Todos somos médiuns

CAPÍTULO 3

Todas as criaturas são médiuns?

 

PERGUNTA: — Qual a espécie de mediunidade mais avançada?

RAMATIS: — Sem dúvida, é a Intuição Pura. Embora não seja fenômeno atestável espetacularmente no mundo exterior da matéria, é a mais sublime faculdade oriunda de elevada sensibilidade espiritual. É natural e definitiva, espécie de percepção panorâmica que se afina tanto quanto o espírito mais se ajusta nas suas relações e inspirações das esferas mais altas para a carne. É o “elan” que une a alma encarnada diretamente à Mente Divina que a criou, facultando-lhe transferir para a matéria o verdadeiro sentido e entendimento da vida espiritual superior.

Uma vez que a mediunidade não é, propriamente, uma faculdade característica do organismo carnal, mas o recurso sublime para fluir e difundir-se o esclarecimento espiritual entre os homens, ela mais se refina e se exalta tanto mais o seu portador também se devote ao intercâmbio superior do espírito imortal. É o próprio dicionário terreno que vos explica o fenômeno. Intuição — diz ele, é o ato de ver, percepção clara, reta, imediata, das verdades, sem necessidade de raciocínio; pressentimento, visão beatífica.

A intuição é, pois, o estágio mais elevado do espírito; é o corolário de sua escalonada desde o curso primitivo do instinto até à razão angélica. Evidentemente, enquanto o homem for mais dominado pela razão humana, também será mais governado pelas forças rígidas do intelecto, escravo do mundo de formas e submetido às leis coercivas da vida física. Só a intuição pura dá-lhe a percepção interior da realidade cósmica, ou então permite-lhe a concepção panorâmica do Universo. É, na verdade, a faculdade inconfundível que “religa” a criatura ao seu Criador. É a divina lente ampliando a visão humana para descortinar a sublimidade da vida imortal.

A pureza cristalina da Intuição Pura foi o apanágio dos seres de alta estirpe espiritual e que delinearam roteiros de luzes para o vosso orbe, qual o fizeram Crisna,, Confúcio, Pitágoras, Buda, Jesus, Francisco de Assis e outros que, em peregrinação pela vida física, conservaram-se permanentemente ligados às esferas sublimes do espirito superior, qual ponte viva a unir o mundo exterior da matéria à intimidade do Espírito Cósmico. A Intuição Pura é a “voz sem som”, a “voz interior”, a “voz do som espiritual”, que fala na intimidade da alma; é a linguagem misteriosa, mas verdadeira e exata, do próprio Eu Superior guiando o ego lançado na corrente evolutiva das massas planetárias.

Assim como a razão auxilia o homem a compreender e avaliar a expressão fenomênica das formas do mundo material, a Intuição lhe permite “sentir” todas as leis ocultas e “saber” qual a natureza original do Espírito Criador do Cosmo. Referindo- nos à Intuição, como o ensejo divino de elevação à Consciência Cósmica do Seu Autor Eterno, diz a linguagem poética dos yogas: “Antes que a Alma possa ver, deve ser conseguida a harmonia interior e os olhos da carne tornados cegos a toda ilusão. Antes que a Alma possa ouvir, a imagem (o homem) tem de se tornar surda aos rugidos como aos segredos, aos gritos dos elefantes em fúria, como ao sussurro prateado do pirilampo de ouro. Antes que a Alma possa compreender e recordar, deve ela primeiro unir-se ao Falador Silencioso, como a forma que é dada ao barro se uniu primeiro ao espírito do escultor. Porque então a Alma ouvirá e poderá recordar-se. E então ao ouvido interior falará a Voz do Silêncio”‘.

 

PERGUNTA: — Em face de a mediunidade ser manifestação natural do próprio espírito do homem, deveremos considerar que, sem qualquer exceção, todas as criaturas são médiuns?

RAMATÍS: — Sim, porque todos nós transmitimos para o ambiente da matéria os mais variados tons do nosso espírito, assim como sempre influenciamos os demais compa- nheiros pelos nossos pensamentos, atos e sentimentos. Há homens que, devido ao seu espírito prenhe de otimismo e incessantemente afeito ao bem, são médiuns da alegria, da esperança, do ânimo e da confiança, sempre convictos dos elevados objetivos espirituais da vida humana. Outros, pessimistas inveterados, vertem constantemente de sua intimidade psíquica o mau humor que tolda o azul do céu mais puro da jovialidade alheia e se transformam indesejavelmente nos médiuns da melancolia, da tristeza, da descrença, da aflição e do desânimo. A mente do homem encarnado é o campo que reflete a sua vida interior, assim como transfere para o mundo exterior tanto o seu comportamento anímico quanto os pensamentos dos espíritos encarnados ou desencarnados dos mais variados matizes, que o influenciam em suas relações cotidianas.

Não há dúvida, pois, de que todas as criaturas são médiuns. A mediunidade não é faculdade adstrita somente a alguns seres, ou exclusivamente aos espíritas, mas todos os homens, como espíritos encarnados na matéria, são intermediários das boas ou más inspirações do Além-Túmulo. É evidente, entretanto, que a faculdade mediúnica se manifesta de conformidade com o entendimento e o progresso espiritual de cada criatura.

Em geral, as criaturas humanas ignoram ou não percebem a sua faculdade mediúnica porquanto, sendo esta fruto da sensibilidade psíquica, nem todos têm noção de quando participam dos fenômenos do mundo oculto, e assim os confundem facilmente, tomando-os como se fossem manifestações comuns da vida física. Mesmo os homens que se dizem ateus ou são descrentes da imortalidade da sua própria alma, nem por isso estão isentos da mediunidade. Eles também podem ser instrumentos inconscientes de inúmeras ações, fenômenos e inspirações dos desencarnados.

 

PERGUNTA: — Por que a mediunidade não se manifesta só de modo pacifico, qual graça decorrente da evolução humana? Em geral, ela eclode nas criaturas produzindo-lhes distúrbios mentais ou perturbando-lhes o próprio organismo físico. É justo tal acontecimento?

RAMATIS: Só a mediunidade saudável e natural, que é fruto do maior apuro espiritual da alma, revela-se de modo sereno e em suave espontaneidade, como um dom inato e sem produzir quaisquer sensações desagradáveis no ser. Entretanto, caso se trate de uma “concessão” provisória feita pela Administração Sideral, isto é, a “mediunidade de prova”, como decorrência de uma hipersensibilidade prematura despertada excepcionalmente pelos técnicos do mundo astral com o fito de favorecer aos espíritos muito endividados, a sua recuperação espiritual pregressa, o seu despertamento, é em geral sujeito a várias circunstâncias desagradáveis.

Durante o período de florescimento da mediunidade, a maior ou menor perturbação psíquica ou orgânica do médium também depende muitíssimo do tipo de suas amizades espirituais e do seu modo de vida no mundo material. As alegrias, os sofrimentos ou as tristezas que o tomam de súbito também decorrem do tipo das aproximações do Invisível, que se sintonizam perfeitamente aos seus pensamentos e sentimentos manifestos.

A tarefa mediúnica não compreende somente a função mecânica de o médium transmitir as comunicações dos espíritos desencarnados para o cenário terrícola, atendendo à prosaica função de “ponte viva” entre o mundo material e o Além. Ela requer também que os seus medianeiros vivam existência digna e operosa na carne, a fim de lograrem sintonia com espíritos sublimes e responsáveis pela redenção do homem. Toda imprudência, desleixo, rebeldia, má vontade ou paixão viciosa por parte dos médiuns em prova, no mundo físico, geram toda sorte de distúrbios psíquicos e mesmo sofrimentos físicos incontroláveis que, devido a isso, tomam o desenvolvimento mediúnico um processo torturante.

É muito comum a maioria dos médiuns iniciarem o seu despertamento mediúnico sob a atuação dos espíritos sofredores, imperfeitos ou obsessores, que, aproveitando-se da “porta mediúnica” aberta para a fenomenologia do mundo físico, atiram-se à satisfação dos seus objetivos impuros e cruéis. Desde que o médium invigilante e desregrado ainda esteja comprometido por dificultoso resgate cármico, ele então se converte no instrumento favorável para o vampirismo dos desencarnados, que se debruçam avidamente sobre o mundo material. A mediunidade, num sentido geral, só desperta nos homens pela ação do sofrimento, que lhes afeta a carne e o psiquismo para depois amainar sob um desenvolvimento ordeiro, nos ambientes evangélicos, dirigidos por elementos experimentados.

Só então é que o médium neófito e perturbado pouco a pouco se ajusta à sua tarefa incomum e assume o controle psíquico de seu corpo, enquanto procura sintonizar-se vibra- toriamente com o espírito guia e benfeitor, que deverá protegê-lo na sua tarefa de intercâmbio com o mundo invisível.

1 — Nota do médium: Ramatís solicitou-nos que transcrevêssemos o trecho acima da obra”AVoz do Silêncio”, edição da Livraria Clássica Editora — Porto, Portugal.

 

PERGUNTA: — Todo desenvolvimento mediúnico, para ser completo, deve ser processado conforme as orientações do “Livro dos Médiuns’?

RAMATÍS: — O desenvolvimento mediúnico conforme a  técnica e a orientação deixadas por Allan Kardec, no “Livro dos Médiuns”, tem por fim proteger a faculdade que desabrocha mais ostensivamente entre os homens que no Espaço assumiram a obrigação de transferir o pensamento dos desencarnados para o mundo físico.

A necessidade de desenvolver a mediunidade, em certo ponto, lembra o que acontece comumente no domínio da eletricidade; se esta for controlada pelo homem e orientada para o serviço benfeitor, presta-lhe serviços admiráveis e ajuda-o a construir um mundo agradável. No entanto, manejada por pessoa inexperiente, ou aplicada indiscriminadamente, é força que destrói e mata! Igualmente, a faculdade mediúnica bem aplicada semeia esperanças, orienta as almas entre os escaninhos perigosos das seduções da matéria e soluciona os motivos dos inúmeros problemas dolorosos dos destinos humanos. No entanto, pelo mau uso, ela perturba, falseia e deforma o sentido verdadeiro das coisas, causando desilusões inesquecíveis.

A própria lenda bíblica de Adão e Eva, o primeiro casal expulso do Paraíso terrestre, não deixa de advertir, em seu simbolismo mitológico, que ambos eram espíritos criados por Deus, com o direito ou o livre- arbítrio de escolherem “intuitivamente” aquilo que melhor lhes conviesse. E, tal como nos conta essa lenda, o primeiro casal preferiu atender à voz melíflua da serpente, símbolo do instinto animal inferior, em vez de aceitar o conselho do anjo do Senhor, que o inspirava à contemplatividade espiritual. Em Adão e Eva, mito bíblico que significa o aparecimento da raça adâmica, surgida ao mesmo tempo em várias latitudes do orbe, já se verifica a existência do espírito capacitado para escolher o seu destino, senhor da acuidade espiritual suficiente para discernir entre a voz do Mal e a voz do Bem.

Uma vez que os primeiros encarnados da Terra já podiam entrar em relação com os anjos ou os diabos, isto é, com os bons espíritos e os maus espíritos, comprova-se que o primeiro habitante terreno também já era um médium em potencial.

No entanto, só depois do advento espírita e os estudos avançados de Allan Kardec é que se consolidou um roteiro seguro e evolutivo para o exercício mediúnico. Daí, pois, o motivo por que defendemos a tese de que o médium desenvolvido mas sem o apuro técnico e a compreensão psicológica explicada no “Livro dos Médiuns’ só raras vezes poderá corresponder integralmente aos empreendimentos do Alto.

 

PERGUNTA: — A Mediunidade evolui?

RAMATIS: — Tanto quanto evolui o psiquismo do homem, pois ela é correlata com o seu progresso e a sua evolução espiritual. Mas é necessário distinguir que o padrão evolutivo da mediunidade não deve ser aferido pela produção mais ostensiva dos fenômenos incomuns do mundo material. Assim é que o médium de fenômenos físicos, embora possa produzir uma fenomenologia espetacular e surpreendente aos sentidos carnais, nem por isso sobrepõe-se ao médium altamente intuitivo, como fruto de elevado grau espiritual do homem. Enquanto os fenômenos físicos dependem fundamentalmente da maior ou menor cota de ectoplasma produzido pelo médium, a fim de permitir a materialização dos desencarnados no cenário físico, o médium intuitivo e de alto nível espiritual também é capaz de transmitir mensagens que ultrapassam a craveira comum da vida humana.

Embora não surpreenda nem satisfaça os sentidos físicos com suas comunicações de caráter puramente espiritual, ele pode traçar roteiros definitivos para o progresso sideral dos homens. No primeiro caso, a mediunidade de fenômenos físicos se manifesta espetacular ao operar no mundo das formas, mas é acontecimento transitório que, embora a muitos convença da realidade espiritual, nem sempre os converte para o reino amoroso do Cristo. No caso da intuição pura e elevada, o ser descortina a realidade crística dos planos superiores, despreocupado de provar se a alma é imortal, pois”sente” em si mesmo que a sua ventura lhe acena além das formas perecíveis do mundo fenomênico da matéria.

A mediunidade de Francisco de Assis era para si mesmo a faculdade divina que o fazia vislumbrar a paisagem do mundo angélico de Jesus, sem necessidade de qualquer demonstração espetacular e fenomênica de materializações, levitações ou voz direta dos desencarnados. Em conseqüência, a mediunidade intuitiva, ou mais propriamente a “mediunidade espiritual”, é faculdade superior a qualquer outra mediunidade que ainda dependa da fenomenologia do mundo terreno e transitório, para então provar-se a realidade do espírito imortal.

Embora seja louvável a preocupação dos estudiosos do Espiritismo com a maior produção de fenômenos mediúnicos destinados a convencer as criaturas sistematicamente incrédulas, a mais evolvida mediunidade ainda é a Intuição Pura, porque auxilia o homem a relacionar-se diretamente com a fonte real de sua origem divina.

 

PERGUNTA: — Mas será inconveniente incentivarem-se os trabalhos de fenómenos físicos, uma vez que também existem médiuns especializadas para isso? Porventura, os médiuns de fenómenos físicos também não precisam desenvolver-se de conformidade com a técnica especialmente adequada ao seu tipo mediúnico?

RAMATÍS: — Sem dúvida, assim deve acontecer, e não somos adversos aos trabalhos de fenômenos físicos, onde se processam as materializações, a voz direta, as levitações e os transportes, que obedecem a um elevado programa elaborado pelos mentores da Terra. Aliás, esse gênero de trabalho mediúnico com o Além multiplicar-se-á cada vez mais no vosso orbe, como um imperativo determinado pela própria evolução do planeta. Deus, Pai Magnânimo e Justo, atende a todos os seus filhos de conformidade com a capacidade, o entendimento intelectivo e a graduação espiritual de cada ser.

Todos os homens, no seu devido tempo, terão a oportunidade feliz de conhecer a mensagem comprobativa da sobrevivência da alma. Assim, aqueles que por falta de acuidade espiritual ainda não podem conceber sua própria imortalidade espiritual, sentir-se-ão despertados pelo espetáculo ostensivo da fenomenologia mediunica dos trabalhos de efeitos físicos, onde a voz direta, as materializações, as levitações e os acontecimentos incomuns serão capazes de abalar o mais intransigente ceticismo humano.

Nem todos os assistentes de fenomenologia mediúnica hão de converter-se repentinamente aos princípios salutares da vida espiritual superior, e adotar de início os padrões morais firmados na sobrevivência da alma. Só o tempo, o bom ânimo e uma decisão corajosa hão de remover os hábitos envelhecidos, as convicções e as prevenções estratificadas nos séculos passados. Mas aqueles que já se mostram cansados das ilusões da vida física é fora de dúvida que, depois de comprovarem a sobrevivência do espírito através dos trabalhos de fenômenos físicos, também se devotarão sinceramente ao culto dos valores espirituais elevados, na ansiedade de sua mais breve cidadania sideral.

 

PERGUNTA: — Poderíamos supor que, pelo fato de todas as criaturas serem médiuns, elas também devem sofrer a influência incessante dos espíritos desencarnados? E por isso deverão sujeitar-se constantemente à inspiração do bem como aos estímulos do mal, devido a essa sintonia mediúnica?

RAMATÍS: — Sem dúvida, há possibilidade de todos os “vivos” serem influenciados pelos espíritos desencarnados, que os espreitam incessantemente, valendo-se de qualquer suscetibilidade psíquica ou vulnerabilidade moral para insinuarem-se em suas intenções malévolas. É certo que nem todos os homens percebem psiquicamente a presença dos desencarnados, ou distinguem fluidicamente os bons dos maus espíritos, por cujo motivo afirmam-se completamente isentos de qualquer sensibilidade mediúnica.

Na verdade, o acontecimento é bem mais comum do que eles pensam, pois é constante a ação ou atuação dos espíritos no seio da atividade humana dos encarnados. Muitas pessoas, que se acreditam insensíveis à influência oculta do Além, mal sabem que há muito tempo são o prolongamento vivo de alguns desencarnados astutos e maus, reproduzindo no cenário do mundo físico os seus desejos subvertidos. Conforme já vos temos lembrado, tudo é uma questão de afinidade eletiva, em que os vivos sintonizam-se com os mortos, conforme o seu padrão mental e a natureza dos seus sentimentos cultuados na vida humana.

É preciso não olvidar que os espíritos desencarnados, que em sua maioria ainda se arrastam sobre a superfície terrena, algemados às paixões e aos desejos carnais insatisfeitos, não se devotam aos objetivos elevados, nem mesmo se preocupam em melhorar sua própria situação aflitiva ou condenável no Além. Alguns deles vagueiam vítimas de sua própria incúria espiritual e escravos das emoções animais primitivas, conseqüentes ao desleixo e desinteresse por sua própria sorte; outros, bastante experimentados nos labores repulsivos da obsessão e da perfídia, procuram intrometer-se na vossa vida material, insuflando- vos idéias errôneas e orientações confusas, a fim de levar-vos ao ridículo e ao desespero. Não recuam diante dos maiores obstáculos, desde que possam prejudicar a vossa estabilidade moral ou minar a vossa situação financeira.

Ociosos, exigentes, sensuais e escravos dos vícios terrenos, vampirizam as energias alheias, fazendo de suas vítimas na carne o prolongamento vivo e vicioso com que saciam algo de suas paixões impuras. Paulo de Tarso, em epístola aos Romanos, faz uma das mais vivas afirmações disso, quando proclama: “Estamos cercados de nuvens de testemunhos”, confirmando que os homens estão cercados de massas de espíritos, que os vigiam em todos os seus atos e atividades da vida física. No seio da massa de espíritos levianos, malévolos e viciados, infiltram-se algumas almas benfeitoras, dispondo-se à luta heróica para converter esses desventurados das sombras e amenizar-lhes também a ação perniciosa sobre os encarnados.

São essas almas que, emergindo do mundo oculto, inspiram-vos para o Bem e tudo fazem para ajudar- vos na solução benfeitora dos problemas justos da vida humana, no esforço de libertarem o homem da tristeza das vidas planetárias. Infelizmente, enquanto um espírito consegue desviar-vos da senda tortuosa, há sempre dezenas de outras almas subvertidas que tudo fazem para arrastar-vos aos piores deslizes e equívocos espirituais. E, conforme já vos dissemos anteriormente, embora todas as criaturas sejam médiuns, a sua maior ou menor sintonia com os espíritos desencarnados também depende da natureza de sua sensibilidade mediúnica inferior ou superior. Todo homem é médium em potencial, e tanto pode relacionar-se ostensivamente com os desencarnados, pela fenomenologia mediúnica visível do mundo material, como recepcioná-los na intimidade de sua consciência imortal.

 

PERGUNTA: — Essa afirmação de que todos nós somos médiuns em potencial e de que estamos constantemente sob a mira dos desencarnados, bons ou maus, não poderia semear o temor nas criaturas insuficientemente esclarecidas para entenderem essa revelação extemporânea? Desde que somos espíritos encarnados, é certo que estamos em situação desvantajosa para com os espíritos malfeitores e em liberdade no Além. Cremos que muito dificilmente poderíamos resistir por longo tempo ao assédio tenaz desses espíritos mal intencionados; não é assim?

RAMATIS: — Não podemos modificar a realidade da vida criada por Deus desde o início da humanidade, e que obedece ao seguinte princípio imutável: “os homens bons atraem os bons espíritos e os homens maus atraem os maus espíritos”. Essas relações exercem-se através da “afinidade eletiva”, que é responsável pela atração e harmonia entre os astros, tanto quanto rege a simpatia entre as substâncias e o amor entre os homens.

Em face de tal premissa, que regula a afeição, a atração ou o entendimento entre todas as coisas da obra criada por Deus, só existe oportunidade para os encarnados sofrerem a má atuação dos espíritos desencarnados quando também perdem o senso diretivo do seu comando espiritual na matéria, para cedê-lo a outrem mal-intencionado. Sem dúvida, isso só acontece para aqueles que se afastam dos ensinamentos crísticos da vida superior, os quais foram divulgados e apregoados a todos os povos por instrutores adequados a cada raça, índole psicológica e até senso artístico.

Ninguém pode alegar ignorância dis o, pois Deus atendeu a todos os homens de conformidade com suas características espirituais, costumes e raça.

Hermes, no Egito, Antúlio, na Atlântida, Buda, na Ásia, Zoroastro, na Pérsia, Crisna e Rama, na Índia, Confúcio, na China, Pitágoras, na Grécia, e o inconfundível Jesus, na Hebréia, foram os mensageiros divinos que esclareceram aos homens quais os princípios que transformam a criatura ani- malizada no cidadão angélico da moradia celestial. Eles fixaram as bases ou elaboraram os estatutos definitivos da caminhada humana pela senda evolutiva em busca da Verdade. Muitas vezes suas palavras revestiram-se de poesia; doutra feita, ecoavam sob a gravidade sentenciosa da responsabilidade espiritual ou, então, o pensamento augusto e sublime abrigava-se debaixo das parábolas encantadoras. Porém, na essência de tudo o que esses admiráveis instrutores apregoaram ao homem ainda surpreso de o afastarem da sua faina animalesca, permaneceu um só fundamento, uma só verdade — a revelação do Espírito Imortal.

Também haveis de deixar o vosso corpo na cova terrena, e então sereis espíritos desencarnados, tão benfeitores ou malfeitores quanto já o sois no trato das paixões, dos vícios ou das virtudes esposadas na superfície do mundo físico. Conheceis o roteiro que vos pode distanciar da companhia ou do domínio daqueles que ainda se alimentam no banquete detestável das iguarias viciosas do mundo animal. Os desencarnados respiram por afinidade no vosso hálito mental e sintonizam-se à vossa esfera emotiva na conformidade com que lhes ofereceis o alimento adequado; ou eles nutrem-se convosco na efervescência das paixões delituosas ou intercambiam-vos emoções e pensamentos crísticos recepcionados na esfera do Cristo.

Tudo dependerá de vós, na resistência ou imunização contra os espíritos malfeitores do Além. Só o procedimento superior, o afastamento dos vícios estigmatizantes e das iniqüidades humanas é que sintonizam o homem à faixa sideral dos seres angélicos e o protegem contra os espíritos imperfeitos ou maus. Assim como os germes nocivos são atraídos pela deteriorização da fruta podre, os espíritos mal intencionados também acodem pressurosos para junto daqueles que lhes fornecem o alimento impuro e adequado.

 

PERGUNTA: — Embora concordando em que todos os homens são espíritos encarnados e conseqüentemente médiuns potencialmente inatos, perguntamos por que, então, só a doutrina espírita apregoa tal condição humana quando os demais credos religiosos e instituições espiritualistas silenciam a esse respeito?

RAMATIS: — Não é preciso que o homem seja espírita para só então ser considerado médium; o importante é que ele seja bom e digno a fim de cercar-se de boas influências e atrair os bons espíritos. O Catolicismo e o Protestantismo não admitem a mediunidade com a denominação específica que lhe dá o Espiritismo, mas consideram-na uma “graça” extemporânea que Deus só concede às almas santificadas. No entanto, a interpretação diferente ou a denominação do fenômeno mediúnico não lhe muda o caráter só porque se revela noutro ambiente espiritualista ou ocorre num seio religioso adverso aos postulados espíritas. Basta dizer que tanto a Bíblia como a história das religiões católica e protestante estão repletas de relatos de visões e outros fenômenos mediúnicos, malgrado os explicarem à conta de “milagres” ou “graças” inesperadas outorgadas por Deus. E isso se comprova pelas visões proféticas de Dom Bosco, Francisco de Assis, Antônio de Pádua, Papa Pio XII, Sta. Terezinha de Jesus, Maria e outros, inclusive pelas aparições de Lourdes e Fátima, que também não passam de fenômenos mediúnicos registrados por crianças e pessoas “médiuns”.

Alhures, já explicamos que, embora certas instituições espiritualistas procurem sublimar ou aristocratizar os acontecimentos incomuns do intercâmbio de seus adeptos com o mundo oculto, esses foram médiuns na acepção exata e vulgar da palavra, apesar de tentarem disfarçar os fenômenos mediúnicos com uma terminologia iniciática.

A diferença, no caso, é que o Espiritismo trata o assunto da mediunidade às claras, sem “tabus” iniciáticos ou nomenclaturas complexas. Ele os expõe à luz do dia e os examina sem quaisquer ritualismos complicados. O homem que é beneficiado pelo Alto com o “acréscimo” da faculdade mediúnica, através da doutrina espírita, conhece quais são os seus deveres para com o mundo físico e a sua responsabilidade para com a própria alma. Mas, acima de tudo, quer o médium seja beneficiado pela riqueza ou senhor de um cérebro genial glorificado pelo academismo do mundo; ou, então, apenas a criatura paupérrima e ainda onerada pelo fardo da família, o seu dever é servir na medida de suas forças, pois isso é também a tarefa de sua própria redenção espiritual. Desprezando-se todas as interpretações sibilinas, as nomenclaturas afidalgadas e as graduações excepcionais dos acontecimentos iniciáticos de muitas instituições espiritualistas, na essência, elas são puro fenômeno mediúnico.

E assim, pois, eram médiuns o reverendo G. Vale Owen, protestante, quando recebia mensagens mediúnicas de sua progenitora na sacristia de sua própria igreja; Alice A. Bailey psicografando em ambiente iniciático as orientações do iniciado Tibetano; eram médiuns a senhora Helena Blavatsky, o bispo anglicano Leadbeater, Geoffrey Fodson, Elza Barker e outros filiados à Sociedade Teosófica, que receberam comunicações diretas ou indiretas do mundo oculto, apesar de lhes darem uma procedência completamente oposta ao fenômeno propriamente mediúnico e o modo como o encara a doutrina espírita.

Assim é que, embora tais movimentos espiritualistas ou religiosos não usem em seus domínios o vocábulo “médium” na sua expressão espiritista, nem por isso os seus medianeiros deixaram de se enquadrar na técnica sideral da manifestação mediúnica, quando captavam mensagens diretamente de seus Mestres, ou o faziam por intuição. As escolas teosóficas, rosa-cruz, esotéricas e yogas sempre evitaram em seus ensinamentos e práticas o contato mediúnico com as regiões inferiores do mundo invisível, assegurando que: “Assim que o discípulo está pronto, o Mestre também aparece”. Louvavelmente, pugnam para que os seus adeptos se modifiquem primeiramente em sua intimidade espiritual, para só depois tentarem as relações com os seres etéreos do mundo invisível.

Não há dúvida de que se trata de uma disposição sadia, meritória e sensata, mas o Espiritismo é movimento popular e de amplitude geral, destinado a todos os homens. Muito antes de atender somente àqueles que já se colocam no “Caminho da Verdade”, ele se destina a amparar principalmente os homens incrédulos, desajustados e torturados pela eclosão de sua mediunidade de prova. O despertamento desta faculdade exige cuidados urgentes e roteiro seguro, a fim de se evitar o fracasso do programa delineado pelo Espaço.

A manifestação mediúnica não depende da crença ou poderio religioso, nem de convicções pessoais do homem ou do ambiente onde vive, mas é conseqüência inalterável do compromisso que o espírito assumiu antes de se reencarnar, cujo mandato ele requereu em seu próprio benefício e deve ser cumprido na hora aprazada. Quer então seja ateu, participe do ambiente espírita, devote-se a qualquer seita religiosa ou tenha-se comprometido com alguma instituição iniciática, a faculdade mediúnica de “prova” eclode-lhe no momento exato em que deve realmente iniciar a sua tarefa sacrificial.

Ignoram muitos teósofos, esoteristas, adeptos da Rosa-Cruz e alguns outros fratemistas filiados a cursos iniciáticos que, embora se deva louvar o método ideal de o homem desenvolver conscientemente suas faculdades ocultas, independentemente do intercâmbio espiritual e sadio com as almas superiores, desde que ele reencarne na matéria comprometido em exercer a “mediunidade de prova”, terá de submeter-se ao processo gradativo e disciplinado pela técnica espírita de desenvolvimento, preconizada por Allan Kardec.

No entanto, os homens que, devido ao seu elevado aprimoramento espiritual, são médiuns naturais, já usufruindo o dom espontâneo da intuição pura, é fora de dúvida que sempre apresentarão as condições psíquicas incomuns e satisfatórias, para lograrem graduação destacada em qualquer doutrina ou instituição iniciática, sem precisar exercer a função passiva de médium em serviço com os espíritos do astral inferior. Mas os que, em vidas pretéritas, abusaram do seu comando mental e serviram-se de sua inteligência lúcida para tripudiar sobre os menos agraciados pela sorte, que pela cupidez, egoísmo, avareza ou calúnia usufruíram os bens alheios semeando prejuízos irreparáveis, hão de cumprir o seu mandato mediúnico na condição humilhante de ceder sua organização carnal para que velhos adversários, comparsas ou vítimas do passado possam reajustar-se mais breve aos preceitos do Cristo.

 

PERGUNTA: — Se não há necessidade de o homem ser médium para ser espírita ou então ser espírita para ser médium, não podíamos considerar que todas as doutrinas espiritualistas, que provavelmente também sofrem a influência dos desencarnados, não passam de outros tantos movimentos semelhantes ao Espiritismo?

RAMATÍS: — De início, é conveniente distinguir-se o que é Espiritismo e o que significa Mediunismo. Espiritismo é doutrina disciplinada por um conjunto de leis, princípios e regras, que tanto orientam as relações entre os espíritos encarnados e os desencarnados, como também promove a renovação filosófica e moral dos seus adeptos. No entanto, a faculdade mediúnica pode existir independentemente de a criatura ser espírita ou mesmo indiferente aos fenômenos mediúnicos.

Há médiuns que operam em vários setores espiritualistas, mas não aceitam nenhum dos postulados básicos do Espiritismo, assim como também existem espíritas que são alérgicos às sessões mediúnicas e se interessam exclusivamente pelo conteúdo filosófico da doutrina. Aliás, muitas vezes é preferível admitir unicamente os conceitos lógicos e sensatos com que Allan Kardec integrou a codificação espírita, antes mesmo de se buscarem provas e coligirem os princípios doutrinários do Espiritismo por intermédio de alguns médiuns manhosos, tolos, anímicos e preguiçosos, que nem sempre mantêm conduta regular no mundo profano.

Só pelo fato de verificar-se a atuação de espíritos em qualquer gênero de trabalhos mediúnicos, não se infere disso que ali se pratique Espiritismo. A doutrina espírita só é realmente confirmada em sua prática quando, independentemente dos fenômenos mediúnicos, os seus adeptos aceitam e cultuam as suas regras e os seus princípios morais elevados no trato da vida material. Não basta ao homem freqüentar os centros espíritas, ouvir espíritos”falarem”da vida imortal, solicitar receitas e passes, para que assim já se considere excelente espírita. Sem dúvida, coisa parecida também fazem o católico e outros religiosos que ainda consideram confusamente a devoção interesseira e a mendicância aos santos e profetas como sendo sua própria renovação espiritual.

É necessário que os adeptos da doutrina espírita, muito além de assíduos espectadores das reuniões mediúnicas e “pedinchões” incorrigíveis dos benefícios doados pelo Além, se integrem também ao cumprimento incondicional dos seus postulados morais que, acima de tudo, devem melhorar a conduta do homem. Há muitos espíritas egressos do Catolicismo, antigos e ociosos freqüentadores de missas, de novenas e viciados nas comunhões que, depois de filiados ao Espiritismo, ainda conservam a mesma idiossincrasia e displicência de antes no cumprimento de seus deveres.

Malgrado mostrarem-se muito impressionados com a fenomenologia mediúnica, não se acomodam bem com a doutrina e continuam estagnados espiritualmente sem se ajustarem aos ensinamentos que objetivam a mais breve integração do homem ao reino do Cristo. Apáticos ainda à missão redentora do Espiritismo, alguns “ex-católicos” recém-ingressos na seara sublimam suas antigas devoções e rogativas, viciando-se com o passe “que sempre faz bem” ou a receita mediúnica, que deve atender desde a erupção do cotovelo até à hepatite resultante do abuso dos condimentos e alcoólicos. Equivocando-se quanto ao sentido exato do Espiritismo, como doutrina de redenção espiritual, os neófitos requerem a atenção dos afadigados trabalhadores do Espaço para lhes solucionarem as quizilas domésticas ou corrigir os parentes desabusados das coisas espirituais.

O espírita, como dizia Allan Kardec, “conhece-se pela modificação moral que ele efetua todos os das” E se assim não fora, bastaria a presença assídua dos seus simpatizantes aos centros espíritas e a utilização indiscriminada do serviço mediúnico, para então se caracterizar o verdadeiro espírita. Em breve, também se poderia instituir a “carteira de freqüência”, semelhante ao que se faz nas escolas, graduando-se o espírita tanto quanto fosse a sua presença às reuniões mediúnicas e a maior quantidade de passes e receitas que ele pudesse solicitar aos médiuns, a exemplo do que acontece na Igreja Católica, em que a prodigalidade de confissões, missas e comunhões também gradua o bom Católico.

 

PERGUNTA: — Considerando-se, ainda, que todos nós somos médiuns, diferindo somente quanto à maior ou menor sensibilidade na escala mediúnica, como é possível destacar aqueles que precisam desenvolver-se sob a técnica espírita?

RAMATÍS: Os homens que já manifestam sua faculdade mediúnica de modo ostensivo, nos quais se percebe a ocorrência de um “fenômeno incomum”, ou algo estranho que lhes domina a mente, a vontade, ou produz a perturbação psíquica, são criaturas necessitadas de um desenvolvimento mediúnico disciplinado e sob o controle de pessoas mais experimentadas.

Sem dúvida, conforme explicamos anteriormente, trata-se de espíritos que já se reencarnaram comprometidos com a “mediunidade de prova”, e onerados por severas obrigações cárinicas decorrentes de suas iniqüidades do passado. Esses espíritos são agraciados pela bondade dos Mentores do Alto através da hipersensibilidade do seu perispírito, decorrente da intervenção dos técnicos siderais, e assim reencarnam-se com a “graça prematura” de participarem de um serviço extra e obrigatório no mundo físico, que lhes desperte a sensibilidade para os objetivos espirituais.

A verdade é que tanto os homens cultos ou ignorantes, ricos ou pobres, desde que sofram a insidiosa perturbação que lhes afeta o psiquismo e destrambelha os nervos, nãe passam de criaturas necessitadas do urgente socorro dos trã= balhos espíritas, para se ajustarem novamente ao seu comando psíquico e harmonizarem-se com seus velhos adversários do pretérito.

Alguns encarnados, cuja mediunidade às vezes reponta de súbito, com sintomas obsessivos, requerendo os cuidados urgentes de outros médiuns já desenvolvidos, podem ter- se reencarnado com a obrigação cármica de abalar as convicções infantis ou ateístas de sua própria família carnal. Desde que são responsáveis, no passado, por acontecimentos morais que levaram algumas criaturas ao desespero, à loucura ou até ao suicídio, eles se obrigam a suportar a prova da obsessão e lograr a sua cura posterior, com o fito de abalar as convicções de sua parentela carnal que, comumente, são suas próprias vítimas de ontem.

Embora todos os homens sejam realmente mais ou menos influenciados pela atuação dos espíritos desencarnados, não deveis esquecer de que também existem espíritos bons, em tarefa benfeitora para com aqueles que na vida física buscam a sua reabilitação espiritual. Mas é necessário ao homem renovar-se incessantemente na composição dos seus pensamentos e manifestações dos seus sentimentos, adestrando-se tanto quanto possível no curso superior da vida espiritual. Os que desejarem livrar-se da companhia das entidades das sombras não podem descurar do seu apuro moral, do estudo superior e do seu controle emotivo e mental sobre os desejos inferiores e as paixões violentas.

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Índice de MEDIUNISMO DE RAMATIS

Ramatis. No campo da mediunidade. Algumas palavras do médium. Preâmbulo. Sobre Hercílio Maes.

CAPÍTULO 1 – Considerações sobre o”Livro dos Médiuns”

CAPITULO 2 – A Mediunidade e o”Consolador” prometido

CAPITULO 3 – Todas as criaturas são médiuns?

CAPITULO 4 – A”prova” da obsessão

CAPITULO 5 – Os trabalhadores ativos no serviço mediúnico

CAPÍTULO 6 – O médium de “mesa” e o de”terreiro”

CAPITULO 7 – Considerações sobre a mediunidade natural e a de prova

CAPITULO 8 – As dificuldades nas comunicações mediúnicas com o Alto

CAPITULO 9 – A extensão e profundidade das comunicações mediúnicas

CAPITULO 10 – O médium anímico-mediúnico e o Intuitivo

CAPITULO 11 – Uma observação individual

CAPITULO 12 – A mediunidade mecânica

CAPITULO 13 – A mediunidade intuitiva e a de incorporação

CAPÍTULO 14 – Mediunidade sonambúlica

CAPITULO 15 – Trabalhos de tiptologia

CAPITULO 16 – As comunicações perversivas pela tiptologia

CAPÍTULO 17 – Considerações sobre a vidência

CAPITULO 18 – Vidência ideoplástica

CAPITULO 19 – Algumas observações sobre o animismo

CAPITULO 20 – O aproveitamento anímico nas comunicações mediúnicas

CAPITULO 21 – A influência anímica na abertura dos trabalhos mediúnicos

CAPÍTULO 22 – A sugestão e a imaginação nas comunicações mediúnicas

CAPITULO 23 – O espírita e o bom humor

CAPITULO 24 – A telepatia e as comunicações mediúnicas

CAPITULO 25 – O problema da mistificação

CAPITULO 26 – As comunicações dos espíritos sobre tesouros enterrados

CAPITULO 27 – Considerações sobre a castidade por parte dos médiuns

CAPITULO 28 – Aspectos psicológicos das encarnações de apóstolos e líderes do cristianismo

CAPITULO 29 – A função dos guias e as obrigações dos médiuns

CAPITULO 30 – O peditório aos amigos do espaço

CAPITULO 31 – As influências obsessivas sobre os médiuns e suas consequências

CAPÍTULO 32 – Considerações sobre o desenvolvimento mediúnico