Guias Espirituais

Guias Espirituais: CAPÍTULO 2

Guias Espirituais: A mediunidade e o Consolador” prometido

Guias Espirituais, seres de luz

Guias Espirituais


Os Guias Espirituais ou Seres de Luz são almas que amorosamente nos protegem e auxiliam ao longo de toda a nossa vida.

PERGUNTA: — Que relação há entre a mediunidade e o “Consolador” prometido por Jesus? Que é, propriamente, a mediunidade?

RAMATÍS: — A mediunidade é um patrimônio do espírito; é faculdade que se engrandece em sua percepção psíquica, tanto quanto evolui e se moraliza o espírito do homem. A sua origem é essencialmente espiritual e não material. Ela não provém do metabolismo do sistema nervoso, como alegam alguns cientistas terrenos, mas enraíza-se na própria alma, onde a mente, à semelhança de eficiente usina, organiza e se respon- sabiliza por todos os fenômenos da vida orgânica, que se iniciam no berço físico e terminam no túmulo.

A mediunidade é faculdade extra-terrena e intrinsecamente espiritual; em sua manifestação no campo de forças da vida material, ela pode se tomar o elemento receptivo das energias sublimes e construtivas provindas das altas esferas da vida angélica. Quando é bem aplicada, transforma-se no serviço legítimo da angelitude, operando em favor do progresso humano. No entanto, como recurso que faculta o intercámbio entre os “vivos” da Terra e os “mortos” do Além, também pode servir como ponte de ligação para os espíritos das sombras atuarem com mais êxito sobre o mundo material. Muitos médiuns que abusam de sua faculdade mediúnica e se entregam a um serviço mercenário, em favor exclusivo dos seus interesses particulares, não demoram em se ligar imprudentemente às entidades malfeitores dos planos inferiores, de cuja companhia dificilmente depois eles conseguem se libertar.

 

PERGUNTA: — Dizem certos médicos, estudiosos do assunto, que a mediunidade é apenas um “fenômeno orgânico”. Que dizeis sobre isso?

RAMATÍS: — A mediunidade não é fruto da carne transitória, nem provém de qualquer sensibilidade ou anomalia do sistema nervoso. Repetimos: é manifestação característica do espírito imortal. É percepção espiritual ou sensibilidade psíquica, cuja totalidade varia de indivíduo para indivíduo, pois, em essência, ela depende também do tipo psíquico ou do grau espiritual do ser. Embora os homens se originem da mesma fonte criadora, que é Deus, eles se diferenciam entre si, porque são consciências individualizadas no Cosmo, mas conservando as características particulares, que variam conforme a sua maior ou menor idade sideral. Há um tom espiritual próprio e específico em cada alma, e que se manifesta por uma tonalidade particular durante a manifestação mediúnica. É como a flor, que revela o seu perfume característico, ou então a lâmpada, que expõe a sua luz particular.

 

PERGUNTA: — Conforme temos observado, a mediunidade, atualmente, generaliza-se e recrudesce entre os homens de modo ostensivo. Por que ocorre tal fenômeno em nossos dias?

RAMATÍS: — É fenômeno resultante da hipersensibilidade psíquica que presentemente sobressai entre os homens, em concomitância com o “fim dos tempos” ou “juízo final”, tantas vezes já profetizado. O século em que viveis é o remate final da “Era da Matéria”, que até o momento tem sido regida pela belicosidade, cobiça, astúcia, cólera, egoísmo e crueldade, paixões mais próprias do instinto animal predominando sobre a centelha espiritual. Encontrai-vos no limiar da “Era do Espírito”, em que a humanidade sentir-se-á impulsionada para o estudo e o cultivo dos bens da vida eterna, com acentuado desejo de solucionar os seus problemas de origem espiritual. As comprovações científicas da imortalidade da alma, através do progresso da fenomenologia mediúnica, reduzirão bastante a fanática veneração do homem pela existência transitória do corpo físico.

Assim como o organismo carnal do homem em certo tempo verticalizou-se para servi-lo em nível biológico superior, o seu espírito também há de se erguer da horizontalidade dos fenômenos e dos interesses prosaicos da vida física provisória, para atuar definitivamente na freqüência vibratória do mundo crístico.

A época profética que viveis atualmente, sob a emersão coletiva do instinto animal simbolizado na”Besta do Apocalipse”, que tenta subverter o espírito do homem ainda escravo das formas terrenas é que produz essa ansiedade, esse nervosismo e essa inquietação das mas as humanas, ateando o barbarismo das guerras e das revoluções, incitando as lutas de classes e os ódios racistas, enquanto os cientistas investigam como matar mais depressa por intermédio das armas nucleares. A humanidade terrena pressente que já chegou a sua hora angustiosa de seleção espiritual e consolidação planetária. O homem terá que se decidir definitivamente para a”direita” ou para a”esquerda” do Cristo, pois, conforme reza a profecia, serão separados os lobos das ovelhas e o trigo do joio.

Freme o magnetismo do ser humano à periferia do seu psiquismo exaltado pela energia animal, a qual emerge em sua desesperada tentativa de subverter os costumes, as tradições e a disciplina do espírito imortal. Os homens encontram-se confusos no limiar de duas épocas extremamente antagônicas, pois, justamente com o reiterado apelo do Alto para a cristificação humana, recrudesce também a efervescência do automatismo instintivo da vida animal.

Os hospitais estão abarrotados de criaturas alienadas ou obsidiadas, que provêm desde os barracões de favelados até as altas esferas sociais, cuja maioria é torturada pelas crises financeiras ou morais. Nessa miséria espiritual, abrangendo tanto os ateus como os seres egressos das mais variadas doutrinas e religiões, o vosso mundo comprova que o sacerdócio organizado, das religiões Oficiais, realmente fracassou em sua missão salvadora. E o pior é que, durante essa eclosão incontrolável do instinto inferior, os espíritos desencarnados e malfeitores firmam o seu alicerce na carne e executam também o seu programa diabólico contra os terrícolas, que são apáticos aos sublimes ensinamentos salvadores do Cristo Jesus.

Atuado pelas mais contraditórias circunstâncias, vivendo em minutos o que os seus antepassados não viveram em alguns anos, o homem do século atômico destrambelha os seus nervos e superexcita o seu psiquismo, perdendo terreno no seu controle espiritual e tornando-se um instrumento dócil nas mãos dos espíritos desencarnados malévolos. Essa constante relação dos “vivos” com os “mortos”, embora os primeiros sejam inconscientes do que acontece, termina por sensibilizar cada vez mais a criatura humana, com a agravante de que se efetua nela um verdadeiro desenvolvimento mediúnico de inferior qualidade. Daí, pois, a necessidade inadiável de o homem prudente e bem intencionado integrar-se definitivamente nos preceitos salvadores do Cristo e vivê-los incessantemente à luz do dia.

 

PERGUNTA: — Poderíamos supor que o progresso científico atual também contribui para essa hipersensibilização humana, em que o homem cada vez mais se sintoniza com as forças do mundo oculto?

RAMATÍS: — O cientificismo avançado do século XX, engendrando a criação dos satélites artificiais, dos aviões a jato, dos projetis teleguiados e dos foguetes interplanetários; as pesquisas corajosas dos velhos “tabus” e segredos da mente humana, sem dúvida são importantes contribuições que não só aceleram a dinâmica de pensar e aumentam a área da consciência, como também sensibilizam a emotividade do ser. Já vos lembramos de que o homem atualmente vive, em algumas horas, e de modo simultâneo, os raciocínios, as reflexões, as conjecturas e as mutações mentais e emotivas que os seus antepassados não chegavam a experimentar em dezenas de anos. O cidadão do século XX defronta e resiste obrigatoriamente a uma multiplicidade de fenômenos “psico-físicos” tão eqüidistantes em suas manifestações variadas, que isso seria suficiente para endoidecer a maioria dos habitantes terrenos de alguns séculos atrás.

Cresce assim a sensibilidade psíquica entre os homens terrícolas; acentua-se-lhes a eclosão da mediunidade em comum, porque também vivem sob o incessante acicate dos espíritos desencarnados, que assim exploram essa oportunidade cada vez mais favorável para agirem sobre a matéria. Indiscutivelmente, confirmam-se os vaticínios de Jesus, de que no “fim dos tempos” os velhos, os moços e as crianças teriam visões, ouviriam vozes estranhas e profetizariam, isso logo em seguida ao advento do Espírito da Verdade. O Mestre indicou claramente o século que viveis no presente, quando predisse os acontecimentos materiais incomuns dos vossos dias e a eclosão simultânea, da mediunidade generalizando-se entre os homens, simbolizando o “Consolador” prometido a derramar-se pela carne das criaturas.

Assim se manifestou o Divino Amigo, com suas palavras inesquecíveis: “Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e Ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco o Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê e absolutamente não o conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós. Porém o Consolador, que é o Santo Espírito que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito”. (João, 14:15-17, 26).

 

PERGUNTA: — Poderíeis nos esclarecer melhor sobre o sentido correto dessa promessa de Jesus?

RAMATÍS: Procurando-se o sentido exato da figura que Jesus enunciou na promessa referida, verificamos que ele aludiu, em particular, a espíritos desencarnados de ordem superior, ou seja, às equipes de estirpe angélica. Sob a alegoria do “Espírito Santo”, ou o Consolador Prometido, guias espirituais“Consolador” prometido, não é difícil identificarem-se as cortes, as falanges ou os exércitos angélicos que já operam atualmente através dos médiuns dignos e desinteressados dos tesouros do mundo ilusório da carne. Explicando-nos que o Consolador seria o Espírito Santo capaz de ensinar aos homens “todas as coisas e ainda recordar-nos suas próprias palavras”, não há dúvida de que Jesus se referiu aos espíritos benfeitores angélicos, desde que só estes é que, realmente, por intermédio da faculdade mediúnica do homem, poderiam ensinar “essas coisas, pregar o Evangelho e recordar suas próprias máximas”.
Nota. ramatis está claramente a referir-se ao que hoje chamamos “Guias Espirituais”.

É evidente que, pelo fato de Jesus haver se referido a “outro” Consolador, em sua promessa profética ele quis advertir-nos de que na Terra já havia se manifestado, anteriormente, “um” Consolador, que seria ele mesmo, com a missão de salvar o homem da animalidade inferior. Desde que o Mestre foi realmente um salvador da humanidade, temos que considerá-lo como esse primeiro Consolador que, através do Evangelho, sintetizou-nos as próprias leis regentes da vida cósmica. Mas o “outro” Consolador, portanto, o Santo Espírito ainda por vir e a derramar-se sobre a carne, em todas as criaturas, traria o ensinamento “salvador” diretamente do mundo espiritual, servindo-se das vozes dos próprios espíritos desencarnados e imortais. É muitíssimo claro que só um espírito imortal é que, evidentemente, poderia ficar eternamente conosco.

Jesus também esclareceu que os povos de sua época messiânica ainda não podiam “ver” ou “conhecer” o Espírito de Verdade porque, é fora de dúvida, não estavam mentalmente capacitados e mediunicamente sensibilizados para compreender e recepcionar com êxito a mensagem dos espíritos elevados. Na primeira revelação do Consolador, aos homens, Jesus foi o único representante direto do Santo Espírito, pois só ele conversava, ouvia e confabulava com os “anjos” sobre a salvação do homem. Mas, de conformidade com o seu vaticínio, esse mesmo Espírito Santo, na sua segunda vinda, nos ensinaria todas as coisas, comprovando a glória e a justeza dos ensinamentos do Evangelho.

Há ainda, na enunciação do Mestre, um tópico indiscutível e que confirma plenamente a sua referência sobre a faculdade mediúnica a derramar-se entre os homens no século atual. É justamente quando ele menciona que o Consolador, o Santo Espírito, faria recordarmos tudo o que ele, Jesus, dissera anteriormente. Na verdade, graças ao intercâmbio mediúnico, que progride gradativamente, familiarizando os espíritos desencarnados com os homens, pouco a pouco também se restabelece corretamente a identidade do Mestre em sua peregrinação terrena. Algumas obras psicografadas por médiuns ajuizados e competentes já vos revelam com mais nitidez o porte exato de Jesus, naquela época, e o distanciam das obras milagrosas e das contradições psicológicas no seu tipo espiritual, quando a história religiosa lhe atribui a função de mago de feira deslumbrando multidões no cenário bíblico da milenária Hebréia.

Os espíritos de responsabilidade, em suas comunicações mediúnicas, isentam cada vez mais o Mestre das prendas tolas com que o adornou a ignorância humana, assim como desfazem o mito religioso do seu nascimento contrário às leis respeitáveis da genética humana.

Em verdade, o Santo Espírito, ou o Consolador prometido, é o “conjunto” dos espíritos sábios, benfazejos e angélicos que, através dos médiuns, ensinam-vos as coisas que só o atual progresso da mente humana permite avaliar e conhecer, ao mesmo tempo que também esclarece quanto à verdadeira figura e natureza do Sublime Nazareno em sua vida na Judéia. Muito além de ter sido ele um anjo plasmado na carne, pela sua ternura e amor ao homem terrestre, também foi o Sábio, o Psicólogo e o Cientista que tanto conhecia as leis sidéreas que regem os orbes em sua movimentação cósmica, como também as leis da vida humana que regulam os movimentos e os seres. De modo algum ele precisou dos atavios mitológicos e dos processos anômalos de nascimento para cumprir sua divina missão. Revestido com a indumentária dos mais pobres homens da Judéia e sem contradizer as regras sensatas e milenárias da vida humana, deixou aos terrícolas o mais sublime e exato tratado de redenção espiritual.

 

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Índice de MEDIUNISMO DE RAMATIS

Ramatis. No campo da mediunidade. Algumas palavras do médium. Preâmbulo. Sobre Hercílio Maes.

CAPÍTULO 1 – Considerações sobre o”Livro dos Médiuns”

CAPITULO 2 – A Mediunidade e o”Consolador” prometido

CAPITULO 3 – Todas as criaturas são médiuns?

CAPITULO 4 – A”prova” da obsessão

CAPITULO 5 – Os trabalhadores ativos no serviço mediúnico

CAPÍTULO 6 – O médium de “mesa” e o de”terreiro”

CAPITULO 7 – Considerações sobre a mediunidade natural e a de prova

CAPITULO 8 – As dificuldades nas comunicações mediúnicas com o Alto

CAPITULO 9 – A extensão e profundidade das comunicações mediúnicas

CAPITULO 10 – O médium anímico-mediúnico e o Intuitivo

CAPITULO 11 – Uma observação individual

CAPITULO 12 – A mediunidade mecânica

CAPITULO 13 – A mediunidade intuitiva e a de incorporação

CAPÍTULO 14 – Mediunidade sonambúlica

CAPITULO 15 – Trabalhos de tiptologia

CAPITULO 16 – As comunicações perversivas pela tiptologia

CAPÍTULO 17 – Considerações sobre a vidência

CAPITULO 18 – Vidência ideoplástica

CAPITULO 19 – Algumas observações sobre o animismo

CAPITULO 20 – O aproveitamento anímico nas comunicações mediúnicas

CAPITULO 21 – A influência anímica na abertura dos trabalhos mediúnicos

CAPÍTULO 22 – A sugestão e a imaginação nas comunicações mediúnicas

CAPITULO 23 – O espírita e o bom humor

CAPITULO 24 – A telepatia e as comunicações mediúnicas

CAPITULO 25 – O problema da mistificação

CAPITULO 26 – As comunicações dos espíritos sobre tesouros enterrados

CAPITULO 27 – Considerações sobre a castidade por parte dos médiuns

CAPITULO 28 – Aspectos psicológicos das encarnações de apóstolos e líderes do cristianismo

CAPITULO 29 – A função dos guias e as obrigações dos médiuns

CAPITULO 30 – O peditório aos amigos do espaço

CAPITULO 31 – As influências obsessivas sobre os médiuns e suas consequências

CAPÍTULO 32 – Considerações sobre o desenvolvimento mediúnico

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