia; el principio vital o soplo de vida que todo animal, desde el infusorio, comparte con el hombre. En la Biblia traducida, dicha palabra significa indistintamente vida, sangre y alma. “No matemos su nephesh“, dice el texto original; “no lematemos”, traducen los cristianos (Génesis, XXXVII, 21), y así sucesivamente. [El Alma, o sea el hombre propiamente dicho, es el intelecto humano, el eslabón entre el Espíritu divino del hombre y su personalidad inferior. Es el Ego, el individuo, el Yo, que se desarrolla por medio de la evolución. En lenguaje teosófico, es el Manas, el Pensador. La mente es la energía de éste, que está obrando dentro de las limitaciones del cerebro físico. – A. Besant, Sabiduría Antigua.] [Véase: Anima yAntahkarana.]

 

* Alma del Mundo.- Véase: Anima Mundi.

 

* Alma-diamante.- Vairasattva. Es un título del Buddha supremo, el “Señor de los Misterios”, llamado Vajradhara y Âdi-Buddha. (Voz del Silencio).

 

* Alma hilo.- Véase: Sutrâtmâ.

 

* Alma-Maestro.- Véase: Alaya.

 

Alma plástica.- Término usado en ocultismo con referencia al Linga zarîra o cuerpo astral del cuaternario inferior. Es llamada Alma “plástica” y también “protea”, por razón de su poder de asumir cualquiera imagen impresa en la Luz astral que le rodea, o en la mente de los médium o de aquellas personas que están presentes en las sesiones de materializaciones. El Linga zarîra no debe confundirse con el mâyâvi-rûpa o “cuerpo de pensamiento”, o sea la imagen creada por el pensamiento y voluntad de un adepto o hechicero; porque mientras que la “forma astral” o linga zarîra es una entidad real, el “cuerpo mental o de pensamiento” es una ilusión pasajera creada por la mente.

 

Alma Protea.- Nombre empleado para designar el Mâyâvi-rûpa o “cuerpo mental”; la forma astral más elevada que asume todas las formas y cada forma a voluntad del pensamiento del adepto. (Véase: Alma plástica).

 

Almadel, el Libro.- Tratado de teurgia o magia blanca escrito por el desconocido autor europeo de la Edad media. No es raro encontrarlo en volúmenes de manuscritos llamados Claves de Salomón. (W.W.W.)

 

Almeh (Arabe).- Muchachas danzarinas; lo mismo que las nautches indias, danzadoras del templo y públicas.

 

* Alogos (Griego).- El principio irracional, en contraposición al Logos o razón. (Powis Hoult).

 

* Âlokana (Sánscrito).- De aloche, ver, percibir, considerar. – En la filosofía sânkhya, es la vaga sensación de las vibraciones del mundo físico al obrar sobre la conciencia.

 

Alpha Polaris (Latín).- Lo mismo que Dhruva, la estrella Polar de 31.105 años atrás.

 

Alquimia.- En arábigo Ul-Khemi, es, como lo indica el nombre, la química de la Naturaleza. Ul-Khemi o Al-Kîmîa, sea como fuere, es sólo una voz arabizada tomada del griego chemeia, de chumos(zumo), jugo extraído de una planta. Dice el Dr. Wynn Wescott: “el uso primitivo del actual términoalquimia se encuentra en las obras de Julio Firmicus Maternus, que vivió en los tiempos de Constantino el Grande. La Biblioteca Imperial de París contiene el más antiguo tratado de alquimia existente conocido en Europa; fue escrito en lengua griega por Zósimo el Panopolita, unos 400 años después de J.C. El tratado que le sigue en actualidad es debido a Eneas Gazeus, 480 años después de J.C.” La Alquimia trata de las fuerzas más sutiles de la Naturaleza y de las diversas condiciones en que aquellas obran. Pretendiendo bajo el velo del lenguaje, más o menos artificial, comunicar a los no iniciados la porción del Mysterium Magnum que puede ponerse con seguridad en manos de un mundo egoísta, el alquimista sienta como primer principio la existencia de cierto Disolvente Universal, por cuyo medio todos los cuerpos compuestos se resuelven en la substancia homogénea de la cual fueron producidos, substancia a la que da el nombre de “oro puro” o summa materia. Este disolvente, llamado también menstrum universale, tiene la virtud de expeler del cuerpo humano todo germen de enfermedad, de renovar la juventud y prolongar la vida. Tal es el Lapis philosophorum o Piedra filosofal. La Alquimia penetró por vez primera en Europa por conducto de Geber, el gran sabio y filósofo árabe, en el siglo octavo de nuestra era; pero fue conocida y practicada muchos siglos antes en la China y en Egipto. Numerosos papiros sobre Alquimia y otras pruebas que demuestran que era el estudio favorito de los reyes y sacerdotes, han sido exhumados y conservados con el nombre genérico de tratados herméticos. (Véase: Tábula Smaragdina). La Alquimia se estudia bajo tres aspectos diversos susceptibles de muy distintas interpretaciones, y son: el Cósmico, el Humano y el Terrestre. Estos tres métodos estaban representados por las tres propiedades alquímicas: azufre, mercurio y sal. Varios escritores han afirmado que hay tres, siete, diez y doce procedimientos respectivamente; pero todos concuerdan en que no hay sino un solo objeto en Alquimia, que es el transmutar en oro puro los metales groseros. Con todo, respecto a lo que en realidad es aquel oro, muy poca gente lo sabe con exactitud. No cabe duda de que existe en la Naturaleza una transmutación de los metales más viles en el más noble, o sea el oro. Pero éste es tan solo un aspecto de la Alquimia, el terrestre o puramente material, pues lógicamente comprendemos que el mismo procedimiento se ejecuta en las entrañas de la tierra. Sin embargo, aparte de esta interpretación, existe en la Alquimia un significado simbólico, puramente psíquico y espiritual. En tanto que el alquimista cabalista va en pos de la realización del primero, el alquimista ocultista, desdeñando el oro de las minas, presta toda su atención y concentra todos sus esfuerzos únicamente en la transmutación del cuaternario inferior en la divina trinidad superior del hombre, que cuando al fin se fusionan, forman un solo. Los planos espiritual, mental, psíquico y físico de la existencia humana se comparan en Alquimia a los cuatro elementos: fuego, aire, agua y tierra, y cada uno de ellos es susceptible de una triple constitución, a saber: fija, variable y volátil. Poco o nada sabe el mundo acerca del origen de esta rama arcaica de la filosofía; pero sin ningun género de duda es anterior a la construcción de todo Zodíaco conocido, y como se relaciona con las fuerzas personificadas de la Naturaleza, probablemente es también anterior a todas las mitologías del mundo. Tampoco cabe la menor duda de que el verdadero secreto de la transmutación (en el plano físico) fue conocido en la antigüedad, y se perdió antes de la aurora del llamado período histórico. La química moderna debe a la Alquimia sus mejores descubrimientos fundamentales, pero haciendo caso omiso del innegable axioma de esta última, de que no existe más que un solo elemento en el universo, la química clasificó los metales entre los elementos, y hasta ahora no ha empezado a darse cuenta de su craso error. Hasta algunos enciclopedistas se ven ahora obligados a confesar que si la mayor parte de los relatos de transmutaciones son engaño o ilusión, “sin embargo, algunos de ellos van acompañados de cierto testimonio que los hace probables… Por medio de la batería galvánica se ha descubierto que aun los álcalis tienen una base metálica. La posibilidad de obtener un metal de otras substancias que contengan los ingredientes que lo componen y de transmutar un metal en otro… debe, por consiguiente, dejarse sin resolver. Tampoco deben ser considerados como impostores todos los alquimistas. Muchos de ellos han trabajado teniendo la convicción de lograr su objeto, con incansable paciencia y pureza de corazón, cosa que los verdaderos alquimistas recomiendan encarecidamente como principal requisito para el buen éxito de sus operaciones”. (Enciclopedia Popular).

 

[Es la Alquimia la ciencia por la cual pueden las cosas no sólo ser descompuestas y recompuestas (como se sabe en química), sino por la que también su naturaleza esencial puede ser cambiada y elevada a más alto grado, o ser transmutada cada una en otra. La química trata sólo de la materia muerta, mientras que la Alquimia emplea la vida como factor. Toda cosa es de triple naturaleza, de la que su forma material y objetiva es su manifestación inferior. Así es que, por ejemplo, hay oroespiritual, inmaterial; oro astral etéreo, fluído e invisible, y oro terrestre, sólido, material y visible. Los dos primeros son, digámoslo así, el espíritu y el alma del último, y empleando los poderes espirituales del alma, podemos producir cambios en aquellos, a fin de que se hagan visibles en el estado objetivo. Ciertas manifestaciones exteriores pueden ayudar a los poderes del alma en su operación; pero, sin tener los segundos, las manipulaciones serán del todo inútiles. Los procedimientos alquímicos pueden, por lo tanto, ser utilizados con éxito unicamente por aquel que es alquimista de nacimiento o por educación. Siendo toda cosa de triple naturaleza, hay un triple aspecto en la Alquimia. En su aspecto superior, enseña la regeneración del hombre espiritual, la purificación de la mente y de la voluntad, el ennoblecimiento de todas las facultades anímicas. En su aspecto más bajo, trata de las substancias físicas, y abandonando el reino del alma viviente y descendiendo a la materia muerta, termina en la ciencia de la química de nuestros días. La verdadera Alquimia es un ejercicio mágico del poder de la libre voluntad espiritual del hombre, y por esta razón no puede ser practicada sino por aquel que ha renacido en espíritu. – F. Hartmann]

 

Alquimistas.- Voz derivada de Al y Chemi, fuego, o el dios y patriarca, Kham, también, nombre de Egipto. Los Rosacruces de los tiempos medievales, tales como Roberto de Fluctibus (Roberto Fludd), Paracelso, Thomas Vaughan (Eugenio Filaletes), Van Helmont y otros, eran todos alquimistas, que iban en busca del espíritu oculto en toda materia inorgánica. Alguna gente, mejor diremos, la gran mayoría, ha acusado a los alquimistas de charlatanes e impostores. Con toda seguridad, hombres tales como Rogerio Bacón, Agrippa, Enrique Kunrath y el árabe Geber (el primero que introdujo en Europa algunos de los secretos de la química), difícilmente pueden ser calificados de impostores y mucho menos de locos. Algunos hombres de ciencia que están reformando la física sobre la base de la teoría atómica de Demócrito, segun la expuso de nuevo John Dalton, tienen por conveniente olvidar que Demócrito de Abdera fue alquimista, y que la inteligencia que fue capaz de penetrar tan adentro en las secretas operaciones de la Naturaleza en una determinada dirección, debía haber tenido buenas razones para estudiar y llegar a ser filósofo hermético. Olao Borrichio dice que la cuna de la Alquimia debe buscarse en los tiempos más remotos. (Isis sin velo).

 

Alswider (Esc.).- “Velocísimo”. Nombre del caballo de la Luna, en los Eddas.

 

Altruísmo.- Voz derivada de la palabra latina alter, otro. Cualidad opuesta al egoísmo. Las acciones que tienden a beneficiar a los demás, sin atender a uno mismo.

 

Alucinaciones.- Fenómeno producido unas veces por desordenes fisiológicos, otras por la mediumnidad y otras por la embriaguez. Pero la causa que produce las visiones ha de buscarse más profundamente que en la fisiología. Todas estas visiones, sobre todo cuando son causadas por la mediumnidad, van precedidas de una relajación del sistema nervioso que origina invariablemente un estado magnético anómalo que atrae hacia el paciente oleadas de Luz astral. Esta última es la que depara las diversas alucinaciones, las cuales, sin embargo, no siempre son vanos e ilusorios sueños, como pretenden hacer de ellas los médicos. Nadie puede ver lo que no existe (esto es, lo que no está impreso) en las ondas astrales. El vidente, con todo, puede percibir objetos y escenas (sean pasadas, presentes o futuras), que no tienen la menor relación con él, y percibir ademas a un tiempo varias cosas enteramente desligadas unas de otras, produciendo así las combinaciones más grotescas y absurdas. El beodo y el Vidente, el médium y el Adepto ven sus respectivas visiones en la Luz astral; pero, así como el beodo, el loco y el médium no amaestrado, o bien el que padece fiebre cerebral ven, porque no pueden evitarlo, y evocan las confusas visiones de un modo inconsciente y sin ser capaces de dominarlas, el Adepto y el Vidente ejercitado tienen la elección y el dominio de tales visiones. Saben ellos dónde fijar la mirada, cómo dar fijeza a las escenas que quieren observar y ver más allá de las capas superiores y exteriores de la Luz astral. En los primeros, dichos vislumbres en las ondas son alucinaciones; en los últimos, vienen a ser fiel reproducción de lo que realmente ha sucedido, sucede o sucederá. Las vislumbres percibidas al azar por el médium, así como sus vagas visiones en aquella luz engañosa, se transforman, bajo la voluntad directora del Adepto y del Vidente, en pinturas fijas, representación fiel de lo que él quiere que se presente dentro del foco de su percepción.

 

* Aluech (Alquimia).- El cuerpo puro espiritual (el Âtmâ). (F. Hartmann).

 

Alxe, Liber de Lápide Philosóphico.- Tratado alquímico escrito por un autor alemán desconocido; la fecha es del año 1677. Debe hallarse reimpreso en el Museo Hermético. En él figura el dibujo bien conocido de un hombre con las piernas extendidas y el cuerpo ocultado por una estrella de siete puntas. Eliphas Lévi lo ha copiado en una de sus obras. (W.W.W.)

 

Allan Kardec.- Seudónimo del fundador de la escuela espiritista francesa, cuyo verdadero nombre era Rivaille. EL fue quien coleccionó y publicó las revelaciones hechas en estado de trance por ciertos médium, y con ellas formó más tarde una “filosofía”, entre los años 1855 y 1870.

 

Ama (Hebreo) Amia (Caldeo).- Madre. Título de Sephira Binah, cuyo “nombre divino es Jehovah” y que se llama “Madre suprema”.

 

Amânasa (Sánscrito).- Los “faltos de mente”, las primeras razas de este planeta. También ciertos dioses indos.

 

Amara-Koza (Amara Koshæ) (Sánscrito).- El “vocabulario inmortal”. El más antiguo diccionario conocido en el mundo, y el más perfecto vocabulario de sánscrito clásico. Lo compuso Amara Sinha, sabio del segundo siglo.

 

* Amarâvati (Sánscrito).- La ciudad de Indra. “A la izquierda del Suchumnâ y cerca de la punta de la nariz está la región de Indra, denominada Amarâvati“. (Uttara-Gîtâ, II, 20)

 

* Amarezvara (Sánscrito).- “Señor de los inmortales” (amara-Izvara). Título de Vichnú, Ziva e Indra.

 

Ambâ (Sánscrito).- “Madre”. – Nombre de la mayor de las siete Pleiades, hermanas celestes, cada una de las cuales estaba casada con un Richi perteneciente al Saptarikcha o los siete Richis de la constelación conocida con el nombre de Osa Mayor. [Es también el nombre de la madre de Dhritarâchtra.]

 

* Ambachtha (Sánscrito).- Hombre nacido de un brâhmana y una vaizyâ.

 

* Ambâlikâ (Sánscrito).- “Madre”. Nombre de la madre de Pându.

 

* Ambaricha (Ambarîsha) (Sánscrito).- El Sol. – Es también uno de los cinco infierno de los indos. Las cualidades del Apas Tattva se encuentran allí en doloroso exceso.

 

Ambhâmsi (Sánscrito).- Nombre del jefe de los Kumâras, Sanat-Sujâta, que significa “las aguas”. Este epíteto resultará más comprensible si recordamos que la última representación de Sanat-Sujâta era Miguel el Arcángel, que es llamado en el Talmud “Príncipe de las Aguas”, y en la Iglesia católico-romana es considerado como el patrón de golfos y promontorios. Sanat-Sujâta es el inmaculado hijo de la madre inmaculada. (Ambâ o Aditi, caos y espacio) o las “aguas” del espacio sin fin. (Véase:Doctrina Secreta, I, 460).

 

Amdo (Tibetano).- Una localidad sagrada, el lugar nativo de Tson-kha-pa, el gran reformador tibetano y fundador de los Gelupka (esquetes amarillos). Es considerado como un avatar de Amita-Buddha.

 

Amên.- En hebreo esta palabra está formada por las letras A M N = 1, 40, 50 = 91, y así en un símil de “Jehovah Adonai” = 10, 5, 6, 5 y 1, 4, 50, 10 = 91 en conjunto. Es una forma de la voz hebrea equivalente a “verdad”. En el lenguaje ordinario, Amen se dice que significa “Así sea”. (W.W.W.) Pero en lenguaje esotérico, Amen significa “el oculto”. Manetón de Sebennito dice que tal palabra significalo que está escondido, y sabemos por Hecateo y otros que los egipcios empleaban dicho término para invocar a su gran Dios del Misterio, Ammon (o “Ammas, el dios oculto”), a fin de hacerse visible y manifestarse a ellos. Bonomi, célebre descifrador de jeroglíficos, llama muy acertadamente a sus adoradores los “Amenoph”, y Mr. Bonwick cita un escritor que dice: “Ammon, el dios oculto, permanecerá por siempre oculto hasta que se manifieste antropomórficamente; los dioses que están muy distantes son inútiles”. Amen es intitulado “Señor de la fiesta de la luna nueva”. Jehovah-Adonai es una nueva forma del dios de cabeza de carnero, Amoun o Amon (véase esta palabra), que era invocado por los sacerdotes egipcios bajo el nombre de Amen.

 

Amenti (Egipcio).- Esotérica y literalmente, la morada del dios Amen, o Amoun, o el dios secreto, “escondido”. Exotéricamente, el reino de Osiris dividido en catorce partes, cada una de las cuales estaba destinada a algun fin relacionado con la vida futura del difunto. Entre otras cosas, en una de estas divisiones estaba la Sala del Juicio. Era la “Tierra de Occidente”, la “Mansión secreta”, la “Tierratenebrosa” y la “Casa sin puerta”. Pero también era Kerneter, la “morada de los dioses” y la “tierra de los espíritus o sombras”, como el Hades de los griegos (véase esta palabra). Era asimismo la “Casa de Dios Padre” (en la cual hay “muchas mansiones”). Las catorce divisiones comprendían, entre muchas otras, Aanroo (véase esta palabra), la sala de las Dos Verdades, la Tierra de Bienaventuranza, Neter-xer “el lugar funeral (o cementerio)”, Otamer-xer, los “Campos de apacible silencio”, y también otras muchas salas y mansiones místicas, una de ellas como el Sheol de los hebreos, otra como el Devachán de los ocultistas, etc. Además de las quince puertas de la morada de Osiris, había dos principales: la “puerta de entrada” o Rutsu, y la “puerta de salida” (reencarnación)Amh. Pero no había en el Amenti sitio alguno que representara el ortodoxo infierno cristiano. La peor de todas era la Sala de las Tinieblas y Sueño eternos. Como dice Lepsius, los difuntos “duermen (allí) en formas incorruptibles, no se despiertan para ver a sus hermanos, no reconocen ya padre ni madre; sus corazones nada sienten por su esposa e hijos. Esta es la mansión del dios Totalmente-Muerto. Todos se estremecen al rogarle, porque no escucha. Nadie puede glorificarle, porque no mira a los que le adoran. Tampoco se hace cargo de ofrenda alguna presentada a él.” Este dios es DecretoKármico; la tierra del Silencio, la mansión de aquellos que mueren absolutamente incrédulos, de aquellos que fallecen de resultas en un accidente antes del término señalado de su vida, y por último del que muere en el umbral de Avitchi, que jamás está en el Amenti o algun otro estado subjetivo,salvo en un solo caso, sino en esta región de forzoso renacimiento. Estos no se detenían mucho tiempo aun en su estado de sueño profundo, de olvido y tinieblas, antes al contrario, eran conducidos con más o menos presteza hacia el Amh, la “puerta de salida”.

 

Amesha Spentas (Zendo).- Amshaspends. Los seis ángeles o Fuerzas divinas personificadas como dioses, que sirven a Ahura Mazda, de los cuales éste es la síntesis y el séptimo. Son uno de los prototipos de los católico-romanos “Siete Espíritus” o Angeles con Miguel como jefe, o la “Hueste celestial”; los “Siete Angeles del Señor”. Son ellos los constructores, los creadores del Cosmos, entre los gnósticos, e idénticos a los Siete Prajâpatis, los Sephirot, etc. [En el Zoroastrismo, uno de los Siete Espíritus o Logos Planetarios.]

 

* Amia.- Véase: Ama.

 

Amitâbha.- Corrupción china de la expresión sánscrita Amrita Buddha, o “Inmortal iluminado”, nombre de Gautama Buddha. Dicho término tiene diversas variantes, tales como Amita, Abida, Amitâya (o Amitâyus), etc., y se explica con la doble significación de “Edad sin límites” y “Luz sin límites” [o “esplendor infinito” = amita-âbhâ.] El concepto primitivo del ideal de una divina luz impersonal ha sido antropomorfizado con el tiempo.

 

[En el simbolismo búdico del Norte, se dice de Amitâbha, o “Espacio sin límites” (Parabrahm), que tiene en su paraíso dos Boddhisattvas gemelos: Kwan-shi-yin y Tashishi, quienes irradian constantemente luz sobre los tres mundos en que vivieron, incluso el nuestro (o sea los tres planos de existencia: terrestre, astral y espiritual), con el objeto de contribuir con tal luz (del conocimiento) a la instrucción de los yogis, los cuales salvarán hombres a su vez. Su encumbrada posición en el reino de Amitâbha es debida a los actos de compasión llevados a cabo por ambos gemelos, como tales Yogîs, cuando vivían en la tierra, dice la alegoría. (Véase: Voz del Silencio). [Amitâbha, “luz o esplendor infinito”, el inmortal Iluminado, o sea Buddha. Esta palabra significa igualmente: “Edad o Espacio sin límites”. Amitâbha es también Parabrahm, lo Inmanifestado. – Voz del Silencio, III]

 

Ammon (Egipcio).- Uno de los dioses mayores de Egipto. Ammón o Amoun es mucho más antiguo que Amoun-Ra, y es identificado con Baal-Hammon, el Señor de los Cielos. Amoun-Ra era Ra, el Sol espiritual, el “Sol de Justicia”, etc., puesto que “el Señor Dios es un Sol”. Es el Dios de Misterio, y los jeroglíficos de su nombre están frecuentemente invertidos. Es Pan, Toda-Naturaleza esótericamente, y por lo mismo, el Universo y el “Señor de toda la Eternidad”. Ra, como está declarado por una antigua inscripción, fue “producido pr Neith, pero no engendrado”. Se le denomina el Ra “producido por sí mismo”, y creó la bondad con una mirada de su ojo ardiente, así como Set-Typhon creó el mal con la suya. Los mismo que Ammon (también Amoun, Amun y Amen), Ra es el “Señor de los mundos entronizado sobre el disco del Sol y aparace en el abismo de los cielos”. Un antiquísimo himno descifra el nombre “Amen-Ra” y proclama el “Señor de los tronos de la tierra … Señor de Verdad, Padre de los dioses, Hacedor del Hombre, Creador de los animales, Señor de la Existencia, Iluminador de la Tierra, que navega tranquilamente en los cielos… Todos los corazones se ablandan al contemplarte, ¡Soberano de la vida, salud y fuerza! Adoramos tu Espíritu, el único que nos hizo a nosotros“, etc., etc. (Véase: Bonwick, Fe egipcia). Ammon Ra es denominado “esposo de su madre” e hijo de ella. (Véase: Chnoumis y Chnouphis, y también Doctrina Secreta, I, págs 91 y 393). Al dios “con cabeza de carnero” sacrificaban corderos los judíos, y el Cordero de la Teología cristiana es una disfrazada reminiscencia del carnero.

 

Ammonio Saccas.- Grande y eminente filósofo que vivió en Alejandría entre el segundo y tercer siglo de nuestra era. Fue el fundador de la Escuela Neoplatónica de los filateleos o “amantes de la Verdad”. Nació pobre y de padres cristianos, pero estaba dotado de una bondad tan sobresaliente, casi divina, que le llamaron Theodidaktos, el “enseñado por Dios”. Veneró todo lo que había de bueno en el Cristianismo, pero rompió con él y con las iglesias en edad muy temprana, por no saber encontrar en él superioridad alguna sobre las antiguas religiones.

 

Amrita (Sánscrito).- Néctar, ambrosía o alimento de los dioses; el alimento que confiere la inmortalidad. El elixir de vida extraído del Océano de leche, en la alegoría Purânica. Antiguo vocablo védico aplicado al sagrado jugo Soma en los Misterios del Templo.

 

* Amukhya-Kârana (Sánscrito).- Causa menor o secundaria.

 

Amûlam Mûlam (Sánscrito).- Literalmente: la “raíz sin raíz”. El Mûlaprakriti de los Vedantinos, la espiritual “raíz de la Naturaleza”. [El material del universo; Prakriti.]

 

Amun (Copto).- El dios egipcio de la sabiduría, que sólo tenía Iniciados o Hierofantes para servirle como sacerdotes.

 

Anâ (Caldeo).- El “cielo invisible” o Luz Astral; la celeste madre del mar (Mar) terrestre; de ahí probablemente el origen de Ana, madre de María.

 

Anacalipsis (Griego).- O sea: “Tentativa para descorrer el velo de la Isis de Sais”, por Godfrey Higgins. Es una obra valiosísima, que ahora solo puede adquirirse a precios fabulosos. Trata del origen de todos los mitos, religiones y misterios, y muestra un inmenso caudal de erudición clásica. (W.W.W.)

 

* Anâdi (Sánscrito).- “Sin principio”. – Increado.

 

* Anâdinidhana (Sánscrito).- “Sin principio ni fin”; eterno.

 

* Anâdi-pravaha-sattâ (Sánscrito).- “Existencia cuya corriente no tiene principio”; eternidad.

 

* Anâdyanta (Sánscrito) (an-âdi-anta).- “Sin principio ni fin”. Sinónimo de anâdi-nidhana.

 

Anâgâmin (Sánscrito).- El que ya no debe renacer más en el mundo de deseo. Un grado anter de llegar a ser Arhat y estar acondicionado para el Nirvâna. El tercero de los cuatro grados de santidad en el sendero de la Iniciación final [habiendo pasado la cual, el alma no tiene ya necesidad de reencarnarse.]

 

* Anagrâniyas (Sánscrito).- En el sistema vedantino, Parabrahm.

 

* Anaham (Sánscrito).- an-aham: no-yo; no-ego.

 

Anâhata Chakra (Sánscrito).- El asiento, centro o “rueda” de la vida; el corazón [el cuarto centro,padma, crakra o plexo ganglionar de los yogîs], segun algunos comentaristas. Está situado en el corazón. [Véase: Aforimos de Patañjali, III, 34].

 

* Anâhata-nâda (Sánscrito).- “Sonido no producido por concusiones”. – El sonido OM.

 

Anâhata-zabda (o shabda) (Sánscrito).- Las voces y sonidos místicos que oye el yogî en el período inicial de su meditación. La tercera de las cuatro condiciones del sonido, llamada también Madhyamâ(la cuarta condición se presenta cuando el sonido es perceptible al sentido físico del oído). El sonido en sus grados precedentes no es percibido sino por aquellos que han desarrollado sus más sublimes sentidos internos, espirituales. Los cuatro grados se conocen respectivamente con los nombres de:Parâ, Pazyantî, (Pashyantî), Madhyamâ y Vaikharî.

 

Anaitia (Caldeo).- Derivación de Anâ (véase esta palabra), diosa idéntica a la Annapurna india, uno de los nombres de Kâlî (esposa o aspecto femenino de Ziva) a lo sumo.

 

Analogistas.- Los discípulos de Ammonio Saccas (véase este artículo), así llamados a causa de su práctica de interpretar todas las leyendas, mitos y misterios sagrados por un principio de analogía y correspondencia, cuya regla se encuentra ahora en el sistema cabalístico y señaladamente en las Escuelas de Filosofía esotérica del Oriente.   (Véase: Los doce signos del Zodíaco, por Subba Row, enCinco años de Teosofía).

 

Ânanda (Sánscrito).- Bienaventuranza, alegría, felicidad. Nombre del díscipulo predilecto de Gautama, el Señor Buddha. [El estado de bienaventuranza en la cual el alma se sume en el Espíritu.Ânanda significa asimismo el estado espiritual de la atmósfera táttvica. –Râma Prasâd.]

 

* Ânanda-kâya (Sánscrito).- Cuerpo, cáscara o envoltura de bienaventuranza.

 

Ânanda-lahari (Sánscrito).- “La oleada de gozo”, hermoso poema escrito por Zankarâchârya, un himno a Pârvati, muy místico y oculto.

 

* Ânandamaya (Sánscrito).- Literalmente: “formado de bienaventuranza” o “de naturaleza de bienaventuranza”.

 

Ânandamaya-koza (Sánscrito).- “La ilusoria cáscara o envoltura de bienaventuranza”, esto es, la forma mayávica o ilusoria, la apariencia de los que es informe. El bienaventurado, el alma superior. El nombre vedantino con que se designa uno de los cinco Kozas (koshas) o “principios” humanos; idéntico a nuestro Âtmâ-Buddhi o Alma espiritual. [Esta quinta envoltura o cáscara del alma en el sistema vedantino corresponde al Buddhi, sexto principio humano segun la Teosofía.]

 

Ananga (Sánscrito).- El “incorpóreo”. Epíteto de Kâma, dios del amor.

 

* Ananta (Sánscrito) An-anta “sin fin”.- Rey de los Nâgas. Al fin de cada Kalpa vomita un fuego devorador que destruye toda la creación. Es emblema de eternidad. Epíteto de Vichnú. Con el nombre de Ânanta o Ananta-Zecha se designa también la Serpiente de la Eternidad, gran serpiente de siete cabezas (o mil, segun los Purânas), sobre cuyo cuerpo reposa Vichnú flotando en las aguas primordiales durante el pralaya. (Véase: Charaka).

 

Ananta-zecha (o sesha).- Literalmente: “estacionamiento sin fin”. – Véase: Ananta.

 

* Anarâdha (Sánscrito).- La décimoséptima mansión lunar.

 

Anastasis (Griego).- La continuada existencia del alma. [Literalmente, anastasia significa: levantamiento, resurgimiento, resurrección; de ahí la supervivencia del alma después de la muerte del cuerpo.]

 

* Anâtmâ o Anâtman (Sánscrito).- El no-Yo, en contraposición al Yo (o Âtma).

 

* Anâtmaka (Sánscrito).- Entre los budistas, irreal, ilusorio, puramente fenomenal.

 

Anatu (Caldeo).- El aspecto femenino de Anu (véase esta palabra). Representa a la Tierra y el Abismo, mientras que su consorte representa el Cielo y la Altura. Es la madre del dios Hea, y produce el cielo y la tierra. Astronómicamente, es Ishtar, Venus, el Ashtoreth de los judíos.

 

Anaxágoras (Griego).- Célebre filósofo jónico que vivió 500 años antes de J.C. Estudió filosofía bajo la dirección de Anaxímedes de Mileto, y se estableció en Atenas en tiempos de Pericles. Entres sus discípulos, figuraron Sócrates, Eurípides, Arquelao y otros filósofos y hombres eminentes. Era un astrónomo sapientísimo, y fue uno de los primeros en explicar públicamente lo que Pitágoras enseñaba en secreto, o sea los movimientos de los planetas, los eclipses de sol y de luna, etc. Fue él quien enseñó la teoría de Caos, fundándose en el principio de que “nada sale de la nada” (ex nihilo nihil fit); enseñó igualmente la teoría de los átomos, considerándolos como la esencia y substancia fundamental de todos los cuerpos, y “de la misma naturaleza que los cuerpos que ellos forman”. Estos átomos -decía- fueron puestos primeramente en movimiento por el Nous (Inteligencia universal, el Mahat de los indos), que es una entidad inmaterial, eterna, espiritual. Gracias a esta combinación, fue formado el mundo, hundiéndose los groseros cuerpos materiales, y elevándose y extendiéndose en las más altas regiones celestes los átomos etéreos (o éter ígneo). Adelantándose más de dos mil años a la ciencia moderna, enseñaba que los astros eran de la misma materia que nuestra tierra, y el sol una masa incandescente; que la luna era un cuerpo opaco, inhabitable, que recibe su luz del sol; los cometas eran cuerpos o astros errantes; y adelantándose aun más a dicha ciencia, se declaró enteramente convencido de que la existencia real de las cosas percibidas por nuestros sentidos no puede probarse de un modo demostrable. Murió desterrado en Lampsaaco, a los setenta y dos años.

 

* Anciano de los Días.- Ain-Soph, el Eterno. “¿Y no es acaso idéntico el Viejo Tiempo de los griegos, con su guadaña y reloj de arena, al Anciano de los Días de los cabalistas, siendo este último “Anciano” lo mismo que el Anciano de los Días indo, Brahmâ, en su forma trina y una, cuyo nombre es también Sanat, el Anciano?” (Doctrina Secreta, I, 946 = 428 de la traducción española).

 

Ancianos (Los).- Nombre dado por los ocultistas a los siete Rayos creadores nacidos del Caos o “Abismo”.

 

* Andaja (Sánscrito).- Generación ovípara o por huevos.

 

Andha-katâha o Anda-katâha (Sánscrito).- La cubierta exterior, o sea la “cáscara” del Huevo de Brahmâ; el área dentro de la cual está encerrado nuestro universo manifestado.

 

* Andhatâmisra (Sánscrito).- “Ceguedad tenebrosa o profunda ofuscación (del alma)”. – El infierno en donde las cualidades del Âkâza-Tattva se encuentran en doloroso exceso. (Râma Prasâd).

 

            * Andhra (Sánscrito).- Hijo de un Vaideha y una Kârâvarâ. (Mânava-dharma-zâstra.)

 

Andrógino.- Véase: Baphomet (Chivo-cabra andrógino), Rayo andrógino, etc.

 

* Anga (Sánscrito).- Miembro, rama, parte, elemento.

 

            Angâra o Angâraka (Sánscrito).- La Estrella de Fuego; el planeta Marte; en tibetano, Mig-mar.

 

* Angas (Sánscrito).- Véase: Vedângas.

 

Angiras.- Uno de los [diez] Prajâpatis. Un hijo de Dakcha; un jurisconsulto, etc.

 

Angirasas (Sánscrito).- Nombre genérico de varias personas y cosas puránicas; una clase de Pitris, antecesores del hombre; un río del Plakcha, uno de los Sapta dwîpas (véanse estas palabras). [Los Angirasas constituían una raza intermedia de elevados Seres entre los dioses y los hombres. “Angirasas” era uno de los nombres de los Dhyânîs, o Instructores de los Devas (Guru-Devas), Iniciados de la remota tercera, cuarta y hasta de la quinta Raza. – Doctrina Secreta, II, 640.]

 

Angra Mainyus (Zendo).- Nombre zoroastriano de Ahrimán; el mal espíritu de destrucción y oposición, del cual dice Ahura Mazda (en el Vendidâd, Fargard I) que “contrahace mediante su prestigio” toda hermosa tierra que Dios crea; pues “Angra Mainyu es todo muerte”.

 

* Aniada (Alquimia).- Las actividades causadas por influencias astrales, poderes celestiales, la actividad de la imaginación y la fantasía. (F. Hartmann).

 

* Aniádum.- El hombre espiritual (renacido); la actividad del espíritu del hombre en su cuerpo mortal; el asiento de la conciencia espiritual. (F. Hartmann).

 

* Aniadus.- Actividad espiritual de las cosas. (F. Hartmann).

 

* Anila (Sánscrito).- Soplo, viento. – Uno de los Maruts; uno de los Vasus. El dios del viento y regente del Noroeste. Llamado también Pavana y Vâyu. (Véanse estas voces).

 

* Anili (Sánscrito).- El décimoquinto nakchatra o asterismo lunar.

 

Anillo de Giges.- El anillo de Giges ha llegado a ser una metáfora comun en la literatura europea. Giges era un lidio, que después de asesinar al rey Candaulo, se casó con su viuda. Platón nos relata que Giges descendió una vez a una profunda hendidura de la tierra y descubrió allí a un caballo de bronce, dentro de cuyo costado abierto estaba el esqueleto de un hombre de gigantesca estatura, el cual tenía puesto en el dedo una sortija de bronce. Esta sortija, una vez colocada en su propio dedo, le hacía invisible.

 

Anillo “no se pasa”.- El círculo dentro del cual están encerrados todos aquellos que contínuamente se hallan afligidos por la ilusión de la separatividad.

 

Anillos mágicos.- Estos anillos han existido como talismanes en las tradiciones y leyendas de todos los pueblos. En la Escandinavia, dichos anillos están siempre relacionados con los duendes y enanos que, segun se decía, eran poseedores de talismanes y los daban algunas veces a los seres humanos a quienes deseaban proteger. He aquí las palabras de un cronista: “Estos anillos mágicos traían buena suerte a su propietario mientras eran cuidadosamente guardados; pero su pérdida iba seguida de terribles desgracias e indecible tormento”.

 

Anillos y Rondas.- Términos empleados por los teósofos en la exposición de la Cosmogonía oriental. Se usan para indicar los diversos ciclos evolucionarios en los reinos elemental, mineral, etc., por los cuales pasa la Mónada en alguno de los Globos, empleándose la palabra Ronda sólo para denotar el paso cíclico de la Mónada alrededor de toda la cadena de siete Globos. En general, los teósofos usan el término anillo o círculo como sinónimo de ciclo, sea cósmico, geológico, metafísico o de alguna otra especie.

 

* Anima (Latín).- El alma. Con este nombre se designa el órgano interno (Antahkarana) y también el conjunto de los tres principios: Âtma, Buddhi y Manas.

 

Anima Mundi (Latín).- “Alma del Mundo”; lo mismo que el Alaya de los budistas del Norte; la esencia divina que todo lo llena, penetra, anima e informa, desde el átomo más diminuto de materia hasta el hombre y el dios. En cierto sentido es la “Madre de siete pieles” de las estancias de laDoctrina Secreta, la esencia de los siete planos de senciencia, conciencia y diferenciación moral y física. En su aspecto más elevado, es el Nirvâna, y en el inferior es la Luz Astral. Era femenina entre los gnósticos, los primitivos cristianos y los nazarenos; bisexual entre las demás sectas, que la consideraban solamente en sus cuatro planos inferiores. De naturaleza ígnea, etérea en el objetivo mundo de la forma (y luego éter), y divina y espiritual en sus tres planos más elevados. Cuando se dice que cada alma humana nacía desprendiéndose del Anima Mundi, significa esotéricamente que nuestros Yos superiores son de una esencia idéntica al Alma del Mundo, que es una radiación de lo ABSOLUTO Universal siempre desconocido.

 

* Animales.- Véase: Los Cuatro Animales.

 

* Animan (Sánscrito).- “Pequeñez”, “sutilidad”. – Uno de los ocho siddhis o poderes ocultos más elevados. El poder de reducirse uno a un grado extremo de pequeñez o de asemejarse con el átomo.

 

* Anirdezya (Anirdeshya) (Sánscrito).- Indefinible, indescriptible, inexplicable.

 

* Aniruddha (Sánscrito).- Libre, sin sujeción.

 

* Anirvachanîya (Sánscrito).- Indescriptible, indefinible. Sinónimo de Anirdezya.

 

* Anitya (Sánscrito).- “No eterno”, impermanente, perecedero, destructible, transitorio. Tomado como sustantivo, limitación. (Bhagavân Dâs).

 

Anîyâmsam-asîyasâm (Sánscrito).- “Lo más sutil (o atómico de lo sutil)”. – En la filosofía vedantina se aplica este nombre a Parabrahm, la Deidad suprema, cuya esencia está en todas partes. Compárese con la expresión del Bhagavad-Gîtâ, VIII, 9: anor anîyâmsam, más sutil que el átomo.

 

* Anîzvara (Sánscrito).- An-Izvara, “sin Señor” o “sin Dios”; ateísta.

 

Anjala (Sánscrito).- Uno de los poderes personificados que surgen del cuerpo de Brahmâ: los Prajâpatis.

 

Anjana (Sánscrito).- Una serpiente, un hijo del richi Kazyapa (Kasyapa).

 

* Ankh.- Una forma de cruz ansata, así

 

* Anna-kâya (Sánscrito).- El cuerpo físico o de carne.

 

Annamaya koza (o kosha) (Sánscrito).- Término vedantino equivalente a Sthûla Zarîra (Sharira), o sea que el cuerpo grosero, físico o material. Es la primera “cáscara” de la Mónada entre las cinco admitidas por los Vedantinos, entendiéndose por “cáscara” lo que se conoce en Teosofía con el nombre de “principio”.

 

Annapurna (Sánscrito).- Véase: Anâ.

 

* Ânnaya (Sánscrito).- Proceso o estado en que, a pesar de no haber conciencia material, se percibe la presencia del Âtma como testigo de tal estado. (Comentario de D.K. Laheri al Uttara-Gîtâ, II, 9).

 

Annedotus (Griego).- Nombre genérico de los Dragones u Hombres-Peces, de los cuales han existido cinco. El historiador Beroso refiere que en varias ocasiones surgió del mar Eritreo un semidemonio llamado Oannes o Annedotus, que si bien en parte era animal, enseñó a los caldeos varias artes útiles y todo cuanto podía civilizarlos. (Véase: Lenormant, Magia Caldea, pág. 203, y también el artículo Oannes). (W.W.W.)

 

Annufn o Annoufn (Celta).- “Lo que no tiene fondo”, el Abismo. Esta palabra equivale al Tohu-bohude la Biblia, al Chaos de la teogonía de Hesíodo, al Tiamat de la cosmogonía caldeo-asiria y al Mûla-prakriti de los filósofos indos. (E.Bailly).

 

Anoia (Griego).- “Falta de entendimiento”, “insensatez”. Anoia es el nombre dado por Platón y otros filósofos al Manas inferior, cuando está demasiado íntimamente unido con el Kâma, que se distingue por su irracionalidad (agnoia). La voz griega agnoia es evidentemente una derivación del término análogo sánscrito ajñâna, que significa ignorancia, irracionalidad, ausencia de conocimiento. (Véase:Agnoia y Agnóstico).

 

Anouki (Egipcio).- Una forma de Isis; la diosa de la vida, de cuyo nombre deriva la voz hebrea Ank, vida. (Véase: Anuki).

 

* Anrita (Sánscrito).- “No verdadero”; falso, injusto, impropio.

 

* Ansata (Cruz).- Véase: Cruz Ansata.

 

Ansumat (Sánscrito).- Personaje purânico, “sobrino de sesenta mil tíos”, hijos del rey Sagara, que fueron reducidos a cenizas por una sola mirada del “Ojo” del richi Kapila.

 

* Anta (Sánscrito).- Fin, extremo, límite, muerte.

 

* Antah (o Antar) (Sánscrito).- Interior, interno.

 

Antahkarana o Antaskarana (Sánscrito).- Este término tiene varios significados, que difieren en cada secta y escuela de filosofía. Así es que Zankarâchârya traduce esta palabra en el sentido “entendimiento”; otros, en el de “órganos o instrumento interno, el Alma, formada por el principio pensador y el egotismo [ahankâra]”; mientras que los ocultistas lo definen como el sendero o puente entre el Manas superior y el inferior, el Ego divino y el Alma personal del hombre. Sirve como medio de comunicación entre ambos, y transmite desde el Ego inferior al superior todas aquellas impresiones personales y aquellos pensamientos de los hombres que pueden, por su naturaleza, ser asimilados o retenidos por la Entidad imperecedera y ser hechos así inmortales con ella, siendo ellos los únicos elementos de la pasajera Personalidad que sobreviven a la muerte y al tiempo. Así es lógico que sólo aquello que es noble, espiritual y divino en el hombre pueda en la Eternidad dar testimonio de haber vivido.

 

[Los factores o principios internos Buddhi, Ahankâra y Manas, considerados colectivamente, constituyen el “órgano interno” (antahkarana) o Alma, cuya actividad, a diferencia de los sentidos, se extiende no sólo a lo presente, sino también a lo pasado y venidero. Los tres principios indicados forman, por decirlo así, los tres lados de un triángulo cuya suma es el Chitta (mente, pensamiento, inteligencia), con lo cual se realiza la idea de la trinidad en la unidad.]

 

[Es la “mente” considerada como un sentido o como un medio de conocimiento. – Bhagavân Dâs.]

 

* Antah-prajñâ (Sánscrito).- “Conocimiento interno”. El conocimiento del Yo.

 

* Antara (Sánscrito).- Intervalo, espacio, medio, diferencia, interior, íntimo.

 

* Antarâraya (Sánscrito).- Los enemigos internos que han de vencerse antes de lograr la liberación, a saber: kâma (lujuria), krodha (ira), lobha (codicia), moha (extravío, turbación, negligencia), Mada(orgullo) y matsara (envidia). – (Bhagavân Dâs: La Ciencia de las Emociones).

 

* Antarâtman (Sánscrito).- El Yo interno, alma, corazón.

 

* Antaryâma (Sánscrito).- Retención del aliento. Una de las prácticas del Prânâyâma.

 

* Antaryâmin (Sánscrito).- Dominio de las sensaciones internas; el regulador, refrenador o vigilante interno; la conciencia moral; el Yo.

 

* Antaryoga (Sánscrito).- Abstracción, recogimiento, concentración mental.

 

* Antaskarana.- Véase: Antahkarana.

 

Anthesteria (Griego).- Fiesta de las Flores (Floralia). Durante esta fiesta se celebraba el rito del Bautismo o purificación en los Misterios eleusinos en los estanques del templo, Limnœ, y en ella se hacía pasar a los neófitos (Mystœ) por la “angosta puerta” de Dionisos, para salir de allí como perfectos Iniciados.

 

Antropología.- La ciencia del hombre. Abarca entre otras cosas: la Fisiología, o sea aquella rama de la ciencia natural que descubre los misterios de los órganos y sus funciones en los hombres, animales y plantas; y también, y especialmente, la Psicología, la grande y en nuestros días harto abandonada ciencia del alma, lo mismo como una entidad distinta del Espíritu, que en sus relaciones con el Espíritu y el cuerpo. En la ciencia moderna, la Psicología trata sólo o principalmente de las condiciones del sistema nervioso, y desconoce casi por completo la naturaleza y esencia psíquica. Los médicos denominan psicología a la ciencia de la locura, y en los Colegios de Medicina designan con tal nombre la cátedra de vesania o enajenación mental. (Isis sin velo).

 

Antropomorfismo.- Del griego anthropos, que significa “hombre”. Consiste en atribuir a Dios o a los dioses una forma humana y cualidades o atributos igualmente humanos.

 

Anu   (Sánscrito).- “Atomo”. Uno de los epítetos de Brahmâ, del cual se dice que es un átomo, exactamente lo mismo que el Universo infinito. Alusión a la panteística naturaleza de la Divinidad.

 

Anu (Caldeo).- Una de las más altas divinidades de los babilonios, “Rey de los Angeles y Espíritus, Señor de la ciudad de Erech”. Es el Gobernador y Dios de los cielos y la tierra. Su símbolo es una estrella y una especie de Cruz de Malta, emblemas de la divinidad y soberanía. Es una divinidad abstracta que se supone que da forma a toda la extensión del espacio etéreo o cielo, mientras que su “esposa” da forma a los planos más materiales. Ambos son los tipos Ouranos y Gaia de Hesíodo. Surgieron ellos del Caos original. Todos sus títulos y atributos son gráficos, e indican salud, pureza física y moral, antigüedad y santidad. Anu era el más primitivo dios de la ciudad de Erech. Uno de sus hijos era Bil o Vil-kan, dios del fuego, de varios metales y de las armas. George Smith ve muy atinadamente en tal divinidad una estrecha relación con una clase de raza cruzada entre “el bíblico Tubal Caín y el clásico Vulcano…”, que es considerado además como “la más poderosa divinidad relacionada con la hechicería y los encantos en general”.

 

Anubis (Griego).- El dios de cabeza de perro, idéntico, bajo cierto aspecto, con Horus. Es preeminentemente el dios que trata con los desencarnados, o los resucitados en la vida post mortem. Anepou [o Anebo] es su nombre egipcio. Es una divinidad psicopómpica [esto es, que guía o conduce las almas al otro mundo], “el Señor de la Tierra del Silencio del Occidente, la Tierra de los Muertos, el preparador del camino del otro mundo”, a quien eran confiados los difuntos, para ser conducidos por él a Osiris, el Juez. En suma, es el “embalsamador” y el “guardián de los muertos”. Es una de las más antiguas divinidades del Egipto, puesto que Mariette Bey encontró la imagen de este dios en tumbas de la tercera Dinastía.

 

Anugîtâ (Sánscrito).- [Literalmente, “canto posterior”.] Uno de los Upanichads. Es un tratado muy oculto. (Véase: Libros Sagrados del Oriente, serie de Clarendon Press) [Como lo indica su mismo título, el Anugîtâ es una especie de continuación, o mejor dicho, recapitulación del Bhagavad-Gîtâ, puesto que encierra iguales enseñanzas, si bien en términos distintos.]

 

Anugraha (Sánscrito).- La octava creación, en el Vichnu Purâna. [La creación intelectual de los Sânkhyas.]

 

Anuki (Egipcio).- Véase: Anouki. “La palabra Ank del hebreo significa “mi vida”, mi ser, que es el pronombre personal Anochi del nombre de la diosa egipcia Anouki” – dice el autor del Misterio Hebreo, o el Origen de las Medidas.

 

* Anuloma (Sánscrito).- “En orden o sucesión regular”. En el Budismo, es el cuarto y último grado del sendero probatorio.

 

* Anumâna (Sánscrito).- Inferencia o deducción. Uno de los tres medios para llegar al conocimiento de la verdad admitidos en los sistemas de filosofía Sânkhya y Yoga. Los otros dos medios de certeza son: la percepción por medio de los sentidos, y la revelación o autoridad.

 

* Anumanta (Sánscrito).- El que consiente o permite. Con tal nombre se designa al Yo o Espíritu individual, porque, como mero espectador y experimentador, permite los actos del cuerpo o materia. (Véase: Bhagavad-Gîtâ, XIII, 22)

 

Anumati (Sánscrito).- La luna en su lleno; cuando de dios (Soma) se convierte en diosa.

 

Anumiti (Sánscrito).- Inferencia o deducción, en filosofía.

 

Anûnaki (Anunnaki) (Caldeo).- Angeles o espíritus de la Tierra. Son también elementales terrestres.

 

Anunit (Caldeo).- La diosa Akkad; Lucifer, la estrella de la mañana. Venus, como astro vespertino, era el altar de Ishtar de Erech.

 

Anupâdaka (Sánscrito).- Anupapâdaka y también Aupapâduka. Significa: “sin padres”, “que existe por sí mismo”, agénito, nacido sin padres o progenitores. Témino aplicado a ciertos dioses autocreados y a los Dhyâni Buddhas. (Véase Avatâra. [An-upâdaka “sin receptor”. El elemento radical de la materia que está por encima del Âkâza, así llamado porque no existe todavía ningun órgano o “receptor” desarrollado por la humanidad para ello. – Bhagavân Dâs: La Ciencia de la Paz.]

 

* Anupalabdhi (Sánscrito).- No percepción; no presencia. (Manilal Dvivedi).

 

* Anupapâdaka.- Véase: Anupâdaka.

 

* Anurâga (Sánscrito).- Apego, afecto, amor.

 

* Anuruddha.- Uno de los más eminentes discípulos de Gautama Buddha, considerado como el gran maestro de la metafísica búdica.

 

* Anusvâra (Sánscrito).- Es el punto que se pone sobre una letra o sílaba para reemplazar la M o N, dándole un sonido nasal, como en las voces OM, Ahamkâra o Ahankâra, Samsâra o sansâra.

 

Anuttara (Sánscrito).- Sin rival, sin par, incomparable. Así, anuttara bodhi significa: “inteligencia no superada, sin igual”; anuttar adharma, “ley o religión sin par”.

 

* Anuvritti (Sánscrito).- Continuación, sucesión; obediencia, sumisión; revolución, rueda de la vida; adaptación. (Bhagavân Dâs).

 

* Anvâya (Sánscrito).- Omnipenetrante.

 

Anyâmsam-aniyasâm.- Véase: Anîyâmsam-aniyasam.

 

* Anyodei.- La vida espiritual; el estado subjetivo en que la esencia superior del alma entra después de la muerte, una vez se ha despojado de sus partes más groseras, en el Kâma-loka. Corresponde a la condición del Devachan. (F.Hartmann).

 

* Anyonyâdhyâsa (Sánscrito).- En la filosofía vedantina, es “la imposición de los atributos de un objeto sobre otro”.

 

* Anza (Ansa o Añcha) (Sánscrito).- Parte, partícula. – La Mónada o Espíritu individual. (Véase:Bhagavad-Gîtâ, XV, 7).

 

* Añjali (Sánscrito).- Actitud de adoración y respeto, que consiste en juntar las dos manos formando hueco y levantarlas a la altura de la frente. A esto se llama “hacer el añjali”. (Véase:Bhagavad-Gîtâ, XI, 14 y 35).

 

* Año de Brahmâ.- Vastísimo período de tiempo igual a 360 Días de Brahmâ, con sus Noches de la misma duración, que en conjunto forman 3.110.400.000.000 años solares. Cien años de Brahmâ constituyen una “Edad de Brahmâ” o un mahâkalpa.

 

Años de Brahmâ.- El período entero de una edad de Brahmâ, o sea cien Años de Brahmâ, equivalentes a 311.040.000.000.000 años solares. Véase: Yuga.

 

Aour (Caldeo).- La síntesis de los dos aspectos de la Luz astroetérea [o Luz Astral propiamente dicha], el Od, la pura luz que da vida, y el Ob, la luz que da la muerte. [Aour: tal es el nombre hebreo del nóumeno de la luz, que corresponde a la esencia del protilo elemental, o mejor dicho, a su radícula masculina, pues el Aour (el Fiat Lux del Génesis) es lanzado como germen fecundante en el seno de la Vida eterna u omnipresente. – Jyotis Prâcham: El Misterio de la Vida.]

 

Apâm Napât (Zendo).- Un ser misterioso, que corresponde al Fohat de los ocultistas. Es a la par un nombre Védico y un nombre Avestiano [o del Avesta.] Literalmente, dicho término significa: “Hijo de las Aguas” (del Espacio, esto es, Eter), puesto que en el Avesta, Apâm Napât está entre los yazatas[o puros espíritus celestiales] del fuego y los yazatas del agua. (Véase: Doctrina Secreta, II, 400, nota).

 

Apâna (Sánscrito).- “Aliento inspiratorio”. Una de las prácticas del Yoga. Prâna y Apâna son respectivamente los alientos “expiratorio” e “inspiratorio”. Se designa con el nombre de “viento [o aire] vital”, en el Anugîtâ. [Hay una discrepancia entre los autores acerca del significado exacto de esta palabra. Segun el Diccionario clásico sánscrito-francés de Burnouf, es el soplo o alientoexpirado; en el Diccionario sánscrito-inglés de C.Cappeller, es el viento o aire que va hacia abajo (en el cuerpo); en el comentario del Bhagavad-Gîtâ de Râmanujâchârya, equivale a “expiración”, y en este sentido lo interpretan también Schlégel y otros traductores y comentaristas. Es uno de los cincoaires vitales, la corriente que va desde el ombligo hacia abajo y expele del organismo todo lo inútil o innecesario para la vida, esto es: los productos de excreción, por lo cual se le denomina “aliento inferior”. También se llama Apâna la corriente nerviosa que rige las partes superiores del cuerpo, y de una manera especial los pulmones. – Véase: Prâna.]

 

* Apântaratamas.- Richi védico, de quien dice Zankara (en su Comentario del Brahmasûtra, III, 3, 32) que se encarnó con el nombre de Krichna Dwaipâyana, o Vyâsa, autor o compilador delMahâbhârata y otras importantes obras, en la época del tránsito del Kaliyuga al Dvâpara-yuga. (Weber: Indische Literaturgeschichte).

 

Apap (Egipcio).- En griego: Apophis. La simbólica serpiente del mal. La barca solar y el Sol son los grandes matadores de Apap en el Libro de los Muertos. Es Tifón [Typhon], que después de matar a Osiris, se encarna en Apap, con el intento de matar a Horus. Como Taoër (o Ta-ap-oër), aspecto femenino de Tifón, Apap se llama “devorador de las almas”, y con razón, puesto que Apap simboliza el cuerpo animal, como materia dejada sin alma y abandonada a sí misma. Siendo Osiris, como todos los demás dioses solares, un símbolo del Ego superior (Christos), Horus (su hijo) es el Manas inferior o el Ego personal. En más de un monumento se puede ver a Horus, ayudado de multitud de dioses con cabeza de perro, armados con cruces y lanzas, matando a Apap. Como dice un orientalista: “El dios Horus, puesto de pie, a guisa de vencedor, sobre la Serpiente del Mal, puede considerarse como la primitiva forma de nuestro sobrado conocido grupo de San Jorge (Miguel) y el Dragón, o sea la santidad hollando el pecado”. El Draconianismo no murió con las religiones antiguas, sino que se ha convertido corporalmente en la última forma cristiana de culto.

 

* Apara (Sánscrito).- Lo opuesto a para.

 

* Apara-prakriti (Sánscrito).- La naturaleza inferior. “Tierra, agua, fuego, aire, éter, manas, buddhiy ahankâra; he aquí los ocho componentes que integran mi naturaleza material. Esta es mi naturaleza inferior.” (Bhagavad-Gîtâ, VII, 4, 5).

 

* Apara-vidyâ (Sánscrito).- Conocimiento inferior, conocimiento de los fenómenos, la ciencia que sólo se ocupa de los efectos exteriores, de las ilusiones, del mundo fenomenal. (A.Besant).

 

Aparecido, aparición.- Fantasma, espectro, sombra, alma o espíritu. Así se suelen denominar las diversas apariciones que se presentan en las sesiones espiritistas.

 

* Aparigraha (Sánscrito).- “Que no recibe dones”.

 

Aparinâmin (Sánscrito).- Lo inmutable e inalterable. El reverso de parinâmin, lo que está sujeto a cambio, modificación, diferenciación o decadencia.

 

Aparokcha (Sánscrito).- Directo e inmediato.

 

* Âpas (Sánscrito).- “Agua”. Uno de los cincon Tattvas, denominado éter gustífero. (Râma Prasâd). El elemento radical de la materia correspondiente al órgano del gusto. Así leemos en el Bhagavad-Gîtâ (VII, 8, 9), las siguientes palabras de Krichna: “Yo soy el sabor en las aguas…”

 

* Apasarpana (Sánscrito).- Que se va o se aleja.

 

Âpava (Sánscrito).- “Que se recrea en las aguas”. Otro aspecto de Nârâyana o Vichnú y de Brahmâ combinados, puesto que Âpava, como este último, se divide en dos partes, varón y hembra, y crea a Vichnú, que a su vez crea a Virâj, que crea a Manú. Dicho nombre se explica e interpreta de diversas maneras en la literatura brahmánica.

 

Apavarga o Apavarjana (Sánscrito).- Liberación de repetidos nuevos nacimientos. Liberación final.

 

Apavarjana.- Véase: Apavarga.

 

Apis o Hapi-ankh (Egipcio).- “El muerto viviente”, o sea Osiris encarnado en el sagrado Toro blanco. Apis era el dios-toro, a quien dieron muerte con mucha ceremonia al llegar a la edad de veintiocho años, edad en que Osiris fue muerto por Tifón. No se adoraba al Toro, sino al símbolo de Osiris; exactamente lo mismo que los cristianos en sus templos doblan ahora la rodilla ante el Cordero, símbolo de Jesucristo. [Véase: Culto del Toro.]

 

Apocrypha (Griego).- Muy erróneamente traducido y adoptado como “dudoso” o “espurio”. Dicha palabra significa simplemente: secreto, oculto, esotérico.

 

Apolo de Belvedere.- De todas las antiguas estatuas de Apolo, hijo de Júpiter y Latona, llamado también Febo, Helios el Radiante y el Sol, la mejor y más perfecta es la conocida con dicho nombre, que se conserva en la Galería Belvedere del Vaticano en Roma. Se le llama Apolo Pitio, porque está el dios representado en el momento de su victoria sobre la serpiente Pitón. Se encontró esta estatua en las ruinas de Ancio, en el año 1503.

 

Apolonio de Tiana (o de Tianes) (Griego).- Admirable filósofo que nació en Capadocia a principios del siglo primero. Ferviente pitagórico, que estudió las ciencias fenicias bajo la dirección de Eutidemo, y la filosofía pitagórica y otros estudios bajo la de Euxeno de Heráclea. Siguiendo las doctrinas de dicha escuela, fue vegetariano durante su larga vida; se alimentaba solo de frutas y hortalizas; no bebía vino; llevaba vestidos hechos sólo de fibras vegetales; andaba descalzo y se dejó crecer el cabello en toda su longitud, como lo llevaban todos los Iniciados antes y después de él. Le iniciaron los sacerdotes del templo de Esculapio (Asclepios) en Eges y aprendió mucho de los “milagros” para curar enfermos, obrados por el dios de la medicina. Habiéndose preparado para una iniciación más elevada por medio de un silencio que duró cinco años, y por los viajes, en los cuales visitó Antioquía, Efeso, Panfilia y otros puntos, se encaminó solo por la vía de Babilonia a la India, pues sus íntimos discípulos le habían abandonado por temor de ir a la “tierra de los encantos”. Sin embargo, un discípulo accidental, Damis, a quien encontró en su camino, le acompañó en sus viajes. En Babilonia fue iniciado por los caldeos y magos, segun refiere Damis, cuyo relato copió un tal Filostrato cien años más tarde. Después de haber regresado de la India, mostróse como un verdadero Iniciado, por cuanto las pestilencias y los terremotos, muertes de reyes y otros acontecimientos que él profetizó sucedieron puntualmente. En Lesbos, los sacerdotes de Orfeo, envidiosos de él, se negaron a iniciarle en sus misterios especiales, aunque lo hicieron algunos años después.

Predicó al pueblo de Atenas y otras ciudades la moral más pura y noble, y los fenómenos que operó fueron tan admirables y estupendos como numerosos y bien comprobados. “¿Cómo es –pregunta Justino mártir con espanto-, cómo es que los talismanes (telesmata) de Apolonio tienen virtud para impedir, como vemos nosotros, la furia de las olas, la violencia de los huracanes y las acometidas de las bestias feroces; y mientras los milagros de Nuestro Señor se recuerdan tan sólo por la tradición, los de Apolonio son numerosísimos y realmente manifestados en hechos presentes?” (Quæst. XXIV). Pero fácilmente responde a esto el hecho de que, después de cruzar el Hindu-kush, Apolonio había sido dirigido por un rey a la mansión de los Sabios, que puede ser la misma de hoy día, los cuales le enseñaron la ciencia no superada por ninguna otra. Sus diálogos son el corintio Menippo nos dan verdaderamente el catecismo esotérico, y descubren (cuando se comprenden) más de un importante misterio de la Naturaleza. Apolonio era amigo, corresponsal y huésped de reyes y reinas, y no hay poderes maravillosos o “mágicos” mejor atestiguados que los suyos. Hacia el fin de su dilatada y prodigiosa vida abrió una escuela esotérica en Efeso, y murió a la edad de cerca de cien años.

 

Apporheta (Aporrheta) (Griego).- Instrucciones secretas sobre asuntos esotéricos dadas durante los Misterios griegos y egipcios.

 

Apsaras (Sánscrito).- [Literalmente: “que se mueven en el agua”.] Ondinas o ninfas acuáticas del Paraíso o cielo de Indra. Segun la creencia popular, las Apsaras son las “esposas de los dioses” y se las denomina Surânganâs [hermosas mujeres de los dioses], y con un término menos honroso se las llama Sumadâtmajâs (o “hijas del placer”), porque, segun cuenta la fábula, cuando aparecieron en el acto de batir el Océano, ni los dioses (suras) ni los demonios (asuras) quisieron tomarlas por legítimas esposas. Urvasî y muchas otras de ellas están mencionadas en los Vedas. En Ocultismo, son ciertas plantas acuáticas de virtudes narcóticas o “productoras de sueño” y ciertas fuerzas inferiores de la Naturaleza.

 

* Âpta (Sánscrito).- El que ha alcanzado, que es iluminado por sí mismo.

 

* Aptavâkhyam (Sánscrito).- Palabras de un âpta.

 

* Aquastor.- Un ser creado por el poder de la imaginación; esto es, por la concentración del pensamiento en el Âkaza, gracias a lo cual puede crearse una forma etérea (elementales, súcubos e íncubos, vampiros, etc.). Estas formas imaginarias, y sin embargo reales, pueden adquirir vida de la persona por cuya imaginación han sido creadas, y bajo ciertas circunstancias pueden hasta hacerse visibles y tangibles.

 

Aquelarre (Witches’ Sabbath o Sábado de las Brujas).- La supuesta fiesta y asamblea de brujas en algun paraje solitario, donde se acusaba a las brujas de comunicarse directamente con el Diablo. Todas las razas y todos los pueblos han creído en esto, y algunos creen aun hoy en día. Así, el principal punto de reunión de todas las brujas de Rusia se dice que es la Montaña Pelada (Lissara Gorâ), situada cerca de Kief, y en Alemania, el Brocken, en los montes del Harz. En el viejo Boston (Estados Unidos de América) se congregaban cerca del “Estanque del Diablo”, en una vasta selva ahora desaparecida. En Salem, les dieron muerte casi a voluntad de los dignatarios de la Iglesia, y en la Carolina del Sur fue quemada una hechicera en época tan reciente como el año 1865. En Alemania e Inglaterra fueron asesinadas a millares por la Iglesia y el Estado, después de verse obligadas a mentir y confesar, por la violencia del tormento, su participación en el “Sábado de las Brujas”. [La Noche de santa Walpurgis o Walpurga, cuya fiesta celebra la Iglesia el día primero de mayo, noche que aun hoy día ven llegar las gentes sencillas con cierto temor supersticioso, se hizo famosa en la Edad media por el aquelarre que celebraban brujos y brujas en la agreste montaña del Brocken o Blocksberg, el más elevado pico del Harz. Esta escena está magistralmente descrita en la primera parte del Fausto de Goethe.]

 

* AQUELLO.- El Todo absoluto, lo Eterno absoluto, fuera de lo cual nada existe, de lo cual todo procede y en lo cual todo se resuelve; la causa instrumental y material, a la vez, del universo; la substancia y esencia de que el universo está formado. Es la Existencia una, incognoscible, cuya primera manifestación es el Espíritu. El Espacio y el Tiempo son simplemente formad de AQUELLO. Para los sentidos y las percepciones de los seres finitos, AQUELLO es No-Ser, en el sentido de que es la única Seidad; porque en este Todo está oculta su coeterna y coeval emanación o radiación inherente, que convirtiéndose periódicamente en Brahmâ (la Potencia masculino-femenina), se despliega formando el Universo manifestado. (Doctrina Secreta).

 

* Aqueronte.- Véase: Acheron.

 

Ar-Abu Nasr-al-Farabi, llamado en latín Alpharabius.- Fue persa de nación y el más insigne filósofo aristotélico de su tiempo. Nación en el año 950 de nuestra era, y segun se dice, fue asesinado en 1047. Era filósofo hermético y estaba dotado del poder de hipnotizar por medio de la música, haciendo reír, llorar, bailar y todo cuánto él quería a quienes le oían tañer el laúd. Algunas de sus obras referentes a la filosofía hermética están en la biblioteca de Leyden.

 

* Ârâdhana (Sánscrito).- Culto, adoración; propiciación, favor, gracia.

 

Arahat (Sánscrito).- Se pronuncia y escribe también: Arhat, Arhan, Rahat, etc., “el digno”, literalmente: “que merece honores divinos”. Este era el nombre que se dio primero a los santos jainas y posteriormente a los santos budistas iniciados en los misterios esotéricos. El Arhat es aquel que ha entrado en el mejor y supremo sendero, liberándose así del renacimiento. [El Arhat es el iniciado del grado superior; esto es, el que ha alcanzado la cuarta y última iniciación; aquel que pasa por ella se convierte en Adepto. – Véase la Voz del Silencio.]

 

* Arâma (Sánscrito).- Placer, deleite, jardín de recreo.

 

* Ârambha (Sánscrito).- Empresa, tentativa, esfuerzo; origen, principio.

 

* Ârambha-vâda (Sánscrito).- “Teoría o doctrina de un principio”, esto es: la creación del mundo por un Dios personal. (Bhagavam Dás).

 

Aranî (Sánscrito).- El “Arani femenino” es un nombre del Aditi védico (esotéricamente “la matriz del mundo”). El Aranî es un swastika, disco de madera con un hueco central, en el que los brahmines producen fuego por medio de la fricción con el pramantha, un palo, símbolo del macho generador. Es una ceremonia mística de vastísima significación oculta y muy sagrada, que el grosero materialismo de nuestro siglo ha corrompido dándole significado fálico.

 

Âranyaka (Sánscrito).- Santos ermitaños, sabios de la India antigua que vivían en las selvas. Significa igualmente una clase de escritos religiosos, fragmentos de los Vedas y Upanichads [que son objeto de especial estudio para aquellos que se han retirado en el fondo de una selva para consagrarse a la meditación.]

 

* Aranyâni o Aranyânî (Sánscrito).- Divinidad de las selvas.

 

Araritha (Hebreo).- Famosísima y maravillosa palabra cabalística de siete letras; su numeración es 813. Las letras fueron entresacadas por Notaricon de la sentencia: “un principio de su unidad, un comienzo de su individualidad, su cambio de unidad”. (W.W.W.)

 

Arasa Maram (Sánscrito).- El índico árbol sagrado del conocimiento. En filosofía oculta, es palabra mística.

 

Arba-il (Caldeo).- Los cuatro grandes Dioses. Arba es una voz aramea que significa “cuatro, e il es lo mismo que Al o El. Tres divinidades masculinas y una femenina que es virgen, aunque reproductora; forman un ideal muy común de la Divinidad. (W.W.W.)

 

* Arbol Bodhi.- Arbol del conocimiento; la sabiduría perfecta, divina. (Voz del Silencio).

 

Arbol de vida asirio.- “Asherah” (véase este artículo). Esta palabra es traducida en la Biblia en el sentido de “arboleda”, y se halla treinta veces. Se le denomina “ídolo”; y a Maachah, abuela de Asa, rey de Jerusalén, se le acusa de haber labrado para sí misma un ídolo tal, que era un lingham (véase esta palabra). Por espacio de siglos, éste fue un rito religioso de Judea. Pero el Aserah original era una columna con siete ramas en cada lado, rematada en una flor globular con tres rayos salientes, y no una piedra fálica, como hicieron de ello los judíos, sino un símbolo metafísico. “¡Misericordioso, que resucitas los muertos a la vida!”, he aquí la plegaria que salía de los labios ante Aserah, en las orillas del Eufrates. El “Misericordioso” no era el dios personal de los judíos, que de su cautiverio llevaron la “arboleda”, ni ningun dios extracósmico, sino la tríada superior del hombre, simbolizada por la flor globular con sus tres rayos.

 

Arboles de vida.- Desde la más remota antigüedad, los árboles estuvieron relacionados con los dioses y las fuerzas místicas de la Naturaleza. Cada nación ha tenido su árbol sagrado con sus peculiares características y atributos basados en propiedades naturales y también a veces en propiedades ocultas, como se expone en las enseñanzas esotéricas. Así el peepul o Âzvattha indio, mansión de Pitris (elementales, en realidad) de un orden inferior, vino a ser el árbol Bo o Ficus religiosa de los budistas en todo el mundo, desde que Gautama Buddha alcanzó el supremo conocimiento y el Nirvâna bajo dicho árbol. El fresno, Yggdrasil, es el árbol mundano de los escandinavos. El baniano en el símbolo del Espíritu y la materia, puesto que desciende de la tierra, echa raíces y luego asciende de nuevo hacia el cielo. El palâza [Butea frondosa o Curcuma reclinata] de triple hoja es un emblema de la triple esencia en el Universo: Espíritu, Alma, Materia. El fúnebre ciprés era el árbol mundano de Méjico, y en la actualidad es entre cristianos y mahometanos el árbol de la muerte, la paz y del reposo. El abeto era tenido por sagrado en Egipto, y su piña la llevaban en procesiones religiosas, si bien ahora ha casi desaparecido de la tierra de las momias. Otro tanto sucedía con el sicomoro, el tamarisco, la palmera y la vid. El sicomoro era el Arbol de la Vida en Egipto, lo mismo que en Asiria. Estaba consagrado a Hathor en Heliópolis, y hoy, en el mismo punto, a la Virgen María. Su jugo era precioso en virtud de sus poderes ocultos, como lo es el Soma entre los brahmanes y el Haoma entre los parsis. “El fruto y la savia del Arbol de la Vida confieren la inmortalidad”. Un extenso volumen pudiera escribirse acerca de estos sagrados árboles de la antigüedad (la veneración a algunos de los cuales ha sobrevivido hasta el día presente), sin agotar la materia.

 

* Arbol mundano.- Véase: Yggdrasil, Arboles de Vida y Huevo Mundano.

 

Arca de Alianza.- Toda arca-altar, entre los egipcios, indos, caldeos, lo mismo que entre los mejicanos, era un altar fálico, símbolo del yoni o matriz de la Naturaleza. El seket de los egipcios, el arca o caja sagrada, estaba puesto sobre el ara, su pedestal. El arca de Osiris, con las sagradas reliquias del dios, era “del mismo tamaño que el arca judía”, dice el egiptólogo S. Sharpe, llevada por sacerdotes, con unas varas que pasaban sus anillos, en sagrada procesión como el arca alrededor de la cual danzaba David, rey de Israel. Los dioses mejicanos tenían igualmente sus arcas. Diana, Ceres y otras diosas, lo mismo que dioses, tenían las suyas. El arca era una barca, un vehículo en todo caso. “Thebes (Tebas) tenía un arca sagrada de trescientos codos de largo”, siendo de notar que “la palabra Thebes (Tebas) significa, segun se dice, arca en hebreo”, lo cual no es más que un reconocimiento natural del lugar al que el pueblo elegido es deudor de su arca. Por otra parte, como escribe Bauer, “el Querubín no fue usado primeramente por Moisés”. La alada Isis era el querubín oArieh en Egipto, siglos antes de llegar allí el mismo Abraham o Sarai. “Repetidas veces se ha hecho observar la semejanza exterior de algunas de las arcas egipcias, que tenían por remate dos figuras humanas provistas de alas, con el Arca de la la Alianza”. (Bible Educator). Y no sólo la semejanza e identidad “exterior”, sino también la interior son ahora de todos conocidas. Las arcas, sea de la Alianza, o sea del recto y verdadero simbolismo pagano, tuvo en su origen y tiene ahora un solo y mismo significado. El pueblo elegido se apropió la idea y descuidó reconocer su procedencia. Es lo mismo que en el caso de “Urim” y “Thummin” (véanse estas dos palabras). En Egipto, conforme lo han demostrado muchos egiptólogos, estos dos objetos eran los emblemas de las Dos Verdades. “Dos figuras de Ré y Thmei eran llevadas en el pectoral del sumo sacerdote egipcio. Thmé (thmin, en plural) significaba verdad en hebreo. Dice Wilkinson que la figura de la Verdad tenía cerrados los ojos. Rosellini refiere que el Thmei era llevado a guisa de collar. Diodoro presenta dicho collar de oro y pedrería al sumo sacerdote cuando administra justicia. En la versión de los Setenta se ha traducidoThummin en el sentido de Verdad”. (Bonwick, Creencia Egipcia).

 

Arca de Isis.- En la gran ceremonia anual de los egipcios que se celebraba en el monte de Athyr, la barca de Isis era llevada en procesión por los sacerdotes, y se comían tortas o bollos collyrianos (voz derivada del griego Kollyris, panecillo), marcados con el signo de la cruz (Tat). Esto se hacía en connmemoración del llanto de Isis por la pérdida de Osiris, lo cual daba a la festividad de Athir un carácter muy solemne e imponente. “Platón alude a las melodías propias del caso diciendo que eran antiquísimas” – escribe Mr. Bonwick (Egiptian Belief and Mod. Thought). “El Miserere que se canta en Roma, segun se ha dicho, deriva de dicho canto, y se le parece en su cadencia melancólica. Detrás del arca seguían doncellas cubiertas con un velo y llorando. Las Nornas, o vírgenes veladas, lloraban también por la pérdida del dios sajón de nuestros abuelos, el malhadado pero buen Baldur”.

 

Arcángel (Archangel) (Griego).- Angel supremo, más elevado. Palabra derivada del griego arch“principal” o “primordial”, y angelos “mensajero”.

 

* Arco ascendente.- Equivale a evolución o retorno. Se caracteriza por el progresivo predominio del Espíritu sobre la materia.

 

* Arco descendente.- Equivale a involución. Se caracteriza por el progresivo predominio de la materia sobre el Espíritu.

 

Archangel.- Véase: Arcángel.

 

Archæus (Griego).- “El Antiguo”. Este término se aplica a la más antigua deidad manifestada, y se emplea en la kábala: “arcaico”, viejo, antiguo. [Es el poder formativo de la Naturaleza, que divide los elementos y los forma en partes orgánicas. Es el principio de vida, el poder que contiene la esencia de la vida y carácter de toda cosa. – F.Hartmann]

 

* Archates o Archalles.- El elemento del reino mineral. (F.Hartmann).

 

Archobiosis (Griego).- Primitivo principio de vida.

 

Archons (Griego).- En lenguaje profano y biblíco, “gobernadores” y príncipes; en Ocultismo, primordiales espíritus planetarios.

 

Archontes (Griego).- Los arcángeles después de llegar a ser Ferouers (véase esta palabra) o sus propias sombras, teniendo una misión en la tierra; una mística ubicuidad; que implica una doble vida; una clase de acción hipostática, la una de pureza en una región superior, la otra de actividad terrestre ejercida en nuestro plano. (Véase: Jámblico, De Mysterüs, II, cap. 3).

 

Ardath (Hebreo).- Esta palabra se encuentra en el Libro segundo de Esdras, IX, 26. Tal nombre se ha dado a una de las recientes “novelas ocultas”, en la cual se excita en gran manera el interés por la visita del protagonista a un campo de la llamada Tierra Santa. Se atribuyen a ella virtudes mágicas. En el mencionado LIbro de Esdras, el profeta es enviado a este campo denominado Ardath, “en donde ninguna casa hay edificada”, y se le ordena “comer allí sólo las flores del campo, no probar carne, no beber vino y orar contínuamente al Ser supremo, y entonces Yo vendré y hablaré contigo”. (W.W.W.)

 

Ardha-nârî (Sánscrito).- Literalmente: “medio mujer”. Ziva representado como andrógino, como mitad varón y mitad hembra, un tipo de energías masculinas y femeninas combinadas. (Véase el Diagrama oculto, en Isis sin velo, tomo II).

 

* Ardha-nârîza (Sánscrito).- “Mitad varón y mitad hembra”. Un estado indiferenciado o no polarizado de la Energía cósmica. Personalizado, es la forma andrógina de Ziva. (Véase el artículo precedente).

 

Ardha-nârizvara (Sánscrito).- Literalmente: “el Señor bisexual”. Esotéricamente, el estado no polarizado de Energía cósmica, simbolizado por el Sephira cabalístico, Adam Kadmón, etc.

 

* Ârdrâ (Sánscrito).- El sexto asterismo lunar.

 

Ares (Griego).- Nombre dado por los griegos al planeta Marte, dios de la guerra. Es asimismo un término usado por Paracelso, la fuerza diferenciada en el Cosmos. [El principio espiritual; la causa del carácter específico de cada cosa. – F. Hartmann.]

 

Argha (Caldeo).- El arca, la matriz de la Naturaleza; la luna creciente, y un barco salvavidas; es también una taza para ofrendas, un vaso empleado en ciertas ceremonias religiosas.

 

Arghyanâth (Sánscrito).- Literalmente: “Señor de libaciones”. [Título del Mahâ Chohan.- Doctrina Secreta, II, 434.]

 

* Arhan.- Véase Arahat.

 

            * Arhat.- Véase Arahat.

 

* Arichta (Sánscrito).- Signo o presagio de muerte o desgracia. (Manilal Dvivedi: Aforismos de Patañjali, III, 22.)

 

* Ario.- Véase Arya.

 

Aristóbulo (Griego).- Escritor alejandrino y filósofo poco conocido. Judío que intentó probar que Aristóteles explicaba las ideas esotéricas de Moisés.

 

Arithmomancia (Griego).- La ciencia de las correspondencias entre dioses, hombres y números, como las enseñaba Pitágoras. (W.W.W.)

 

* Ârjava (Sánscrito).- Rectitud, sinceridad.

 

Arjuna (Sánscrito).- Literalmente, el “blanco”. Tercero de los cinco hermanos Pândavas, o sea el celebrado hijo de Indra (esotéricamente, lo mismo que Orfeo.) Discípulo de Krichna, que le visitó; casóse con su hermana Subhadrâ, además de tener muchas otras esposas, segun la alegoría. Durante la guerra fraticida entre los Kurûs y los Pândavas, Krichna le instruyó en la suprema filosofía, mientras desempeñaba el papel de conductor de su carro. (Véase: Bhagavad-Gîtâ.) [Arjuna, tercero de los príncipes pândavas, era hijo de Pându y Prithâ o Kuntî, por otro nombre. Pero propiamente, Pându sólo era el padre putativo de Arjuna, puesto que este príncipe fue místicamente engendrado por el dios Indra. En el Bhagavad Gîtâ, Arjuna representa el hombre (como lo prueba el significado mismo de la voz Nara “hombre”, que es una de las denominaciones con que se designa a dicho príncipe), o mejor dicho, la Mónada humana en evolución, así como Krichna era representación del Espíritu que le guía e ilumina, y el hecho de dar Krichna su propia hermana Subhadrâ en matrimonio a Arjuna, simboliza la unión entre la luz del Logos y la Mónada humana.]

 

Arka (Sánscrito).- El Sol [o el dios sol.]

 

* Arkabandhu (Sánscrito).- Nombre de la esposa de Buddha.

 

* Arkajâ (Sánscrito).- “Nacida del Sol”. Esposa de los gemelos Azvins.

 

* Arkasodara (Sánscrito).- “Hermano del Sol”. Nombre del elefante de Indra.

 

Arkites.- Los antiguos sacerdotes que estaban adjuntos al Arca de Isis o al Argua indo, y que eran siete en número, como los sacerdotes del Tat egipcio o cualquier otro símbolo cruciforme del tres y elcuatro, cuya combinación da un número masculino-femenino. El Argha (o Arca) era el cuádruple principio femenino, y la llama que ardía sobre él era el triple lingham.

 

* Armaiti.- En el Zoroastrismo, era al principio la Sabiduría o la diosa de la sabiduría. Posteriormente, como el Creador, vino a ser identificada con la tierra, y fue adorada como diosa de la Tierra. (A.Besant, Sabiduría Antigua).

 

Aroueris (Egipcio).- El dios Harsiesi, que era el Horus de más edad. Tenía un templo en Ambos. Si tenemos presente la definición de los principales dioses egipcios dada por Plutarco, estos mitos resultarán más comprensibles. Como dice él muy acertadamente, “Osiris representa el origen y el principio; Isis, aquella que recibe; y Horus, el compuesto de ambos. Horus, engendrado entre ellos, no es eterno ni incorruptible; pero, estando siempre en generación, procura por vicisitudes de incitaciones y por pasión periódica (re-despertando anualmente a la vida) permanecer siempre joven, como si jamás hubiese de morir”. Así, puesto que Horus es la personificación del mundo físico, Aroueris, o el “Horus de más edad”, es el Universo ideal, y esto explica el dicho de que “él fue engendrado por Osiris e Isis cuando éstos se hallaban todavía en el seno de su madre” – el Espacio. Verdaderamente hay mucho misterio acerca de este dios, pero el significado del símbolo resulta claro una vez que se tiene la clave del mismo.

 

* Arqueo.- Véase: Archæus.

 

* Arquetipo.- El tipo ideal, abstracto o esencial. Este término se aplica generalmente a las manifestaciones en las esferas arûpa (sin forma) del mundo mental.

 

Arriano.- Sectario de Arrio, presbítero de la Iglesia de Alejandría, en el siglo cuarto. Aquel que sostiene que Cristo es un ser creado y humano, inferior a Dios Padre, si bien era un hombre sublime y esclarecido, un verdadero Adepto versado en todos los misterios divinos.

 

Artephius.- Gran filósofo hermético, cuyo verdadero nombre ha sido siempre desconocido, y cuyas obras carecen de fecha, aunque se sabe que escribió su Libro Secreto en el siglo XII. Existe un libro sobre ensueños, compuesto por él, que está en poder de un alquimista residente ahora en Bagdad, y en el cual descubre el secreto de ver en sueños lo pasado, presente y futuro, y de recordar las cosas vistas. Sólo existen dos copias de este manuscrito. El libro sobre los Ensueños compuesto por el judío Salomón Almulus, publicado en lengua hebraica en Amsterdam, en el año de 1642, tiene unas pocas reminiscencias de la obra antes citada de Artephius.

 

Artes (Egipcio).- La Tierra; el dios Marte egipcio.

 

* Artha (Sánscrito).- Cosa, objeto; riqueza, propiedad; propósito, estímulo; interés; bien, beneficio, provecho; causa, razón; significado, etc.

 

* Arthapati (Sánscrito).- “Señor de las riquezas”. Epíteto de Kuvera.

 

* Arthâpatti (Sánscrito).- Implicación. (M. Dvivedi.)

 

            * Arthavattva (Sánscrito).- Trascendente; que aporta fruto o resultado. (M. Dvivedi).

 

            Artufas [o Cuevas de Iniciación].- Nombre genérico que en la América del Sur y en las islas se da a los templos de nagalismo o culto a las serpientes. [Estos templos son unas cuevas o subterráneos sólo accesibles a los iniciados. – Doctrina Secreta.]

 

* Arugan.- Entre los Jainas, el Ser Supremo.

 

Arundhati (Sánscrito).- La “Estrella matutina”; Lucifer-Venus.

 

Arûpa (Sánscrito).- “Sin forma”, “incorpóreo”; en contraposición a rûpa: forma, cuerpo. [Esta palabra se usa a menudo como una calificación del plano manásico, cuyas tres condiciones superiores o íntimas son descritas con el nombre de “planos arûpa“. – P. Hoult.]

 

Arvâksrotas (Sánscrito).- La séptima creación, la del hombre, en el Vichnu-Purâna.

 

Arwaker (Escoces).- Literalmente: “el que despierta temprano”. El caballo del carro del sol guiado por la doncella Sol, en los Eddas.

 

* Ârya (Sánscrito).- Literalmente: “Santo”. [“Noble”, “de noble raza”. Nombre de una raza (la aria) que invadió la India en el período védico. Sobrenombre de Agni, Indra y otras divinidades.] Originariamente era el título de los Richis, aquellos que han dominado el Âryasatyâni (véase esta palabra) y entrado en el sendero Âryanimârga, que conduce al Nirvâna o Mokcha [Liberación]. Pero en la actualidad dicho nombre ha venido a ser el epíteto de una raza, y nuestros orientalistas, privando a los Brahmanes indos de sus derechos de nacimiento, han hecho Arias a todos los europeos. Como en el Esoterismo, los cuatro senderos o grados únicamente pueden alcanzarse por medio de un gran desarrollo espiritual y “crecimiento en santidad”, se les designa con el nombre de los “cuatro frutos”. Los grados para llegar al estado de Arhat, llamados respectivamente: Zrotâpatti[el que ha entrado en la corriente], Sakridâgâmin [que debe volver una sola vez a la vida], Anâgâmin[que no debe retornar a la vida] y Arhat [venerable, el cuarto grado de iniciación], o las cuatro clases de Âryas, corresponden a dichos cuatro senderos y verdades.

 

Ârya-Bhata (Sánscrito).- El primer algebrista y astrónomo indo, a excepción de Asuramaya (véase esta palabra), autor de una obra titulada Ârya-Siddhânta, que es un sistema de astronomía.

 

Ârya-Dâsa (Sánscrito).- Literalmente: “Santo Instructor”. Un gran sabio y Arhat de la escuelaMahâsamghika.

 

Aryahata (Sánscrito).- Sendero que conduce a la condición de Arhat o de santidad.

 

* Aryaman (Sánscrito).- El Sol. El jefe de los Pitris (o antepasados). Uno de los Âdityas. (Véase:Bhagavad-Gîtâ, X, 29).

 

            Âryasangha (Sánscrito).- Fundador de la primera escuela Yogâchârya. Este Arhat, díscipulo directo de Gautama el Buddha, es confundido de la manera más extraña con un personaje del mismo nombre, del cual se dice que había vivido en Ayodhya (la moderna Oude) hacia el siglo V o VI de nuestra era y enseñó el culto tántrico y por añadidura el sistema Yogâchârya. Aquellos que intentaban hacerle popular pretendían que era el mismo Âryasangha, que había sido uno de los discípulos de Zâkyamuni, y que tenía mil años de edad. La evidencia interna por sí sola es bastante para demostrar que las obras escritas por él y traducidas alrededor del año 600 de nuestra era -obras atestadas de culto, ritualismo y dogmas tántricos, seguidos actualmente en gran escala por las sectas de los “casquetes rojos” de Sikhim, Bhután y Pequeño Tibet- no pueden ser lo mismo que el sublime sistema de la primitiva escuela Yogâchârya de budismo puro, que no es del Norte ni del Sur, sino absolutamente esotérico. Aunque ninguno de los genuinos libros de la escuela Yogâchârya (elNarjol chodpa) se haya hecho jamás público ni vendible, sin embargo, en el Yogâchârya-Bhûmi Zâstra del seudo-Âryasangha se encuentra mucho del sistema más antiguo, en cuyas doctrinas puede él haber sido iniciado. No obstante, se halla tan mezclado con Zivaísmo y con magia y supersticiones tántricas, que la obra deja de conseguir su propio objeto, a pesar de su notable sutileza dialéctica. Cuán poco dignas de confianza son las conclusiones a que llegan nuestros orientalistas y cuán contradictorias son las fechas por ellos asignadas, puede uno verlo en el caso que estamos tratando. Mientras Csoma Körös (quien dicho sea de paso, nunca trabó conocimiento con los Gelupka “Casquetes amarillos”, pero adquirió toda su información de los “Casquetes rojos”, lamas del país limítrofe), pone al seudo-Âryasangha en el séptimo siglo de nuestra era, Wassiljew, que pasó en la China la mayor parte de su vida, prueba que él vivió mucho antes; y Wilson (véase:Real Sociedad Asiática, tomo VI, pág. 240), hablando del período en que fueron escritas las obras de Âryasangha, que están aun en sánscrito, cree ahora “demostrado que fueron escritas, lo más tarde, desde un siglo y medio antes a otro tanto después de la era cristiana”. Sea como fuere, desde el momento en que está fuera de duda que las obras religiosas Mahâyana fueron escritas todas ellas mucho antes del tiempo de Âryasangha -sea que él viviese en el “segundo siglo antes de J.C.” o en el “séptimo después de J.C.” – y que ellas contenían todas y muchas más de las doctrinas fundamentales del sistema Yogâchârya, tan desfigurado por el imitador ayodhyano, dedúcese de ello que debe de existir en alguna parte una auténtica exposición libre del Zivaísmo popular y de magia negra.

 

Âryasatyâni (Sánscrito).- Las cuatro sublimes verdades o los cuatro dogmas, a saber: 1) Du(s)kha, o sea, que la miseria y el dolor son los compañeros inevitables de la existencia senciente (esotéricamente, física); 2) Samudaya, la verdad incontestable de que el sufrimiento es intensificado por las pasiones humanas; 3) Nirodha, esto es, que la destrucción y extinción de todos estos sentimientos son posibles para el hombre “en el sendero”; y 4) Mârga, la estrecha vía o senda que conduce a tan feliz resultado.

 

Âryâvarta o Âryâvartta (Sánscrito).- “La tierra de los Aryas”, o sea la India. Antiguo nombre de la India del Norte, en donde se establecieron primeramente los invasores brahmánicos (“desde el Oxo, [este río se llama actualmente Amu-Daria] dicen los orientalistas). Es erróneo dar este nombre a toda la India, puesto que Manú denomina “tierra de los Arias” sólo a la “región comprendida entre las cadenas de montañas del Himalaya y Vindhya”, del mar oriental al occidental.

 

* Asadgraha (asat-graha) (Sánscrito).- Mala inclinación o tendencia; falsa noción.

 

* Asâdrârana-nimitta (Sánscrito).- Causa o condición no común; causa o condición principal o particular.

 

            Asakrit-samâdhi (Sánscrito).- Cierto grado de contemplación extática. Un estado deSamâdhi.

 

* Asakta (Sánscrito).- Desinteresado, desafecto, desprendido. Lo opuesto a Sakta.

 

* Asakta-buddhi (Sánscrito).- De ánimo desafecto, de mente desinteresada.

 

            * Asakti (Sánscrito).- Desinterés, desprendimiento, desapego, indiferencia, abnegación. Lo opuesto a Sakti.

 

            * Asamâhita (Sánscrito).- “No atento”. Véase: Ayukta.

 

            * Asamâvayi-kârana (Sánscrito).- Causa no concomitante. (Bhagavân Dâs).

 

            * Asammoha (Sánscrito).- Ausencia de ilusión o turbación.

 

            * Asammûdha (Sánscrito).- Libre de confusión, ilusión o error.

 

* Asamprajñâta (Sánscrito).- Inconsciente.

 

            * Asamprajñâta-samâdhi (Sánscrito).- “Samâdhi inconsciente o sin conciencia”. El estado supraconsciente más elevado. Es aquella clase de samâdhi (véase esta palabra) en que la mente, por su absoluto y supremo desprendimiento, está concentrada y perfectamente absorbida en el alma (sattva) y la ve siempre en todas partes, de suerte que, estando la mente aniquilada, por decirlo así, brilla sólo el Espíritu (Purucha) en su gloria natural y se llega a un estado de omnisciencia intuitiva (Manilal Dvivedi). A tal estado Mrs. A. Besant le da el nombre de Samâdhi “con la conciencia dirigida hacia el interior”. – El estado inferior a éste se denomina Samprajñâta-samâdhi. (Véase: Nirvikalpa yNirbîja).

 

            * Asamyata (Sánscrito).- No subyugado, no refrenado, no disciplinado.

 

Âsana (Sánscrito).- El tercer estado del Hatha-Yoga; una de las posturas o actitudes prescritas para la meditación. [En el Yoga de Patañjali, la actitud corporal (âsana) es una de sus ocho partes (yogângas). Véase: Aforismos de Patañjali, II, 29, 46, 47.

 

* Asanga (Sánscrito).- Desapego, desprendimiento, desinterés, desafecto.

 

            Asat [a-sat] (Sánscrito).- Término filosófico que significa “no-ser”, o más bien, no-seidad. “La nada incomprensible”. Sat, lo inmutable, eterno, siempre presente, y lo real “Seidad” (y no “Ser”, como quieren algunos), es explicado como siendo “nacido de Asat, y Asat engendrado por Sat.” Lo irreal, o Prakriti, la Naturaleza objetiva considerada como una ilusión. La Naturaleza, o la sombre ilusoria de su única y verdadera esencia. [Asat “no ser”, a-sat, no es simplemente la negación desat; tampoco es “lo que aun no existe”, porque sat no es, en sí mismo, ni lo “existente” ni el “ser”. (Doctrina Secreta, II, 470). – Es opuesto a sat (ser, en realidad). La palabra Asat tiene además otras acepciones: ilusión, falsedad, nulidad, mal, lo falso, etc.]

 

Asathor (Escandinavo).- Lo mismo que Thor. El dios de las tempestades y del trueno, un héroe que recibe el Miolnir, “el martillo de la tempestad” de sus fabricantes, los enanos. Con él vence a Alwin en una “batalla de palabras”; rompe la cabeza del gigante Hrungir, castiga a Loki por su magia; destruye toda la raza de gigantes en Thrymheim; y, como dios bueno y benévolo, fija lindes en el territorio; santifica los vínculos matrimoniales, ensalza la ley y el orden, con su ayuda obra todo bien y todo acto terrorífico. Es en los Eddas un dios casi tan grande como Odín. (Véase: Miolmir y Martillo de Thor).

 

* Asatya (Sánscrito).- Falsedad, mentira, error.

 

            Asava Samkhaya (Pali).- La “finalidad de la corriente”, uno de los seis Abhijñâs. (Véase esta palabra). Conocimiento fenomenal de la finalidad de la corriente de vida y las series de renacimientos.

 

Asburj o Ashburj.- Uno de los legendarios picos de la cadena montañosa en Tenerife. En las tradiciones de Irán, es una gran montaña que en su significado alegórico corresponde al Monte del Mundo, el Merú. El Asburj es la montaña “al pie de la cual se pone el sol”.

 

Asch Metzareph (Hebreo).- “El Fuego purificador”. Tratado cabalístico que versa sobre la Alquimia y la relación que hay entre los metales y los planetas. (W.W.W.)

 

* Aseka o Asheka.- En el budismo, se designa con este nombre a aquel que no tiene ya que aprender nada más: un individuo de la jerarquía superior a la del Arhat. “Cuando el hombre ha alcanzado este nivel, adquiere el más pleno dominio sobre sus propios destinos y elige su futura línea de evolución”. (The Vâhan). – (P. Hoult).

 

Ases (Escandinavo).- Son los creadores de Enanos y Elfos, los Elementales que están por debajo de los hombres en las leyendas escandinavas. Son la descendencia de Odín; lo mismo que los Æsir. (Véase esta palabra.)

 

Asesinos [Llamados también Haschischinos o Assasinos].- Nombre de una secta masónica y mística fundada por Hassan Sabah en Persia, en el siglo XI. Dicha palabra es una corrupción europea de “Hassan”, que forma la principal parte de tal nombre. Los Asesinos eran simplemente Sufis y adictos, segun la tradición, a los comedores de haschich [una planta narcótica], a fin de producir visiones celestes. Como lo ha demostrado nuestro llorado hermano Kenneth Mackenzie, “ellos eran instructores maestros de las doctrinas secretas del Islamismo; fomentaron las matemáticas y la filosofía y compusieron obras de gran valía. El jefe de la Orden se llamaba Sheikel-Jebel, cuya palabra se ha traducido en el sentido de “Viejo de la Montaña”, y como su Gran Maestro, tenía poder de vida y muerte.

 

Asgard (Escandinavo).- Reino y residencia de los dioses escandinavos, el Olimpo escandinavo; situado “más alto que la casa de los Elfos de Luz”, pero en el mismo plano que el Jœtunheim, residencia de los Jotuns, perversos gigantes versados en la magia, con quienes los dioses están en perpetua guerra. Es evidente que los dioses del Asgard son lo mismo que los Suras (dioses) indos, y que los Jotuns son idénticos a los Asuras, puesto que unos y otros representan los poderes benéficos y maléficos de la Naturaleza, que están en pugna entre sí. Son también los prototipos de los dioses griegos y Titanes.

 

Ash (Hebreo).- Fuego, lo mismo el físico que el simbólico. Dicha palabra se encuentra escrita igualmente: As, Aish y Esch.

 

* Âshâb.- Véase: Ashen y Langhan.

 

Ashen y Langhan (Kolariano).- Son ciertas ceremonias que están en uso entre las tribus kolarianas de la India, y cuyo objeto es arrojar los malos espíritus. Son análogas a las ceremonias de exorcismo corrientes entre los cristianos. [En la obra titulada Cinco años de Teosofía, la voz Ashen está escritaÂshâb.]

 

Asherah (Hebreo).- Esta palabra se encuentra traducida en el Antiguo Testamento, y es comúnmente traducida en el sentido de “arboledas”, haciendo referencia al culto idolátrico; pero es probable que en realidad se refiera a las ceremonias de la depravación sexual. Es un nombre femenino. (W.W.W.)

 

* Ashlesha.- Véase: Âzlechâ.

 

Ashmog (Zendo).- El Dragón o Serpiente, monstruo con cuello de camello, en el Avesta. Una especie de Satán alegórico, que después de la caída, “perdió su naturaleza y nombre”. En los antiguos textos hebreos (cabalísticos) se le denomina “Camello volante”. En uno y otro caso es evidentemente una reminiscencia o tradición de los monstruos prehistóricos o antediluvianos, medio aves y medio reptiles.

 

* Ashoka.- Véase: Azoka.

 

* Ashrama.- Véase: Âzrama.

 

* Ashtadisa.- Véase: Achtadiza.

 

* Ashtar Vidyâ.- Véase: Achtar-Vidyâ.

 

* Ashta-Siddhis.- Véase: Achta-Siddhis.

 

* Ashvatta.- Véase: Azvatta.

 

* Ashwins.- Véase: Azvins.

 

Ash Yggdrasil (Escandinavo).- El “Arbol mundano”, el símbolo del Mundo entre los antiguos escandinavos, el “Arbol del universo, del tiempo y de la vida”. Es siempre verde, porque las Normas del Destino lo riegan diariamente con el agua de vida de la fuente de Urd, que mana en Midgard [la Tierra]. El dragón Nidhogg, el dragón del Mal y del Pecado, roe sin cesar sus raíces; pero el Ash Yggdrasil no puede secarse hasta que se haya librado la postrera batalla (la séptima Raza de la séptima Ronda), y entonces la vida, el tiempo y el mundo se desvanecerán y desaparecerán del todo.

 

* Asiras.- Véase: Aziras.

 

* Asirias (Sagradas Escrituras).- Véase: Sagradas Escrituras Asirias.

 

* Asirio (Arbol de vida).- Véase: Arbol de vida asirio.

 

Asita (Sánscrito).- Un nombre propio; un hijo de Bharata; un Richi y un sabio. [A-sita: “no blanco”; negro. La quincena obscura de la lunación. Nombre del planeta Saturno. Padre de Devala y uno de los hijos de Vizvamitra. Se le menciona entre los Richis en el Bhagavad-Gîtâ, X, 13.]

 

Ask (Escandinavo), o Ash (árbol).- El “Arbol del Conocimiento.” Juntamente con el Embla (aliso), elAsk era el árbol del cual los dioses del Asgard crearon el primer hombre.

 

Aski – kataski- haix – tetrax= dammameneus – aision.- Estas palabras místicas, que segun Anastasio Kircher significan: “Tinieblas, Luz, Tierra, Sol y Verdad”, fueron -dice Hesiquio- grabadas en el ceñidor o cinturón de la Diana de Efeso. Refiere Plutarco que los sacerdotes solían recitar estas palabras antes las personas que estaban poseídas por el demonio. (W.W.W.).

 

* Asmi (Sánscrito).- “(Yo) soy”.

 

* Asmitâ (Sánscrito).- (1) Egotismo, personalismo; sentimiento o conciencia del ser personal: es sinónimo de Ahankâra. (2) Que forma parte o partícula del yo. (3) La noción de que el yo no es una cosa separada de las percepciones y conceptos; la identificación de la conciencia con el yo. (Râma Prasâd).

 

            Asmodeo (Asmodeus).- Es el persa Aêshma-dev, el Esham-dev de los parsis, “el mal Espíritu de concupiscencia” -segun Bréal- que los judíos se apropiaron con el nombre de Ashmedai, “el Destructor”; el Talmud identifica la criatura con Beelzebub (o Belcebú) y Azrael (Angel de la Muerte), llamándole “Rey de los Demonios”.

 

Asmoneos.- Reyes sacerdotes de Israel, cuya dinastía reinó sobre los judíos durante 126 años. Promulgaron el Canon del Testamento Mosaico en contraposición a la Apócrypha (véase esta palabra) o Libros secretos de los judíos de Alejandría, los cabalistas, y mantuvieron el significado de la letra muerta de los primeros. Hasta el tiempo de Juan Hircán (Hyrcanus), fueron ellos Ascedeanos (Chasidin) y Fariseos; pero más tarde vinieron a ser Saduceos o Zadokites, defensores de la regla sacerdotal como distinta de la rabínica.

 

* Asoka.- Véase: Azoka.

 

Asomatous (Griego).- Literalmente: “incorpóreo”, sin cuerpo material. Aplícase este término a los ángeles y otros seres celestiales.

 

* Aspecto.- La forma (rûpa) bajo la cual se manifiesta un principio cualquiera en el hombre o en la naturaleza septenaria, se llama, en Teosofía, un aspecto de tal prinicipio. (Glosario de la Clave de la Teosofía).

 

* Asrama.- Véase: Âzrama.

 

* Assassins.- Véase: Asesinos.

 

Assorus (Caldeo).- El tercer grupo de descendientes (Kissan y Assorus) de la pareja o “duada” babilónica, Tauthe y Apason, segun las Teogonías de Damascio. De esta última emanaron otras tres, de cuyas series, la última, Aus, engendró a Belo (Belus) “el hacedor del Mundo, el Demiurgo”.

 

Assur (Caldeo).- Una ciudad de Asiria; antiguo lugar de una biblioteca, de la cual George Smith excavó las primeras tablas conocidas, a las cuales asigna él una fecha aproximada de 1.500 años antes de J.C., llamadas Assur Kileh Shergat.

 

Assurbanipal (Caldeo).- El Sardanápalo de los griegos, “el más grande de los soberanos asirios, mucho más memorable a causa de su espléndida protección a las letras, que por la grandeza de su imperio”, escribe el llorado G. Smith, quien dice luego: “Assurbanipal añadió a la biblioteca real asiria más que todos los reyes que le precedieron“. Como quiera que el distinguido asiriólogo nos habla en otra parte de su “literatura babilónica y asiria” (Chald, Account of Genesis) que “la mayor parte de los textos conservados pertenecen al primer período anterior al año 1.600 antes de J.C., y sin embargo afirma que “a las tablas escritas en su (de Assurbanipal) reinado (673 antes de J.C.) debemos casi todo cuanto sabemos de la primitiva historia de Babilonia”, puede uno con razón preguntar: “¿Cómo lo sabe usted?”

 

Asta-dazâ (Asta dasha) (Sánscrito).- Perfecta, suprema Sabiduría [o Inteligencia]: uno de los títulos de la Divinidad.

 

* Astarte.- Véase: Aster’t.

 

Aster’t (Hebreo).- Astarte, la diosa siríaca, esposa de Adon o Adonai.

 

* Asteya (Sánscrito).- “Carencia de interés o de ambición”. -Desinterés.

 

* Asthira (Sánscrito).- Inestable, inseguro, movible, vacilante, inconstante.

 

            * Âstikya (Sánscrito).- Fe, piedad, conocimiento de las cosas divinas. – Ortodoxia.

 

* Astra (Sánscrito).- Arma en general, flecha, dardo, proyectil, etc. En la Mitología inda es el nombre de ciertos medios misteriosos empleados para vencer a los enemigos. Por Astra pueden entenderse las formas de pensamiento o las armas de diversa especie concebidas o fabricadas por medio de fórmulas mágicas. Así, agnyastra (agni-astra o “arma de fuego”) son los medios de guerrear con fuego; mahâmâyâ-astra son las armas de la gran ilusión; mohan-astra son las de la fascinación, etc. (P.Hoult).

 

Astræa (Griego).- La antigua diosa de la justicia, a quien la maldad de los hombres alejó de la tierra al cielo, en donde ella reside ahora formando la constelación de Virgo.

 

* Astral.- Véase: Cuerpo astral, Mundo astral, etc.

 

Astrolatría (Griego).- Culto de los astros.

 

Astrología (Griego).- Es la ciencia que expone la acción de los cuerpos celestes sobre las cosas mundanas, y pretende pronosticas los acontecimientos futuros segun la posición de los astros. Tanta es su antigüedad, que se coloca dicha ciencia entre los más primitivos anales del ser humano. Por espacio de largos siglos fue una ciencia secreta en Oriente, y su última expresión sigue siéndolo aun hoy día, y su aplicación exotérica ha adquirido cierto grado de perfección en Occidente solo desde la época en que Varaha Muhira escribió su libro sobre Astrología unos 1.400 años atras. Claudio Ptolomeo, el famoso geógrafo y matemático que fundó el sistema astronómico que lleva su nombre, escribió su tratado Tetrabiblos aproximadamente en el año 135 de nuestra era. La ciencia de la Horoscopia se estudia ahora desde cuatro puntos de vista principales, a saber: 1) Mundano, en su aplicación a la meteorología, sismología, agricultura, etc.; 2) Político o civil, referente a la suerte de las naciones, reyes y gobernantes; 3) Horario, que atañe a la solución de dudas nacidas en la mente sobre alguna materia, y 4) Natal, en su aplicación al destino de los individuos desde el instante de su nacimiento hasta su muerte. Los egipcios y los caldeos figuraban entre los más antiguos partidarios de la Astrología, si bien sus métodos de consultar los astros difieren considerablemente de las prácticas modernas. Los primeros pretendían que Belo, Bel o Elu de los caldeos, un vástago de la Dinastía divina, o sea la Dinastía de los dioses-reyes, había pertenecido a la tierra de Chemi [Egipto], la cual abandonó para fundar una colonia egipcia en las orillas del Eufrates, donde erigieron un templo cuidado por sacerdotes que estaban al servicio de los “Señores de los astros” y que adoptaron el nombre de Caldeos. Dos cosas son bien sabidas: (a) que Tebas (de Egipto) reclamaba el honor de la invención de la Astrología, y (b) que fueron los Caldeos quienes enseñaron esta ciencia a las demás naciones. Ahora bien: Tebas era muy anterior no sólo “a la Ur de los caldeos”, sino también a Nipur, donde primeramente se dió culto a Bel, siendo su hijo Sin (la luna) la deidad que presidía en Ur, tierra natal de Terah, el sabio y astrólatra, y de su hijo Abram, el gran astrólogo de la tradición bíblica. Todo tiende, pues, a corroborar las pretenciones egipcias. Si más tarde en Roma y otras partes cayó en descrédito el nombre de Astrólogo, fue esto debido a la superchería de los que pretendían sacar dinero por medio de aquello que formaba parte integrante de la sagrada Ciencia de los Misterios, y, desconocedores de esta última, desarrollaron un sistema basado por completo en las matemáticas, en lugar de estarlo en la metafísica trascendental y teniendo los cuerpos físicos celestes como su upadhi o base material. Sin embargo, a pesar de todas las persecuciones, ha sido siempre muy grande el número de partidarios de la Astrología entre los talentos más intelectuales y científicos. Si Cardan y Kepler se contaron entre sus más ardientes defensores, no tienen, pues, porqué sonrojarse los que en época posterior se consagran a dicha ciencia, aun en su presente forma imperfecta y falseada. Como se dice en Isis sin velo (I, 259): La astrología es a la astronomía exacta lo que la psicología es a la fisiología exacta. En la astrología, lo mismo que en la psicología tiene uno que ir más allá del mundo visible de la materia y entrar en los dominios del sublime Espíritu. (Véase:Astrónomos).

 

Astrónomos (Griego).- Título que se daba al iniciado en el séptimo grado de la recepción en los Misterios. En tiempos antiguos, Astronomía era un término sinónimo de Astrología; y la gran Iniciación astrológica ciación astrológica tuvo efecto en Tebas (Egipto), en donde los sacerdotes perfeccionaron, si no inventaron del todo, dicha ciencia. Después de pasar por los grados dePastophoros, Neocoros, Melanophoros, Kistophoros y Balahala (el grado de Química de los Astros), se enseñaban al neófito los místicos signos del Zodíaco, en una danza circular que representaba el curso de los planetas (la danza de Krichna y los Gopîs [pastores], celebrada hasta hoy en Rajputana); después de lo cual se le entregaba una cruz, el Tau (o Tat), convirtiéndose así en un Astronomos o Medicinante. (Véase: Isis sin velo, II, 365). En estos estudios eran inseparables la Astronomía y la Química. “Hipócrates tenía una fe tan viva en la influencia de los astros sobre los seres animados y sus enfermedades, que recomendaba de una manera especial no confiar en los médicos ignorantes en Astronomía” (Arago). Desgraciadamente, el astrólogo moderno ha perdido la llave de la puerta final de la Astrología o Astronomía, y sin ella ¿cómo puede nunca ser él capaz de replicar a la atinada observación hecha por el autor de Nazzaroth, que escribe: “Dícese que las personas nacen bajo un signo, mientras que en realidad nacen bajo otro, porque el sol se ve ahora entre diferentes astros en el equinoccio?” No obstante, aun las pocas verdades que él sabe, atrajeron a su ciencia hombre distinguidos y creyentes científicos tales como sir Isaac Newton, los obispos Jeremy y Hall, el arzobispo Usher, Dryden, Flamstead, Ashmole, Juan Milton, Steele y multitud de eminentes Rosacruces.

 

* Astrum.- Este término es empleado con frecuencia por Paracelso, y significa lo mismo que Luz Astral, o la esfera particular de la mente que pertenece a cada individuo, y da a cada cosa sus propias cualidades especiales constituyendo, por decirlo así, su mundo.

 

* Asu (Sánscrito).- Aliento, espíritu vital, vida. El aliento de Brahmâ, Âtman. – Asu (neutro) significa el corazón como asiento de las afecciones, pensamiento, reflexión, meditación, etc.

 

* Asudhârana (Sánscrito).- Vida, existencia.

 

* Asukha (Sánscrito).- Desagradable, penoso, desgraciado, infeliz.

 

Asura (Sánscrito).- Exotéricamente, los asuras son elementales y malos dioses –considerados maléficos; genios, espíritus malignos, demonios, y “no dioses” [a-suras], enemigos de los dioses (suras), con quienes estaban en perpetua guerra. – Pero esotéricamente es lo contrario. Puesto que en las más antiguas porciones del Rig-Veda, dicho término se aplica al Espíritu Supremo, y por lo tanto los Asuras son espirituales y divinos. Unicamente en el último libro del Rig-Veda, en su última parte, y en el Atharva-Veda, y en los Brâhmanas, tal epíteto, que se ha aplicado a Agni, la gran divinidad védica, a Indra y a Varuna, ha venido a significar lo contrario de dioses. Asu significa aliento, y con este aliento es como Prajâpati (Brahmâ) crea los Asuras. Cuando el ritualismo y el dogma llevaban ventaja a la religión de la Sabiduría, la letra inicial a era adoptada como un prefijo negativo, y la palabra en cuestión acabó por significar “no un dios”, y sura sólo una divinidad. Pero en los Vedas, los suras han estado siempre relacionados con Surya, el sol, y considerados como divinidades (devas) inferiores. [En su acepción primitiva y esotérica, basándose en otra etimología,asura (de asu, vida, espíritu vital o aliento (de Dios) y ra, que tiene o posee), significa un ser espiritual o divino, el Supremo Espíritu, equivalente al gran Ahura de los zoroastrianos.]

 

* Âsura (Sánscrito).- Demoníaco.

 

Asuramaya (Sánscrito).- Conocido también con el nombre de Mayâsura. Astrónomo atlántico considerado como un gran mago y hechicero, y que figura mucho en las obras sánscritas.

 

* Asura-mâyâ (Sánscrito).- Magia o prestigio demoníaco; magia negra.

 

            Asura-Mazda (Sánscrito).- En zendo, Ahura-Mazda. Lo mismo que Ormuzd o Mazdeô; el dios de Zoroastro y de los parsis.

 

* Asurya (Sánscrito).- 1) Espiritual, divino. 2) Demoníaco. Divinidad.

 

            * Asvamedha.- Véase: Azvamedha.

 

* Asvargya (Sánscrito).- “No celeste”; que aleja del cielo.

 

            * Asvattha.- Véase: Azvattha.

 

* Aswins.- Véase: Azvins.

 

Atala (Sánscrito).- Una de las regiones de los lokas indos, y una de las siete montañas. Pero esotéricamente, Atala está en uno de los planos astrales, y era en otro tiempo una verdadera isla de esta tierra. [A-tala, literalmente, “sin fondo”. Uno de los infiernos de los vedantinos. – Atala es el nombre despectivo aplicado por los primeros investigadores de la quinta Raza a la Tierra de Pecado (Atlántida) en general, y no únicamente a la isla de Platón”. (Doctrina Secreta, II, 336). Atalasignifica también “ningun lugar”, y se refiere a un lugar que no es lugar (para nosotros), un estado que no es estado, correspondiente a la jerarquía de Seres primitivos, no substanciales. (Véase:Doctrina Secreta, III, 565 de la edición inglesa). Segun el Uttara-Gîtâ, Atala es la parte inferior o planta del pie.]

 

Atalanta Fugiens.- Famoso tratado compuesto por el eminente rosacruz Michael Maier. Contiene muchos y hermosos grabados de simbolismo alquímico. En él se halla el original de la pintura de un hombre y una mujer dentro de un círculo, con un triángulo alrededor de éste y luego un cuadrado, llevando la siguiente inscripción: “Del primer ente proceden dos contrarios; de ahí vienen los tres principios; y de ellos los cuatro estados elementarios; si separáis lo puro de lo impuro, tendréis la piedra de los Filósofos”. (W.W.W.)

 

* Atapaska (Sánscrito).- Literalmente: “que no practica austeridades”; no austero, incontinente.

 

Atarpi (Caldeo).- O Atarpi-nisi, el “hombre”. Un personaje que era “devoto a los dioses”, y que rogaba al dios Hea que extirpase la calamidad de la sequía y otras cosas antes de enviar el Diluvio. Esta historia se halla en una de las más antiguas tablas babilónicas, y se refiere al pecado del mundo. En las palabras de G. Smith: “El dios Elu o Bel convoca una asamblea de los dioses, hijos suyos, y les dice que él está enojado a causa del pecado del mundo”; y en las frases fragmentarias de dicha tabla: “… Yo los creé … Estoy enojado a causa de su inequidad, su castigo no será pequeño… agótese el alimento, en lo alto beba Vul su lluvia hasta la última gota”, etc., etc. En contestación a la plegaria de Atarpi, el dios Hea anuncia su resolución de destruir a la gente que él creó, lo que hace al fin por medio del Diluvio.

 

Atash Behram (Zendo).- El sagrado fuego de los parsis, perpetuamente conservado en sus templos de fuego.

 

* Atattvârthavat (Sánscrito).- No conforme a la naturaleza de la verdad; ajeno a la verdad o realidad.

 

Atef (Egipcio).- O Corona de Horus. Consistía en un alto casquete blanco con cuernos de carnero padre, y el uræus en la parte anterior. Sus dos plumas representan las dos verdades: la vida y la muerte.

 

* Atenágoras.- Véase: Athenágoras.

 

Athamax (Hebreo).- Lo mismo que Adonis entre los griegos. Los judíos se apropiaron de todos los dioses de éstos.

 

Athanor (Ocultismo).- El fluído “astral” de los alquimistas, su palanca de Arquímedes. Exotéricamente, el hornillo del alquimista.

 

Atharva Veda (Sánscrito).- El cuarto Veda. Literalmente, encantación mágica, que contiene aforismos, encantos y fórmulas mágicas. Uno de los cuatro más antiguos y venerados libros de los brahmanes.

 

Athenágoras (Griego).- Filósofo platónico de Atenas, que escribió una apología griega en favor de los cristianos, en el año 177 de nuestra era, dedicada al emperador Marco Aurelio, para probar que eran falsas las acusaciones lanzadas contra ellos, de que eran incestuosos y mataban a los niños para comérselos.

 

Athor (Egipcio).- “Madre Noche”. El Caos primitivo, en la Cosmogonía egipcia. La diosa de la Noche.

 

* Atimânitâ (Sánscrito).- Orgullo, soberbia, presunción, altivez.

 

* Atindriya (Sánscrito) (ati-indriya).- Que está por encima o fuera del alcance de los sentidos.

 

            * Atîta (Sánscrito).- 1) Pasado, sobrepuesto; 2) Que sobresale, descuella, trasciende, transpone, etc., etc.

 

Atîvahikâs (Sánscrito).- Entre los vizichtadvaitas (véase esta palabra), son los Pitris o Devas, que ayudan al Jiva o alma desencarnada en su tránsito desde su cuerpo muerto al Paramapada [o mansión de beatitud].

 

Atlantes (Griego).- Son los antecesores de los Faraones y los antepasados de los egipcios, segun algunos, y como enseña la ciencia esotérica. (Véase Doctrina Secreta y Budismo Esotérico.) De este pueblo sumamente civilizado, cuyos últimos restos quedaron sumergidos en el Océano unos 9.000 años antes de los días de Platón, éste tuvo noticia por conducto de Solón, el cual fue informado a su vez por los sumos sacerdotes de Egipto. Voltaire, el sempiterno burlón, estaba en lo justo al afirmar que “los Atlantes (nuestra cuarta raza madre) hicieron su aparición en Egipto … En la Siria y en la Frigia, lo mismo que en el Egipto, establecieron ellos el culto del Sol.” La filosofía oculta enseña que los egipcios eran un resto de los últimos atlantes arios.

 

Atlántida (Atlantis) (Griego).- El continente que fue sumergido en los Océanos Atlántico y Pacífico, segun las enseñanzas secretas de Platón. [La tierra habitada por la cuarta Raza madre. Cuando se hallaba en el apogeo de su prosperidad (aproximadamente un millón de años atrás), la Atlántida ocupaba casi toda el área actualmente cubierta por la parte septentrional del Océano Atlántico, llegando por el N.E. hasta Escocia, y por el N.O. hasta el Labrador, y cubriendo por el Sur la mayor parte de Brasil. El gran cataclismo ocurrido unos 80.000 años atrás destruyó casi todo cuanto quedaba de este vasto continente. (Scott-Elliot, Historia de la Atlántida). – Véase: Poseidonis]

 

* Âtmâ (Sánscrito).- Nominativo singular de Âtman. (Véase esta palabra).

 

            * Âtma-bhâva (Sánscrito).- El ser, esencia o naturaleza de sí mismo; la propia individualidad o personalidad, la existencia individual.

 

            * Âtmabhâvita (Sánscrito).- Espiritualizado.

 

            Âma-bhû (Sánscrito).- Existencia anímica, o que existe como alma. (Véase: Alaya.) [El que existe por sí mismo, esto es Brahmâ y otros dioses.]

 

Âtma-bodha (Sánscrito).- Literalmente, “Conocimiento del Yo”. Título de una obra vedantina compuesta por Zankarâchârya. [Conocimiento del Alma universal.]

 

Âtma-jñana (o Âtmagnyana) (Sánscrito).- Propio conocimiento; conocimiento del Yo o Espíritu.

 

Âtma-jñani (o Âtmagnyani) (Sánscrito).- El conocedor del Alma del mundo o del Âtman [Yo o Espíritu] en general.

 

Âtma-mâtra (Sánscrito).- Elemento del Yo; el átomo espiritual en contraposición y opuesto a la molécula o átomo elementario diferenciado.

 

* Âtma-mâyâ (Sánscrito).- La propia virtud mágica o de ilusión.

 

            Âtman (Sánscrito).- El Espíritu universal, la Mónada divina, el séptimo Principio, así llamado, en la constitución septenaria del hombre. El Alma suprema. [El Espíritu, el Yo, el Yo superior o verdadero Yo. Âtman significa también: naturaleza, carácter, esencia, vida, aliento, corazón, alma, mente, inteligencia, pensamiento, hombre, el yo inferior, el cuerpo; ser, existencia, etc. Como adjetivo significa: propio, suyo, de uno mismo, etc. (Véase: Âtma).]

 

* Âtma-sansiddhi (Sánscrito).- La suprema perfección del alma.

 

            * Âtma-sanstha (Sánscrito).- Situado, fijo, recogido o reconcentrado en sí mismo o en el Yo.

 

            * Âtma-tripta (Sánscrito).- Que halla en sí mismo el gozo o contento; satisfecho de sí mismo.

 

            * Âtmavan o Âtmavant (Sánscrito).- Que tiene alma; lleno del Yo, dueño de sí mismo; subordinado al Yo.

 

Âtma-vidyâ (Sánscrito).- Literalmente: “Conocimiento del Yo o del Espíritu”. La suprema forma del conocimiento espiritual.

 

* Âtma-vinigraha (Sánscrito).- Dominio de sí mismo.

 

            * Âtma-yoga (Sánscrito).- Unión con el Alma o Espíritu universal; virtud o poder místico.

 

            * Âtma-zakti (Âtma shakti) (Sánscrito).- Poder o fuerza del Yo.

 

* Âtmezvara (Âtma-îzvara) (Sánscrito).- Literalmente: “Señor del Yo”. Dios.

 

* Atreya (Sánscrito).- Hijo o descendiente de Atri.

 

            * Atri (Sánscrito).- En el período épico, es considerado como uno de los diez Projâpatis o señores de criaturas. Aparece más tarde como autor de numerosos himnos védicos y como legislador. Como Richi, es una de las estrellas de la Osa mayor. Véase: Hijos de Atri.

 

            Attavâda (Pali).- El pecado de la personalidad. [La gran herejía, o sea la creencia de que el Yo está separado del Yo Unico, universal e infinito. – Voz del Silencio.]

 

* Atyanta (ati-anta) (Sánscrito).- Infinito, inmenso.

 

* Atyantâsat (atyanta-asat) (Sánscrito).- Sumamente inexistente; absolutamente no-existente; puro no-ser.

 

* Âtyantika (Sánscrito).- Absoluto, infinito, supremo.

 

            * Âtyantika-pralaya (Sánscrito).- Una de las cuatro clases de pralaya o disolución. Elpralaya absoluto o Mahâ-pralaya.

 

Atziluth (Hebreo).- El supremo de los cuatro Mundos de la Kábala, relacionado únicamente con el puro Espíritu de Dios. (W.W.W.) Para otra interpretación, véase Aziluth.

 

* Auchadha (Sánscrito).- Hierba bendita o sagrada.

 

Audlang (Escandinavo).- El segundo cielo creado por la Deidad encima del campo de Ida, en las leyendas escandinavas.

 

Audumla (Escandinavo).- [Símbolo de la Naturaleza en la mitología escandinava.] La Vaca de la Creación, la “sustentadora”, de la que manaron cuatro raudales de leche que alimentaron al gigante Ymir u Örgelmir (materia en ebullición) y sus hijos, los Hrimthurses (Gigantes de hielo), antes de la aparición de los dioses y hombres. No teniendo cosa alguna que pacer, lamía la sal de las rocas de hielo, y así produjo a Burî, “el Hacedor” a su vez, el cual tuvo un hijo, de quien tuvo tres hijos: Odin(Espíritu), Wili (Voluntad), y We (Santo). El significado de esta alegoría es evidente. Es la unión precósmica de los elementos, del Espíritu, o Fuerza creadora, con la Materia, enfriada y sin embargo hirviente, que forma de acuerdo con la Voluntad universal. Aparecen luego los Ases, “los pilares y soportes del Mundo” (Cosmocratores), y crean como les ordena el Padre Universal.

 

Augoeides (Griego).- Bulwer Lytton lo denomina “Yo Luminoso”, o nuestro Ego superior. Pero el Ocultismo hace de él algo distinto de esto. Es un misterio. El Augoeides es la luminosa radiación divina del Ego, que, cuando encarnado, no es más que su sombra pura como es aun así. Esto queda explicado en el artículo Amèsha Spentas o Amshaspends y sus Ferouers. [Entre los neoplatónicos parece significar el “cuerpo astral”.]

 

Aum (Sánscrito).- La sílaba sagrada; la unidad de tres letras; de ahí la trinidad en uno. [Sílaba compuesta de las letras A, U y M (de las cuales las dos primeras se combinan para formar la vocal compuesta O). Es la sílaba mística, emblema de la Divinidad, o sea la Trinidad en la Unidad (representando A el nombre de Vichnú, U, el de Ziva, y M, el de Brahmâ), es el misterio de los misterios, el nombre místico de la Divinidad, la palabra más sagrada de todas en la India, la expresión laudatoria o glorificadora con que se encabezan los Vedas y todos los libros sagrados o místicos. – Véase: OM].

 

* Auphanim (Hebreo).- (Ruedas o esferas del Mundo). En la Cábala son los ángeles de las esferas y estrellas, de las cuales son ellos las almas que las animan.

 

Aura (Griego y Latín).- Fluído o esencia sutil e invisible que emana de los cuerpos humanos y animales y aun de las cosas. Es un efluvio psíquico que participa a la vez de la mente y del cuerpo, puesto que es el aura electrovital y al mismo tiempo un aura electromental, llamada en Teosofíaâkâzica o magnética.

 

* Aureo.- Véase: Huevo aureo.

 

Aurnavâbha (Sánscrito).- Un antiguo comentador sanscritista.

 

Aurva (Sánscrito).- Sabio a quien se atribuye la invención del “arma de fuego”, llamada Âgneyâstrao Agnyastra. [Véase esta palabra].

 

Ave-bodha (Sánscrito).- “Madre de conocimiento”. Un título de Aditi.

 

* Avâchya (Sánscrito).- “Que no se puede o debe decir”; indecible, inefable.

 

* Avagama (Sánscrito).- Comprensión; conocimiento; inteligencia; percepción.

 

Avaivartika (Sánscrito).- Epíteto que se aplica a cada Buddha. Literalmente: “el que no vuelve atrás”; que va derecho al Nirvâna.

 

Avalokitezvara (Sánscrito).- “El Señor que mira”. En su interpretación exotérica, es Padmapâni (el portador del loto y el hijo del loto) en el Tibet, el primer antecesor divino de los tibetanos, la completa encarnación o Avatar de Avalokitezvara; pero en la filosofía esotérica, Avaloki, el “mirador” [que mira abajo], es el Yo superior [el Espíritu divino en el hombre], mientras que Padmapâni es elEgo superior o Manas. La fórmula mística “Om mani padme hum” es usada especialmente para implorar su ayuda combinada. En tanto que la fantasía popular reclama para Avalokitezvara numerosas encarnaciones en la tierra, y ve en él, no muy erróneamente, el guía espiritual de todo creyente, la interpretación esotérica ve en él al Logos, a la vez celestial y humano. Así, pues, cuando la escuela Yogâchârya ha declarado a Avalokitezvara como Padmapâni “ser el Dhyâni Bodhisattva de Amitâbha Budha”, esto es verdaderamente porque el primero es el reflejo espiritual en el mundo de formas del último, siendo ambos uno: uno en el cielo, el otro en la tierra. [Es el segundo Logos, Padmapâni o Chenresi, en el Budismo del Norte. – Annie Besant, Sabiduría Antigua.]

 

* Avani (o Avanî) (Sánscrito).- La tierra.

 

* Âvarana (Sánscrito).- “Envoltura”, “cubierta”; (poder de) atracción. (Bhagavan Dâs).

 

Avarasaila Sanghârama (Sánscrito).- Literalmente: “Escuela de los habitantes de la montaña occidental”. Era un famoso Vihâra (monasterio) de Dhanakstchâka, segun Eitel, “edificado en el año 600 antes de J.C., y abandonado en el año 600 de nuestra era.

 

* Avasâna (Sánscrito).- Fin, término, consumación.

 

* Avasathya (Sánscrito).- Uno de los cinco fuegos de que se hace mención en las Leyes de Manú(III, 100).

 

            Avastan (Sánscrito).- Antiguo nombre con que se designaba la Arabia.

 

Avasthâ (Sánscrito).- Estado, condición, posición. [Estado de conciencia (prajñâ) en cualquier plano. – Subba Row]

 

* Avasthâ-dwaya (Sánscrito).- Literalmente: “los dos estados”: Felicidad y miseria.

 

* Avasthâ-parinâma (Sánscrito).- Alteración o cambio de estado o de condición.

 

* Avasthâ-traya (Sánscrito).- Literalmente: “los tres estados”: de vigilia, de ensueño y de sueño profundo.

 

            * Avasthita (Sánscrito).- Presente, existente, permanente, fijo, situado, ocupado.

 

Avatâra (Sánscrito).- [Literalmente: “descenso”].- Encarnación divina. Descenso de un dios o de algun Ser glorioso que ha progresado más allá de la necesidad de renacimiento en la tierra, en el cuerpo de un simple mortal. Krichna era un avatar de Vichnú. El Dalai Lama es considerado como un avatar de Avalokitezvara, y el Teschu Lama como el de Tson-kha-pa, o Amitâbha. Hay dos clases de avatâras: los nacidos de mujer y los “sin padres”, los anupâdaka. [Véase: Encarnaciones divinas.]

 

* Avaza (Sánscrito).- Que no tiene voluntad, abúlico, que no quiere; sin voluntad propia; contra la voluntad de uno.

 

Avebury o Abury.- En Wiltshire son los restos de un antiguo megalítico templo de la Serpiente. Segun el eminente anticuario Stukeley, 1740, hay vestigios de dos círculos de piedras y dos avenidas. La forma del conjunto representaba una serpiente. (W.W.W.)

 

Avesta (Zendo).- Literalmente, “la Ley”. Voz derivada del antiguo persa Abastâ “la ley”. – Las sagradas Escrituras de los Zoroastriano. En la expresión Zend-Avesta, la palabra Zend significa “comentario” o “interpretación”. Es un error considerar Zend como un lenguaje, puesto que dicho término “se aplicaba únicamente a los textos aclaratorios, a las versiones del Avesta” (Dramsteter). [Véase: Zend-Avesta]

 

* Âveza-avatâra (Sánscrito).- Un avatâra parcial. Un ser humano que recibe el influjo divino en un grado especial. (P. Hoult).

 

* Avibhakta (Sánscrito).- Indiviso, no distinto, no separado.

 

            Avicena o Avicenna.- Nombre latinizado de Abu-Ali el Hoseenben Abdallah Ibn Sina, filósofo persa nacido en el año 980 de nuestra era, aunque generalmente es tenido por un médico árabe. Por razón de su sorprendente saber, se le apellidó “el Famoso”. Fue autor de las mejores y primeras obras de alquimia conocidas en Europa. Todos los espíritus de los elementos estaban sujetos a él, segun dice la leyenda, y ésta nos refiere, además, que gracias al conocimiento que Avicena tenía del Elixir de Vida, vive aun, como un adepto que se manifestará a los profanos el fin de cierto ciclo.

 

* Avîchi.- Véase: Avîtchi.

 

* Avidhi (Sánscrito).- Falta de regla o método.

 

            Avidyâ (Sánscrito).- Lo opuesto a vidyâ (conocimiento). – Ignorancia originada y producida por la ilusión de los sentidos o Viparyaya [error de juicio, falso concepto]. – [Nesciencia, error, falso conocimiento, falta de conocimiento. Uno de los cinco Klezas y de los doce nidânas de los budistas].

 

* Avijñeya (Sánscrito).- Incognoscible, inconcebible, imperceptible.

 

            Avikâra (Sánscrito).- Libre de generación, inmutable. Epíteto de la Divinidad.

 

* Avikâri (Sánscrito).- Inmutable, inalterable.

 

            Avîtchi o Avîchi (Sánscrito).- Un estado: no necesariamente después de la muerte tan sólo entre dos nacimientos, puesto que tal estado puede ocurrir también en la tierra. Literalmente: “Infierno no interrumpido”. El último de los ocho infiernos, donde, segun se cuenta, “los culpablesmueren y renacen sin interrupción, aunque no sin esperanza de rendención final”. Esta es la razón porque Avîtchi es otro de los nombres con que se designa el Myalba (nuestra tierra), y también es un estado al cual son condenados en este plano físico algunos hombres desalmados. [Avîtchi es un estado de maldad ideal espiritual; una condición subjetiva; el tipo contrario al Devachán o Anyodei. – F.Hartmann].

 

* Âvritti (Sánscrito).- Vuelta, retorno, renacimiento.

 

            Avyakta (Sánscrito).- La causa no revelada; indistinto o indiferenciado; lo opuesto a vyakta(manifestado o diferenciado). Avyatka se aplica a la Deidad inmanifestada, así como Vyakta a la manifestada, o sea a Brahma y Brahmâ respectivamente. [Avyakta: inmanifestado, invisible; la materia radical o primitiva, caótica, inmanifestada, indefinida, indiferenciada; el elemento primordial de que proviene toda manifestación. – Algunas veces se aplica dicho término al Espíritu inmanifestado. – Bhagavan Dâs].

 

* Avyakta-mûrti (Sánscrito).- Forma inmanifestada.

 

* Avyaktânugraha (Sánscrito).- Principio indiviso, no separado. (Doctrina Secreta, I, 568).

 

            * Avyaya (Sánscrito).- Imperecedero, indestructible; eterno, infinito, inagotable, incorruptible, inalterable. Sobrenombre de Vichnú.

 

            * Avyayâtmâ (Sánscrito).- De naturaleza inmortal o imperecedera.

 

            * Awen (Celta).- Etimológicamente tiene el mismo sentido que flujo. Se puede relacionar dicho término con el sánscrito ava (descender). Es la expansión espontánea del alma, el genio poético para los bardos; para los cristianos es el Espíritu Santo. Los que llamamos inspiración, invención, intuición, no son más que manifestaciones de Awen. – (E.Bailly).

 

Axieros (Griego).- Uno de los Cabires. (Véase esta palabra).

 

Axiocerca (Griego).- Uno de los Cabires.

 

Axicersus (Griego).- Uno de los Cabires.

 

* Âyâma (Sánscrito).- Extensión, longitud, expansión (en el espacio o en el tiempo).

 

Ayana (Sánscrito).- Un período de tiempo; dos ayanas constituyen un año, siendo uno de ellos el período típico en que el sol marcha hacia el Norte, y el otro hacia el Sur en la eclíptica. [Ayana: movimiento, curso, acción de marchar; medio año; propiamente la marcha del sol de uno a otro solsticio. Significa también: meta, morada, refugio, etc.]

 

* Ayati (Sánscrito).- Lo contrario de yati. No subyugado, no disciplinado; incontinente; falto de celo o aplicación.

 

            Ayin (Hebreo).- Literalmente: “nada”; de ahí el nombre de Ain-Soph. (Véase Ain).

 

Aymar, Jacques.- Famoso francés que obtuvo gran éxito en el empleo de la varilla adivinatoria, a fines del siglo XVII. Era frecuentemente empleado en el descubrimiento de criminales. Dos doctores en medicina de la Universidad de París, Chauvin y Garnier, confirmaron la realidad de sus poderes. Véase: Colquhoun sobre la Magia. (W.W.W.)

 

* Ayoga (Sánscrito).- Literalmente: “no unión”. Separación; falta de unión espiritual, falta de yoga o devoción.

 

            * Âyu o Âyus (Sánscrito).- Vida, vitalidad, principio vital; el curso o duración de la vida; mundo, seres vivientes, hombre.

 

* Ayukta (Sánscrito).- Lo opuesto a yukta. El hombre que no puede fijar o concentrar la mente en contemplación espiritual o del Yo; el que ejecuta todos sus actos movido sólo por el interés personal o la satisfacción de sus apetitos y deseos. No devoto, no recogido, desaplicado.

 

            Âyur-Veda (Sánscrito).- Literalmente: “el Veda de la Vida”. [La ciencia de la salud. Título de un libro de medicina].

 

* Ayus (Sánscrito).- Uno de los tres sacrificios. Los otros dos se denominan jyotis y gosava.

 

            Ayuta (Sánscrito).- [Una miríada, o sea 10.000 unidades. Un koti son diez millones de unidades]. Así: 100 kotis equivalen a mil millones de unidades.

 

* Âza (âzis o âzî) (Sánscrito).- Esperanza.

 

            * Azama (Sánscrito).- “Falta de paz”. Inquietud, intranquilidad, desasosiego.

 

            * Azane.- Véase: Adrop.

 

            * Azanta (Sánscrito).- “Privado de paz”. Intranquilo, inquieto, agitado.

 

            * Azar.- Véase: Adrop.

 

            Azareksh (Hebreo).- Lugar famoso por tener un templo del Fuego de los zoroastrianos y magos en tiempo de Alejandro el Grande.

 

* Azâstravihita (Sánscrito).- No prescrito por los Libros sagrados o Escrituras.

 

            Azazel [o Azazyel] (Hebreo).- “Dios de la victoria”. El macho cabrío o víctima propiciatoria por los pecados de Israel. Aquel que comprende el misterio de Azazel, dice Aben-Ezra, “sabrá el misterio del nombre de Dios”, y con razón. Véase Typhon y el macho cabrío emisario consagrado a él en el antiguo Egipto.

 

* Âzcharya (Sánscrito).- Maravilla, prodigio.

 

            Azhi-Dahaka (Zendo).- Uno de los dragones o serpientes que figuran en las leyendas del Irán y en las Escrituras Avesta; la alegórica Serpiente destructora, o Satán.

 

Aziluth (Hebreo).- Nombre con que se designa el mundo de los Sephiroth, llamado mundo de Emanaciones Olam Aziluth. Es el grande y más elevado prototipo de los otros mundos. “Atzeelooth es el Gran Sello sagrado por medio del cual se han copiado todos los mundos que han impreso en sí mismos la imagen del Sello. Y como este Gran Sello comprende tres grados, que son los tres zures(prototipos) de Nephesh (Alma o Espíritu vital), Ruach (Espíritu moral o razonador) y Neshamah(Alma suprema del hombre), así los Sellados han recibido también tres zures, a saber: Breeah,Yetzeerah y Azeeyah, siendo estos tres zures sólo uno en el Sello.” (Myer’s Qabbalah). Los globos A,Z de nuestra cadena terrestre están en Aziluth. (Véase: Doctrina Secreta).

 

Azira (Asira) (Sánscrito).- [Literalmente: “sin cabeza”.] Elementales sin cabeza [o acéfalos]. Este término se aplica asimismo a las dos primeras razas humanas.

 

* Azlechâ (Sánscrito).- Una de las mansiones lunares. (Râma Prasâd.)

 

Azoka (Asoka o Ashoka) (Sánscrito).- Célebre rey budista de la India, de la dinastía Morya, que reinó en Magadha. En realidad, han existido dos Azokas, segun las crónicas del Budismo del Norte, si bien el primer Azoka, abuelo del segundo, llamado por el profesor Max Müller “el Constantino de la India”, era más bien conocido por su nombre de Chandragupta. El primero de ellos fue tituladoPiyadaso (Palî), “el hermoso”, y Devânâm-piya (priya, en sánscrito), “amado de los dioses”, y también Kâlâzoka, mientras que el nombre de su nieto era Dharmâzoka “el Azoka de la buena Ley”, a causa de su devoción al Budismo. Por otra parte, segun el mismo autor, el segundo Azoka nunca había seguido la fe brahmánica, pues era budista desde que nació. Su abuelo fue quien se convirtió primero a la nueva fe, después de lo cual mandó grabar multidud de edictos en pilares y rocas, costumbre que también siguió su nieto. Pero el segundo Azoka fue el más celoso defensor del Budismo; mantenía en su palacio de sesenta a seesnta mil monjes y sacerdotes, erigió ochenta y cuatro mil stupas y topes [columnas] en toda la India, reinó treinta y seis años [del año 234 al 198 antes de J.C.], y envió misiones a Ceilán y a todo el mundo. Las inscripciones de varios edictos publicados por él revelan los sentimientos morales más nobles, particularmente el edicto de Allahabad, en la llamada “Columna de Azoka”, en el Fuerte. Tales sentimientos son elevados y poéticos, respiran benevolencia y afecto, tanto a los animales como a los hombres, y dan alta idea de la misión de un rey con respecto a sus vasallos, que bien podría seguirse con gran éxito en la presente edad de crueles guerras y de bárbara vivisección.

 

Azote de Osiris.- El azote que simboliza a Osiris como “Juez de los muertos”. Se le llama nekhekh, en los papiros, o el flagelo. El doctor Pritchard ve en ello un abanico o van, el instrumento para aventar. Osiris, “cuyo abanico está en su mano y purga el Amenti de corazones pecadores, de igual modo que el aventador limpia la era de los granos caídos y encierra el buen trigo en su granero”. (Compárese con Mateo, III, 12).

 

Azoth (Alquimia).- EL principio creador en la Naturaleza, cuya parte más densa está almacenada en la Luz ASTRAL. Está simbolizado por la figura de una cruz (véase Eliphas Lévi), y cada uno de sus cuatro miembros lleva una letra de la palabra TARO, que puede leerse también Rota, Ator y en muchas otras combinaciones, cada una de las cuales tiene un significado oculto. [Es el principio creador de la Naturaleza; la panacea universal o aire espiritual que da vida. Representa la Luz ASTRAL en su aspecto como vehículo de la esencia universal de la vida. En su aspecto inferior es el poder electrizante de la atmósfera: ozono, oxígeno, etc. – (F.Hartmann). – No se confunda el Azothcon el ázoe de la química. El Azoth de los alquimistas es el principio anímico o vital a que se debe el oxígeno en su poder vivificante. El oxígeno del aire es su vehículo. El Azoth es aquella modalidad de la Luz Astral que está en inmediata correlación con la vitalidad orgánica. Parécese mucho a las ondulaciones del “Océano de Jîva” conocidas de los Iniciados de la India. Esta Esencia vital absorbida del Azoth del Eter-ambiente circula con la sangre por nuestro organismo. – Jyotis Prâcham: El Misterio de la vida.] (Véase: A y W.)

 

* Azraddadhâna (Sánscrito).- “Falto de fe”; incrédulo, no creyente.

 

            * Azraddha (Sánscrito).- Falta o carencia de fe.

 

Âzrama (Asrama o Ashrama) (Sánscrito).- Un edificio sagrado, monasterio o ermita para fines ascéticos. Cada secta en la India tiene sus Âzramas. [ Orden, jerarquía; retiro, especialmente la vida del eremita del desierto. Uno de los cuatros grados o períodos en que se divide la vida religiosa del brahmán. Los Âzramas son: el Brahmachâri, el Grihastha, el Vanaprastha y el Bhikchu o Sannyâsi. (Powis Hoult).

 

* Azuchi (Sánscrito).- Impuro, inmundo.

 

* Azuchivrata (Sánscrito).- Que tiene designios impuros.

 

Azvamedha (Aswamedha) (Sánscrito).- El sacrificio del caballo; antigua ceremonia brahmánica.

 

Azvattha (Aswattha o Ashvattha) (Sánscrito).- El árbol Bo o árbol del conocimiento, Ficus religiosa. [Baniano o higuera sagrada de la India. El Azvattha es emblema del Universo, de la vida y del ser. Sus raíces simbolizan el Ser supremo, la Causa primera, la Raíz del Cosmos. La rotatoria corriente de la existencia individual (Samsâra) está representada por sus ramas, que descienden hasta el suelo y echan allí nuevas raíces, perpetuando de este modo la existencia terrena. Este árbol sólo puede abatirse por medio del conocimiento espiritual. Su destrucción conduce a la inmortalidad. – Véase:Bhagavad-Gîtâ, XV, 1-3.]

 

* Azvatthâman (Ashwatthâma o Aswatthâmâ) (Sánscrito).- Literalmente: “Que tiene la fuerza de un caballo”. – Hijo de Drona y uno de los caudillos del ejército de los Kurús. – (Véase: Bhagavad-Gîtâ, I, 8).

 

* Azvina (Sánscrito).- El mes indo que comprende parte de nuestro septiembre y octubre.

 

Azvins (Aswins, Ashwins o Azvinau (dual), o también Azwinîkumârau (dual), son las divinidades más ocultas y misteriosas de todas, que “han dejado confusos a los más antiguos comentadores”. Literalmente, son los “Jinetes”, los “Aurigas divinos”, puesto que van montados en un carro de oro tirado por caballos, aves u otros animales, y “están dotados de muchas formas”. Los Azvins son dos divinidades védicas, los hijos gemelos del Sol y del Cielo, que se convierte en la ninfa Azvinî. [De los dos gemelos, uno se llama Dasra, y el otro Nâsatya.] En el simbolismo mitológico, son “los brillantes heraldos o precursores de Uchas, la aurora”, que son “siempre jóvenes y hermosos, resplandecientes, ágiles, veloces como halcones”; y “preparan el camino para la radiante aurora a aquellos que pacientemente han estado esperando toda la noche”. Se las denomina también “médicos del Svarga” (cielo o Devachán) [o médicos de los dioses], por cuanto así como ellos curan todo mal y sufrimiento, curan asimismo todas las enfermedades. Astronómicamente, son constelaciones. Fueron objeto de ferviente adoración, como lo muestran sus epítetos. Son los “Nacidos del Océano” (esto es, nacidos del espacio) o Abdhijas [Abdhijau, en número dual] “Coronados de lotos” o Puchkara srajam, etcétera. Yâska, comentador del Nirukta, opina que “los Azvins representan la transición de las tinieblas a la luz” – cósmicamente, y podemos nosotros añadir metafísicamente, también. Pero Muir y Goldstücker se sienten inclinados a ver en ellos antiguos “Jinetes de gran renombre”, basándose seguramente en la leyenda de que “los dioses negaron a los Azvins el ser admitidos en un sacrificio, por el motivo de que ellos habían estado en relaciones harto familiares con los hombres”. Precisamente porque, como lo explicó el mismo Yâska, “ellos están identificados con el cielo y la tierra”, sólo que es por una razón muy distinta. Verdaderamente losAzvins son lo mismo que los Ribhus, “originariamente renombrados mortales (pero también alguna vez no renombrados), que en el transcurso del tiempo se les ha hecho pasar a la compañía de los dioses”; y ofrecen un carácter negativo, “resultado de la alianza de la luz con las tinieblas”, sencillamente porque estos gemelos son, en la filosofía ESOTÉRICA, los Kumâra-Egos, los “Principios” que se reencarnan en este Manvantara. [Probablemente, bajo cierto aspecto, los dos Azvins son personificaciones de los crepúsculos matutino y vespertino. – Místicamente, corresponden a Hermes en la teogonía egipcia. Representan el órgano interno por medio del cual el conocimiento se transmite del alma al cuerpo. – Five Years of Theosophy.]

 

A y W.- Alpha y Omega. Lo primero y lo último, el principio y fin de toda existencia ACTIVA; elLogos, y de ahí (entre los cristianos) Cristo. Véase: Apocalipsis [o Revelación], XXI, 6, en donde San Juan adopta “Alpha y Omega” como símbolo de un consolador divino, que “al sediento yo le daré de balde de la fuente el agua de la vida”. La palabra Azot o Azoth es un jeroglífico medioeval de esta idea, puesto que dicha palabra está compuesta de la primera y última letras del alfabeto griego, A y W, del alfabeto latino, A y Z, y del alfabeto hebreo A y T, o Aleph y Tau. – Véase tambien: Azoth. (W.W.W.)

escola-decor