Comunicações mediúnicas

CAPÍTULO 9

 A extensão e profundidade das comunicações mediúnicas

 

PERGUNTA: — Por que motivo é impossível aos desen­carnados descreverem pelos médiuns, com toda exatidão, a realidade do Além? Isso nos ajudaria muitíssimo a eliminar definitivamente as dúvidas bastante comuns que ainda existem em todos os gêneros de trabalhos mediúnicos e ter­minaria por nos dar uma só concepção coletiva da vida imortal. Que dizeis?

RAMATIS: — É muito difícil para os encarnados que ainda vivem no mundo da terceira dimensão, compreender com absoluta clareza os fenômenos e as manifestações que se processam do “lado de cá”, cujo plano é regido por dimen­sões sem apoio entendível na física humana. Acresce, ainda, que os estados vibratórios vividos pelos desencarnados superam qualquer concepção dinâmica de velocidade conce­bida pelos terrícolas.

As nossas comunicações para o mundo físico, como o fazemos neste momento, são transmitidas através do cérebro perispiritual do médium em que atuamos, e não diretamen­te sobre o seu cérebro físico. O nosso médium, por exemplo, a fim de tornar coerentes os nossos relatos do Além, mobili­za todos os seus esforços de memorização espiritual, na ten­tativa de evocar as lembranças dos seus estágios já vividos no mundo astral, durante os períodos em que se manteve desencarnado nos intervalos de suas anteriores encarnações.

Ele materializa-nos os pensamentos por meio dos sinais gráficos da escrita à medida que o inspiramos, e procura rela­cioná-los com as imagens e conhecimentos já armazenados no seu subconsciente durante as vezes em que se manteve fora do corpo físico. O que lhe ditamos mentalmente, ele escreve como se viesse buscar o assunto no limiar dos dois mundos, para depois dar-lhe o retoque e o ajuste necessários à compreensão na linguagem humana. Como não desfrutamos presentemente do cérebro físico que nos serviu na última existência física que tivemos na Indo-China, só podemos atuar no perispírito do médium, porém sem intervir diretamente no seu cérebro mate­rial. Isso só o poderíamos fazer se ele fosse um médium com­pletamente sonambúlico, porque, então, a sua faculdade nos permitiria agir diretamente sobre seu sistema cérebro-espinhal em combinação com o conjunto de gânglios nervosos.

Em conseqüência, ele se vê obrigado a recepcionar apenas “metade” da realidade espiritual do nosso mundo. Cabe-lhe, depois, compensar a outra metade com as sugestões e as ima­gens terrenas que lhe são conhecidas, ajustando-as de modo comparativo ao que pressupõe ser a fenomenologia astral.

Esse é um dos motivos por que a maioria dos médiuns não consegue fazer uma descrição exata do Além, na confor­midade do que lhes é ditado pelos espíritos desencarnados. Durante a comunicação mediúnica ocorre forte abaixamen­to vibratório das entidades comunicantes, devido ao seu grande esforço em direção à matéria, e a fim de exporem com o melhor êxito possível os fenômenos do mundo ocul­to. É óbvio que essa redução vibratória só pode ocorrer com os espíritos superiores, pois os desencarnados imperfeitos, ou malévolos, por vezes ainda vibram em freqüência mais inferior do que os próprios médiuns.

 

PERGUNTA: — Porventura não poderíeis contornar essa dificuldade no intercâmbio mediúnico, deslocando o vosso médium mais para o interior do mundo astral, isto é, atraindo-o para mais próximo da realidade em que viveis?


RAMATIS: — Algumas vezes o atraímos para o “lado de cá”, e já o fizemos com êxito. Mas acontece que a faculdade do nosso médium atual é mais do tipo intuitivo; às vezes é algo de sua inspiração emotiva, em sintonia com a inspira­ção intelectiva, o que o faz melhor pressentir o fenômeno da comunicação do que mesmo “ouvir” a voz imaterial dos espí­ritos. É mediunidade que só evolui em concomitância com a evolução moral e intelectual do próprio médium, proporcio­nando-lhe, pouco a pouco, a visão panorâmica cada vez mais profunda das coisas imateriais. Sendo o homem espíri­to imortal, quanto mais se expande a centelha espiritual que há na intimidade do seu ser, ele também abrange maior área da realidade do próprio Criador. O apuro moral do espírito faculta-lhe uma participação mais intensa na vida oculta, enquanto o seu aprimoramento mental lhe permite julgar com eficiência e exatidão aquilo que proveitosamente lhe facilita o poder do sentimento cristificado.

Embora o médium de que nos servimos não veja nem ouça os assuntos que estamos lhe comunicando, ele os sente profundamente em sua própria intimidade perispiritual. Depois os reúne, à força de sua inspiração intelectiva, e coor­dena a exposição para o mundo exterior. Certas vezes não consegue ajustar em tempo os vocábulos exatos para exprimir corretamente o nosso pensamento e identificar com precisão algumas das idéias que lhe projetamos no cérebro perispiri­tual. Então ele se socorre celeremente do vocabulário que tiver mais visível à tona de sua mente, embora essa interpola­ção provisória ainda não esclareça fielmente o que escreve.

Se no momento da nossa comunicação ele demorar em rebuscar palavras ou termos que definam com absoluta exa­tidão aquilo que recepciona de nós, poderá interromper o fluxo da inspiração sobre si e perder o tema essencial da mensagem em foco. Mais tarde, revendo o trabalho psicogra­fado, e novamente sob a nossa inspiração, pois pretendemos o melhor possível, o médium é então intuído para substituir palavras ou mesmo frases que possa ter grafado sem guardar a fidelidade da idéia que lhe foi transmitida do Espaço. E quanto mais ele revir e corrigir o fruto de nossa mútua colaboração, também há de se aproximar mais fielmente do con­teúdo exato que elaboramos em favor dos nossos leitores.

Em face da diversidade vibratória existente entre os dois planos, material e astral, atuamos no médium bastante deslo­cados do elemento fluídico que nos é familiar e natural, obri­gando-nos isso a operar sob as leis opressivas do mundo físico. Há quase um milênio desencarnamos na Indo-China e, devido a esse demorado afastamento da crosta terráquea, tudo nos parece rude e estranho quando devemos penetrar novamente no seu campo magnético, a fim de poder atuar entre as coisas e os seres do mundo físico. Esse magnetismo denso age de modo nocivo em nossa organização perispiritual, que já se encontra mais condicionada às energias livres do “lado de cá”. Mesmo no vosso mundo físico, se alguém se afastasse da Terra para viver longo tempo exclusivamente na estratosfera, habi­tuando-se definitivamente ao oxigênio rarefeito, encontraria imensas dificuldades para se adaptar à sua antiga respiração comum, assim que resolvesse retornar ao solo terráqueo.

Deste modo, temos de baixar até o nível da compreen­são e percepção do médium em que estamos atuando, que é ainda um espírito encarnado e de temperamento mais sensí­vel às formas do mundo físico. Durante o tempo em que ope­ramos sobre os médiuns, distanciamo-nos bastante do comando das leis que regem o campo vibratório sutilissimo do mundo astral onde vivemos normalmente, e submetemo-nos docilmente à ação das leis comuns que regem os fenô­menos fisioquímicos da Terra.

Mesmo quando analisamos os diversos fenômenos ineren­tes à Terra, podemos verificar a grande diferença que também se manifesta na regência das leis que disciplinam as relações humanas e os diversos estágios físicos da matéria. Assim os movimentos desembaraçados, que o homem empreende ao ar livre da superfície terrena, são tolhidos logo que ele penetra no selo das águas, onde é obrigado a mobilizar recursos diferen­tes para não sucumbir pelo afogamento.

 

 

PERGUNTA: — Como tem ocorrido em várias experiências de hipnotismo a que temos assistido, em que o hipnotizador consegue comandar a mente do “sujet” em transe, também não poderíeis, porventura, servir-vos com mais fidelidade do vosso médium, se o submetêsseis a forte hipnose?

RAMATÍS: — Essa hipnose, anulando a vontade do médium, seria flagrante violação de nossa parte, pois somen­te os espíritos maquiavélicos, obsessores ou entidades inescru­pulosas é que não hesitam em agir hipnoticamente sobre as criaturas encarnadas ou desencarnadas, quando desejam transformá-las em seus prolongamentos vivos para as satisfa­ções mais torpes. Não nos é permitido violar a mente de quem quer que seja, embora essa intervenção possa favorecer o êxito de nossas comunicações com os encarnados. Os médiuns também estão situados num plano de trabalho coletivo orga­nizado por outros espíritos benfeitores e responsáveis pela sua evolução, que os ajudam a desenvolver a consciência espiri­tual, quais jardineiros divinos que acompanham o crescimen­to da flor a desabrochar normalmente, em vez de debilitá-la na vigência de uma vida prematura.

Se o médium que nos serve neste momento fosse esco­lhido no Espaço para a transmissão fidelíssima do nosso pensamento, é fora de dúvida que teria de ser completamen­te sonambúlico. Mas ele é portador da mediunidade intuiti­va, e raras vezes revela-se um semi-mecânico. Demais, o plano espiritual que desenvolvemos através dele, para o mundo físico, foi baseado numa execução por intermédio da faculdade de intuição.

Mesmo que intentássemos a hipnose do médium, apenas nbs apossaríamos de sua bagagem semiconsciente, ou de sua memória acumulada, pregressa, enquanto teríamos que enfrentar-lhe os automatismos instintivos e as suas estratifica­ções psicológicas, como ainda é muito comum nas práticas hipnóticas. Não nos conviria forçá-lo a regredir em sua memó­ria do passado, quando o nosso principal objetivo é mantê-lo desperto para vos transferir a mensagem mais importante do presente, que poderá servir a determinadas pessoas para melhor orientação educacional do seu espírito. Não há dúvida de que uma atuação tenaz e persistente sobre os encarnados débeis de vontade e ainda situados nos ambientes desregrados, toma-se em sucesso futuro e culmina em completa hipnose. Mas, como já vos informamos, isso é mais próprio dos espíri­tos delinqüentes, que sorrateiramente enfraquecem as defesas espirituais de suas vítimas até lograrem dominá-las como seus instrumentos vivos de degradação, na matéria.

 

PERGUNTA: — Mas, tratando-se de uma tarefa benfeito­ra, não vos seria bem melhor alcançar o êxito almejado pelo Alto através de um médium que, embora sob hipnose do Além, fluísse passivamente as idéias superiores, em vez de enfrentar-lhe a vontade e sua desconfiança?

RAMATÍS: — Preferimos enfrentar a vontade e a mente do médium, mesmo quando certas vezes ele nutre desconfian­ça sobre os nossos relatos, supondo-os fruto de sua própria elucubração mental. Como ele não consegue identificar com absoluta certeza o fenômeno insólito de que participa conos­co quase em estado de vigília, é razoável que algumas vezes restrinja a nossa influência comunicativa, supondo que se trata de sua própria intervenção anímica. Quando ditamos estas mensagens também precisamos transpor cuidadosamen­te a barreira firmada pela sua prevenção psicológica e os demais condicionamentos naturais de sua existência humana.

Assim que o assunto em foco transcende os seus conhe­cimentos, ele nos opõe maior resistência mediúnica, porque ainda desconhece o que lhe intuímos. Doutra feita, quando nos defrontamos com obstáculos ainda mais graníticos, então procuramos nos socorrer da faculdade semimecânica de nosso médium, como no caso das considerações que lhe são adversas ou estranhas.

 

PERGUNTA: — Desde que sois contrário à hipnose mediú­nica, para melhor aproveitamento do médium, quais as pro­vidências ou os recursos que podeis adotar para o êxito psico­gráfico de vossas mensagens?

RAMATÍS: — Muitas vezes o êxito de nossas comunicações mediúnicas depende de prepararmos o médium duran­te o sono, à distância do seu corpo e quando pode ser subme­tido a certo tratamento técnico pelos magnetizadores do “lado de cá”, que assim acentuam-lhe a sua receptividade mediúnica e a dinâmica psicográfica. Em noites mais tran­qüilas, levamo-lo para junto das principais cenas e doutrina­mo-lo sobre os assuntos que no dia seguinte ele deverá psico­grafar por nosso intermédio. Essas providências muito aju­dam a avivar-lhe o conteúdo das comunicações posteriores, e que ele recebe durante a sua saída em corpo astral.

Aliás essas dificuldades estão previstas por todos os espíritos conscientes de suas tarefas junto aos encarnados no serviço de esclarecimento fraterno, e que precisam servir-se de médiuns intuitivos ou semimecânicos, cuja vontade eles não pretendem violentar, assim como o fazem os espíritos levianos e cruéis.

Embora existam múltiplas faculdades mediúnicas, que se agrupam sob a denominação de intuitivas, mecânicas, sonam­búlicas, incorporativas, videntes, de fenômenos físicos ou tera­pêuticas, em que umas são mais nítidas e favoráveis, outras mais intelectivas e objetivas, o certo é que assim mesmo não “falamos” nem “escrevemos” por intermédio de simples autô­matos de carne. Os médiuns, na verdade, são organizações vivas e senhores de sua memória estruturada nos milênios fin­dos, cujas concepções particulares variam tanto sobre o plano físico, quanto a respeito do mundo invisível.

Em nossas almas sempre se impõe um certo atavismo intelectual, hábito filosófico ou cristalização psicológica do passado que, embora nos distinga particularmente entre os demais seres, é bagagem que nos obriga a encarar os assun­tos”novos” sob os “velhos” moldes que nos têm sido tão fami­liares. Esse condicionamento pregresso dos médiuns trans­forma-se então em fortes barreiras difíceis de ser removidas pelos espíritos comunicantes. E só os espíritos persistentes e estóicos, após cuidadoso trabalho de adaptação por longo tempo, junto aos seus medianeiros, é que realmente logram o sucesso desejado.

 

         PERGUNTA: — E, apesar desses obstáculos e dificuldades que nos relatais ,ainda achais conveniente o prosseguimento das comunicações mediúnicas entre os encarnados e os desencarnados, embora não se possa lograr grande sucesso?
RAMATÍS: — Não vos esqueçais de que estamos nos referindo, em particular, à costumeira negligência e à desconfiança com que os encarnados costumam receber as notícias do Além por via-mediúnica. Embora ainda existam muitas dificuldades e ocorram fracassos no intercâmbio mediúnico, os espíritos laboriosos e benfeitores sempre têm conseguido razoável êxito para com os objetivos traçados previamente pelo Alto. Em geral, todos os obstáculos mediúnicos, no serviço de comunica­ção espiritual, são conseqüências já previstas e avaliadas pela Técnica Sideral.

Dentro da ética e da responsabilidade com que os espí­ritos benfeitores aceitam aqui no Espaço as suas missões sal­vacionistas, os resultados conseguidos posteriormente sem­pre lhes compensam o esforço heróico em favor dos encar­nados. Os médiuns estudiosos da doutrina espírita e devota­dos à prática dos ensinamentos evangélicos do Cristo logram animar esses êxitos do Espaço quando, pela sua conduta digna e seu devotamento ao Bem, conseguem transferir pro­veitosamente para a Terra as mensagens que descem das altas esferas para a humanidade imperfeita.

 

PERGUNTA: — Como nos tendes feito ver que existem muitas dificuldades para os espíritos superiores entrarem em contato direto com os médiuns, poderíeis nos informar se eles também defrontam com os mesmos tropeços quando procuram inspirar o homem comum que não se encontra em prova mediúnica?

RAMATÍS: Não é o fato de os espíritos superiores ins­pirarem os homens o que lhes causa dificuldades; os homens é que são difíceis de ser inspirados!.. Só muito raramente eles não vivem algemados exclusivamente aos seus interesses imediatos no mundo físico. Em geral, eles sofrem a atuação hipnótica dos fluidos densos produzidos pela sua própria esfera mental e que os ligam familiarmente às baixas camadas do astral inferior. Os espíritos benfeitores envidam hercúleos esforços para despertar os seus pupilos através da sugestão mental ou influir-lhes no coração, a fim de os afastar da fascinação mórbida exercida pelas paixões e pelos tesouros efêmeros do mundo materiallsto posto, como poderão eles atravessar o”cartucho”de fluidos den­sos, plúmbeos e pegajosos que comumente se emborca sobre as criaturas sedentas de sensações inferiores?

Em sua maioria, os homens passam pelas ruas das cida­des metidos nas suas auras ovóides constituídas pelo baixo eterismo animal da Terra, como se fossem pitorescos carre­gadores de barracas confeccionadas com fluidos cinzentos e oleosos. Alguns destacam-se pelos tons lamacentos e arro­xeados das manchas extensas que lhes fulgem sombriamen­te sobre a aura nevoenta, a trair-lhes o desejo sexual subver­tido; noutros é a cor escarlate chamejante, identificando-lhes o ódio que ainda nutrem contra prováveis adversários da vida em comum. No manto de fluidos densos que os envol­ve como a cerração opaca das manhãs frias coleando sobre a superfície do rio lodoso, pintalgam e atiçam-se os fragmen­tos coloridos de todos os tons inimagináveis!

São as tonalidades que marcam os bons e os maus pen­samentos, os desejos impuros ou os sentimentos altruístas. Algumas cores clareiam sob as idéias benevolentes; outras enodoam-se no fluido pegajoso que se exsuda da efervescên­cia do instinto animal, revelando aos desencarnados o cará­ter dos homens. Os espíritos gozadores seguem no encalço daqueles que ainda são usinas vivas dos maus fluidos e ali­mentam-lhes voluptuosamente as piores intenções, projetan­do os quadros mais sensuais na mente deseducada. Sugerem as aventuras condenáveis e estimulam o ódio, a violência, a cupidez, a desonestidade ou a vingança; exaltam o orgulho, ativam o amor próprio ferido ou subvertem a consciência no julgamento das intenções mais inofensivas e dos gestos mais inocentes do próximo.

Nesse turbilhão ruidoso e heterogêneo das metrópoles da Terra, em que, devido ao estado primário evolutivo de sua humanidade, predominam em sua superffcie as contendas politicas, as guerras fratricidas, as competições comerciais, a cupidez de posse ou o desejo animal, forma-se o manto vigoroso e denso dos fluidos nocivos exalados prodigamente pelo astral inferior. E o orbe é envolto por uma aura suja e oleosa, no seio de cuja cerração astral as almas benfeitoras movem-se dificultosamente para abrir clarei­ras de luz aos terrícolas ainda entontecidos pelas paixões carnais.

Mas, em face de o Espírito de Deus palpitar na intimida­de de todas as coisas e seres de Sua Criação, também no seio das paixões mais nocivas e entre as dores mais acerbas per­manece a Luz Sublime em contínua expansão centrífuga e transfusão angélica. No futuro, a Terra também será vestida com uma aura refulgente, divina cabeleira de luz a substituir-lhe o manto de fluidos densos e tristes do presente.

Eis porque é suficiente a atuação de um punhado de anjos que permanecem servindo ao mundo físico, quais falenas irisa­das de luz munificente, para então neutralizar a ação deletéria de milhares de espíritos diabólicos, desintegrando pelos fótons siderais, os lençóis microbianos do astral inferior e proporcio­nando novos ensejos de progresso espiritual ao homem terreno. São essas almas abnegadas a divina esperança do Alto para fir­mar na matéria os fundamentos da nova humanidade, pois elas vivem em todas as camadas e operam no seio de todo labor humano. Despertam consciências perturbadas, orientam vonta­des débeis, higienizam os ambientes enfermos e se constituem no convite incessante para a vida angélica e para o homem libertar-se da escola rude da matéria.

Toda criatura é luminescente centelha espiritual do Criador, abafada pela veste pesada dos fluidos primitivos, mas é sempre também a própria ponte espiritual ligando os abismos da animalidade com as colinas refulgentes da ange­litude. Sem dúvida, enquanto a alma ainda vive mergulha­da no mar de fluidos asfixiantes da vida inferior, ela ainda exige os mais heróicos esforços das entidades sublimes, que tanto desejam intuí-la para o Bem, como ajudá-la a libertar-se o mais cedo possível do jugo satânico simbolizado pelas paixões animais.

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Índice de MEDIUNISMO DE RAMATIS

Ramatis. No campo da mediunidade. Algumas palavras do médium. Preâmbulo. Sobre Hercílio Maes.

CAPÍTULO 1 – Considerações sobre o”Livro dos Médiuns”

CAPITULO 2 – A Mediunidade e o”Consolador” prometido

CAPITULO 3 – Todas as criaturas são médiuns?

CAPITULO 4 – A”prova” da obsessão

CAPITULO 5 – Os trabalhadores ativos no serviço mediúnico

CAPÍTULO 6 – O médium de “mesa” e o de”terreiro”

CAPITULO 7 – Considerações sobre a mediunidade natural e a de prova

CAPITULO 8 – As dificuldades nas comunicações mediúnicas com o Alto

CAPITULO 9 – A extensão e profundidade das comunicações mediúnicas

CAPITULO 10 – O médium anímico-mediúnico e o Intuitivo

CAPITULO 11 – Uma observação individual

CAPITULO 12 – A mediunidade mecânica

CAPITULO 13 – A mediunidade intuitiva e a de incorporação

CAPÍTULO 14 – Mediunidade sonambúlica

CAPITULO 15 – Trabalhos de tiptologia

CAPITULO 16 – As comunicações perversivas pela tiptologia

CAPÍTULO 17 – Considerações sobre a vidência

CAPITULO 18 – Vidência ideoplástica

CAPITULO 19 – Algumas observações sobre o animismo

CAPITULO 20 – O aproveitamento anímico nas comunicações mediúnicas

CAPITULO 21 – A influência anímica na abertura dos trabalhos mediúnicos

CAPÍTULO 22 – A sugestão e a imaginação nas comunicações mediúnicas

CAPITULO 23 – O espírita e o bom humor

CAPITULO 24 – A telepatia e as comunicações mediúnicas

CAPITULO 25 – O problema da mistificação

CAPITULO 26 – As comunicações dos espíritos sobre tesouros enterrados

CAPITULO 27 – Considerações sobre a castidade por parte dos médiuns

CAPITULO 28 – Aspectos psicológicos das encarnações de apóstolos e líderes do cristianismo

CAPITULO 29 – A função dos guias e as obrigações dos médiuns

CAPITULO 30 – O peditório aos amigos do espaço

CAPITULO 31 – As influências obsessivas sobre os médiuns e suas consequências

CAPÍTULO 32 – Considerações sobre o desenvolvimento mediúnico